terça-feira, 30 de junho de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Marcelo Augusto


Marcelo Augusto Magalhães Ferreira nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 30 de junho de 1976.
Embora sua posição de origem fosse a de zagueiro, atuou em outras oportunidades improvisado na ala como lateral-esquerdo devido à sua capacidade física e boa recomposição.
Marcelo Augusto construiu grande parte de sua formação e carreira profissional defendendo o Botafogo, clube em que permaneceu vinculado de 1994 a 1999.
Em 1994 fez parte do time do Botafogo que conquistou o 2º turno do Campeonato Carioca de Juniores.
Se profissionalizou em 1995.
Integrou o elenco alvinegro em conquistas expressivas no cenário nacional e regional na segunda metade dos anos 90, sendo campeão do Campeonato Carioca de 1997 e do Torneio Rio-São Paulo de 1998 (tendo participado de cinco dos dez jogos).
Sua estreia no time principal do Botafogo aconteceu em 24 de novembro de 1996, substituindo Zé Carlos na derrota para a Portuguesa de Desportos, por 4 x 1, pelo Campeonato Brasileiro, último jogo do clube no ano e seu único jogo.
Em junho de 1997, Marcelo Augusto viveu um trágico drama pessoal que repercutiu na imprensa nacional. Ele estava na direção de um veículo modelo Fiat Tipo que sofreu um grave acidente na cidade do Rio de Janeiro. No desastre, infelizmente faleceu seu irmão mais novo, Alex Augusto Ferreira (de apenas 18 anos), que era uma das grandes promessas da equipe juvenil de basquete do Botafogo na ocasião.
Ainda assim, a temporada de 1997 foi a que ele mais atuou, em 22 oportunidades.
Jogou 13 vezes em 1998 e apenas três em 1999.
No total, atuou em 39 jogos entre 1996 e 1999. Não marcou gol.
Sua última partida foi em 26 de maio de 1999, com derrota de 2 x 0 para o Madureira, pelo Campeonato Carioca.
Depois que deixou o Botafogo, disputou o Campeonato Paraense, a Copa do Brasil e a Série B do Campeonato Brasileiro no ano de 2003, pelo Clube do Remo (PA). Conquistou o Campeonato Paraense desse ano.
Em dezembro de 2003 se apresentou ao Avaí, de Florianópolis (SC), como o mais novo reforço do clube para a temporada 2004. Foi semifinalista do Campeonato Catarinense de 2005.
Em 2006 disputou o Campeonato Carioca pelo América.
Depois, esteve no Goytacaz, de Campos (RJ), disputando o Campeonato Carioca da Segunda Divisão.
Aposentado dos gramados e detentor da Licença A da CBF Academy, Marcelo Augusto seguiu carreira no futebol e passou a atuar como auxiliar técnico, acumulando passagens recentes por comissões técnicas de equipes como o Brasil, de Pelotas (RS), em 2024, e o Uberlândia (MG), onde fez parte da comissão técnica do clube liderada pelo técnico Lúcio Flávio no Campeonato Mineiro e na Copa do Brasil, em 2026.
Em 2019 integrou a equipe do Botafogo que se sagrou campeão da III Copa Internacional de Futebol Legends, disputada no Estádio Bezerrão, no Gama (DF), entre 15 e 25 de junho. O Botafogo venceu a competição após derrotar o Vasco da Gama na final por 4 x 3, nos pênaltis, após empate por 2 x 2 no tempo regulamentar.
Essa copa foi disputada pelos antigos jogadores dos seguintes clubes: Atlético Mineiro, Botafogo, Corinthians, Flamengo, Fluminense, Gama, River Plate (Uruguai), San Lorenzo (Argentina), Santos, São Paulo, Sporting Cristal (Peru) e Vasco da Gama.










segunda-feira, 29 de junho de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Puruca


Sérgio Luiz Gonzaga, o Puruca, nasceu em São João de Meriti (RJ), em 29 de junho de 1953.
Iniciou sua carreira em 1971 nas categorias de base do Olaria. No mesmo ano, realizou testes no Botafogo, onde foi aprovado.


Registrado na CBF sob o nº 52.029, integrou o elenco alvinegro até 1975. Fez parte do clube em uma fase de transição de elencos após os anos mais áureos da década de 1960.
Sua estreia na equipe principal do Botafogo aconteceu em 31 de outubro de 1973, no estádio Rei Pelé, em Maceió (AL), na vitória de 2 x 0 sobre o CRB, jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.
Mesmo atuando poucos jogos em 1973 (apenas quatro), marcaria seu primeiro gol com a camisa do Botafogo em 24 de novembro de 1973, no Maracanã, na vitória de 2 x 1 sobre o Atlético Mineiro, também válido pelo Campeonato Brasileiro.
No ano seguinte, 1974, atuou mais vezes (48 jogos), marcando nove gols.
Em seu último ano pelo Botafogo, Puruca atuou em 36 jogos, marcando seis gols.
Sua última partida foi em 4 de dezembro de 1975, no estádio Vivaldo Lima, em Manaus (AM), com vitória de 2 x 0 sobre o Nacional local, também válido pelo Campeonato Brasileiro, sendo substituído por Mendonça.
No total, foram 88 jogos pelo Botafogo, marcando 16 gols.
Puruca nunca se firmou como titular, vez que a concorrência era grande no ataque do Botafogo. Alternava boas jogadas e outras bisonhas, mas sempre teve raça e tentava acertar.
Após deixar o futebol carioca, defendeu o Coritiba-PR, em 1976 e, em 1977 passou pelo Operário, de Várzea Grande (MT).
Retornou ao futebol carioca em 1978, passando a defender o Madureira no Campeonato Carioca, chegando a enfrentar o Botafogo em 11 de outubro de 1978, com derrota de 1 x 0. Disputou seu último jogo em 19 de novembro de 1978.
Viveu um bom momento no Vila Nova, de Goiânia (GO), entre 1979 e 1980, chegando a ser o artilheiro do clube no Campeonato Brasileiro de 1979, anotando nove gols na competição.
Jogou ainda no Carlos Renaux-SC (1980), Operário, de Várzea Grande-MT (1980 a 1982), Carlos Renaux-SC (1982 e 1983), Bragantino-SP (1983), Sobradinho-DF (1983) e Madureira-RJ (1984), onde encerrou sua carreira de forma precoce, em decorrência de consecutivas e graves lesões musculares.
Longe do futebol, trabalhou, a partir de 1985, em ramos comerciais e industriais diversificados, incluindo redes de supermercados, fábricas de cosméticos, empresas de ônibus e no setor de artigos plásticos.
A perda gradativa da visão mudou sua rotina nos últimos tempos. A renda familiar vem da esposa, que é enfermeira, e de um auxílio por invalidez que recebe no INSS.









