sexta-feira, 31 de julho de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Scala


Luiz Carlos Scala Loureiro nasceu na cidade de Rio Grande (RS) em 31 de julho de 1940.
Começou no futebol juvenil do S. C. Rio Grande, em 1956. Profissionalizou-se no rival local, o F. C. Riograndense, onde jogou de 1960 a 1964.
Transferiu-se para o Internacional no fim de 1964. Formou uma dupla de zaga lendária ao lado de Pontes. Conquistou o tricampeonato gaúcho (1969 a 1971).
Em 1968 disputou sua única partida pela Seleção Brasileira, em 17 de dezembro, quando entrou no lugar de Jurandir no empate com a Iugoslávia por 3 x 3.
Seu desempenho pelo clube de Porto Alegre o fez ser pré-convocado para a Copa do Mundo de 1970, porém uma fratura no tornozelo o tirou da competição, deixando-o por muito tempo afastado.
Sem ambiente no Internacional (em 1971 jogou apenas três meses), em janeiro de 1972, dizendo que o Botafogo estava interessado em contratá-lo, Scala pediu rescisão de seu contrato com o Internacional.

No dia 24 de janeiro chegou ao Botafogo e após ser aprovado nos exames médico e físico, assinou contrato com o clube.
Passou a brigar por uma posição no time titular. A zaga do Botafogo contava com o tricampeão mundial Brito, com Osmar Guarnelli e ainda com Djalma Dias. Não foi fácil chegar à titularidade na equipe.
No dia 26 de janeiro, fez o seu primeiro coletivo no Botafogo, formando a dupla de área com Brito.
Não seguiu com a delegação do Botafogo para uma excursão à Africa e Europa, que só terminaria em 9 de fevereiro. Ficou no Rio de Janeiro buscando aprimorar sua forma física.
Sua estreia somente aconteceria no dia 24 de abril de 1972, em São Januário, no empate em 0 x 0 com o Olaria, jogo válido pelo Campeonato Carioca. O Botafogo formou com Wendell, Mauro Cruz, Scala, Osmar e Waltencir; Nei Conceição e Luiz Cláudio; Roberto Carlos, Careca, Paraguaio e Rildo.
Sua última partida pelo Botafogo foi em 18 de julho de 1973, no Maracanã, contra o Bonsucesso, com empate em 0 x 0, também válido pelo Campeonato Carioca. A equipe botafoguense atuou com Wendell, Waltencir, Scala, Osmar e Marinho Chagas; Carlos Roberto e Nei Conceição (Ademir Vicente); Zequinha, Ferretti, Fischer e Dirceu.
No dia 9 de agosto de 1973, após seu último treino no Botafogo, recebeu passe livre.
No total, foram 49 jogos com a camisa do Botafogo, 25 em 1972 e 24 em 1973, sem marcar gols.
No Botafogo foi vice-campeão brasileiro de 1972 e disputou a Taça Libertadores da América de 1973. Nessa competição, um fato curioso: em jogo tenso contra o Cerro Porteño, no Paraguai, Scala foi expulso de forma inusitada. Ele puxou a bola um pouco mais para trás porque o árbitro permitiu que a barreira adversária ficasse muito perto, o que foi considerado um desrespeito pela arbitragem.
Quando o América, de Natal (RN), estava procurando reforços para o Campeonato Brasileiro de 1973, seu treinador Sebastião Leônidas pediu que o clube contratasse Scala.
Em 15 de agosto de 1973 o Botafogo concordou em ceder sem qualquer ônus três jogadores ao América de Natal, um deles, Scala.
Scala encerrou sua trajetória nos gramados atuando pelo América em 1974.
Estava na equipe titular que conquistou o título de campeão potiguar invicto em 11 de dezembro de 1974, na final contra o rival ABC. O técnico era Sebastião Leônidas.
No mês de fevereiro de 1975, Scala decidiu encerrar sua trajetória como jogador profissional.
Permaneceu ligado ao futebol como treinador, tentando a carreira nas principais equipes do Rio Grande do Norte: América, ABC e Alecrim. Com personalidade forte, Scala não admitia qualquer interferência em seu trabalho, o que lhe custou alguns dissabores com os dirigentes locais.
Apaixonado pela cidade, Scala continuou no mundo da bola como comentarista esportivo e paralelamente fundou uma corretora de imóveis.

