segunda-feira, 29 de junho de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Puruca


Sérgio Luiz Gonzaga, o Puruca, nasceu em São João de Meriti (RJ), em 29 de junho de 1953.
Iniciou sua carreira em 1971 nas categorias de base do Olaria. No mesmo ano, realizou testes no Botafogo, onde foi aprovado.


Registrado na CBF sob o nº 52.029, integrou o elenco alvinegro até 1975. Fez parte do clube em uma fase de transição de elencos após os anos mais áureos da década de 1960.
Sua estreia na equipe principal do Botafogo aconteceu em 31 de outubro de 1973, no estádio Rei Pelé, em Maceió (AL), na vitória de 2 x 0 sobre o CRB, jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.
Mesmo atuando poucos jogos em 1973 (apenas quatro), marcaria seu primeiro gol com a camisa do Botafogo em 24 de novembro de 1973, no Maracanã, na vitória de 2 x 1 sobre o Atlético Mineiro, também válido pelo Campeonato Brasileiro.
No ano seguinte, 1974, atuou mais vezes (48 jogos), marcando nove gols.
Em seu último ano pelo Botafogo, Puruca atuou em 36 jogos, marcando seis gols.
Sua última partida foi em 4 de dezembro de 1975, no estádio Vivaldo Lima, em Manaus (AM), com vitória de 2 x 0 sobre o Nacional local, também válido pelo Campeonato Brasileiro, sendo substituído por Mendonça.
No total, foram 88 jogos pelo Botafogo, marcando 16 gols.
Puruca nunca se firmou como titular, vez que a concorrência era grande no ataque do Botafogo. Alternava boas jogadas e outras bisonhas, mas sempre teve raça e tentava acertar.
Após deixar o futebol carioca, defendeu o Coritiba-PR, em 1976 e, em 1977 passou pelo Operário, de Várzea Grande (MT).
Retornou ao futebol carioca em 1978, passando a defender o Madureira no Campeonato Carioca, chegando a enfrentar o Botafogo em 11 de outubro de 1978, com derrota de 1 x 0. Disputou seu último jogo em 19 de novembro de 1978.
Viveu um bom momento no Vila Nova, de Goiânia (GO), entre 1979 e 1980, chegando a ser o artilheiro do clube no Campeonato Brasileiro de 1979, anotando nove gols na competição.
Jogou ainda no Carlos Renaux-SC (1980), Operário, de Várzea Grande-MT (1980 a 1982), Carlos Renaux-SC (1982 e 1983), Bragantino-SP (1983), Sobradinho-DF (1983) e Madureira-RJ (1984), onde encerrou sua carreira de forma precoce, em decorrência de consecutivas e graves lesões musculares.
Longe do futebol, trabalhou, a partir de 1985, em ramos comerciais e industriais diversificados, incluindo redes de supermercados, fábricas de cosméticos, empresas de ônibus e no setor de artigos plásticos.
A perda gradativa da visão mudou sua rotina nos últimos tempos. A renda familiar vem da esposa, que é enfermeira, e de um auxílio por invalidez que recebe no INSS.









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