domingo, 16 de agosto de 2026

VOCÊ LEMBRA QUE ESTE JOGADOR PASSOU PELO BOTAFOGO?



RIVELINO

Rivelino da Silva Pinho nasceu no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), em 16 de agosto de 1966.
Começou no futebol muito jovem jogando no Colégio Militar do Rio de Janeiro, despertando a atenção de seu técnico e de amigos e decidiu procurar por uma equipe, chegando ao Campo Grande, onde passou a atuar entre os juvenis. Recomendado por um amigo, o treinador Neca, da Escolinha do Botafogo, o levou para o clube, onde passou dos infantis até os juvenis, de 1981 a 1985.
Em 1985, Rivelino foi um dos jogadores convocados para defender o Rio de Janeiro no 8º Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais da categoria de juvenis. Inicialmente foram chamados 32 jogadores pelo técnico Joel Martins. Apenas 17 disputaram a competição (um deles, Rivelino), em que o Rio de Janeiro ficou em terceiro lugar. Dentre os que fizeram parte dessa equipe estavam Zé Ricardo e Zinho, do Flamengo, Alexandre Torres, do Fluminense, e William, do Vasco da Gama.


Fez sua estreia na equipe principal do Botafogo no dia 20 de abril de 1986, no empate em 0 x 0 contra o Puntarenas, de Costa Rica, em jogo válido pelo Torneio Pentagonal da Costa Rica, competição que o Botafogo disputou com uma equipe formada por jogadores reservas e juniores, tendo em vista que seus principais atletas estavam envolvidos com o Campeonato Carioca desse ano. O Botafogo formou com Laguzza, Rogério, Christiano, Zé Luiz e Mânica; Demétrio, Isaac e Luiz Cláudio (Fabiano); Idevaldo (Alcides), Rivelino e Cláudio (Lepe). Técnico: Kleber Camerino.
O Botafogo venceu o torneio, que teve como participantes, além do Puntarenas, Saprissa, também de Costa Rica, Atlante, do México, e da Seleção de Cuba.


Depois disso, só voltaria a jogar em 23 de novembro de 1986, em Campina Grande (PB), quando o Botafogo venceu o Treze local, por 1 x 0, pelo Campeonato Brasileiro. Também por essa competição, fez seu último jogo com a camisa do Botafogo, em 10 de dezembro de 1986, com derrota de 1 x 0 para o Joinville (SC).
No total, foram apenas sete jogos defendendo o Botafogo.

Não teve muitas oportunidades no Rio de Janeiro e se transferiu em 1987 para o Atlético, de Alagoinhas (BA). O clube foi muito mal no 1º turno do Campeonato Baiano e na procura por reforços para o segundo, levou Rivelino, que estreou no dia 31 de maio de 1987, na vitória de 1 x 0 sobre o Serrano.
Mesmo contando com o atacante Jésum, o Atlético não terminou o campeonato baiano em uma boa colocação, ficando em sexto lugar.
Disputou o Campeonato Baiano de 1988 até o dia 26 de junho, quando fez seu último jogo pelo Atlético.
No ano seguinte, passou para o Fluminense, de Feira de Santana (BA), onde permaneceu até 1990, quando se transferiu para a Catuense (BA), clube onde viveu seus melhores momentos.
Seu maior sucesso foi alcançado quando se tornou artilheiro do Campeonato Brasileiro da Série B de 1990, com 11 gols.
Estreou no dia 19 de agosto de 1990, no empate em 0 x 0 com o Central, de Caruaru (PE), e depois marcou gols no jogo contra o Itaperuna (2 x 1 - o da vitória), os dois da vitória de 2 x 1 sobre o Central, em 23.09, em Caruaru (PE), um no 3 x 0 sobre o Juventus (SP), em 29.09 e mais um no 3 x 0 sobre o Americano (RJ), em Campos, em 02.10. A Catuense ficou em primeiro lugar do Grupo C. Na Segunda Fase continuou marcando gols: o da vitória de 1 x 0 sobre o Ceará, em 04.11 e o do empate em 1 x 1 contra esse mesmo Ceará, em 14.11. A Catuense novamente foi primeiro lugar do seu grupo. Na Terceira Fase, os dois no 2 x 2 com o Atlético Paranaense, em 02.12, e os dois da vitória de 3 x 1 sobre o Operário (PR), em 05.12. A Catuense ficou em quarto lugar no grupo e de fora da final. Ficou em 4º lugar na classificação geral.
Seu bom desempenho chamou a atenção do Vasco da Gama (RJ), que o levou, por empréstimo, em janeiro de 1991.
Por questões burocráticas, Rivelino não teve oportunidades para jogar no Vasco da Gama. O Fluminense, de Feira de Santana, dono do seu passe, e a Catuense, que quis ficar com ele em definitivo, com o primeiro não aceitando, fez com que o clube carioca esbarrasse numa luta sem tréguas e que nem o Tribunal da Federação Baiana não conseguiu resolver.
Durante esse período, treinou, marcou gols em treino, recebeu os salários, mas não pôde atuar pelo Vasco da Gama.
Após a prematura desclassificação no Campeonato Brasileiro, o Vasco da Gama o devolveu para a Catuense.
Vasco da Gama 1991 e retornou à Catuense, onde permaneceu até 1994, quando foi emprestado ao Bahia, até o final deste ano, conquistando o título estadual pelo tricolor baiano.
Posteriormente, consolidou sua carreira defendendo equipes do interior do Rio Grande do Sul: Esportivo, de Bento Gonçalves (1999 a 2001, 2003 e 2005), Internacional, de Santa Maria (2000), 15 de Novembro, de Campo Bom (2002), Brasil, de Pelotas (2003), Gaúcho, de Passo Fundo (2004), Garibaldi (2006) e Ivoti (2007), quando encerrou sua carreira aos 43 anos de idade.
Em 2007 estreou como técnico dos juniores do Esportivo. Em 2008, foi técnico dos juniores do Ulbra.
Em 2000, atuando pelo Esportivo, Rivelino fez parte da Seleção do Campeonato Gaúcho escolhida pela ACEG - Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos, que ficou assim composta: Gilmar (Caxias), Jairo Santos (Caxias), Marinho (Grêmio), Lúcio (Internacional) e Sandro Neves (Caxias); Enciso (Internacional), Ivair (Caxias), Gil Baiano (Caxias) e Rivelino (Esportivo); Ronaldinho (Grêmio) e Fabiano (Internacional).



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