sexta-feira, 27 de julho de 2012

O BOTAFOGO NO CAMPEONATO CARIOCA DE 1954

BOTAFOGO 3 x 1 OLARIA
Data: 22/08/1954
Local: General Severiano
Árbitro: Serafim Moreno
Renda: Cr$ 84.995,00
Gols: Carlyle, Garrincha e Dino da Costa / Washington
BOTAFOGO: Gilson, Orlando Maia e Nilton Santos; Bob, Ruarinho e Juvenal; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Quarentinha e Neyvaldo. Técnico: Gentil Cardoso.
OLARIA: Wilson, Osvaldo e Jorge; Olavo, Moacir e Haroldo; Eltes, Washington, Gringo, Maxwell e Mário. Técnico: Délio Neves.

BOTAFOGO 2 x 0 MADUREIRA
Data: 29/08/1954
Local: Conselheiro Galvão
Árbitro: Amílcar Ferreira
Renda: Cr$ 125.035,20
Gols: Dino da Costa (2)
BOTAFOGO: Gilson, Orlando Maia e Nilton Santos; Bob, Ruarinho e Juvenal; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Quarentinha e Neyvaldo. Técnico: Gentil Cardoso.
MADUREIRA: Irezê, Deuslene e Darci; Ápel, Weber e Mário; Zezinho, Machado, Dirceu, Edson e Osvaldo. Técnico: Plácido Monsores.

BOTAFOGO 3 x 1 CANTO DO RIO
Data: 05/09/1954
Local: Caio Martins
Árbitro: Amílcar Ferreira
Renda: Cr$ 144.048,00
Gols: Dino da Costa (2) e Quarentinha / Zequinha
BOTAFOGO: Gilson, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Ruarinho e Juvenal; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Quarentinha e Neyvaldo. Técnico: Gentil Cardoso.
CANTO DO RIO: Celso, Cosme e Carlos; Roberto, Moreno e Dico; Almir, Osmar, Zequinha, Edésio e Jairo. Técnico: Alcebíades Bessa.

BOTAFOGO 4 x 2 PORTUGUESA
Data: 12/09/1954
Local: Laranjeiras
Árbitro: Diego Di Léo
Renda: Cr$ 55.273,70
Gols: Quarentinha (2), Dino da Costa e Garrincha / Neca e Ivan
BOTAFOGO: Gilson, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Bob, Ruarinho e Juvenal; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Quarentinha e Neyvaldo. Técnico: Gentil Cardoso.
PORTUGUESA: Antoninho, Válter e Cicarino; Áureo, Elba e Mário Faria; Guilherme, Ivan, Miltinho, Neca e Baduca. Técnico: Durval Caldeira.

BOTAFOGO 1 x 3 VASCO DA GAMA
Data: 19/09/1954
Local: Maracanã
Árbitro: Diego Di Léo
Renda: Cr$ 1.251.489,20
Gols: Quarentinha / Ademir Menezes (2) e Pinga
Expulsão: Ruarinho.
BOTAFOGO: Gilson, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Ruarinho e Juvenal; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Quarentinha e Neyvaldo. Técnico: Gentil Cardoso.
VASCO DA GAMA: Barbosa, Paulinho e Bellini; Mirim, Laerte e Dario; Sabará, Ademir Menezes, Vavá, Pinga e Parodi. Técnico: Flávio Costa.

BOTAFOGO 2 x 3 FLUMINENSE
Data: 25/09/1954
Local: Maracanã
Árbitro: Joseph Gulden
Renda: Cr$ 374.057,30
Gols: Paulinho (2) / Valdo, Robson e Escurinho
BOTAFOGO: Gilson, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Arati, Bob e Juvenal; Garrincha, Dino da Costa, Quarentinha, Paulinho e Neyvaldo. Técnico: Gentil Cardoso.
FLUMINENSE: Castilho, Getúlio e Duque; Jair Santana, Édson e Bigode; Telê, Didi, Valdo, Robson e Escurinho. Técnico: Zezé Moreira.

BOTAFOGO 0 x 0 BONSUCESSO
Data: 02/10/1954
Local: Teixeira de Castro
Árbitro: Joseph Gulden
Renda: Cr$ 43.352,30
Obs.: O jogador Alemão foi para o gol no lugar do goleiro Ari, que se machucou.
BOTAFOGO: Joselias, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Arati, Bob e Juvenal; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
BONSUCESSO: Ari (Alemão), Bibi e Gonçalo; Jophe, Valdemar e Paulo; Bené, Soca, Moacir Vinhas, Décio e Alemão. Técnico: Silvio Pirilo.

BOTAFOGO 2 x 4 BANGU
Data: 16/10/1954
Local: Maracanã
Árbitro: Paul Wissling
Renda: Cr$ 160.484,40
Gols: Carlyle (2) / Décio Esteves (2) e Miguel (2)
BOTAFOGO: Gilson, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Arati, Bob e Juvenal; Garrincha, Paulinho, Carlyle, Quarentinha e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
BANGU: Fernando, Édson e Tórbis; Gavillán, Zózimo e Jorge; Miguel, Lucas, Zizinho, Décio Esteves e Nívio. Técnico: Elba de Pádua Lima (Tim).

BOTAFOGO 1 x 1 AMÉRICA
Data: 23/10/1954
Local: Maracanã
Árbitro: Diego Di Léo
Renda: Cr$ 237.315,80
Gols: Dino da Costa / Wassil
BOTAFOGO: Gilson, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Bob, Danilo Alvim e Ruarinho; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Quarentinha. Técnico: Gentil Cardoso
AMÉRICA: Osni, Agnelo e Osmar; Rubens, Osvaldinho e Ivan; Wassil, Alarcón, Leônidas, João Carlos e Denone. Técnico: Martim Francisco.

BOTAFOGO 3 x 0 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 28/10/1954
Local: General Severiano
Árbitro: Joseph Gulden
Renda: Cr$ 69.843,90
Gols: Dino da Costa (2) e Neyvaldo
BOTAFOGO: Joselias, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Bob, Danilo Alvim e Ruarinho; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Neyvaldo. Técnico: Gentil Cardoso.
SÃO CRISTÓVÃO: Hélio, Conceição e Ivan II; Zé Alves, Valdir e Décio; J. Alves, Nelsinho, Santo Cristo, Cosme e Carlinhos. Técnico: Osvaldo Costa.

BOTAFOGO 1 x 1 FLAMENGO
Data: 07/11/1954
Local: Maracanã
Árbitro: Joseph Gulden
Renda: Cr$ 902.039,20
Gols: Dino da Costa / Evaristo
BOTAFOGO: Joselias, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Bob, Danilo Alvim e Ruarinho; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
FLAMENGO: Garcia, Tomires e Pavão; Jadir, Dequinha e Jordan; Joel, Rubens, Índio, Evaristo e Zagalo. Técnico: Fleitas Solich.