domingo, 28 de junho de 2026

GRANDES GOLEADAS: Botafogo 9 x 2 Santos - 1935



Uma boa assistência compareceu ao gramado da rua General Severiano, na noite de 3 de agosto de 1935, a fim de presenciar o amistoso interestadual entre os times do Botafogo, do Rio de Janeiro, e o Santos, de São Paulo.
Foi movimentadíssimo o jogo. A ele não faltaram lances rápidos, inesperados, empolgantes muitos deles.
O Botafogo levou a melhor pela elevada contagem de 9 x 2.
Sob os aplausos da assistência, deram entrada em campo os times, assim alinhados:
BOTAFOGO: Alberto, Albino e Nariz; Afonso, Martim e Canalli; Álvaro, Leônidas da Silva, Carvalho Leite, Russinho e Patesko. Depois, Arthur substituiu Leônidas da Silva. Técnico: Carlos Martins da Rocha (Carlito)
SANTOS: Cyro, Neves e Badu; Marteletti, Ferreira e Jango; Victor Gonçalves, Mário Pereira, Délson, Araken e Junqueirinha. Aconteceram as seguintes substituições: Bilu no lugar de Cyro e Sandro no de Marteletti.
O árbitro foi Thomaz Cicarelli.
Aos cinco minutos de jogo, Russinho abriu o escore, aproveitando-se de um passe inteligentíssimo de Leônidas da Silva. Junqueirinha empatou após mão na bola de Afonso próximo à área.
Carvalho Leite marca o segundo gol de cabeça, aproveitando-se de um corner batido por Álvaro. Compete a Leônidas da Silva consignar o terceiro tento após trabalho de Álvaro. No fim do primeiro tempo, Patesko ampliou para o Botafogo. O primeiro tempo terminou com o placar de 4 x 1 a favor do alvinegro carioca.
Começa o segundo tempo e Leônidas da Silva marcou o quinto tento, com uma virada após passe de Álvaro.
Após indecisão de Neves e Badu, Álvaro marcou o sexto tento do Botafogo. Logo depois, Álvaro centrou para Russinho, que marcou o sétimo gol, cabeceando muito bem.
Após lance duvidoso com a participação de Patesko, Carvalho Leite conseguiu marcar o oitavo gol do Botafogo.
Junqueirinha marca, com violento tiro rasteiro, o segundo gol para o Santos.
De cabeça, Carvalho Leite encerra o placar, com o marcador apontando 9 x 2 para o Botafogo.
No time vencedor, Leônidas da Silva, Álvaro e Martim foram as principais figuras. No onze vencido, Neves, Araken e Junqueirinha.

Nota: na preliminar, a equipe juvenil do Botafogo venceu a do São Cristóvão, por 3 x 2. Fez sua estréia na equipe botafoguense o grande Heleno de Freitas.

Fontes:
A Manhã
O Futebol no Botafogo (1904-1950)


sexta-feira, 26 de junho de 2026

O BOTAFOGO CONTRA A SELEÇÃO DO JAPÃO - 1983


No dia 5 de junho de 1983, o Botafogo venceu a Seleção do Japão, por 3 x 1.
Este foi o primeiro e único amistoso que o Botafogo disputou contra a Seleção do Japão.
A partida foi válida pela Copa Kirin (então chamada de Japan Cup) e disputada no tradicional Estádio Nacional de Tóquio.
Além de Botafogo (que ficou com a segunda colocação) e seleção japonesa, participaram desse torneio as equipes do Newcastle, da Inglaterra (que acabou vencendo a competição), Yamaha, do Japão (atual Jubilo Iwata) e a Seleção da Síria.
A ficha técnica do jogo foi a seguinte:

SELEÇÃO DO JAPÃO 1 x 3 BOTAFOGO
Copa Kirin
Data: 5 de junho de 1983
Local: Estádio Nacional de Tóquio (Japão)
Gols: Nunes (2) e Té para o Botafogo e Hiromi Hara para a Seleção do Japão
SELEÇÃO DO JAPÃO: Mitsuhisa Taguchi, Akihiro Nishimura, Tetsuo Sugamata, Satoshi Tsunami e Hisashi Kato; Kouji Tanaka, Takeshi Okada e Nobutoshi Kaneda (Koichi Hashiratani); Kazushi Kimura, Hiromi Hara e Masafumi Yokoyama. Técnico: Takaji Mori.
BOTAFOGO: Luís Carlos, Christiano, Luís Cláudio, Oswaldo e Marco Antônio; Serginho, Josimar e Jérson (Sídnei); Helinho (Édson), Nunes e Té. Técnico: Zé Mário.

