Deu seus primeiros passos no futebol no Bonsucesso, em 1975. Jogou futebol na
praia de Copacabana, pelo time do Columbia, e no Canarinho, equipe da Rua 17,
no conjunto Presidente Médici, na Pavuna, subúrbio na fronteira entre os
municípios do Rio de Janeiro e Duque de Caxias.
Cinco anos depois estreou no profissional do Bonsucesso. Em 1981 foi emprestado
ao Juventus, de Rio do Sul (SC). Suas boas exibições chamaram a atenção do
Internacional, que o levou para Porto Alegre (RS), logo após o fim do
empréstimo ao clube catarinense. O clube gaúcho considerou muito caro o seu
passe e o devolveu ao Bonsucesso. No Internacional, Maurício jogou nos anos de
1983 e 1984, quando retornou ao Rio de Janeiro, para jogar no América.
Suas ótimas atuações no América-RJ despertaram interesse de clubes da Europa,
como o Charleroi, da Bélgica, e o Sporting, de Portugal, mas acabou contratado
pelo Botafogo em 1986. Fez sua estreia no dia 5 de outubro de 1986, no
Maracanã, na derrota de 4 x 2 para o Atlético Mineiro, em jogo válido pelo
Campeonato Brasileiro. A equipe que jogou foi essa: Luís Carlos, Josimar,
Oswaldo, Leiz e Wagner Pepeta; Lulinha, Alemão e Arthurzinho; Maurício, Roberto
Carlos (Helinho) (Silvinho) e Berg. Técnico: Zagallo.
Depois de disputar 12 jogos em 1988 (o último em 13 de abril) foi emprestado ao
Internacional, onde foi vice-campeão brasileiro.
No ano seguinte, retornou ao Botafogo e foi peça fundamental na conquista do título
de campeão do Campeonato Carioca. Na segunda partida da final da competição, no
dia 21 de junho de 1989, contra o Flamengo, Maurício aproveitou o cruzamento do
ponta-esquerda Mazolinha e tocou a bola para as redes. O placar de 1 x 0 deu o
título invicto ao Botafogo e quebrou o jejum do alvinegro de 21 anos sem
títulos. O time que atuou nesse dia foi Ricardo Cruz, Josimar, Wilson Gottardo,
Mauro Galvão e Marquinhos; Carlos Alberto Santos, Luisinho e Vítor; Maurício,
Paulinho Criciúma e Gustavo (Mazolinha). Técnico: Valdyr Espinosa.
Seu último jogo pelo Botafogo foi em 25 de novembro de 1989, no Maracanã, pelo
Campeonato Brasileiro, com vitória de 2 x 1 sobre a Portuguesa de Desportos.
No Botafogo, contando suas duas passagens, foram 119 jogos, com 23 gols.
Em janeiro de 1990, Maurício foi transferido para o Celta de Vigo, da Espanha,
onde teve passagem discreta e, no ano seguinte, retornou ao futebol brasileiro,
para defender o Grêmio, de Porto Alegre (RS).
Depois, novamente no Internacional, viveu outra fase vitoriosa em 1992,
conquistando o Campeonato Gaúcho e a Copa do Brasil desse ano.
Já com 33 anos de idade, jogou no Ulsan Hyundai, da Coréia do Sul (onde venceu
a Copa da Liga Coreana em 1995) e teve passagens pelo Zico All Star, do Japão, América,
do México, Londrina (PR) e XV de Piracicaba (SP).
Encerrou a carreira profissional em 2001, na Portuguesa de Desportos.
Chegou a defender a Seleção Brasileira Olímpica (atuando em dois jogos pelo Pré-Olímpico
de 1987, vencido pelo Brasil) e teve uma convocação para a Seleção Principal no
empate diante do Paraguai em 27 de fevereiro de 1991 (1 x 1).
Após pendurar as chuteiras, Maurício se formou em Educação Física, adquiriu uma
corretora de imóveis e passou a se dedicar fortemente a projetos sociais,
fundando o Instituto Craque do Futuro para ajudar jovens vulneráveis através do
esporte, além de sempre participar de eventos consulares e homenagens
promovidas pelo Botafogo.
Em 2007, a diretoria do Botafogo prestou-lhe uma homenagem, criando uma camisa
comemorativa, lançada no evento Feijão do Fogão 2007.
Em outubro de 2021 foi lançado o livro “1989 - O Escolhido”. Escrito pela
jornalista Aline Bordalo, o projeto foi idealizado por Maurício.





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