BOTAFOGO 5 x 0 MADUREIRA
Data: 14/11/1954
Local: General Severiano
Árbitro: Paul Wissling
Renda: Cr$ 58.302,60
Gols: Garrincha, Dino da Costa (3) e Paulinho
BOTAFOGO: Joselias, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Bob, Danilo Alvim e Ruarinho; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
MADUREIRA: Danton, Deuslene e Darci; Ápel, Nilo e Mário; Milton, Zezinho, Machado, Edson e Bira. Técnico: Plácido Monsores.

BOTAFOGO 2 x 0 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 20/11/1954
Local: Maracanã
Árbitro: Paul Wissling
Renda: Cr$ 78.143,90
Gols: Dino da Costa e Garrincha
BOTAFOGO: Joselias, Orlando Maia e Nilton Santos; Bob, Danilo Alvim e Ruarinho; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
SÃO CRISTÓVÃO: Hélio, Manfredo e Jorge; Zé Alves, Severino e Décio; Arlindo, Santo Cristo, Cabo Frio, J. Alves e Carlinhos. Técnico: Osvaldo Costa.

BOTAFOGO 5 x 2 BONSUCESSO
Data: 27/11/1954
Local: General Severiano
Árbitro: Paul Wissling
Renda: Cr$ 78.181,80
Gols: Paulinho, Carlyle, Garrincha, Dino da Costa e Vinícius / Moreira e Nilo
BOTAFOGO: Joselias, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Bob, Danilo Alvim e Ruarinho; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
BONSUCESSO: Ari, Tião e Alfredo; Jophe, Décio e Paulo; Hugo, Moreira, Nilo, Soca e Bené. Técnico: Silvio Pirilo.

BOTAFOGO 2 x 1 PORTUGUESA
Data: 05/12/1954
Local: Campos Sales
Árbitro: Antônio Viug
Renda: Cr$ 65.444,00
Gols: Dino da Costa e Carlyle / Miltinho
BOTAFOGO: Joselias, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Bob, Danilo Alvim e Ruarinho; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
PORTUGUESA: Antoninho, Válter e Cicarino; Haroldo, Joe e Mário Faria; Guilherme, Miltinho, Baduca, Neca e Joel. Técnico: Durval Caldeira.

BOTAFOGO 2 x 3 FLAMENGO
Data: 12/12/1954
Local: Maracanã
Árbitro: Paul Wissling
Renda: Cr$ 1.040.143,90
Gols: Dino da Costa e Carlyle / Evaristo (2) e Zagalo
BOTAFOGO: Joselias, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Bob, Danilo Alvim e Ruarinho; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
FLAMENGO: Garcia, Tomires e Pavão; Jadir, Dequinha e Jordan; Joel, Rubens, Índio, Evaristo e Zagalo. Técnico: Fleitas Solich.

BOTAFOGO 5 x 1 CANTO DO RIO
Data: 19/12/1954
Local: General Severiano
Árbitro: Eunápio de Queirós
Renda: Cr$ 19.491,20
Gols: Carlyle (3), Dino da Costa e Garrincha / Zequinha
BOTAFOGO: Joselias, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Bob, Danilo Alvim e Ruarinho; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
CANTO DO RIO: Celso, Garcia e Carlos; Edésio, Moreno e Arnóbio; Robertinho, Almir, Zequinha, Bené e Jairo. Técnico: Alcebíades Bessa.

BOTAFOGO 2 x 4 VASCO DA GAMA
Data: 22/12/1954
Local: Maracanã
Árbitro: Alberto da Gama Malcher
Renda: Cr$ 673.278,60
Gols: Dino da Costa (2) / Nilton Santos (contra), Parodi, Pinga e Alvinho
BOTAFOGO: Joselias, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Bob, Danilo Alvim e Ruarinho; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
VASCO DA GAMA: Victor Gonzalez, Mirim e Elias; Eli, Laerte e Dario; Sabará, Alvinho, Vavá, Pinga e Parodi. Técnico: Flávio Costa.

BOTAFOGO 3 x 3 BANGU
Data: 30/12/1954
Local: Maracanã
Árbitro: Paul Wissling
Renda: Cr$ 140.553,30
Gols: Garrincha, Paulinho e Carlyle / Mário (2) e Lucas
BOTAFOGO: Joselias, Orlando Maia e Nilton Santos; Bob, Danilo Alvim e Ruarinho; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
BANGU: Cabeção, Joel e Tórbis; Haroldo, Zózimo e Jorge; Calazans, Lucas, Zizinho, Mário e Décio Esteves. Técnico: Elba de Pádua Lima (Tim).

BOTAFOGO 3 x 0 OLARIA
Data: 09/01/1955
Local: Rua Bariri
Árbitro: Amílcar Ferreira
Renda: Cr$ 35.972,60
Gols: Vinícius, Paulinho e Dino da Costa
BOTAFOGO: Gilson, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Danilo Alvim e Ruarinho; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinícius. Técnico: Zezé Moreira.
OLARIA: Aníbal, Osvaldo e Jorge; Moacir, Tião e Dodô; Canário, Washington, Gringo, Maxwell e Mário. Técnico: Délio Neves.

BOTAFOGO 1 x 3 FLUMINENSE
Data: 15/01/1955
Local: Maracanã
Árbitro: Amílcar Ferreira
Renda: Cr$ 333.763,50
Gols: Dino da Costa / Ambrois (2) e Pinheiro
BOTAFOGO: Gilson, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Danilo Alvim; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinícius. Técnico: Zezé Moreira.
FLUMINENSE: Adalberto, Píndaro e Pinheiro; Jair Santana, Édson e Bigode; Telê, Ramiro, Ambrois, Robson e Escurinho. Técnico: Gradim.

BOTAFOGO 1 x 3 AMÉRICA
Data: 22/01/1955
Local: Maracanã
Árbitro: Alberto da Gama Malcher
Renda: Cr$ 172.551,00
Gols: Dino da Costa / Ivan, Alarcón e Leônidas
BOTAFOGO: Gilson, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Danilo e Juvenal; Garrincha, Paulinho, Carlyle, Dino da Costa e Vinícius. Técnico: Zezé Moreira.
AMÉRICA: Osni, Cacá e Édson; Ivan, Osvaldinho e Hélio; Paraguaio, Alarcón, Leônidas, João Carlos e Ferreira. Técnico: Martim Francisco.