O Botafogo que enfrentou a Seleção do Japão: Christiano, Luís Carlos, Luís Cláudio, Oswaldo, Serginho e Marco Antônio;
Helinho, Nunes, Josimar, Jérson e Té.



quinta-feira, 25 de junho de 2026

O TORNEIO JOÃO TEIXEIRA DE CARVALHO - 1958


Quarentinha, o artilheiro do Torneio,
com dez gols em cinco jogos
O Torneio “João Teixeira de Carvalho” foi promovido pela Federação Metropolitana de Futebol (FMF) com o intuito de não deixar os clubes sem atividade no período da Copa do Mundo de 1958.
Apenas dois clubes jogaram com seus titulares (Botafogo e Bonsucesso). Os demais preferiram jogar com reservas e aspirantes, mas nada os impedia de colocar os titulares em campo.
Embora o Botafogo tenha escalado a sua força máxima, o time titular sofreu desfalques de peso devido à convocação para a Seleção Brasileira. Não pôde contar com estrelas que eram titulares absolutos da equipe, tais como Nilton Santos, Didi e Garrincha.

PRIMEIRA FASE
Os jogos foram determinados por sorteio pela Federação Metropolitana de Futebol.

Critérios de desempate: 1°) saldo de gols; 2°) pênaltis; 3°) sorteio.

01 / 06 – Olaria 1 x 1 Fluminense (Rua Bariri)
Gols: Luís Carlos (Olaria); Válter (Fluminense)
05 / 06 – Fluminense 0 x 1 Olaria (Laranjeiras)
Gol: Jaburu.
Obs: Olaria classificado.

01 / 06 – Flamengo 1 x 0 São Cristóvão (Gávea)
Gol: Medeiros (contra)
05 / 06 – São Cristóvão 2 x 3 Flamengo (Figueira de Mello)
Gols: Henrique e Geraldo (São Cristóvão); Sílvio (3) para o Flamengo
Obs: Flamengo classificado.

01 / 06 – Bangu 2 x 2 Madureira (Proletário)
Gols: Abelardo e Válter (Bangu); Tião e Nair (Madureira)
05 / 06 – Madureira 2 x 2 Bangu (Teixeira de Castro)
Gols: Tião e Nelsinho (Madureira); Décio Esteves e Moacir Bueno (Bangu)
Obs: Decisão por pênaltis: Madureira 3 x 2. Nair (3) para o Madureira e Ézio (2) para o Bangu.

04 / 06 – Bonsucesso 1 x 0 Vasco da Gama (Teixeira de Castro)
Gol: Lincoln
07 / 06 – Vasco da Gama 3 x 1 Bonsucesso (São Januário)
Gols: Roberto, Jorginho e Genivaldo (Vasco da Gama); Augusto (Bonsucesso)
Obs: Vasco da Gama classificado por ter melhor saldo de gols.

05 / 06 – Portuguesa 0 x 6 Botafogo (Kosmos)
Gols: Neyvaldo (3), Quarentinha (2) e Édison
07 / 06 – Botafogo 3 x 0 Portuguesa (General Severiano)
Gols: Quarentinha (2) e Édison
Obs: Botafogo classificado.

05 / 06 – Canto do Rio 0 x 5 América (Caio Martins)
Gols: Antoninho (4) e Nilson
07 / 06 – América 3 x 0 Canto do Rio (Campos Salles)
Gols: Miguel, Antoninho e Ivo
Obs: América classificado.

SEGUNDA FASE

11 / 06 – Botafogo 5 x 0 Vasco da Gama (General Severiano)
Gols: Quarentinha (2), Paulinho Valentim, Rossi e Garrinchinha
14 / 06 – Vasco da Gama 1 x 3 Botafogo (São Januário)
Gols: Domingos (Vasco); Quarentinha (2) e Paulinho Valentim (Botafogo)
Obs: Botafogo classificado.

11 / 06 – Olaria 2 x 2 Flamengo (Teixeira de Castro)
Gols: Pinheiro e Carlos Alberto (Olaria); Amarildo e Gerson (Flamengo)
14 / 06 – Flamengo 2 x 0 Olaria (Gávea)
Gols: Almir e Roberto
Obs: Flamengo classificado.

12 / 06 – Madureira 0 x 1 América (Teixeira de Castro).
Gol: Sérgio I.
14 / 06 – América 3 x 0 Madureira (Campos Salles).
Gols: Antoninho (2) e Miguel.
Obs: América classificado.

SEMIFINAL

Por sorteio na Federação Metropolitana de Futebol (FMF), o Botafogo ficou como bye.

19 / 06 – Flamengo 0 x 3 América (General Severiano).
Gols: Miguel (3).
22 / 06 – América 2 x 0 Flamengo (Campos Salles).
Gols: Antoninho e Miguel.
Obs: América classificado para a final.

FINAL

BOTAFOGO 2 x 0 AMÉRICA
Data: 25 / 06 / 1958
Local: General Severiano (Rio de Janeiro-RJ)
Árbitro: Orlando Paoli
Gols: Quarentinha, 6 e 39 do 1º tempo
BOTAFOGO – Ernâni, Zé Carlos, Thomé, Paulistinha e Ney Rosa; Beto e Édison; Garrinchinha, Paulinho Valentim, Quarentinha e Neyvaldo (Ademar). Técnico: Marinho Rodrigues.
AMÉRICA: Milton, Jorge, Décio e Ivan; Jailton e Djalma; Nilson, Miguel, Antoninho, Valença e Sérgio I. Técnico: Não divulgado.
Obs.:
1) Ney Rosa foi expulso;
2) O jogo foi suspenso pelo árbitro Orlando Paoli (os jogadores brigaram aos 30’ do 2° tempo);
3) O torneio foi suspenso pela Federação Metropolitana de Futebol, não havendo o 2° jogo da decisão no dia 28 / 06, em Campos Salles.

ARTILHEIROS:
Quarentinha (Botafogo), 10 gols.
Antoninho (América), 8.
Miguel (América), 6.