Faleceu em 10 de outubro de 2007, aos 67 anos, na cidade de Natal.





quinta-feira, 30 de julho de 2026

TODAS AS VITÓRIAS DO BOTAFOGO PELO PLACAR DE 7 x 1



BOTAFOGO 7 x 1 SELEÇÃO DA BAHIA
Amistoso
segunda-feira, 17 de fevereiro de 1919
Local: Rio Vermelho, Salvador (BA)
Árbitro: Altamiro Mourão dos Santos
Gols: Petiot (3), Luiz Menezes (2), Paulo Burlamaqui e Pollice // Oscar Nova
BOTAFOGO: Abreu, Monti e Renato Braga; Baby Rodrigues, Pollice e Paulo Burlamaqui; Celso, Petiot, Vadinho, Luiz Menezes e Candiota.
SELEÇÃO DA BAHIA: João Nova, Carapicu e Juvenal; Agostinho, Arthur Coelho e Anísio Silva; Chico Costa, M. Liberato, Oscar Nova, Astério Sobrinho (do Jegue) e Tournillon.

BOTAFOGO 7 x 1 BRASIL (RJ)
Campeonato Carioca
domingo, 20 de junho de 1926
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Octávio de Almeida (Jaburu)
Gols: Maciel (4), Claudionor (2) e Ariza // Ondino
BOTAFOGO: Ribas, Couto e Octacílio; Jerônimo, Juca da Praia e Pamplona; Maciel, Ariza, Lolô, Orlando Torres e Claudionor. Técnico: Eugênio Medgyessy
BRASIL: Victor, Bianco e Raymundo; Juca, Lincoln e Rubens; Waldemar, Bebeto (Nélson), Ondino, Buza e Ary.

BOTAFOGO 7 x 1 CORINTHIANS (SP)
quarta-feira, 6 de maio de 1931
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Vittório Silvestre Teixeira
Gols: Nilo (4), Carvalho Leite (2) e Paulinho // Bertone
BOTAFOGO: Pedrosa, Benedicto e Octacílio; Pamplona, Martim e Canalli; Ariza, Paulinho, Carvalho Leite, Nilo e Celso. Técnico: Nicolas Ladanyi.
CORINTHIANS: Colombo (Tuffy), Grané e Del Debbio; Leone, Guimarães e Munhoz; Filó, Napoli, Bertone, Rato e De Maria. Técnico: Vicente Montarini.

BOTAFOGO 7 x 1 FLAMENGO (RJ)
Amistoso
domingo, 13 de março de 1932
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: João Chiavoni
Gols: Nilo (3), Álvaro (3) e Almir // Hélio
BOTAFOGO: Victor, Benedicto (Hermínio) e José Rodrigues; Ariel, Rogério Braga e Canalli; Álvaro, Almir, Carvalho Leite, Nilo e Moura Costa (Maciel). Técnico: Nicolas Ladanyi.
FLAMENGO: Fernando, Moisés e Aristeu; Bolinha, Faya e Sá Filho (Toscano); Hélio, Braz (Lauro), Flávio, Ayres e Careca.

BOTAFOGO 7 x 1 AMÉRICA-Cidade do México (México)
domingo, 15 de março de 1936
Local: Parque Asturias, Cidade do México (México) 
Árbitro: ???
Gols: Patesko (3), Russinho (2) e Carvalho Leite (2) // Carlos Carral
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Lino e Nariz; Affonso, Luciano e Canalli; Álvaro, Martim, Carvalho Leite, Russinho e Patesko. Técnico: Togo Renan Soares (Kanela).
AMÉRICA-México: Daniel Gómez, Rafael Navarro e Armando Frank; José Rosas, Alfonso Sánchez e Samuel Pintel; Sota, Carlos Carral, Alfredo Álvarez, Arteaga e Rafael Garza.

BOTAFOGO 7 x 1 PORTUGUESA (RJ)
Campeonato Carioca
sábado, 30 de outubro de 1937
Local: Campos Sales, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Ferreira Lemos (Juca da Praia)
Gols: Patesko (3), Otto, Chemp, Paschoal e Álvaro // Jayme
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Lino e Nariz; Zezé Moreira, Martim e Canalli; Álvaro, Paschoal, Chemp, Otto e Áttila (Patesko). Técnico: Carlos Martins da Rocha (Carlito).
PORTUGUESA: Onça (Moraes), Newton e Oswaldo; Bioró, Neco e Veneratti; Bituca, Galego, Romualdo, Jayme e Nelsinho.

BOTAFOGO 7 x 1 BANGU (RJ)
Campeonato Carioca
domingo, 11 de agosto de 1946
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes
Renda: Cr$ 20.754,00
Expulsão: Bilulu, do Bangu
Gols: Heleno de Freitas (3), Braguinha (2), Nilo e Geninho // Menezes
BOTAFOGO: Ary, Gerson dos Santos e Sarno; Ivan, Nilton Senra e Cid; Nilo, Tovar, Heleno de Freitas, Geninho e Braguinha. Técnico: Martim Silveira.
BANGU: Robertinho, Bilulu e Julinho; Nadinho, Mineiro e Adauto; Sonô, Ubirajara, Antero, Menezes e Moacir Bueno. Técnico: Solon Ribeiro.