BOTAFOGO 3 x 3 FLUMINENSE
Data: 27/01/1955
Local: Maracanã
Árbitro: Amílcar Ferreira
Renda: Cr$ 258.009,00
Gols: Vinícius (2) e Dino da Costa / Didi, Telê e Ambrois
BOTAFOGO: Gilson, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Danilo Alvim e Juvenal; Garrincha, Dino da Costa, Vinícius, Ruarinho e Ariosto. Técnico: Zezé Moreira
FLUMINENSE: Adalberto, Píndaro e Getúlio; Jair Santana, Édson e Bigode; Telê, Robson, Ambrois, Didi e Escurinho. Técnico: Gradim.

BOTAFOGO 1 x 1 VASCO DA GAMA
Data: 02/02/1955
Local: Maracanã
Árbitro: José Gomes Sobrinho
Renda: Cr$ 585.849,70
Gols: Vinícius / Parodi
BOTAFOGO: Gilson, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Danilo Alvim; Garrincha, Dino da Costa, Vinícius, Ruarinho e Ariosto. Técnico: Zezé Moreira.
VASCO DA GAMA: Victor González, Paulinho e Elias; Eli, Laerte e Dario; Sabará, Ademir Menezes, Vavá, Pinga e Parodi. Técnico: Flávio Costa.

BOTAFOGO 2 x 1 BANGU
Data: 05/02/1955
Local: Maracanã
Árbitro: Antônio Viug
Renda: Cr$ 153.210,20
Gols: Dino da Costa e Vinícius / Décio Esteves
BOTAFOGO: Gilson, Thomé e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Danilo Alvim; Garrincha, Dino da Costa, Vinícius, Paulinho e Ariosto. Técnico: Zezé Moreira.
BANGU: Cabeção, Joel e Tórbis; Gavillán, Zózimo e Jorge; Mário, Lucas, Zizinho, Décio Esteves e Nívio. Técnico: Elba de Pádua Lima (Tim).

BOTAFOGO 0 x 2 FLAMENGO
Data: 09/02/1955
Local: Maracanã
Árbitro: Mário Gonçalves Vianna
Renda: Cr$ 871.030,30
Gols: Índio e Babá
BOTAFOGO: Gilson, Thomé e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Danilo Alvim; Garrincha, Dino da Costa, Vinícius, Ruarinho e Ariosto. Técnico: Zezé Moreira.
FLAMENGO: Garcia, Tomires e Pavão; Servílio, Dequinha e Jadir; Paulinho, Evaristo, Índio, Benítez e Babá. Técnico: Fleitas Solich.

BOTAFOGO 2 x 4 AMÉRICA
Data: 13/02/1955
Local: Maracanã
Árbitro: Alberto da Gama Malcher
Renda: Cr$ 105.906,00
Gols: Vinícius e Garrincha / João Carlos (2), Leônidas e Paraguaio
BOTAFOGO: Gilson, Thomé e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Danilo Alvim; Garrincha, Dino da Costa, Vinícius, Paulinho e Neyvaldo. Técnico: Zezé Moreira.
AMÉRICA: Osni, Cacá e Édson; Ivan, Osvaldinho e Alzemiro; Paraguaio, Alarcón, Leônidas, João Carlos e Ferreira. Técnico: Martim Francisco.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

MORRE O EX-TREINADOR JORGE VIEIRA




Menos de uma semana depois de completar 78 anos, faleceu no Rio de Janeiro (RJ), de infarto, nessa terça-feira, 24 de julho de 2012, o ex-treinador Jorge Vieira.
Nascido no dia 18 de julho de 1934, no Rio de Janeiro (RJ), Jorge Silva Vieira rodou o Brasil e o mundo trabalhando como treinador.
Em janeiro de 2007, exerceu a sua última função no futebol, de diretor técnico do América, clube do qual era torcedor.
Foi campeão carioca pelo América, em 1960, quando tinha apenas 26 anos.
Depois passou por Vasco da Gama (RJ), Vitória de Guimarães (Portugal), Vitória (BA), Campo Grande (RJ), América (MG) e Coritiba (PR).
Em 1977, dirigindo o Botafogo de Ribeirão Preto, Jorge Vieira levou o time do interior paulista a conquistar o título da Taça Cidade de São Paulo, que equivalia ao primeiro turno do Paulistão, comandando, entre outros jogadores, o craque Sócrates.
Depois do Botafogo de Ribeirão, Jorge Vieira dirigiu o Palmeiras em 1977 e 1978, levando o Palmeiras ao vice-campeonato brasileiro em 1978.
Em 1979, ele foi o técnico campeão paulista dirigindo o Corinthians. Depois, voltou a trabalhar no Palmeiras, Portuguesa de Desportos e Bangu.
Tornou-se novamente campeão paulista pelo Corinthians em 1983.
Ainda na década de 80, veio mais uma conquista surpreendente: classificou a seleção do Iraque à Copa do Mundo de 1986. No entanto, não teve a oportunidade de dirigir a equipe na competição.
Jorge Vieira voltou a dirigir o Corinthians entre 1986 e 1987, mas não conseguiu mais títulos no Parque São Jorge. Logo depois, aceitou o desafio de trabalhar no México, onde permaneceu até 1992, dirigindo times como o América (bicampeão mexicano nas temporadas 1987/1988 e 1988/1989) e Puebla.
Voltou ao Brasil, treinou o Coritiba e foi convidado novamente para deixar o Brasil, sendo treinador da seleção de El Salvador e de novo no México, quando dirigiu o Tigres Nuevo León nos anos de 1994 e 1995.
De volta ao Brasil, treinou o Fluminense e outra vez voltou ao México, para treinar o Toros Neza e o Delfines de Coatzacoalcos, nos anos de 2003 e 2004.
Como jogador, Jorge Vieira foi lateral do Madureira, encerrando cedo a carreira de jogador.
No Botafogo, Jorge Vieira teve três rápidas passagens: em 1979, 1982 e 1985.