Fonte: Pedro Varanda/RSSSF Brasil.



quarta-feira, 24 de junho de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO BOTAFOGO: jogo de dez gols na Espanha - 1959


Em duelo emocionante de dez gols, Atlético de Madrid e Botafogo levaram a campo estrelas que marcaram a história do futebol no dia 24 de junho de 1959.
O Botafogo tinha os campeões do mundo, em 1958, Nilton Santos, Didi, Garrincha e Zagallo, assim como o ídolo Quarentinha. Já o Atlético de Madrid foi a campo com Vavá e Puskas (que era do Real Madrid, mas foi emprestado para o amistoso).
Em campo, no primeiro tempo, Didi abriu o placar aos 18 minutos, enquanto Zagallo ampliou para a equipe de General Severiano. O Atletico de Madrid reagiu e Vavá e Hollaus deixaram tudo igual. Ainda no primeiro tempo, Quarentinha entrou em ação e estufou a rede duas vezes: 4 x 2.
Na volta do intervalo, Puskas marcou logo aos três minutos. Na sequência, Zagallo e Didi ampliaram para o Alvinegro, enquanto Puskas deixou mais um, dando números definitivos ao placar.

ATLETICO DE MADRID 4 x 6 BOTAFOGO
quarta-feira, 24 de junho de 1959
Local: Metropolitano, Madrid (Espanha)
Árbitro: Vicente Caballero (Espanha)
Gols: Didi (2), Zagallo (2) e Quarentinha (2) para o Botafogo e Vavá, Hollaus e Puskas (2) para o Atletico de Madrid.
ATLETICO DE MADRID: Manuel Pazos (Edgardo Medinabeltia), Álvaro Rodríguez “Alvarito” e Sutter (Martin); Muñoz Rivilla, Esteban Villaverde e Inacio Calleja; Miguel, Vavá, Hollaus, Ferenc Puskas e Rivés (Agustín Sánchez).
BOTAFOGO: Ernâni (Adalberto), Cacá, Thomé (Cetale), Nilton Santos e Chicão; Ronald (Tião Macalé) e Didi; Garrincha, Quarentinha, Rossi e Zagalo (Neyvaldo). Técnico: João Saldanha.





terça-feira, 23 de junho de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO BOTAFOGO: batalha campal em Barcelona - 1956


Na noite de São João, no dia 23 de junho de 1956, o estádio Les Corts, em Barcelona, rivalizava com os próprios céus, reunindo em seu gramado uma multidão de estrelas, entre elas dois gigantes da história do futebol: os jovens Garrincha e László Kubala. Um amistoso que, além de oferecer um grande espetáculo futebolístico com a estreia de Melanio Olmedo e Eulogio Martínez, terminou em uma briga completamente desnecessária e histórica entre um time do Barcelona que não conquistava um título há três temporadas e uma equipe brasileira que encerrava uma excursão de 84 dias pela Europa (iniciada em 1º de abril daquele ano).
Com 40.000 espectadores nas arquibancadas e novos refletores para jogos noturnos, o estádio oferecia uma atmosfera imbatível. O árbitro desse jogo foi o catalão Julián Arnal Valdivieso.
O Barcelona foi escalado com Ramallets, Seguer e Olmedo; Gracia, Bosch e Segarra; Basora, Villaverde, Eulógio Martínez, Kubala e Tejada. Técnico: Domènec Balmanya (fazendo sua estreia no comando catalão); enquanto o Botafogo contou com Amaury, Thomé e Rubens Bimba; Orlando Maia, Bob e Juvenal; Garrincha, Wilson Moreira, Alarcón, João Carlos e Rodrigues. Técnico: Zezé Moreira.


O Botafogo abriu uma vantagem de dois gols no primeiro tempo: João Carlos e Alarcón. Após o reinício da partida, com o Barcelona pressionando para não decepcionar sua torcida, aos 63 minutos (18 do segundo tempo), o espetáculo esportivo se transformou em caos. Na cobrança de um escanteio para o time da casa, o goleiro Amaury deu um soco violento em Andreu Bosch, que havia subido para cabecear. O meio-campista caiu no chão. Kubala decidiu responder e, num piscar de olhos, os dois times, incluindo Ramallets, que observava a situação da área adversária, estavam envolvidos numa briga generalizada: chutes, socos, empurrões… Treinadores, reservas, massagistas e roupeiros se juntaram à confusão, que foi ainda mais intensificada pelo disparo de foguetes na entrada do estádio.
Um dos mais afetados foi o massagista do Barcelona, Ángel Mur, que sofreu um golpe no nariz que causou um sangramento intenso.
A intervenção da Polícia Armada foi necessária para restabelecer a ordem. Vários jogadores de ambas as equipes acabaram na delegacia, e a partida, obviamente, não foi retomada. A vitória do Botafogo por 2 x 0 foi oficialmente registrada, e os dois clubes se reencontrariam um ano depois em Caracas, Venezuela, no que ficou conhecido como a Pequena Copa do Mundo.

Fonte: La Vanguardia.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Antônio Carlos


