sábado, 2 de maio de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Dodô



Ricardo Lucas, o Dodô, nasceu na Vila Matilde (zona leste da cidade de São Paulo) em 2 de maio de 1974.
Foi revelado pelo Nacional, da capital paulista, em 1992. Teve ainda uma rápida passagem pelo Fluminense entre 1994 e 1995, antes de chegar ao São Paulo em 1995.
Após ser emprestado ao Paraná no ano de 1996, o atacante retornou ao São Paulo e assumiu a titularidade. No tricolor paulista, Dodô foi artilheiro do Campeonato Estadual de 1997 e do Torneio Rio-São Paulo de 1998, com dezenove e cinco gols, respectivamente. Ajudou o São Paulo a conquistar o Estadual de 1998. No total, pelo São Paulo Dodô fez 168 jogos e marcou 94 gols.
Deixou o tricolor paulista em 1999 e passou a defender o Santos até 2001. Em agosto daquele ano, foi contratado pelo Botafogo, onde estreou no dia 16 de setembro de 2001, na vitória de 2 x 0 sobre o Botafogo, de Ribeirão Preto (SP), pelo Campeonato Brasileiro.
Na primeira passagem de Dodô pelo Botafogo esses foram seus números:

ANO

J

V

E

D

GM

2001

15

4

2

9

6

2002

28

12

10

6

26

TOTAL

43

16

12

15

32


Porém, o Botafogo encontrava-se em má fase financeira e teve que dispensar vários jogadores para o Campeonato Brasileiro de 2002, quando o clube acabou sendo rebaixado. Dodô acertou sua volta ao Estado de São Paulo para atuar pelo Palmeiras. Contudo, naquele ano, a equipe também acabou sendo rebaixada. Dodô pouco atuou naquela competição pois estava frequentemente lesionado.
Dodô então resolveu ir para o futebol asiático. Jogou, entre 2003 e 2004, no Ulsan Hyundai, da Coréia do Sul - 27 jogos e 36 gols - e, em 2005, no Oita Trinita, do Japão.
Retornou ao Brasil no segundo semestre de 2005 para defender o Goiás. Contudo, era reserva no time goiano. Este fato o fez acertar sua volta ao Botafogo no início de 2006. No Glorioso, Dodô ajudou a equipe a vencer a Taça Guanabara e o Campeonato Carioca de 2006, sendo artilheiro da competição, com nove gols. No Campeonato Brasileiro, Dodô era o artilheiro da competição com nove gols quando decidiu transferir-se para o futebol árabe. Dodô foi defender o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, mas, em 2007, voltou para o Botafogo. Foi campeão da Taça Rio, vice-campeão do Campeonato Carioca e novamente artilheiro desta competição, com 13 gols (ao lado de Marcelo, do Madureira).
No início de julho de 2007, o atacante foi pego no exame antidoping. O atacante foi suspenso por 120 dias inicialmente, mas entrou com recurso e foi absolvido por não ter sido considerada a sua culpa. No fim da temporada, Dodô anunciou que não renovaria seu contrato com o alvinegro carioca para 2008. Neste ano, Dodô recebeu a Chuteira de Ouro da revista Placar pelo seu desempenho no Botafogo em 2007, sendo o principal goleador daquele ano no futebol brasileiro e o troféu “Craque do Brasileirão”, por ter sido escolhido o segundo melhor atacante do Campeonato Brasileiro.