sexta-feira, 20 de julho de 2012

JOGADORES QUE ATUARAM, QUANTIDADE DE JOGOS E GOLS MARCADOS NO CAMPEONATO CARIOCA DE 1960


JOGADORES
JOGOS
GOLS
AMARILDO
15
1
CACÁ
22

CHICÃO
21

CHINA
5
3
DIDI
17
9
ÉDISON
5

FRAZÃO
1

GARRINCHA
21
9
GENINHO
3
1
GENIVALDO
12
8
JORGE
7

MANGA
22

NEYVALDO
1
2
NILTON SANTOS
16

PAMPOLINI
22
2
PAULISTINHA
1

QUARENTINHA
21
24
ROSSI
4
4
ZAGALO
7
1
ZÉ MARIA
19

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O PRIMEIRO JOGO DO BOTAFOGO CONTRA O BONSUCESSO


No dia 9 de junho de 1929, o Botafogo foi pela primeira vez a Bonsucesso, enfrentar o clube local, estreante na Primeira Divisão do Campeonato Carioca.
Segundo jornais da época, como O Paiz, “o clube suburbano costuma jogar terrivelmente no seu campo”.
Continua: “Assim, pois, o campo da Estrada do Norte encher-se-á hoje para o cotejo entre os dois times, o qual promete ser forte e bem disputado. Dado o estado atual do Botafogo, não se tem base para um prognóstico. Contudo, o Botafogo é o favorito no consenso geral o que não significa que saia vitorioso”.
Quem olhar unicamente para o placar final do jogo terá por certo uma idéia errônea do que ele foi.
Ao faltarem quinze minutos para o final da partida, o resultado ainda era bem duvidoso.
Depois de um primeiro tempo equilibrado e que terminou empatado em 1 x 1, o segundo meio-tempo transcorria renhido, sem que se notasse uma quebra de equilíbrio, ora notando-se superioridade de um, ora de outro lado.
E deste modo coube ao Botafogo desempatar o jogo, para vê-lo, logo após, novamente empatado.
Coube então ao Bonsucesso obter vantagem, pouco depois desfeita por Celso. Estava neste pé o jogo, quando o goleiro local Medonho, que até então vinha fazendo magistrais defesas, em ocasião verdadeiramente infeliz, coube deixar que, devagar, a bola transpusesse a linha de gol do Bonsucesso.
Caiu então sobre a equipe rubro-azul grande desânimo. Nilo aumentou para cinco o número de gols do Botafogo e, em pouco tempo, mais três gols faziam balançar as redes locais.
O Bonsucesso marcou primeiro, através de Bida. Celso escapou, driblou Nico e Badu e, com forte chute, empatou a partida.
O primeiro tempo termina com a igualdade em 1 x 1.
Veio o segundo meio-tempo e o árbitro marca um pênalti contra o Bonsucesso. Bateu-o Nilo e desempatou para o Botafogo.
Não desanimaram os locais e Arubinha promoveu novamente o empate, que, aliás, durou pouco, pois Ernesto conquistava a seguir o terceiro tento do Bonsucesso. Luiz Carvalho voltou a tornar o placar igual: 3 x 3.
Em dado momento, Celso desferiu forte chute e obteve o quarto gol do Botafogo, em falha do goleiro Medonho.
Aproveitando-se do desânimo dos jogadores do Bonsucesso, logo a seguir, Luiz Carvalho conquistava o quinto gol do Botafogo. O mesmo Luiz aumentou para seis a contagem, alterada por Nilo com a conquista do sétimo ponto. Após escapada de Celso, este fez balançar mais uma vez as redes do Bonsucesso.
Pouco depois, terminou o jogo com a fragorosa derrota do Bonsucesso por 8 x 3.

BOTAFOGO 8 x 3 BONSUCESSO
Data: 9 de junho de 1929
Local: Estrada do Norte, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Horácio Rhodes da Silva
Gols: Celso (3), Luiz Carvalho (3) e Nilo (2) / Bida, Arubinha e Rapadura.
BOTAFOGO: Baby, Octacílio e Alemão; C. Burlamaqui, Rogério e Pamplona; Edmundo, Alkindar (Juca da Praia), Luiz Carvalho, Nilo e Celso. Técnico: Charles Williams.
BONSUCESSO: Medonho, Badu e Heitor (Alvarenga); Nico, Eurico e Carola; China, Bida, Gradim, Ernesto (Rapadura) e Arubinha.

Obs.: antes do jogo, o Bonsucesso entregou uma placa de bronze ao Botafogo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

AS DECISÕES: TAÇA GUANABARA DE 1967


A decisão da Taça Guanabara de 1967 aconteceu entre Botafogo e América, no dia 20 de agosto de 1967, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

O início do jogo não podia ter sido melhor: dada a saída, o Botafogo foi à frente, o América tomou a bola, tentou o contra-ataque, perdeu, o Botafogo voltou, Paulo César recebeu pela ponta-esquerda, fechou para a área e, da posição de meia esquerda, atirou forte de pé direito, colocando a bola no gol. Menos de um minuto, 1 x 0. O América deu a saída, Antunes lançou Edu pelo meio, ele livrou-se de Zé Carlos, entrou na área e, quando Manga saiu, colocou no canto esquerdo. Segundos depois, 1 x 1.
O Botafogo, porém, absorveu o choque do empate tão prematuro e não sentiu o gol. Voltou para frente, mais disposto e melhor armado em campo, ganhando quase todas as disputas e conquistando as bolas sobradas. Era o time melhor armado taticamente e melhor preparado fisicamente – e por isso tinha o domínio do jogo.
A entrada de Paulo César deu ao ataque a força necessária para que tomasse todos os espaços do campo, pois ele não era um ponta recuado, mas sim um ponta que recuava. Quando o time ia à frente, Paulo César acompanhava e se tornava um homem útil e agressivo.
O América, parecia, não esperava um Botafogo completo mas sim a equipe torta, perneta na esquerda, onde Afonsinho é um excelente armador mas sem nenhuma objetividade para o gol. A presença de Paulo César e sua movimentação tirou toda a perspectiva de jogo de Joãozinho, uma das peças bases da equipe americana. Joãozinho ficou perdido, sem saber o que fazer, enquanto Marcos e Ica limitavam-se exclusivamente ao desarme, sem municiar o ataque. O Botafogo era um todo, ia e vinha inteiro; o América estava dividido, o ataque – Edu, Antunes e Eduardo – isolado do resto, a equipe jogava em ritmo sincopado.
O domínio do Botafogo manifestava-se pelo maior volume de jogo e pela neutralização do adversário, que sequer conseguia contra-atacar quando tinha tudo para fazê-lo. O Botafogo mantinha três homens de defesa contra os três atacantes americanos num esquema arriscado, mas que dava certo, pois os lançamentos que vinham da defesa do América não eram passes em profundidade, mas rebatidas a esmo, dificultando as ações de Edu, encarregado de voltar para buscar o jogo.
Aos 44 minutos, então, aconteceu o lance que parecia fatal ao Botafogo: numa entrada desleal, Jairzinho atingiu o tornozelo de Aldeci, sendo imediatamente expulso de campo. E o Botafogo deixou o campo, no intervalo, com seu poderio ofensivo sensivelmente abalado.
O segundo tempo revelou, porém, outra faceta do jogo: o Botafogo superava-se para suprir a falta de um homem, e o América não sabia explorar a vantagem que tinha. O que se via era um time correndo todo o campo, disputando a bola para valer, com raro entusiasmo, imbuído pelo clima de decisão enquanto o outro tentava impor um estilo que não é o seu. O Botafogo, em sua movimentação, nos deslocamentos constantes de Roberto, Rogério e Paulo César, compensava a ausência de Jairzinho. Na velocidade, dominava o meio de campo e mantinha sempre o campo americano mais ocupado que o seu.
Mesmo o segundo gol do América não chegou para decidir, apesar de toda a vantagem que tinha. Aos 17 minutos, cobrando uma falta de longa distância, de Carlos Roberto em Antunes, Eduardo atirou forte, indo a bola entrar no ângulo esquerdo do gol de Manga. O Botafogo, porém, manteve seu ritmo, continuou fazendo o que estava certo, firme no esquema defensivo bem armado e ativo nas deslocações do ataque, em luta constante. Aos 25 minutos, Paulo César recebeu a bola pela direita e repetiu a jogada do primeiro gol, só que pelo lado contrário; correndo no sentido lateral, trocou de pé e chutou de esquerda, firme e rasteiro, colocando a bola no canto esquerdo de Arésio, que ainda conseguiu tocá-la.
O América assustou-se, mas tinha gravado no subconsciente a vantagem do empate, com a decisão pelo saldo de gols. Procurou travar o jogo, amainar a correria, tocar a bola de pé em pé. Ao Botafogo só a vitória interessava e assim o time dirigido por Zagalo entrou embalado para os vinte minutos da prorrogação. Começou de novo na frente, atacando, teve algumas oportunidades para marcar, e foi apertando até os 15 minutos da prorrogação, quando Paulo César trocou passes com Gérson e recebeu a bola de volta, limpa, no meio da área, e livre completou para marcar seu terceiro gol. Gol de uma vitória antes de tudo justa, do time que foi mais inteligente e mais ardente, e por isso o campeão da Taça Guanabara.


