Luizinho Rangel praticamente nasceu para o futebol dentro da sede de General Severiano. Ele ingressou nas categorias de base do Botafogo com apenas 11 anos de idade. Conquistou títulos importantes na base, incluindo o Torneio Mundial de Cadetes em Croix, na França, em 1973.
Estreou na equipe de profissionais do Botafogo em 10 de abril de 1976, no Maracanã, no empate em 0 x 0 com o Olaria, válido pelo Campeonato Carioca. A formação do Botafogo foi Wendell, Miranda, Osmar, Nilson Andrade e Dodô; Luizinho Rangel, Marco Aurélio (Ricardo) e Ademir Vicente; Cremilson, Manfrini e Mário Sérgio. Técnico: Telê Santana.
O último jogo de Luizinho Rangel no Botafogo aconteceu em 7 de setembro de 1980, coincidentemente outro 0 x 0, desta vez contra o Campo Grande, no estádio Ítalo del Cima, também pelo Campeonato Carioca.
De 1976 a 1980, Luizinho Rangel vestiu a camisa do Botafogo em 135 jogos e marcou 4 gols.
Ainda em setembro de 1980 foi emprestado ao Santa Cruz, de Recife (PE).
No começo do ano seguinte, janeiro de 1981, teve seu passe negociado com o Los Angeles Aztecs, dos Estados Unidos, atuando na extinta NASL.
No retorno, já com passe livre, passou a atuar no Americano, de Campos (RJ), em julho de 1982.
Transferiu-se em julho de 1983 para o Volta Redonda e depois, em março de 1984, foi para o Fortaleza (CE).
Encerrou sua carreira depois de ter atuado em duas equipes da segunda divisão de Portugal: Sport Clube Vianense, da cidade de Viana do Castelo, que defendeu durante a temporada 1984/1985, e o Clube Desportivo de Gouveia, da cidade de Gouveia, logo na sequência, na temporada 1985/1986.
Após pendurar as chuteiras, Luizinho Rangel seguiu carreira na comissão técnica e gestão de futebol.
Atuou como treinador nas divisões de formação do Vasco da Gama.
Em maio de 2008, após a demissão do técnico Cuca, assumiu o comando do time profissional principal interinamente por uma partida no Campeonato Brasileiro (contra o Náutico, no dia 1º de junho). Dois dias depois, voltou para as categorias de base, dando lugar a Geninho.
Trabalhou e viveu por um longo período em Uberlândia (MG), onde treinou o Uberlândia E. C. e a Associação Uberlandense Unitri.
Teve uma das suas passagens mais marcantes e longevas fora dos campos na equipe do São Bento, de Sorocaba (SP). Ele trabalhou no clube paulista por quase dez anos (entre 2014 - quando formou uma bem-sucedida dupla com o técnico Paulo Roberto Santos - e 2023), atuando como auxiliar técnico, treinador interino (assumiu o comando da equipe principal em onze oportunidades), supervisor e coordenador de futebol, participando ativamente da era de acessos nacionais e estaduais do clube.
Luizinho Rangel faleceu em 17 de abril de 2026, aos 69 anos de idade.
Por sua dedicação e carisma, Luizinho Rangel tornou-se uma figura muito querida pela torcida, funcionários e pela diretoria do São Bento. Quando ele faleceu, o Esporte Clube São Bento emitiu uma nota oficial de profundo luto, definindo-o como "um dos nossos maiores nomes no século".
O jornal local Cruzeiro do Sul destacou que ele era uma daquelas raras presenças indispensáveis que sustentam o funcionamento do futebol por dentro, sem precisar de vaidade ou holofotes.




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