ANO

J

V

E

D

GM

2006

29

11

9

9

24

2007

52

24

16

12

34

TOTAL

81

35

25

21

58


Ao todo no Botafogo foram 124 jogos, com 51 vitórias, 37 empates e 36 derrotas, marcando 90 gols.
Em 2008 foi uma das principais contratações do Fluminense. Quando começava a jogar com frequência no time titular, sofreu uma fratura de um osso frontal da face e foi informado que ficaria dois meses parado. Foi dispensado do Fluminense no final de agosto de 2008. Poucos dias após se desligar do Fluminense, Dodô recebeu do Tribunal Arbitral do Esporte o resultado do processo sobre seu doping, resultando na sua suspensão por dois anos. A sentença levou em conta parte do tempo do processo e, assim, o jogador só poderia voltar a atuar em 7 de novembro de 2009.
Após cumprir a suspensão, acertou com o Vasco da Gama em 16 de dezembro de 2009.
Após o início promissor, o rendimento de Dodô foi caindo a cada jogo. Voltou para a reserva, e nos treinos era visível sua falta de ânimo. No dia 4 de junho, de comum acordo entre ambas as partes, o atacante rompeu seu compromisso com o clube. Foram 28 jogos e 11 gols marcados nesta volta aos gramados.
No dia 10 de junho de 2010, Dodô acertou com a Portuguesa de Desportos para a disputa do Campeonato Brasileiro - Série B. Foi dispensado pouco menos de um ano depois, em 1º de março de 2011.
No mesmo mês, Dodô acertou com o Americana (SP) para a disputa da Série B do Campeonato Paulista. No entanto, uma contusão forçou-o a fazer uma cirurgia no joelho, adiando para 2012 seu retorno aos gramados.
Foi anunciado pelo Grêmio Osasco no dia 21 de fevereiro de 2013, assinando contrato até o final da Série A2 do Campeonato Paulista. Jogou apenas cinco partidas e, no dia 30 de março de 2013, acertou com o Barra da Tijuca para a disputa do Campeonato Carioca - Série A2.
Sem atuar desde 2013, Dodô fez um curso para treinador no início do ano de 2015, ministrado por profissionais da CBF, na Granja Comary, com duração de dez dias e aulas divididas em dois períodos.
Chegou a comandar o Rio Negro, de Manaus (AM), por um mês, em 2016, mas deixou a equipe no dia 17 de agosto.
Na Seleção Brasileira, Dodô disputou cinco jogos (todos em 1997), com cinco vitórias, o primeiro deles em 10 de agosto, com vitória de 2 x 1 sobre a Coréia do Sul, e o último em 11 de novembro, vitória de 3 x 0 sobre País de Gales. Marcou dois gols, na vitória de 4 x 2 sobre o Equador, em 10 de setembro de 1997.
Recebeu o apelido de “Artilheiro dos Gols Bonitos”, pelos belos gols que fez ao longo de sua carreira.
Atualmente é comentarista esportivo na TV.









sexta-feira, 1 de maio de 2026

MENSÁRIO BOTAFOGUENSE: janeiro de 1971


Segundo Aurélio Buarque de Holanda, mensário é uma “publicação periódica mensal”.
Apesar do nome esquisito, em julho de 2023 tentamos iniciar um novo projeto de divulgação da história do Botafogo, o Mensário Botafoguense. Não conseguimos dar continuidade...
A maior obra publicada sobre o Botafogo é o livro de Alceu Mendes de Oliveira Castro (O Futebol no Botafogo 1904-1950).
Bastante tempo depois, Carlos Ferreira Vilarinho lançou O Futebol no Botafogo 1951-1960, 1961-1965 e recentemente adquiri para a minha “biblioteca botafoguense” mais um livro desse autor, compreendendo o período 1966/1970.
Sem ter a pretensão de ser fonte de tantas informações a respeito do Botafogo, apenas na condição de torcedor desse clube e por achar que todo botafoguense tem a obrigação de tentar dar continuidade ao trabalho do Alceu e do Vilarinho, estaremos, a partir de hoje, e a cada mês, tentando esmiuçar os fatos ocorridos na história do Botafogo, começando por janeiro de 1971.
Mês a mês, em cada ano, sempre que possível e com base nas matérias que os jornais e revistas publicaram, ao menos vamos fazer uma tentativa. Se vai dar certo ou não, só o tempo dirá.