BOTAFOGO 7 x 1 MADUREIRA (RJ)
Campeonato Carioca
domingo, 22 de setembro de 1946
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Adelino Ribeiro de Jesus
Renda: Cr$ 21.358,00
Gols: Heleno de Freitas (3), Braguinha (2), Izaltino e Valsecchi // Durval
BOTAFOGO: Oswaldo Baliza, Gerson dos Santos e Belacosa; Waldemar, Negrinhão e Juvenal; Braguinha, Tovar, Heleno de Freitas, Valsecchi e Izaltino. Técnico: Martim Silveira.
BANGU: Júlio, Mário Brandão e Danilo; Esteves, Olavo e Carnaval; Betinho, Durval, Bidon, Plácido e Esquerdinha.

BOTAFOGO 7 x 1 CANTO DO RIO (RJ)
Campeonato Carioca
domingo, 30 de outubro de 1949
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Frederick James Lowe (Inglaterra)
Renda: Cr$ 22.139,00
Gols: Pirilo (2), Zezinho (2), Geninho, Octávio e Braguinha // Hélio
BOTAFOGO: Ary, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Zezinho, Geninho, Pirilo, Octávio e Braguinha. Técnico: Zezé Moreira
CANTO DO RIO: Pernambuco, Alcides e Manoelzinho; Carango, Edésio e Canelinha; Geraldino, Valdemar, Raimundo, Ariosto e Hélio.

BOTAFOGO 7 x 1 ATHLETIC (MG)
Amistoso
quarta-feira, 7 de setembro de 1960
Local: Joaquim Portugal, São João del Rey (MG)
Árbitro: José Gomes Sobrinho
Renda: Cr$ 120.000,00
Gols: Rossi (3), Quarentinha (2), Didi e Amarildo // Wilson
BOTAFOGO: Manga, Cacá, Zé Maria, Nilton Santos (Paulistinha) e Chicão; Pampolini (Ronald) e Didi (Tião Macalé); Garrincha (Neyvaldo), Rossi, Quarentinha (Geninho) e Amarildo. Técnico: Paulo Amaral.
ATHLETIC: Barrinha, Vítor, Caio e Bosco; Valter e Ari; Miguel, Batista, Casali, Wilson e Tarciso.

BOTAFOGO 7 x 1 SERVETTE (Suíça)
Amistoso
quarta-feira, 14 de junho de 1961
Local: Charmilles, Genebra (Suíça)
Árbitro: ???
Gols: China (4) e Amoroso (3) // Herting
BOTAFOGO: Ernâni, Cacá (Ademar), Zé Maria, Paulistinha e Chicão; Pampolini (Ayrton) e Didi (Rossi); Garrincha (Neyvaldo), China (Édison), Amarildo (Amoroso) e Zagalo. Técnico: Paulo Amaral.
SERVETTE: René Schneider (Jacques Barlie), Raymond Maffiolo, Peter Rösch e Maurice Meylan; Lev Mantula e Péter Pasmandy; Valer Nemeth, André Bosson, Herting, Dezso Makay e Pierre-Maurice Georgy.

BOTAFOGO 7 x 1 AMERICANO-Campos (RJ)
Campeonato Carioca
quarta-feira, 11 de agosto de 1976
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Carlos Costa
Renda: Cr$ 65.909,50
Público: 5.347 pagantes
Gols: Nilson Dias (3), Antônio Carlos (2), Carbone e Marco Aurélio // Luís Carlos
BOTAFOGO: Ubirajara Alcântara (Zé Carlos), Miranda, Osmar, Nilson Andrade e Serginho; Carbone, Luizinho Rangel e Marco Aurélio; Cremilson, Nilson Dias (Antônio Carlos) e Mazinho. Técnico: Paulo Amaral.
AMERICANO: Célio, Nei Dias, Adílson, Alberico e Capetinha; Índio, Ico e Luís Carlos; Albéris (César), Dionísio e Abadia (Manoel). Técnico: Emílson Peçanha.

BOTAFOGO 7 x 1 NITERÓI (RJ)
Campeonato Carioca
quinta-feira, 14 de junho de 1979
Local: Marechal Hermes, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Arnaldo César Coelho
Expulsão: Jorge Luiz, do Niterói
Renda: Cr$ 334.500,00
Público: 6.690 pagantes
Gols: Dé (3), Marcelo (2), Renato Sá e Ruço // Artur
BOTAFOGO: Borrachinha, Perivaldo (Chiquinho), Miltão, Renê e China; Ruço, Marcelo e Renato Sá; Cremilson, Dé e Ziza (Mendonça). Técnico: Joel Martins.
NITERÓI: Edgar, Marinho, Tião, Mica (Torrão) e Uberaba; Dufrayer, Zica e Jaílson; Tarinho, Jorge Luiz e Renato (Artur). Técnico: Roberto Miranda.