As duas equipes formaram assim:
BOTAFOGO - Manga, Moreira, Zé Carlos, Leônidas e Waltencir; Carlos Roberto e Gérson; Rogério, Roberto, Jairzinho e Paulo César. Técnico: Zagalo.
AMÉRICA - Arésio, Sérgio, Alex, Aldeci e Djair; Marcos e Ica; Joãozinho, Antunes, Edu e Eduardo. Técnico: Evaristo de Macedo.
O árbitro foi Cláudio Magalhães, auxiliado por Frederico Lopes e Airton Vieira de Morais.
A renda total atingiu NCr$ 183.226,30, com 70.254 pagantes e 12.177 menores presentes.


Fonte: Última Hora


Comentários pós-jogo


Armando Nogueira


Mil armas mobilizou o time do Botafogo para conquistar o título de campeão da Taça Guanabara, anteontem, no Maracanã: a aplicação do meio-campo, o poder de chute de Paulo César, o espírito ofensivo dos beques laterais, a troca constante entre Paulo César e Roberto, mas, acima de tudo, o campeão da cidade se fez, domingo, por uma quase inacreditável determinação de vencer.
Poucas vezes, pouquíssimas vezes mesmo, tenho visto uma equipe fazer tanto, em luta, em resistência, em correção, para ganhar uma partida quanto fez o Botafogo, domingo.
Houve organização de jogo, houve atuações individuais soberbas, houve coragem na atuação do time do Botafogo, houve superação das próprias forças para vencer uma partida de roteiro profundamente ingrato para os corações botafoguenses.
Inesquecível tarde de glória para o futebol e para o Botafogo que realizou em 110 minutos de suor uma das mais empolgantes vitórias a que tenho assistido no Maracanã.
A circunstância de ter jogado com dez elementos é notável, é notável, também, que Paulo César tenha marcado três gols de craque, mas tenho a impressão de que o que mais exalta a vitória do Botafogo é a conquista do público que começou contra ele e acabou a favor dele. Conquistar um título talvez não seja tão difícil, conquistar um estádio, sim, é consagrador. E o time do Botafogo conseguiu esse milagre: a multidão de espectadores formada de rubro-negros, vascaínos e tricolores, que por um respeitável sentimento de simpatia ali estava para torcer pelo América, rendeu-se pelo coração de Carlos Roberto.
No fim do jogo, um colega de imprensa me dizia, com ar de derrota, que o time do América o havia decepcionado. Infelizmente, eu estava feliz demais e não pude perder tempo com a amargura do rapaz. Senão, eu lhe teria pedido, na hora, que respeitasse ao menos as lágrimas vertidas no abraço, camisas ensopadas, de Eduardo e Paulo César.
A dignidade com que o Botafogo venceu só pode ser comparada à dignidade com que o América perdeu. A contrapartida do heroísmo, no futebol como na vida, não é forçosamente a covardia. O time do América não se acovardou, o time do América ouviu o derradeiro apito do juiz dentro da área do Botafogo. Atormentou-se pelo cerco irresistível do Botafogo, mas não fugiu: foi heroico no martírio da derrota como o Botafogo foi heroico no delírio de vencer.
Os deuses do futebol hão de ter abençoado, sem distinção, os derrotados do América e os vencedores do Botafogo que fizeram explodir no estádio, domingo, as emoções mais profundas da alma humana. Heróis de uma tarde de aflições e de alegrias para o coração de uma cidade que ainda é capaz de sorrir e de chorar diante do universo infantil de uma bola que rola.
Fico devendo ao futebol e especialmente ao Botafogo e ao América a lágrima da mais pura alegria que surpreendi no rosto quase meu de uma certa criança escondida na multidão dominical do Maracanã.