segunda-feira, 4 de janeiro de 1971
O elenco do Botafogo volta das férias. Jogadores falam em não embarcar para a excursão ao exterior se os salários atrasados de quase três meses não forem pagos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 1971
A delegação do Botafogo embarcou para a Colômbia, onde disputaria o Torneio Pentagonal “Ciudad de Bogotá” com três times colombianos (Independiente Santa Fé, Deportivo Cali e Millonarios) e o Partizan, da Iugoslávia.
Viajou assim formada: Chefe - Luís Dias, Treinador: Paulinho de Almeida, Preparador Físico - Luís Henrique (que substituiu Admildo Chirol), Supervisor - Paraguaio, Médico - Renê Mendonça, Massagista - Bento Mariano, Roupeiro - Jair, Jornalista - Sebastião Pereira; e os seguintes jogadores: Ubirajara Motta, Moreira, Chiquinho Pastor, Leônidas, Waltencir, Nei Conceição, Carlos Roberto, Zequinha, Roberto Miranda, Jairzinho, Paulo César Lima, Cao, Mura, Moisés, Osmar, Torino, Rogério e Ferretti.

domingo, 17 de janeiro de 1971
INDEPENDIENTE SANTA FÉ 2 x 1 BOTAFOGO
Torneio Pentagonal “Cidade de Bogotá”
Local: El Campín, Bogotá (Colômbia)
Árbitro: Mario Canessa (Chile)
Gols: Roberto Miranda, 31; Campaz, 62 e Alzate, 81
INDEPENDIENTE SANTA FÉ: Ovejero (Sankovic), Manjarrés, Basílico, Rodríguez e Aguirre; González e Seki; Cañon, Alzate, Campaz e Montaño (Ramírez) (Garcia).
BOTAFOGO: Ubirajara Motta, Moreira, Chiquinho Pastor, Leônidas e Waltencir; Carlos Roberto e Nei Conceição (Torino); Zequinha (Rogério) (Ferretti), Roberto Miranda, Jairzinho e Paulo César Lima. Técnico: Paulinho de Almeida.

No mesmo dia, no Centro Esportivo de Pirituba, em São Paulo (SP), o Botafogo venceu o Nacional, de São Paulo (SP), por 3 x 1, em jogo válido pela Taça São Paulo de Futebol Junior. Luizinho, duas vezes, e Galdino, marcaram os gols do Botafogo.
Formou o Botafogo com Paulo, Calibé, Maurício, Pedro Paulo e Nei Dias; Nandes e Marco Aurélio; Tuca, Perácio, Luizinho e Galdino. Técnico: Manoel dos Santos Victorino “Neca”.

quarta-feira, 20 de janeiro de 1971
DEPORTIVO CALI 0 x 1 BOTAFOGO
Torneio Pentagonal “Cidade de Bogotá”
Local: Pascual Guerrero, Cali (Colômbia)
Árbitro: Omar Delgado (Colômbia)
Gol: Roberto Miranda
Expulsões: Carlos Roberto, do Botafogo, e Agudelo, do Deportivo Cali
DEPORTIVO CALI: Righi, Viafara, Bautista, Valencia e Caicedo; Fernando e Arboleda; Gallego, Agudelo, Olmedo e Meza.
BOTAFOGO: Ubirajara Motta, Moreira, Moisés, Leônidas e Waltencir; Carlos Roberto e Nei Conceição; Zequinha, Roberto Miranda, Jairzinho e Paulo César Lima (Torino). Técnico: Paulinho de Almeida.

domingo, 24 de janeiro de 1971
MILLONARIOS 1 x 2 BOTAFOGO
Torneio Pentagonal “Cidade de Bogotá”
Local: El Campín, Bogotá (Colômbia)
Árbitro: Guillermo Velasquez (Colômbia)
Gols: Paulo César Lima, 4; Roberto Miranda, 14 e Lavezzi, 89
BOTAFOGO: Ubirajara Motta, Moreira, Chiquinho Pastor, Leônidas e Waltencir; Carlos Roberto e Nei Conceição; Zequinha, Roberto Miranda, Jairzinho e Paulo César Lima. Técnico: Paulinho de Almeida.
MILLONARIOS: Quintana, Hernandez, Villano, Gaviria e Castro; Muggionne e Garcia; Lavezzi, Brand, Subiat e Lobatón.