BOTAFOGO 7 x 1 INTERNACIONAL (BA)
Amistoso
quinta-feira, 1 de abril de 1982
Local: Joviniano Dourado Lopes, Irecê (BA)
Árbitro: Rogério Barreto
Gols: Josimar (2), Perivaldo, Gaúcho, Mendonça, Silva e Édson // Dedé
BOTAFOGO: Paulo Sérgio (Luís Carlos), Perivaldo (Gaúcho Lima), Gaúcho, Oswaldo e Washington; Alemão, Almir e Mendonça (Josimar); Geraldo (Édson), Té (Mirandinha) e Ziza (Silva). Técnico: Félix Venerando.
INTERNACIONAL-BA: Mazinho (Coité), Zé (Dedé), Agamenon, Jorge e Ailton (Luiz Carlos); Jadir, Jânio e Serginho (Gilmarzinho; Pita (Andelado); Teo e Caio.

BOTAFOGO 7 x 1 BARREIRA (RJ)
Campeonato Carioca
domingo, 31 de março de 1996
Local: Caio Martins, Niterói (RJ)
Árbitro: Mauro Prado
Renda: R$ 24.930,00
Público: 2.772 pagantes
Gols: Bentinho (3), Mauricinho (2), Jamir e Paulo Roberto // William
BOTAFOGO: Wagner, Ezequiel, Wilson Gottardo, Gonçalves e Paulo Roberto; Jamir, Uidemar (Moisés), Beto e Hugo (Silas); Dauri (Mauricinho) e Bentinho. Técnico: Marinho Peres.
BARREIRA: Adalberto, China, Tino, Cléber e Grilo; Zito (Marcelo), Paulo Marcelo (Jair), Cacalho e Jair Mão; Adão (William) e Serginho. Técnico: Mário Marques.

BOTAFOGO 7 x 1 BRASILIENSE (DF)
Copa do Brasil
quarta-feira, 15 de março de 2023
Local: Kleber Andrade, Cariacica (ES)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Renda: R$ 362.241,00
Público: 3.649 pagantes
Gols: Tiquinho Soares (3), Danilo Barbosa, Eduardo, Adryelson e Victor Cuesta // Yuri Mamute
BOTAFOGO: Lucas Perri, Di Placido, Adryelson, Victor Cuesta e Marçal; Tchê Tchê (Lucas Fernandes), Danilo Barbosa (Gabriel Pires) e Eduardo (Marlon Freitas); Carlos Alberto (Luís Henrique), Lucas Piazon (Gustavo Sauer) e Tiquinho Soares. Técnico: Luís Castro.
BRASILIENSE: Edmar Sucuri, Dharllyson, Railon, Gabriel e Felipe Alves (Goduxo); Gabriel Henrique (Wallace), Tarta e Zotti (Lila); Matheus Barboza, Yuri Mamute (Diogo Sodré) e Romário (Hernane Brocador). Técnico: Roberto Cavalo.



quarta-feira, 29 de julho de 2026

VIAJANDO PELO BRASIL: o primeiro jogo do Botafogo em Salvador (BA) - 1919



Para uma excursão aos Estados de Pernambuco e Bahia, iniciada em Recife (PE), no dia 26 de janeiro de 1919, e encerrada em 17 de fevereiro de 1919, em Salvador (BA), a delegação do Botafogo embarcou a bordo do paquete nacional “Itaquera”, chefiada por Oldemar do Amaral Murtinho e tendo Osmar Gomes de Mattos como Secretário.


Local do jogo

Nos seis amistosos em Recife, venceu quatro e foi derrotado em outros dois.
Em Salvador, a superioridade da equipe alvinegra foi incontestável. A excelente combinação dos jogadores cariocas e a quantidade de passes certeiros, revelavam muitos treinos, contrastando com a desorientação dos jogadores baianos, alguns dos quais se empenhavam num jogo todo individual e com a visível falta de treinamentos.
Vale registrar, no entanto, a ausência do jogo violento por parte dos derrotados, substituído por deferência aos grandes adversários.
Apesar do solo lamacento e da constante ameaça de aguaceiros, uma cerca viva de espectadores delimitava o encharcado campo do Rio Vermelho e estavam repletas as improvisadas arquibancadas, onde tocava uma banda de música da Brigada Policial.
Com a vitória, o Botafogo conquistou a Taça Liga Bahiana.