Oldemário Touguinhó


O juiz apita e o jogo acaba. Os jogadores do Botafogo começam a festejar a conquista da Taça Guanabara. Nesse instante, Carlos Roberto sai correndo e apanha a bola. Fica com ela debaixo do braço durante as comemorações. Um torcedor mais apaixonado exige sua camisa. Ele a tira com cuidado, mas não larga a bola. A festa continua. Jairzinho sobe as escadas do túnel e, chorando, abraça Carlos Roberto. Tudo é alegria. Gérson recebe a taça e sai com ela correndo pelo campo, com o rosto e a camisa molhados de suor: vê no troféu uma vitória pessoal sobre sua infelicidade em ganhar títulos. O jogador exibe a taça e diz, com a voz embargada, que também ele é campeão e que já não podem mais dizer que não serve para partidas decisivas. Num canto do campo, Paulo César é sufocado pelos abraços dos companheiros. Até o zagueiro Chiquinho, afastado do time titular por uma contusão, chora, beijando Paulo César, um menino de cara alegre e nariz grande, que vive o seu grande dia. Após uma série de discussões com o clube, finalmente voltou ao time e, com seus gols, garantiu a vitória e a conquista da taça. O diretor Xisto Toniato dá cambalhotas no campo, como um menino de colégio. Tudo é alegria. O técnico Zagalo, com os olhos cheios de lágrimas, diz a todo instante que a vitória foi dos jogadores. No vestiário, as homenagens continuam. Carlito Rocha diz que foi um feito dos tempos do amadorismo: “Os meninos, hoje, fizeram-me recordar a minha juventude”. Um pouco mais distante está o velho Juvenal, campeão de 1948. Com alguns cabelos brancos e óculos, sorri sem parar. Veio ver seu time vencer. Salim, torcedor dedicado e otimista, mostrava seu gravador portátil onde estavam registrados os três gols do Botafogo. O barulho aumenta gradativamente. Os jogadores, aos poucos, vão saindo do estádio, onde uma multidão de torcedores começa a gritar seus nomes. De repente, tranqüilamente, com uma bola debaixo do braço, passa um deles. E uma turma de amigos corre para abraçá-lo. Ele continua andando. A torcida do Botafogo está do outro lado, festejando a vitória. O garoto, enquanto isso, só tem ao seu lado uns dez rapazes. Perto da porta do estádio, ele para e diz para os amigos: “Esta bola é o meu troféu. Vou mostrá-la para todos lá na rua, em Madureira. Parece até mentira, eu com a bola do jogo.” De fato, Carlos Roberto tem o direito de ficar com a bola, pois foi o melhor jogador da partida, nessa tarde de festa para o futebol.


Fonte: Jornal do Brasil.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

O BOTAFOGO CAMPEÃO DO TORNEIO RIO-SÃO PAULO DE 1962


Na primeira fase do Torneio Rio-São Paulo de 1962, os nove clubes participantes foram divididos em dois grupos: o A, integrado pelos cinco clubes cariocas: América, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama), e o B, com quatro clubes paulistas: Corinthians, Palmeiras, Portuguesa de Desportos e São Paulo.
Jogaram dentro dos seus respectivos grupos, com os dois primeiros colocados de cada um passando para a Fase Final, onde disputaram um quadrangular final.
Eis a campanha do campeão Botafogo:

BOTAFOGO 1 x 0 FLUMINENSE
Data: 18.02.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Eunápio de Queirós
Público: 20.312
Renda: Cr$ 1.813.403,00
Gol: China
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Nilton Santos (Paulistinha) e Rildo; Pampolini e Didi; Garrincha, China (Neyvaldo), Amarildo e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.
FLUMINENSE: Castilho; Jair Marinho, Pinheiro, Clóvis e Altair; Edmilson e Walter Lino; Calazans (Jair Francisco), Osvaldo, Jaburu (Waldir) e Escurinho. Técnico: Zezé Moreira.

BOTAFOGO 4 x 1 VASCO DA GAMA
Data: 21.02.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Antônio Viug
Gols: Amarildo (2), Neyvaldo e Barbosinha-contra / Da Silva
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Nilton Santos (Paulistinha) e Rildo; Pampolini e Didi; Garrincha, Quarentinha (China), Amarildo (Neyvaldo) e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.
VASCO DA GAMA: Ita, Paulinho, Brito, Barbosinha e Coronel (Dario); Nivaldo (Laerte) e Lorico; Sabará, Javan, Vevé e Da Silva. Técnico: Paulo Amaral.

BOTAFOGO 4 x 1 AMÉRICA
Data: 26.02.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Amílcar Ferreira
Renda: Cr$ 1.799.241,00
Expulsão: João Carlos.
Gols: China (2), Amarildo e Neyvaldo / Jorge
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Nilton Santos (Paulistinha) e Rildo; Airton (Pampolini) e Didi; Garrincha (Neyvaldo), China, Amarildo e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.
AMÉRICA: Ari, Jorge, Djalma Dias, Leônidas e Ivan; Amaro e João Carlos; Gilbert (Abel), Marco Antônio (Antoninho), Luiz Carlos e Nilo. Técnico: Miguel Pimenta.

BOTAFOGO 2 x 3 FLAMENGO
Data: 01.03.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Armando Marques
Público: 43.559
Expulsão: Amarildo
Gols: Garrincha e Amarildo / Dida (2) e Germano
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Nilton Santos e Rildo; Airton (Édson) e Didi (Pampolini); Garrincha, China (Neyvaldo), Amarildo e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.
FLAMENGO: Fernando, Joubert, Jadir, Bolero e Jordan; Carlinhos e Nelsinho; Joel, Henrique, Dida (Adilson) e Germano.

BOTAFOGO 2 x 1 SÃO PAULO
Data: 11.03.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Olten Aires de Abreu
Público: 29.254
Renda: Cr$ 2.500.643,00
Gols: Garrincha e Amarildo / Ailton
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Paulistinha e Rildo; Pampolini (Édson) e Didi; Garrincha, China (Neyvaldo), Amarildo e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.
SÃO PAULO: Suli, Deleu, De Sordi e Riberto; Roberto Dias e Jurandir; Célio (Faustino) (Sabino), Prado, Baiano (Jair), Benê e Ailton. Técnico: Aymoré Moreira.

BOTAFOGO 1 x 0 FLAMENGO
Data: 14.03.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Wilson Lopes de Souza
Público: 41.670
Gol: Amarildo
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Paulistinha e Rildo; Airton e Didi; Garrincha, Quarentinha (Neyvaldo), Amarildo e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.
FLAMENGO: Fernando, Vanderlei, Jadir, Bolero e Jordan; Carlinhos e Nelsinho; Joel (Adilson), Henrique, Dida e Germano.