terça-feira, 26 de janeiro de 1971
Três jogadores do Botafogo foram convocados para defenderem a Seleção Brasileira que iria disputar a Olimpíada de Munich: o zagueiro Osmar, o meio-de-campo Marco Aurélio e o atacante Nilson Dias.

sexta-feira, 29 de janeiro de 1971
BOTAFOGO 0 x 1 PARTIZAN (Iugoslávia)
Torneio Pentagonal “Cidade de Bogotá”
Local: El Campín, Bogotá (Colômbia)
Árbitro: Guillermo Velasquez (Colômbia)
Gol: Moca Vukotic
BOTAFOGO: Ubirajara Motta, Moreira, Chiquinho Pastor, Leônidas e Waltencir; Carlos Roberto e Nei Conceição; Zequinha, Roberto Miranda, Jairzinho e Paulo César Lima. Técnico: Paulinho de Almeida.
PARTIZAN: Miodrag Knezevic, Milos Radakovic, Milan Damjanovic, Milan Petrovic e Blagoje Paunovic; Nicola Budisic e Pavle Grubjesic; Refik Kozic, Nenad Bjekovic, Moca Vukotic e Radomir Antic. Treinador: Gojko Zec.
Nota: Um pontapé de Roberto em Paunovic, aos 43 minutos do primeiro tempo, provocou a invasão do campo e a briga generalizada entre os 22 que jogavam e todos os reservas dos dois times. Contornado o conflito, o árbitro expulsou Roberto e Carlos Roberto, com o que não se conformaram os jogadores do Botafogo que, solidários, abandonaram o gramado. O árbitro aguardou durante cinco minutos regulamentares e considerou o jogo encerrado, dando a vitória e o título de campeão do torneio ao Partizan, que estava ganhando por 1 x 0. Esse jogo, já como simples amistoso, seria realizado novamente no dia 03.02.1971.

sábado, 30 de janeiro de 1971
Novamente jogando no Centro Esportivo de Pirituba, o Botafogo voltou a vencer na Taça São Paulo de Futebol Junior. Foi a terceira vitória do alvinegro. O jogo foi contra o Palmeiras, derrotado pelo placar de 4 x 0. Os gols foram marcados por Edinho, Perácio, Luizinho e Galdino.
O Botafogo formou com Paulo, Calibé, Maurício, Pedro Paulo e Nei Dias; Nandes e Edinho (Niltinho); Tuca, Perácio (Luiz Carlos), Luizinho e Galdino. Técnico: Manoel dos Santos Victorino “Neca”.
O Botafogo terminou o Grupo A na primeira colocação, com três vitórias.

domingo, 31 de janeiro de 1971
ATLÉTICO NACIONAL-Medellín (Colômbia) 1 x 1 BOTAFOGO
Amistoso
Local: Atanasio Girardot, Medellín (Colômbia)
Árbitro: ???
Gols: Jairzinho, 2 e Javier Tamayo, 81
ATLÉTICO NACIONAL: Raúl Navarro, Gerardo Moncada, Teófilo Campaz, Oscar Calics e Gilberto Osório; Tito Gomez e Abel Álvarez; Escobar, Jorge Fernández, López (Javier Tamayo) e Gustavo Santa.
BOTAFOGO: Ubirajara Motta, Moreira, Chiquinho Pastor (Moisés), Leônidas e Waltencir; Carlos Roberto e Nei Conceição; Zequinha, Roberto Miranda (Ferretti), Jairzinho e Paulo César Lima. Técnico: Paulinho de Almeida.