SELEÇÃO DA BAHIA 1 x 7 BOTAFOGO
segunda-feira, 17 de fevereiro de 1919
Local: Rio Vermelho, Salvador (BA)
Árbitro: Altamiro Mourão dos Santos
Gols: Petiot (3), Luiz Menezes (2), Paulo Burlamaqui e Pollice para o Botafogo e Oscar Nova para a Seleção da Bahia
SELEÇÃO DA BAHIA: João Nova, Carapicu e Juvenal; Agostinho, Arthur Coelho e Anísio Silva; Chico Costa, M. Liberato, Oscar Nova, Astério Sobrinho (do Jegue) e Tournillon.
BOTAFOGO: Abreu, Alfredo Monti e Renato Braga; Baby Rodrigues, Pollice e Paulo Burlamaqui; Celso, Petiot, Vadinho, Luiz Menezes e Candiota.

Equipe que enfrentou a Seleção da Bahia




terça-feira, 28 de julho de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Alfredinho


Alfredo Silva, o Alfredinho, nasceu em Florianópolis (SC), em 28 de julho de 1897.
Com 15 anos de idade, começou a jogar no C. S. Anita Garibaldi, clube de Florianópolis que defendeu nos anos de 1912 e 1914 e que mudaria seu nome para C. S. Florianópolis.
Em 1916, Alfredinho foi eleito, em concurso aberto realizado pelo jornal O Dia, o segundo melhor jogador de Florianópolis (o primeiro foi Floriano, que atuava pelo time do Ginásio Santa Catarina). Em teve 638 votos, contra 767 de Floriano.
Não se sabe ao certo qual foi o motivo para Alfredinho sair de Florianópolis, sua saída não foi noticiada mesmo sendo um dos maiores jogadores da cidade. Numa época que era quase impossível um jogador de Santa Catarina se transferir para as já badaladas equipes do eixo Rio-São Paulo, segundo contam, ele teria “feito mal” a uma jovem e, com medo de ser preso, fugiu de Florianópolis com destino incerto.
Era comum sair de Florianópolis (de navio) e passar por Paranaguá (PR), Santos (SP) ou Rio de Janeiro (RJ).
Assim, em 1916, aportou em Santos. O jornal A Tribuna de 16 de fevereiro de 1916, destaca: o segundo time da fidalga Americana jogará (um amistoso contra o Internacional, de São Paulo), com ótimos elementos entre os quais Alfredinho, recentemente chegado a esta cidade, a fim de defender as cores alviceleste no campeonato deste ano; é, pois, um elemento de primeiro plano”.
Em 4 de abril de 1916, Alfredinho seguiu, a bordo do vapor “Laguna” para Paranaguá, e daí para Curitiba, com a delegação da A. A. Americana, que enfrentaria o Internacional local em um jogo amistoso.
Ainda disputaria os campeonatos da Liga Santista de Sports Athleticos de 1917 a 1919, sempre defendendo a A. A. Americana.
Por diversas vezes foi convocado para fazer parte da seleção da Liga Santista.
A última menção ao jogador Alfredinho foi um jogo contra o São Vicente, válido pelo campeonato da Liga Santista, no dia 25 de abril de 1919, empatando em 1 x 1. Alfredinho perdeu um pênalti. Ainda assim, teve atuação destacada entre os jogadores da A. A. Americana.


Segundo o jornal carioca O Paiz, Alfredinho realizou seu primeiro treino no Botafogo em 15 de maio de 1919. Conforme palavras do jornal “O novo player botafoguense, que ocupa a difícil posição de center-half, pelo jogo desenvolvido, demonstrou ser um magnífico jogador, possuindo excelente jogo de cabeça e bela distribuição”.
Sua estreia na equipe principal do Botafogo aconteceu no amistoso realizado em 14 de julho de 1919, em General Severiano, com vitória de 2 x 1 sobre o Carioca. Formou o Botafogo com Oliveira, Monti e Palamone; Franco, Pollice e Jones; Alfredinho, Petiot, Stirling, Luiz Menezes e Neco.
Disputou apenas mais dois jogos pelo Botafogo em 1919, ambos os amistosos contra o time do Cruzador “Renown”, da Inglaterra, em 11 e 12 de outubro, nos dois marcando seus primeiros gols com a camisa do Botafogo (um no primeiro e dois no segundo).
Sua primeira partida oficial, pelo Campeonato Carioca, só aconteceria em 18 de abril de 1920, na goleada de 5 x 0 sobre o Palmeiras, do Rio de Janeiro (RJ).
Disputou 22 dos 23 jogos realizados pelo Botafogo em 2020, marcando um gol.