BOTAFOGO 3 x 1 PALMEIRAS
Data: 17.03.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Romualdo Arppi Filho
Público: 46.368
Renda: Cr$ 4.588.641,00
Gols: Amarildo (2) e Quarentinha / Zequinha
BOTAFOGO: Manga, Joel (Cacá), Zé Maria, Nilton Santos e Rildo; Airton e Didi; Garrincha, Quarentinha (China), Amarildo e Zagalo (Neyvaldo). Técnico: Marinho Rodrigues.
PALMEIRAS: Valdir, Djalma Santos, Valdemar Carabina e Jorge; Aldemar e Zequinha; Gildo (Zeola), Américo, Vavá, Chinesinho e Geraldo II. Técnico: Maurício Cardoso.



quarta-feira, 11 de julho de 2012

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Mimi Sodré


Benjamim de Almeida Sodré, o “Mimi Sodré” foi um dos primeiros ídolos da história do Botafogo, do Rio de Janeiro e uma das mais interessantes figuras do futebol brasileiro. 
Ele era habilidoso, rápido, inteligente, organizado e muito responsável.
Segundo depoimento de sua filha, Dora Sodré, Mimi nasceu na cidade de Messejana, próxima a capital Fortaleza, Ceará, no dia 10 de abril de 1892.
Curiosamente, o livro “Seleção Brasileira 1914-2006”, de Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, afirma que foi em Belém (PA), em 30 de outubro de 1892.
Já o livro “História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906/2010”, de Roberto Assaf e Clóvis Martins, confirma Belém (PA), mas em 30 de dezembro de 1892.
Desde menino que “Mimi” gostava de jogar futebol, tendo como companheiros das memoráveis peladas nos gramados da sua cidade natal, os irmãos Lauro e Emmanuel.
Ainda criança mudou-se para o Rio de Janeiro e depois de terminar os estudos secundários prestou concurso para admissão na Escola Naval sendo aprovado em primeiro lugar. Fez brilhante carreira na Marinha Brasileira.
No começo dividia a paixão pelo Botafogo com a Marinha. Mas a profissão não permitia atenção total ao futebol devido às viagens de navio. Mesmo assim, ele sempre procurava dar um jeito de jogar e treinar, o que não era fácil. Por isso muitas vezes perdeu jogos do Botafogo e até da Seleção Brasileira.
A 31 de maio de 1908, inaugurando o seu campo na rua Voluntários da Pátria, o Botafogo derrotava o Riachuelo por 5 x 0. Na preliminar, no jogo de segundos quadros, em que se deu a estréia de Mimi Sodré, o Botafogo venceu pela elevada contagem de 15 x 0.
Mimi Sodré disputou seis jogos pelo campeonato de segundos quadros, onde o Botafogo ficou com o vice-campeonato.
Mimi Sodré fez sua estréia no time principal do Botafogo no dia 16 de agosto de 1908, no segundo jogo da excursão que o alvinegro carioca fez a São Paulo. Naquele dia, no Velódromo, o Botafogo foi derrotado pela A. A. das Palmeiras, por 1 x 0.
O Estado de S. Paulo assim falou de Mimi Sodré em sua estréia pelo Botafogo:
“Depois de algumas tentativas infrutíferas do “team” fluminense em que pelos seus ousados e brilhantes esforços se destacou o extraordinário e minúsculo “forward” (de uns 14 anos; obs.: na verdade, tinha 16) Sodré, já um mestre nos segredos do “association” ...
Prossegue o jornal paulista: “Pelos fluminenses destacamos Coggin, os “backs” M. Maia e Werneck, L. Rocha e o brilhante e prometedor Sodrésinho”.
Mais alguns comentários da imprensa paulista registrados no livro de Alceu Mendes de Oliveira Castro:
“O Botafogo apresentou ontem, no seu “team”, um elemento de primeira ordem, que conseguiu, em poucos momentos, captar as simpatias do público.
Queremos nos referir ao “forward” Mimi Sodré – um petizinho destemido a valer, que fez a defesa do Palmeiras duplicar a sua vigilância e os seus esforços. Mimi Sodré não tem por hábito jogar como de regra, na sua posição, porque ele está sempre junto da bola, quer ela esteja no centro de campo quer na extremidade. Muito veloz, esperto, possuidor de quase todos os conhecimentos do futebol, Mimi Sodré é um verdadeiro ratinho branco”.
O Botafogo formou com Ernest Coggin, Octávio Werneck e João Leal; Rolando de Lamare, Viveiros de Castro e Ataliba Sampaio; Henrique Teixeira, Flávio Ramos, Edwin Cox, Mimi Sodré e Emanuel Sodré.
Em 1909, disputou apenas um jogo pelo campeonato carioca dos primeiros quadros, no dia 26 de setembro, no empate de 1 x 1 com o América. Além disso, esteve na equipe que disputou dois amistosos interestaduais: no dia 18 de julho, na derrota de 3 x 1 para o Paulistano, e no dia 3 de outubro, na vitória de 2 x 1 sobre a A. A. das Palmeiras, ambos no Rio de Janeiro.
Neste mesmo ano, sagrou-se campeão carioca dos segundos quadros.
Em 1910, passou de vez para o quadro principal. Seu primeiro jogo aconteceu em 22 de maio, no campo do Fluminense, com derrota diante do América: 4 x 1.
Isso, porém, não impediu que, ao final da temporada, comemorasse o título de campeão carioca. Esteve em todos os dez jogos disputados pelo Botafogo, marcando 11 gols.
Por conta dos acontecimentos verificados no jogo do dia 25 de junho de 1911, entre Botafogo e América (quando acabaram brigando todos os jogadores), a diretoria do Botafogo enviou ofício à Liga, declarando-se solidária com seus jogadores e solicitando sua desfiliação da entidade.
Daí em diante, o Botafogo só disputou jogos amistosos neste ano.
Afastado da Liga Metropolitana de Sports Athléticos, o Botafogo foi um dos fundadores da Associação de Football do Rio de Janeiro, que teve seu primeiro campeonato em 1912.
Mimi Sodré tornou-se campeão carioca, quando também foi artilheiro do campeonato, com 12 gols.
O Botafogo reintegrou-se a Liga Metropolitana de Sports Athléticos em 1913. O América venceu o campeonato e o Botafogo ficou com a segunda colocação (juntamente com o Flamengo). Mimi Sodré disputou 13 jogos e foi o artilheiro da equipe na competição, com 13 gols.
Em 13 de maio de 1913, foi inaugurado o campo de General Severiano. O Botafogo venceu o Flamengo, por 1 x 0, gol de Mimi Sodré.
Fora dos gramados, Benjamim foi um dos sobreviventes do naufrágio do rebocador “Guarany”, que no final de setembro e início de outubro de 1913, participava de exercícios de manobras da Marinha Brasileira na região da Ilha de São Sebastião, no Estado de São Paulo. Na madrugada do dia 3 de outubro, a esquadra se preparava para realizar um combate simulado quando uma tragédia a atingiu.