Antônio Carlos dos Santos Aguiar nasceu no Rio de Janeiro (RJ) no dia 22 de junho de 1983.
Teve uma carreira marcante no futebol brasileiro, destacando-se com uma impressionante facilidade para marcar gols, passando a ser conhecido como o "Zagueiro Artilheiro" (marcou 28 gols na história do Campeonato Brasileiro e tantos outros pelos clubes por onde passou).
Começou sua carreira nas divisões de base do Olaria em 1999 e ainda jovem passou para o Fluminense, onde se profissionalizou, conquistando o Campeonato Carioca de 2005, com direito a ser o autor do gol do título).
Logo depois, teve uma passagem pelo futebol francês, defendendo as cores do Ajaccio, entre 2005 e 2007.
Retornou ao Brasil para jogar no Atlético Paranaense, clube pelo qual conquistou o Campeonato Estadual de 2009.
Em 16 de janeiro de 2010 fez sua estreia com a camisa do Botafogo, com vitória de 3 x 2 sobre o Macaé, válido pelo Campeonato Carioca.
O primeiro gol com a camisa do Botafogo veio onze dias depois, 27 de janeiro, na vitória de 2 x 1 sobre o Tigres, também pelo Campeonato Carioca.
Participou de 13 dos 19 jogos que o Botafogo fez para conquistar o título de Campeão Carioca de 2010. Marcou dois gols nessa competição.
Logo depois, no Campeonato Brasileiro, foram 30 jogos de um total de 38, marcando sete gols.
Voltou a se consagrar campeão carioca pelo Botafogo em 2013, quando participou de dez dos 19 jogos que o clube fez na competição, marcando um gol.
Nesse ano, no dia 28 de julho, fez sua última partida pelo Botafogo, no empate em 1 x 1 com o Flamengo, no Maracanã, válido pelo Campeonato Brasileiro.
Totalizou 168 jogos pelo Botafogo, de 2010 a 2013, com 21 gols marcados.
De 2013 a 2015 foi jogador do São Paulo.
Teve ainda um breve retorno ao Fluminense. Na sequência de sua carreira, o zagueiro vestiu a camisa do Avaí (SC) em 2016 e, ainda no mesmo ano, se transferiu para o Ceará.
Em 2017 passou pelo Boavista (RJ) e pelo Brusque (SC), em 2018.
Depois do Brusque (SC), aos 35 anos, aceitou convite de Loco Abreu e acertou sua ida para o Magallanes, da segunda divisão do Chile, com um contrato de quatro meses.
Em 2019, disputou o Campeonato do Distrito Federal e o Campeonato Brasileiro da Série D pelo Brasiliense.
Em 2020 voltou ao futebol carioca, para defender o Olaria no Campeonato Carioca da Série B1. Foi o último clube a defender em sua carreira.
Anunciou sua aposentadoria no início de 2021.







domingo, 21 de junho de 2026

DUAS GRANDES GOLEADAS NO MESMO ADVERSÁRIO, NO MESMO CAMPEONATO


Em condições normais, uma super goleada não é um placar que acontece sempre. Quando acontece uma goleada num primeiro turno, normalmente esse adversário toma suas precauções para que o desastre não volte a ocorrer no segundo.
Mas não foi o que se viu no Campeonato Carioca de 1936, competição disputada em dois turnos: o Botafogo aplicou duas grandes goleadas no Olaria.
A primeira aconteceu no jogo que foi adiado devido ao mau tempo. Foi realizada no feriado de 7 de setembro de 1936, no campo da rua General Severiano. Facilmente, o Botafogo se impôs pelo placar de 7 x 0. Loris Cordovil, o árbitro, marcou três pênaltis, sendo dois contra o Olaria e um contra o Botafogo.
O primeiro tempo terminou com a contagem de 4 x 0, com os gols marcados nesta ordem: 1º Carvalho Leite, 2º Enéas, contra; 3º Carvalho Leite e 4º Russinho.
No segundo tempo, Russinho (5º), Armando (6º) e Russinho (7º) definiram o marcador.
As equipes formaram assim:
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Brum e Octacílio; Affonso, Martim e Canalli; Álvaro, Armando, Carvalho Leite, Russinho e Patesko.
OLARIA: Ubiratan, Caraúna (Salim) e Joaquim; Aristotelino, Enéas e Nonô; Ary, Gago, Euclydes (Fraga), Horácio e Pierre.

Cumprindo o último compromisso do returno, no dia 29 de novembro de 1936 o Botafogo desenvolveu outra atuação de destaque contra o Olaria. O jogo foi realizado no campo do Olaria, à rua Cândido Silva.
Quem assistiu aos primeiros quinze minutos do período decisivo, viu o Olaria agir com grande desenvoltura, com ânimo forte e muita disposição, chegaram a impressionar mesmo tendo pela frente um Botafogo em bom dia.
Aos 8 minutos de jogo o Botafogo inaugurou o marcador, depois que Álvaro cruzou uma bola para Carvalho Leite, este fintou e deixou a bola para Russinho, que marcou o primeiro gol do Botafogo.
Cinco minutos depois, Carvalho Leite marcou o segundo gol do alvinegro.
Dada nova saída, o Botafogo recupera a bola. Álvaro corre pela extrema e passa a Russinho, que marca o terceiro gol da tarde.
Pouco tempo depois, Patesko assinala o quarto gol do Botafogo.
Faltando poucos minutos para o término do primeiro tempo, Russinho recebe a bola e passa para Patesko que escapa, deslocando-se para o centro, para marcar o quinto gol do Botafogo. O primeiro tempo termina com o placar de 5 x 0 a favor do Botafogo.
Com cinco minutos de jogo no segundo tempo, ao ser cobrado um escanteio contra o Botafogo, Gago marca, de cabeça, o primeiro gol do Olaria. Os locais se animam com o feito e desenvolvem uma atuação impressionante pela rapidez, atacando com ânimo.
Aos dez minutos de jogo, o árbitro assinala pênalti de Octacílio em Cebinho. Gato cobra a penalidade, conseguindo marcar o segundo e último gol do Olaria.
Pouco tempo depois, o Botafogo consigna o sexto gol, por intermédio de Carvalho Leite, ao ser cobrada uma falta por Patesko. E os visitantes voltam a dominar, diminuindo o entusiasmo dos suburbanos.
Álvaro corre com a bola, passa a Carvalho Leite, que marca o sétimo gol do Botafogo.
Logo em seguida, Patesko encerra a contagem, assinalando o oitavo gol do Botafogo. Placar final: Botafogo 8 x 2 Olaria.
Sob as ordens de Loris Cordovil, que agiu a contento, os quadros atuaram assim constituídos:
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Octacílio e Nariz; Luciano, Zezé Moreira e Canalli; Álvaro, Martim, Carvalho Leite, Russinho e Patesko.
OLARIA: Adolpho Madeira, Enéas e Alberto (Herculano); Lamas, Nunes (Joaquim) e Aristotelino; Ary, Gato, Pierre (Gago), Cebinho e Motta.