Graças às excelentes exibições técnicas pelo Botafogo, Alfredinho alcançou o ápice de sua projeção nacional em 1921, quando foi convocado para defender a Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano (atual Copa América) em Buenos Aires, Argentina, onde disputou os três jogos realizados: 02.10, derrota para a Argentina (1 x 0), 12.10 (vitória sobre o Paraguai, 3 x 0) e 23.10 (derrota para o Uruguai, 2 x 1).
Em 1922 fez parte da equipe brasileira que conquistou o título da Taça Rodrigues Alves, contra o Paraguai (vitória de 3 x 1), em 29 de outubro de 1922, sua última participação na Seleção Brasileira.
Ficou de fora de poucas partidas disputadas pelo Botafogo até 1926.
Seu último jogo oficial na equipe principal do Botafogo ocorreu em 1º de maio de 1927, na vitória por 4 x 2 sobre o Bangu, pelo Campeonato Carioca. Nesse jogo formou o Botafogo com Baby Campos, Alemão e Octacílio; Jerônimo, Alfredinho (Couto) e Rogério Braga; Ariza, Neco, Nilo, Aché e Orlando Torres.
Não disputou mais jogos oficiais de 1928 a 1932.
Mesmo deixando o time titular principal, Alfredinho seguiu vinculado ao Botafogo por anos. Ele jogou as competições de Segundos Quadros (reservas) entre 1928 e 1930, e chegou a conquistar o título de Campeão Carioca de Terceiros Quadros pelo Botafogo em 1931.
Faleceu em 30 de dezembro de 1990.


Fontes & Colaboradores:
A Tribuna (SP)
Adalberto Jorge Klüser
Almanaque do Futebol Catarinense
O Dia (SC)
O Estado (SC)
O Paiz (RJ).



segunda-feira, 27 de julho de 2026

FORMAÇÕES: 1977


Formação do Botafogo que venceu o Torneio Início do Campeonato Carioca de 1977. A competição foi realizada no Maracanã, no dia 13 de março de 1977.
De pé, da esquerda para a direita: China, Ubirajara Alcântara, Carbone, Odélio, Renê e Rodrigues Neto.
Agachados, na mesma ordem: Ademir Vicente, Luisinho Rangel, João Paulo, Manfrini e Mário Sérgio.

domingo, 26 de julho de 2026

COISAS QUE SÓ ACONTECEM AO BOTAFOGO: três jogos, três empates em 0 x 0 - 1985


As partidas foram válidas pelo Torneio Quadrangular de Manaus de 1985, disputado no Estádio Vivaldo Lima (Vivaldão), Amazonas.
Além do Botafogo, participaram Bahia, de Salvador (BA), e os locais Nacional e Rio Negro.

Esse torneio gerou uma das estatísticas mais bizarras da história alvinegra. O Botafogo disputou três partidas em Manaus, terminou o torneio invicto, mas não fez e nem sofreu gol, acumulando três empates por 0 x 0 (contra Rio Negro, Nacional e Bahia).

RIO NEGRO 0 x 0 BOTAFOGO
quarta-feira, 22 de maio de 1985
Vivaldo Lima (Vivaldão), Manaus (AM)
Árbitro: Carlos Alberto Nascimento
Renda: Cr$ 29.044.000,00
Público: 6.010 pagantes
Expulsão: Brasília, do Botafogo.
RIO NEGRO: Erlando, Kleber, Nilson, Mauro e Carlinhos; Elias, Tauíres e Reis; Salvandir, Dario e Hitotuzi (Flávio). Técnico: Adinamar Adib.
BOTAFOGO: Luís Carlos, Josimar, Oswaldo, Brasília e Wagner Pepeta; Ademir Fonseca, Ataíde e Elói; Helinho (Baltazar), Renato e Antônio Carlos. Técnico: Abel Braga.
Conforme regulamento do torneio (que só valeu na primeira rodada, os clubes deveriam jogar uma prorrogação, sendo que se ocorresse empate seria decidido nos pênaltis. Assim, nem na prorrogação o Botafogo marcou, permanecendo o placar em 0 x 0. O Botafogo venceu nos pênaltis, por 4 x 3.

NACIONAL 0 x 0 BOTAFOGO
domingo, 26 de maio de 1985
Vivaldo Lima (Vivaldão), Manaus (AM) 
Árbitro: Paulo Rangel
NACIONAL: Reginaldo, Antônio Carlos, Marcos, Paulo Galvão e Luís Florêncio; Merica, Camarão e Raulino; Bendelack, Dario e Edu (Tiquinho).
BOTAFOGO: Luís Carlos, Josimar, Oswaldo, Brasília e Wagner Pepeta; Ademir Fonseca, Ataíde e Elói; Helinho (Baltazar), Renato e Antônio Carlos. Técnico: Abel Braga.

