RIVELINO
Rivelino da Silva Pinho nasceu no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), em
16 de agosto de 1966.
Começou no futebol muito jovem jogando no Colégio Militar do Rio de Janeiro,
despertando a atenção de seu técnico e de amigos e decidiu procurar por uma
equipe, chegando ao Campo Grande, onde passou a atuar entre os juvenis. Recomendado
por um amigo, o treinador Neca, da Escolinha do Botafogo, o levou para o clube,
onde passou dos infantis até os juvenis, de 1981 a 1985.
Em 1985, Rivelino foi um dos jogadores convocados para defender o Rio de
Janeiro no 8º Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais da categoria de juvenis.
Inicialmente foram chamados 32 jogadores pelo técnico Joel Martins. Apenas 17
disputaram a competição (um deles, Rivelino), em que o Rio de Janeiro ficou em
terceiro lugar. Dentre os que fizeram parte dessa equipe estavam Zé Ricardo e
Zinho, do Flamengo, Alexandre Torres, do Fluminense, e William, do Vasco da
Gama.
Fez sua estreia na equipe principal do Botafogo no dia 20 de abril de 1986, no
empate em 0 x 0 contra o Puntarenas, de Costa Rica, em jogo válido pelo Torneio
Pentagonal da Costa Rica, competição que o Botafogo disputou com uma equipe
formada por jogadores reservas e juniores, tendo em vista que seus principais atletas
estavam envolvidos com o Campeonato Carioca desse ano. O Botafogo formou com
Laguzza, Rogério, Christiano, Zé Luiz e Mânica; Demétrio, Isaac e Luiz Cláudio
(Fabiano); Idevaldo (Alcides), Rivelino e Cláudio (Lepe). Técnico: Kleber
Camerino.
O Botafogo venceu o torneio, que teve como participantes, além do Puntarenas,
Saprissa, também de Costa Rica, Atlante, do México, e da Seleção de Cuba.
Depois disso, só voltaria a jogar em 23 de novembro de 1986, em Campina Grande
(PB), quando o Botafogo venceu o Treze local, por 1 x 0, pelo Campeonato
Brasileiro. Também por essa competição, fez seu último jogo com a camisa do
Botafogo, em 10 de dezembro de 1986, com derrota de 1 x 0 para o Joinville
(SC).
No total, foram apenas sete jogos defendendo o Botafogo.
Não teve muitas oportunidades no Rio de Janeiro e se transferiu em 1987 para o
Atlético, de Alagoinhas (BA). O clube foi muito mal no 1º turno do Campeonato
Baiano e na procura por reforços para o segundo, levou Rivelino, que estreou no
dia 31 de maio de 1987, na vitória de 1 x 0 sobre o Serrano.
Mesmo contando com o atacante Jésum, o Atlético não terminou o campeonato
baiano em uma boa colocação, ficando em sexto lugar.
Disputou o Campeonato Baiano de 1988 até o dia 26 de junho, quando fez seu
último jogo pelo Atlético.
No ano seguinte, passou para o Fluminense, de Feira de Santana (BA), onde
permaneceu até 1990, quando se transferiu para a Catuense (BA), clube onde
viveu seus melhores momentos.
Seu maior sucesso foi alcançado quando se tornou artilheiro do Campeonato
Brasileiro da Série B de 1990, com 11 gols.
Estreou no dia 19 de agosto de 1990, no empate em 0 x 0 com o Central, de
Caruaru (PE), e depois marcou gols no jogo contra o Itaperuna (2 x 1 - o da
vitória), os dois da vitória de 2 x 1 sobre o Central, em 23.09, em Caruaru
(PE), um no 3 x 0 sobre o Juventus (SP), em 29.09 e mais um no 3 x 0 sobre o
Americano (RJ), em Campos, em 02.10. A Catuense ficou em primeiro lugar do
Grupo C. Na Segunda Fase continuou marcando gols: o da vitória de 1 x 0 sobre o
Ceará, em 04.11 e o do empate em 1 x 1 contra esse mesmo Ceará, em 14.11. A
Catuense novamente foi primeiro lugar do seu grupo. Na Terceira Fase, os dois no
2 x 2 com o Atlético Paranaense, em 02.12, e os dois da vitória de 3 x 1 sobre
o Operário (PR), em 05.12. A Catuense ficou em quarto lugar no grupo e de fora
da final. Ficou em 4º lugar na classificação geral.
Seu bom desempenho chamou a atenção do Vasco da Gama (RJ), que o levou, por
empréstimo, em janeiro de 1991.
Por questões burocráticas, Rivelino não teve oportunidades para jogar no Vasco
da Gama. O Fluminense, de Feira de Santana, dono do seu passe, e a Catuense,
que quis ficar com ele em definitivo, com o primeiro não aceitando, fez com que
o clube carioca esbarrasse numa luta sem tréguas e que nem o Tribunal da
Federação Baiana não conseguiu resolver.
Durante esse período, treinou, marcou gols em treino, recebeu os salários, mas
não pôde atuar pelo Vasco da Gama.
Após a prematura desclassificação no Campeonato Brasileiro, o Vasco da Gama o
devolveu para a Catuense.
Vasco da Gama 1991 e retornou à Catuense, onde permaneceu até 1994, quando foi
emprestado ao Bahia, até o final deste ano, conquistando o título estadual pelo
tricolor baiano.
Posteriormente, consolidou sua carreira defendendo equipes do interior do Rio
Grande do Sul: Esportivo, de Bento Gonçalves (1999 a 2001, 2003 e 2005), Internacional,
de Santa Maria (2000), 15 de Novembro, de Campo Bom (2002), Brasil, de Pelotas
(2003), Gaúcho, de Passo Fundo (2004), Garibaldi (2006) e Ivoti (2007), quando
encerrou sua carreira aos 43 anos de idade.
Em 2007 estreou como técnico dos juniores do Esportivo. Em 2008, foi técnico
dos juniores do Ulbra.
Em 2000, atuando pelo Esportivo, Rivelino fez parte da Seleção do Campeonato
Gaúcho escolhida pela ACEG - Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos, que
ficou assim composta: Gilmar (Caxias), Jairo Santos (Caxias), Marinho (Grêmio),
Lúcio (Internacional) e Sandro Neves (Caxias); Enciso (Internacional), Ivair
(Caxias), Gil Baiano (Caxias) e Rivelino (Esportivo); Ronaldinho (Grêmio) e Fabiano
(Internacional).






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