sábado, 20 de junho de 2026

FORMAÇÕES: 1963


Formação do Botafogo que enfrentou o Bahia na Taça Brasil, em 30 de outubro de 1963.
Da esquerda para a direita, em pé: Joel, Manga, Zé Carlos, Nilton Santos, Rildo e Arlindo;
Agachados, na mesma ordem: Jairzinho, Gerson, Roberto Miranda, Élton e Zagalo.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 0 x 0 BAHIA
Taça Brasil
quarta-feira, 30 de outubro de 1963
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Armando Marques
Renda: Cr$ 7.311.243,00
Público: 21.636 pagantes
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Carlos, Nilton Santos e Rildo; Élton e Gerson; Jairzinho, Arlindo, Roberto e Zagalo (Quarentinha). Técnico: Danilo Alvim.
BAHIA: Nadinho, Hélio, Henrique, Roberto e Ivan; Nilsinho e Mário; Valença (Orlando), Hamilton, Miro e Biriba. Técnico: Luiz Manuel Negreiros.


sexta-feira, 19 de junho de 2026

VIAJANDO PELO BRASIL: o primeiro jogo do Botafogo em Maceió (AL) - 1959



No período de 1 a 24 de fevereiro de 1959, o Botafogo realizou uma excursão pelo Norte/Nordeste do Brasil.
O segundo jogo foi em Maceió (AL), que pela primeira vez recebia o time do Botafogo.

CSA 0 x 4 BOTAFOGO
Amistoso
quarta-feira, 4 de fevereiro de 1959
Local: Mutange, Maceió (AL)
Árbitro: Airton Vieira de Morais
Gols: Paulinho Valentim (3) e Zagalo
CSA: Almir, Marreco e Chiquinho; Beto, Zanélio e Paulo Santos; Perereca (Rubinho), Santos, Humaitá, Dedé (Marcelo) e Tonho Lima (Juca).
BOTAFOGO: Ernâni (Adalberto), Cacá, Thomé (Jorginho), Paulistinha e Nilton Santos; Pampolini e Didi; Garrincha (Rossi), Paulinho Valentim, Quarentinha (Édison) e Zagalo (Neyvaldo). Técnico: João Saldanha.


quinta-feira, 18 de junho de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Tadique



Thadeu Nieweglowski, o Tadique, nasceu em Curitiba (PR), em 18 de junho de 1919.
Deu seus primeiros passos no futebol de Curitiba atuando pelo Esperança S. C., pertencente a extinta Liga Curitybana de Esportes Athleticos - L. C. E. A., reconhecida na história do futebol paranaense como grande celeiro de craques.
Suas atuações chamaram a atenção da Sociedade de Educação Física Junak, um clube de futebol de Curitiba fundado por imigrantes e descendentes de poloneses.
Por este clube, Tadique disputou o Campeonato Paranaense de 1936 e 1937.
Em 1938, o Junak passou a ser Socidade de Educação Física Juventus e Tadique continou fazendo parte do seu elenco até o ano de 1940.
Em janeiro de 1940, Tadique recebeu uma carta do Presidente do Botafogo, convidando-o a fazer uma experiência no clube.
Tadique aceitou a proposta e transferiu-se para o Rio de Janeiro. Treinou e agradou plenamente. Convidado para assinar o contrato, não o fez devido não concordar com as luvas propostas pelo Botafogo.
Em vista disso, retornou à Curitiba e aguardou que o Botafogo se pronunciasse a respeito. E não demorou para o Botafogo enviar um emissário até Curitiba, apresentando nova proposta de contrato, o que foi aceito por Tadique.


Sua estreia no Botafogo foi em 26 de maio de 1940, com vitória de 2 x 0 sobre o Bonsucesso.
No ano que chegou ao Botafogo foi o que Tadique mais atuou: 21 jogos, tendo marcado nove gols.
No ano seguinte, 1941, tomou parte de apenas oito jogos, marcando dois gols.
Disputou dez jogos em 1942, ficou de fora de todos os jogos do Botafogo em 1943 devido a uma contusão e no ano de 1944 disputou apenas dois jogos pelo Botafogo, um deles, sua última partida no clube, em 28 de junho de 1944, com derrota de 3 x 1 para o Canto do Rio.
Em 1944, Tadique fez parte do elenco do Botafogo que conquistou o Campeonato Carioca de Aspirantes (Suplentes), tendo marcado dois gols.
Em 1945 retornou a Curitiba para vestir novamente a camisa do Juventus. Já na reta final de sua carreira como atleta, ele começou a sofrer com problemas físicos - como uma grave contusão no joelho sofrida em um treino em 1947, o que precipitou sua aposentadoria dos gramados.
Logo após pendurar as chuteiras, assumiu o cargo de treinador do Juventus. Nessa nova função, Tadique tornou-se uma figura fundamental para as divisões de base do clube, sendo o responsável por descobrir, lapidar e promover jovens talentos locais para o profissionalismo.
O grande destaque no Juventus fez com que Tadique fosse convocado para defender o Paraná no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais e em amistosos interestaduais.
Tadique faleceu em Curitiba, no dia 22 de agosto de 1990.



quarta-feira, 17 de junho de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Lucas Zen


Lucas de Lacerda Lima Gonçalves, conhecido como Lucas Zen, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 17 de junho de 1991.
Chegou ao Botafogo aos 12 anos, em 2003. Em conversa com um amigo que jogava futebol de salão no Vasco da Gama, soube que haveria um teste para o futebol de salão do Botafogo. Resolveu arriscar. Se apresentou no dia marcado e passou de cara. Impressionou pelo estilo elegante e o toque certeiro, sem pressa, sempre aguardando o momento certo para se desfazer da bola.
Ganhou o apelido nessa mesma época, pois, muito novo, passou o primeiro mês “na dele”. Não conversava muito. Foi o preparador físico do clube que o chamou de “Zen”.
Primeiro volante, quando chegou no juvenil foi testado como zagueiro. Foi tão bem que acabou convocado para a Seleção Brasileira Sub-18 que disputou os Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara, México.
Sua passada larga, a precisão no passe e a tranquilidade de um veterano, fez com que o treinador Joel Santana voltasse a aproveitá-lo no meio de campo.