BOTAFOGO 0 x 0 BAHIA
terça-feira, 28 de maio de 1985
Vivaldo Lima (Vivaldão), Manaus (AM)
Árbitro: ???
BOTAFOGO: Luís Carlos, Josimar, Brasília, Oswaldo e Gilberto; Ademir Fonseca, Suca e Elói (Berg); Ataíde, Renato (Helinho) e Antônio Carlos. Técnico: Abel Braga.
BAHIA: Ronaldo, Edinho, Estevam, Celso e Miguel; Sales, Marinho e Leandro; Robson, Ademir Patrício e Emo. Técnico: Paulinho de Almeida.

O Nacional acabou ficando com o título por ter vencido o Bahia, por 2 x 0, e empatado com o Rio Negro em 0 x 0.
O Bahia ficou em segundo lugar, mesmo perdendo para o Nacional, venceu o Rio Negro, por 3 x 0, ficando com saldo de um gol, contra nenhum do Botafogo, que ficou na terceira colocação do torneio.


sábado, 25 de julho de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Paulo Sérgio


Paulo Sérgio de Oliveira Lima nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 24 de julho de 1954.
Revelado nas categorias de base do Fluminense, chegou a fazer parte do elenco profissional que conquistou o Campeonato Carioca de 1975, quando disputou apenas um jogo substituindo o titular Roberto.
Dispensado em 1976 pelo presidente Francisco Horta, o promissor Paulo Sérgio continuou sua caminhada nas fileiras do CSA, de Maceió (AL).
Em 1977 voltou ao futebol carioca. Passou primeiramente pelo Volta Redonda e posteriormente pelo Americano, de Campos, até ser contratado em definitivo pelo Botafogo.
A estreia de Paulo Sérgio no Botafogo aconteceu em 3 de fevereiro de 1980, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), em jogo amistoso, com vitória de 2 x 0 sobre o Volta Redonda. O Botafogo atuou com Borrachinha (Paulo Sérgio), Wanderley, Luís Cláudio, Renê (Miltão) e Carlos Alberto Batata; Wecsley, Ademir Lobo e Marcelo; Gil, Revelles (Luizinho Rangel) e Ziza (Bahia).
Seu último jogo com a camisa do Botafogo foi em 21 de outubro de 1984, em Marechal Hermes, Rio de Janeiro (RJ), pelo Campeonato Carioca, com vitória de 2 x 0 sobre a Friburguense. Formou o Botafogo com Paulo Sérgio, Josimar, Marinho, Brasília e Miranda (Wagner Pepeta); Ademir Fonseca, Alemão e Berg (Luizinho das Arábias); Robertinho, Baltazar e Helinho.
Foram 219 jogos pelo Botafogo no período de 1980 a 1984.

Paulo Sérgio apresentou um ótimo desempenho no Campeonato Brasileiro de 1981, o suficiente para seu nome ser confirmado no grupo que embarcou para disputar a Copa do Mundo na Espanha em 1982. Jogando pela Seleção Brasileira, Paulo Sérgio disputou ao todo três partidas, com três vitórias e apenas um gol sofrido, no triunfo do Brasil diante da França pelo placar de 3 x 1, no dia 15 de maio de 1981, em Paris.
Paulo Sérgio continuou como titular absoluto do Botafogo até o findar de 1984, quando seus direitos foram negociados com o Goiás (GO), onde disputou o Campeonato Brasileiro de 1985.
Teve uma passagem pelo Vasco da Gama em 1986, onde conquistou a Taça Guanabara.
Seu último clube foi o América (RJ), entre 1987 e 1988, momento em que decidiu encerrar definitivamente sua trajetória após sofrer uma lesão no dedo.
Após pendurar as chuteiras no campo, Paulo Sérgio aceitou o convite para participar dos primeiros passos do futebol de areia profissional nos anos 90. Defendendo a Seleção Brasileira de Beach Soccer, ele conquistou grande sucesso, sendo hexacampeão mundial entre os anos de 1994 e 2000, além de ajudar a popularizar a modalidade globalmente.
Fora das areias e dos campos, ele também se formou em Economia em 1987 e passou a trabalhar como comentarista esportivo de televisão. Atualmente reside em Vitória (ES).












