domingo, 20 de setembro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Maurício


Maurício de Oliveira Anastácio nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 20 de setembro de 1962.
Deu seus primeiros passos no futebol no Bonsucesso, em 1975. Jogou futebol na praia de Copacabana, pelo time do Columbia, e no Canarinho, equipe da Rua 17, no conjunto Presidente Médici, na Pavuna, subúrbio na fronteira entre os municípios do Rio de Janeiro e Duque de Caxias.
Cinco anos depois estreou no profissional do Bonsucesso. Em 1981 foi emprestado ao Juventus, de Rio do Sul (SC). Suas boas exibições chamaram a atenção do Internacional, que o levou para Porto Alegre (RS), logo após o fim do empréstimo ao clube catarinense. O clube gaúcho considerou muito caro o seu passe e o devolveu ao Bonsucesso. No Internacional, Maurício jogou nos anos de 1983 e 1984, quando retornou ao Rio de Janeiro, para jogar no América.
Suas ótimas atuações no América-RJ despertaram interesse de clubes da Europa, como o Charleroi, da Bélgica, e o Sporting, de Portugal, mas acabou contratado pelo Botafogo em 1986. Fez sua estreia no dia 5 de outubro de 1986, no Maracanã, na derrota de 4 x 2 para o Atlético Mineiro, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. A equipe que jogou foi essa: Luís Carlos, Josimar, Oswaldo, Leiz e Wagner Pepeta; Lulinha, Alemão e Arthurzinho; Maurício, Roberto Carlos (Helinho) (Silvinho) e Berg. Técnico: Zagallo.
Depois de disputar 12 jogos em 1988 (o último em 13 de abril) foi emprestado ao Internacional, onde foi vice-campeão brasileiro.


No ano seguinte, retornou ao Botafogo e foi peça fundamental na conquista do título de campeão do Campeonato Carioca. Na segunda partida da final da competição, no dia 21 de junho de 1989, contra o Flamengo, Maurício aproveitou o cruzamento do ponta-esquerda Mazolinha e tocou a bola para as redes. O placar de 1 x 0 deu o título invicto ao Botafogo e quebrou o jejum do alvinegro de 21 anos sem títulos. O time que atuou nesse dia foi Ricardo Cruz, Josimar, Wilson Gottardo, Mauro Galvão e Marquinhos; Carlos Alberto Santos, Luisinho e Vítor; Maurício, Paulinho Criciúma e Gustavo (Mazolinha). Técnico: Valdyr Espinosa.
Seu último jogo pelo Botafogo foi em 25 de novembro de 1989, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, com vitória de 2 x 1 sobre a Portuguesa de Desportos.
No Botafogo, contando suas duas passagens, foram 119 jogos, com 23 gols.
Em janeiro de 1990, Maurício foi transferido para o Celta de Vigo, da Espanha, onde teve passagem discreta e, no ano seguinte, retornou ao futebol brasileiro, para defender o Grêmio, de Porto Alegre (RS).
Depois, novamente no Internacional, viveu outra fase vitoriosa em 1992, conquistando o Campeonato Gaúcho e a Copa do Brasil desse ano.
Já com 33 anos de idade, jogou no Ulsan Hyundai, da Coréia do Sul (onde venceu a Copa da Liga Coreana em 1995) e teve passagens pelo Zico All Star, do Japão, América, do México, Londrina (PR) e XV de Piracicaba (SP).
Encerrou a carreira profissional em 2001, na Portuguesa de Desportos.
Chegou a defender a Seleção Brasileira Olímpica (atuando em dois jogos pelo Pré-Olímpico de 1987, vencido pelo Brasil) e teve uma convocação para a Seleção Principal no empate diante do Paraguai em 27 de fevereiro de 1991 (1 x 1).
Após pendurar as chuteiras, Maurício se formou em Educação Física, adquiriu uma corretora de imóveis e passou a se dedicar fortemente a projetos sociais, fundando o Instituto Craque do Futuro para ajudar jovens vulneráveis através do esporte, além de sempre participar de eventos consulares e homenagens promovidas pelo Botafogo.
Em 2007, a diretoria do Botafogo prestou-lhe uma homenagem, criando uma camisa comemorativa, lançada no evento Feijão do Fogão 2007.
Em outubro de 2021 foi lançado o livro “1989 - O Escolhido”. Escrito pela jornalista Aline Bordalo, o projeto foi idealizado por Maurício.




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