Sua estreia como profissional aconteceu em 28 de novembro de 2010, com vitória de 3 x 1 sobre o Grêmio Prudente, no Engenhão, válido pelo Campeonato Brasileiro.
Em 2012 teve uma lesão séria (ligamento do joelho esquerdo). Ficou parado por oito meses.
Chegou a fazer parte da equipe que conquistou o Campeonato Carioca de 2013, tendo disputado apenas dois jogos nesta competição.
Quando voltou, não conseguiu ter sequência.
Sem espaço no Botafogo, Lucas Zen foi indicado para ir jogar no Vitória (BA), pelo técnico Ney Franco, com quem trabalhou no Rio de Janeiro. Além disto, o treinador convocou Lucas Zen para a disputa do Pan-Americano de Guadalajara.
Porém, recebeu poucas oportunidades e foi devolvido pelo clube baiano. Retornou ao Rio de Janeiro no início de maio de 2014. Entretanto, não podia treinar no clube, uma vez que a rescisão com os baianos ainda não havia sido assinada.
Antes de voltar a treinar pelo Botafogo, com quem tinha contrato até 2016, Lucas Zen passou a treinar por conta própria. Pessoas ligadas ao jogador consideraram a postura da diretoria do clube um desrespeito com o jogador, que iniciou a carreira ainda criança no clube de General Severiano.
Iniciou 2015 no grupo dos afastados, mas foi reintegrado por Renê Simões durante a pré-temporada, para ser utilizado como lateral-direito. No entanto, Luís Ricardo foi contratado e Lucas Zen perdeu espaço.

Sua última partida no Botafogo foi em 30 de março de 2016, com vitória de 2 x 0 sobre o Volta Redonda.
Foram 74 jogos, de 2010 a 2016.
No final de 2016, o contrato terminou e não foi renovado.
Em 2017 venceu o campeonato do Distrito Federal atuando pelo Brasiliense.
Esteve na Portuguesa, do Rio de Janeiro (RJ), em 2018, e ajudou o clube a ficar com a sexta colocação na Primeira Divisão do Estadual.
Em 2019, depois de passar um período treinando no Boavista e, posteriormente, no Bonsucesso, mas sem assinar com nenhum dos dois clubes, Lucas Zen assinou contrato com o Barra da Tijuca, para disputar a Segunda Divisão do Campeonato Carioca.
Ainda no Rio de Janeiro, em 2020 defendeu o América e a Cabofriense, em 2021, o Madureira no Campeonato Brasileiro da Série D, em 2022 ficou sem clube e em março de 2023, foi contratado para disputar a segunda divisão do Campeonato Carioca no Maricá, onde encerrou sua carreira.







ANTES TARDE DO QUE NUNCA: Brito


No último dia 11 de junho, aos 86 anos, faleceu o zagueiro Brito.
Hércules Brito Ruas nasceu em 9 de agosto de 1939, no Rio de Janeiro-RJ. Sempre foi um zagueiro que não brincava em serviço, jogava sério, com muita garra.
Brito iniciou sua carreira no Vasco da Gama. Como o Vasco da Gama tinha uma zaga de Seleção Brasileira - Bellini e Orlando Peçanha - o jovem zagueiro foi emprestado ao Internacional, de Porto Alegre-RS, em 1958, com a finalidade de adquirir experiência.
No clube gaúcho jogou em duas temporadas. Sua estreia foi no dia 2 de fevereiro de 1958, num amistoso contra a Lajeadense, e seu último jogo, em 5 de fevereiro de 1959, num Gre-Nal (2 x 2), marcando um dos gols do Internacional. Foram 32 partidas disputadas e dois gols marcados.
Seu retorno ao Vasco da Gama aconteceu em 1959. Brito foi o capitão do Vasco da Gama durante a maior parte da década de 60, um período de poucos títulos cruzmaltinos. O de maior importância foi o do Torneio Rio-São Paulo de 1966 (título dividido com Botafogo, Corinthians e Santos).
Convocado para a Seleção Brasileira, participou da Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra.


Em 1969, Brito trocou o Vasco da Gama pelo Flamengo. No ano seguinte, alcançou sua maior glória: titular absoluto da Seleção Brasileira tricampeã mundial no México, sendo considerado ainda o jogador de melhor preparo físico da competição.
Foram, ao todo, 61 jogos com a camisa da Seleção Brasileira, de 30 de maio de 1964 (o primeiro, Brasil 5 x 1 Inglaterra) a 9 de julho de 1972 (o último, Brasil 1 x 0 Portugal).
Do Flamengo, Brito foi emprestado para o Cruzeiro, de Belo Horizonte-MG em 1970 e, no ano seguinte, para o Botafogo, onde permaneceu até 1973.
Sua estreia aconteceu no dia 14 de março de 1971, no Maracanã, com vitória de 2 x 0 sobre o Flamengo, pelo Campeonato Carioca.