 

sexta-feira, 24 de julho de 2026

FORMAÇÕES: 1971


Uma das formações do Botafogo utilizada durante o ano de 1971.
Da esquerda para a direita, de pé: Carlos Alberto Torres, Ubirajara Motta, Nei Conceição, Brito, Leônidas e Paulo Henrique.
Agachados: Zequinha, Carlos Roberto, Careca, Jairzinho e Paulo César Lima.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

FORMAÇÕES: 1975



Formação do Botafogo que derrotou o Fluminense em 15 de junho de 1975, por 2 x 0, em jogo válido pela final do 2º turno do Campeonato Carioca (Taça Augusto Pereira da Motta).
Da esquerda para a direita, de pé: Zé Carlos, Miranda, Chiquinho Pastor, Artur, Marinho Chagas e Ademir Vicente.
Agachados: Cremilson, Carlos Roberto, Puruca, Nilson Dias e Dirceu.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Nelson


Nelson Domingues de Araújo nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 22 de julho de 1972.
Caçula de uma família de 21 irmãos, Nelson perdeu o pai aos seis anos e a mãe, aos 12. Passou fome na comunidade de Vila Kennedy até começar a trabalhar, aos 14 anos. O primeiro, o segundo e o terceiro empregos foram de office boy, embora o sonho fosse de se tornar jogador de futebol.
Chegou à Escolinha do Botafogo em 1986, com 14 anos, passando a atuar em outras categorias de base do clube até se profissionalizar, em 1992. Gostava de atuar na ponta direita, mas um técnico das categorias de base o convenceu a jogar no meio-campo.
Sua estreia no time profissional do Botafogo aconteceu em 24 de junho de 1992, com derrota de 2 x 1 para o Vasco da Gama, em Conselheiro Galvão, estádio do Madureira, pela Copa Rio de Janeiro. O Botafogo formou com Marcelo Lourenço, Wanderley, Rogério Pinheiro, André e Marquinhos; Rodrigão (Nelson), Jefferson Douglas, Bob e Sandro Leite; Bujica e Jéferson Gaúcho. Técnico: Fred Rodrigues.
Fez parte da equipe que conquistou a Copa Conmebol de 1992.
A saída de Nelson do Botafogo, juntamente com o lateral-esquerdo Jefferson, ocorreu numa troca com o Vasco da Gama pelo meio-de-campo Leandro Ávila, em agosto de 1995.
Seu último jogo pelo Botafogo, por uma dessas coincidências que não acontecem sempre, foi em outro 24 de junho (de 1995), na vitória de 3 x 1 sobre o América, novamente em Conselheiro Galvão, pelo Campeonato Carioca. Assim atuou o Botafogo: Carlão, Luís Carlos Winck, Grotto, Márcio Theodoro e Jefferson; Nelson, Moisés, Beto (Julinho) e Sérgio Manoel; Adriano (Big) e Túlio Maravilha. Técnico: Jair Pereira.
De 1992 a 1995, Nelson defendeu o Botafogo em 107 jogos, marcando quatro gols (um em 1994 e três em 1995).
Nos anos seguintes, entre 1995 e 1998, jogou no Vasco da Gama, onde venceu um Campeonato Carioca, um Campeonato Brasileiro e uma Copa Libertadores.
Após suas passagens por Botafogo e Vasco da Gama, Nelson ainda jogou por sete equipes entre 1999 e 2008: Vitória (BA), Santa Cruz (PE), América, Olaria, Macaé, São Cristóvão e Barra Mansa, todos do Rio de Janeiro.
Depois que encerrou a carreira de jogador inscreveu-se no curso de técnico da ABTF (Associação Brasileira de Treinadores de Futebol).
Nelson organiza por muitos anos o Vila Kennedy contra a Fome, jogo beneficente com a presença de muitos ex-jogadores marcado para o dia 16 de dezembro.




terça-feira, 21 de julho de 2026

FORMAÇÕES: 1912



Formação do Botafogo que enfrentou o S. C. Americano, de São Paulo (SP), no amistoso realizado em 6 de outubro de 1912, no campo da Praça Marechal Deodoro, São Cristóvão, no Rio de Janeiro (RJ).
Da esquerda para a direita, em cima, de pé: Edgard Dutra, Juca Couto, Álvaro Werneck, Lulu Rocha e Rolando de Lamare.
Sentados: Carlos Villaça, Abelardo de Lamare, Décio Viccari, Edgard Pullen, Mimi Sodré e Lauro Sodré.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

OS DEZ JOGADORES QUE MAIS ATUARAM PELO BOTAFOGO NA HISTÓRIA

 

 

C

JOGADOR

JOGOS

PERÍODO

NILTON SANTOS

721

1948 a 1964

GARRINCHA

612

1953 a 1965

JEFFERSON

459

2003 a 2005 e 2009 a 2018

WALTENCIR

453

1967 a 1976

QUARENTINHA

444

1954 a 1964

MANGA

442

1959 a 1968

CARLOS ROBERTO

440

1967 a 1976

GENINHO

425

1940 a 1954

JAIRZINHO

413

1959 a 1974

10º

WAGNER

412

1993 a 2002