O rebocador “Guarany”, que transportava a bordo mais de 50 pessoas entre oficiais e taifeiros, além de uma guarnição de guardas-marinha que assistiam as manobras, foi atingido duramente, a 10 milhas do farol da Ponta do Boi, pelo rebocador “Borborema”, do Lloyd Brasileiro.
O impacto foi forte, muitos dos tripulantes do rebocador foram atirados ao mar e, em apenas 2 minutos, a embarcação se partiu ao meio e naufragou, levando para o fundo muitos dos tripulantes que se encontravam em seu interior.
Mimi Sodré só disputou cinco dos doze jogos do campeonato carioca de 1914, quando novamente o Botafogo ficou na segunda colocação, desta vez junto com o América. Ainda assim, marcou 2 gols.
O Botafogo não foi bem no campeonato carioca de 1915, ficando em quarto lugar entre sete equipes.
Mimi Sodré disputou dez dos doze jogos do clube, marcando quatro gols.
O destaque do ano foi a vitória de 2 x 1 no amistoso contra a A. A. das Palmeiras, de São Paulo, quando Mimi Sodré teve uma grande atuação. O jornal “Correio da Manhã” assim disse: “Passando ao nosso Botafogo, não nos é lícito deixar de prestar, “in primo loco”, uma fervorosa homenagem. Esse preito é dedicado a Benjamin Sodré, a quem soube uma tarde de glória, digna de ser mencionada na vida esportiva do célebre – célebre na extensão da palavra – jogador nacional. Manteve-se durante a contenda de modo admirável, não tendo perdido um único dos lances que durante ela intentou”.
Mimi Sodré foi o primeiro jogador do Botafogo a marcar um gol pela Seleção Brasileira, pela qual não jogou por muito tempo. O gol aconteceu no dia 18 de julho de 1916, na vitória de 1 x 0 sobre o Uruguai, num amistoso.
Antes, no dia 12 do mesmo mês, fez sua estréia na Seleção Brasileira, também contra o Uruguai, com derrota de 2 x 1, em jogo válido pelo Campeonato Sul-Americano disputado em Buenos Aires, Argentina. Foram apenas essas duas participações na Seleção Brasileira.
Ele não se dedicava mais à Seleção Brasileira porque a Marinha não deixava: precisava fazer as funções dele fora do Rio de Janeiro.
No dia 20 de setembro de 1916, em General Severiano, Mimi Sodré fez seu último jogo pelo Botafogo, na derrota de 1 x 0 para o América. Foi transferido pela Marinha para servir em Belém (PA), onde passaria a defender as cores do Paysandu local, a partir de 1918.
O prestígio de Mimi Sodré era tão grande em Belém que, em 16 de dezembro de 1917, foi o árbitro da decisão do campeonato paraense, quando o Remo venceu o Paysandu.
No dia 28 de julho de 1918, foi disputada a Taça “Mimi Sodré”, quando o Paysandu goleou o Nacional, por 5 x 1.
Além de jogar, em 1917, também foi Presidente do Paysandu, feito inédito no futebol brasileiro.
Quando lhe foi permitido, disputou alguns jogos dos campeonatos paraenses de 1918 e 1919.
Em 1920, finalmente o Paysandu alcançou o seu primeiro título de campeão paraense de futebol da 1ª Divisão. O time vinha perseguindo esse título desde 1914. Mimi Sodré e Suíço eram os dois grandes jogadores do Paysandu, que venceu a competição de forma invicta.
Em 1922, atendendo a um pedido de Carlito Rocha, reincorporou-se ao Botafogo.
Embora não possuísse mais sua incrível agilidade, ainda detinha técnica incomparável. Jogou apenas quatro partidas, não marcou gols, e o Botafogo chegou na terceira colocação do campeonato carioca.
Voltou a vestir a camisa do Botafogo no dia 29 de junho de 1922, ao participar dos 12 minutos que faltavam para ser encerrado o jogo, iniciado em 28 de maio e que não chegou ao fim por falta de energia elétrica em Campos Salles, campo do América.
Em 23 de julho de 1922, na vitória de 2 x 0 sobre o América, fez seu último jogo com a camisa do Botafogo.
Mimi Sodré fez parte de uma comissão técnica que dirigiu o Botafogo no ano de 1923, substituindo um dos membros do comitê, Luiz Bento Palamone.
Além de militar e futebolista, Mimi Sodré encontrou tempo para se dedicar ao escotismo, em memória de seu pai, Lauro de Almeida Sodré. Ainda aluno da Escola Naval, leu o livro de Baden Powel – Scouting for Boys, que muito o impressionou, dado ser uma obra que visava ao problema da educação do jovem. Entusiasmado com o objetivo do Movimento Escoteiro, abraçou os seus ensinamentos, e a ele se dedicou por toda a sua vida, exercendo várias funções na UEB – União dos Escoteiros do Brasil. Chefiou os seguintes grupos: 1º Grupo de Escoteiros de Belém, Grupo de Paquetá, Grupo de Botafogo (2 fases) e Gaviões do Mar (2 fases). Dirigiu os primeiros Cursos para Chefes da FBEM e da UEB, em vários Estados do Brasil.
Foi Comissário Técnico da UEB (2 legislaturas); membro do Conselho Nacional da UEB e do Conselho Regional/RJ; Comissário Nacional dos Escoteiros do Mar – título vitalício; Presidente da FBEM – várias legislaturas.
Em setembro de 1925, publicou sob o pseudônimo de Velho Lobo o "Guia do Escoteiro", reconhecido como um dos melhores e dos mais completos livros para os jovens escoteiros. Foi honrado com uma série de títulos, entre eles o de “Cidadão Honorário do Rio de Janeiro” e outros Estados e medalhas de mérito, recebendo a “Ordem do Tapir de Prata”, a mais alta condecoração do escotismo brasileiro, a Cruz de São Jorge e a Medalha Tiradentes.
Foi professor de Astronomia, Navegação e História da Escola Naval, tendo publicado diversos trabalhos.
Passaram-se os anos e Mimi Sodré não abandonou o Botafogo. Em 12 de maio de 1941, o então Comandante Benjamin Sodré tornou-se presidente do Botafogo para acabar com uma crise interna.
Durante a II Guerra Mundial chefiou a Comissão Naval Brasileira. Tornou-se Almirante de Esquadra em 1954.
Faleceu em 2 de fevereiro de 1982, no Rio de Janeiro, onde residia.
Atualmente vários Grupos Escoteiros, ruas e espaços municipais levam o nome de Almirante Benjamin Sodré, em sua homenagem.
Além do Escotismo, dedicou-se também a outras instituições ligadas à Educação e à Cultura. Foi Grão Mestre da Maçonaria, Presidente da Campanha Nacional das Escolas da Comunidade, do Cenáculo Fluminense, da Associação de Ex-Alunos da Escola Superior de Guerra e outras mais. Recebeu significativas condecorações em todas as áreas em que atuou.

Fontes:
O Futebol no Botafogo (1904-1950)
Estado de S. Paulo
Centro Cultural da Memória Escoteira
Wikipédia