Sua última partida foi em 27 de janeiro de 1974, com derrota de 2 x 0 para o Goiás...
No total foram 123 jogos, sem marcar gols.
Em 31 de outubro de 1971, jogando pelo Botafogo, Brito perdeu a cabeça e agrediu o árbitro José Aldo Pereira com um soco no estômago e chegou a pegar um ano de suspensão (mais tarde foi beneficiado pelos serviços prestados à Seleção Brasileira e teve sua pena reduzida).
Em 1974, Brito foi para o Corinthians e, de lá, para o Atlético Paranaense, em 1975.
Teve, depois, curtas passagens pelo Le Castor, de Montreal, Canadá, e Galícia, de Caracas, Venezuela. Retornando ao Brasil, teve uma passagem pelo Democrata, de Governador Valadares (MG) e encerrou sua carreira em definitivo defendendo o River, de Teresina (PI), em 1979.
No início dos anos 80, tentou a vida como treinador, com passagens pelo Democrata, de Governador Valadares, Cruzeiro, de Belo Horizonte, e Madureira, do Rio de Janeiro, dentre outros.
No dia 8 de janeiro de 1987, Brito acertou com o Ceilândia, do Distrito Federal. Passou a treinar a equipe no dia 13 de janeiro, se preparando para o campeonato. Brito fez sua estreia no comando do Ceilândia no dia 1º de fevereiro de 1987, na vitória de 1 x 0 sobre o Taguatinga, no Serejão.
O Ceilândia chegou a ser líder invicto do 1º turno da competição (perdeu apenas uma vez), mas deixou de ser campeão dessa fase ao ser derrotado pelo Brasília, na decisão por pênaltis.
Não foi bem no segundo e terceiro turnos e ficou na quarta colocação.
A última participação de Brito aconteceu em 19 de julho de 1987, quando o Ceilândia empatou com o Brasília em 1 x 1.
No dia 5 de julho de 1987 Brito foi o técnico da Seleção do DF no amistoso contra o Flamengo, do Rio de Janeiro. Logo depois, em agosto desse mesmo ano, também dirigiu o selecionado do DF nos dois jogos disputados pelo Campeonato Brasileiro de Seleções, quando foi eliminado por Goiás.
Sem compromissos em Brasília, Brito, então, retornou ao Rio de Janeiro.
Voltou a Brasília em 1988, fazendo sua reestreia no dia 28 de fevereiro de 1988, na vitória do Ceilândia sobre o Sobradinho, por 3 x 0.
Dirigiu a equipe somente no 1º turno. Foram apenas sete partidas, no período de 28 de fevereiro a 30 de março de 1988. Nem mesmo a boa apresentação do clube diante do Brasília (goleado por 4 x 1) fez com que Brito continuasse no Ceilândia.
Retornou ao futebol brasiliense em 1992, agora como treinador do Guará, que também dirigiu em apenas sete jogos: o primeiro deles em 14 de junho de 1992 e o último em 19 de julho de 1992, na derrota exatamente para o Ceilândia, por 1 x 0.
Depois que abandonou o futebol, passou a trabalhar com outros ex-jogadores no funcionalismo público estadual do Rio de Janeiro, em um projeto que visava a comercialização de remédios a preços mais baratos para população de baixa renda.

Fonte: Almanaque do Futebol Brasiliense.









segunda-feira, 15 de junho de 2026

O BOTAFOGO CONTRA A SELEÇÃO DE CURAÇAO


Para quem não sabe, Curaçao é uma pequena ilha no Caribe, de praias paradisíacas, paisagens de tirar o fôlego e um povo acolhedor e simpático.
Pela primeira vez em sua curta história, Curaçao está disputando uma Copa do Mundo. A antiga colônia holandesa, que desde 2010 possui autonomia dentro do Reino dos Países Baixos, tornou-se o menor país do mundo, em território e população, a se classificar para um Mundial em todos os tempos.


Localizada a cerca de 60 km da costa da Venezuela, a pequena ilha caribenha tem aproximadamente 444 km² de área, pouco maior do que Ilhabela, no litoral de São Paulo. Em termos de população, cerca de 155 mil pessoas vivem na ilha.
Em sua história, o Botafogo já jogou contra a Seleção de Curaçao em cinco oportunidades, todas elas em sua capital, Willemstad. Foram três vitórias, um empate e uma derrota, logo no primeiro jogo, em 7 de maio de 1950, com o placar de 2 x 1 favorável aos caribenhos. Zezinho marcou o gol do Botafogo, que formou assim: Oswaldo Baliza, Gerson dos Santos e Nilton Senra; Rubinho, Ávila e Juvenal; Hamilton, Geninho, Pirilo (Neca), Zezinho e Braguinha (Jayme). Técnico: Carvalho Leite.
O Botafogo seguiu em sua excursão, jogou em Aruba, Cuba e México e, mais de um mês depois, precisamente no dia 24 de junho de 1950 retornou à ilha, para disputar novo amistoso, uma espécie de revanche. Desta vez venceu por 1 x 0, gol novamente marcado por Zezinho. Esta foi a formação do Botafogo: Oswaldo Baliza, Índio e Nilton Senra; Rubinho, Ávila (Souza) e Juvenal (Richarde); Neca, Geninho, Zezinho (Jayme), Hamilton e Braguinha. Técnico: Carvalho Leite.
O único empate ocorrido nesse confronto foi em 6 de agosto de 1952: 1 x 1. Paraguaio marcou para o Botafogo e Amable Gomez assinalou o tento de Curaçao. O Botafogo atuou com Oswaldo Baliza, Gerson dos Santos e Floriano; Araty, Ruarinho e Carlito; Paraguaio, Orlando Vinhas, Octávio, Zezinho e Braguinha. Técnico: Silvio Pirilo.
Nas duas últimas apresentações do Botafogo em Curaçao, duas goleadas. A primeira, em 19 de janeiro de 1958, 4 x 1, gols marcados por Neyvaldo, Garrincha, Quarentinha e Didi. Barnardino descontou para a seleção de Curaçao. Defenderam o Botafogo: Adalberto, Beto, Thomé, Servílio e Nilton Santos; Ademar (Pampolini) e Didi; Garrincha, Paulinho Valentim (Amoroso) (Quarentinha), Rossi (Édison) e Neyvaldo. O técnico foi João Saldanha.
Dois dias depois, 21 de janeiro, aconteceu outra goleada do Botafogo sobre a Seleção de Curaçao: 4 x 0, gols de Paulinho Valentim (2), Édison e Garrincha. O Botafogo utilizou os seguintes jogadores: Amaury, Lucas, Domício, Servílio e Nilton Santos (Beto); Ademar (Pampolini) e Didi; Garrincha, Paulinho Valentim (Amoroso), Édison (Rossi) e Quarentinha. Técnico: João Saldanha.