sexta-feira, 30 de junho de 2023

A PRIMEIRA VEZ DO BOTAFOGO NO RIO GRANDE DO SUL - 1931


O Botafogo aproveitou a suspensão do campeonato carioca de 1931 para realizar, pela primeira vez, uma excursão ao Rio Grande do Sul, para onde embarcou no vapor “Araçatuba”, a 16 de junho. O clube carioca viajou desfalcado de três dos seus principais jogadores, todos eles emprestados ao Vasco da Gama para uma excursão a Europa: Nilo, Carvalho Leite e Benedito.
A delegação foi chefiada por Alarico Maciel, seguindo como técnico o húngaro Nicolas N. Ladanyi e levando três jogadores de outros clubes cariocas: o goleiro Sylvio e o atacante Carola, do América, e o meia Nena, do Serrano, de Petrópolis, gentilmente emprestados por seus clubes.
Apesar de ter chegado muito cedo, dirigentes dos clubes Internacional e Grêmio, promotores da excursão, foram ao cais receber a delegação carioca, que se hospedou no Hotel Americano.
No mesmo dia da chegada a Porto Alegre, 21 de junho, perante grande assistência calculada em 20 mil pessoas, o Botafogo estreou no Estádio dos Eucaliptos, contra o Internacional, empatando em 1 x 1. Cobrando pênalti cometido em Javel, o Internacional marcou primeiro, aos sete minutos da primeira etapa do jogo, através de Honório. Álvaro empatou no final do segundo tempo. O Botafogo formou com Sylvio, Póvoa e Rodrigues; Affonso, Martim e Benevenuto; Álvaro, Juca da Praia (Octacílio), Carola, Nena (Rogério) e Celso. Defenderam o Internacional Penha, Miro e Risada; Ribeiro, Magno e Moreno; Nenê, Javel, Alfredo, Honório e Ricardo.
Esse jogo com o Botafogo foi o primeiro da história do Internacional contra equipes de outros Estados.
Três dias depois, 24 de junho, o Botafogo venceu o Grêmio por 2 x 1, no campo deste, na Baixada. Aos 12 minutos de jogo, Laci abriu o marcador para o tricolor gaúcho. A virada do Botafogo aconteceu no segundo tempo, com Álvaro, aos cinco minutos, e Octacílio, através de um gol irregular segundo os jogadores do Grêmio (teria ajeitado a bola com a mão).
O time do Botafogo foi quase o mesmo do primeiro jogo, entrando Canalli no lugar de Afonso, e Rogério substituindo Nena na meia-esquerda. O Grêmio jogou com Lara, Dario e Sardinha; Mabília, Poroto e Russo; Laci, Artigas, Luiz Carvalho, Foguinho e Nenê.
Em sua última partida em Porto Alegre, o Botafogo enfrentou, no dia 28 de junho, um combinado de jogadores do Grêmio e do Internacional. A mesma multidão que presenciou os jogos anteriores assistiu ao desenrolar dessa partida, que terminou com o placar de 4 x 1 favorável ao combinado gaúcho. O Botafogo formou com Sylvio, Póvoa (Hermínio) e Rodrigues; Canalli, Martim (Tupi) e Benevenuto; Álvaro, Paulinho, Carola, Nena (Otacílio) e Celso. O combinado gaúcho atuou com Penha (Internacional), Dario e Sardinha (ambos do Grêmio); Ribeiro (Internacional), Magno (Internacional) e Poroto (Grêmio); Nenê (Internacional), Foguinho (Grêmio), Luiz Carvalho (Grêmio), Honório (Internacional) e Nenê (Grêmio).
No primeiro tempo, Luiz Carvalho e Honório marcaram para o combinado. No segundo, Honório ampliou o placar para 3 x 0, Celso diminuiu e Foguinho definiu o placar de 4 x 1 a favor dos gaúchos. Dois foram os árbitros do jogo: Jean Ryll no primeiro tempo e João Pedro Rosário no segundo.
Depois desse jogo, seguiu o Botafogo para a cidade gaúcha de Pelotas, onde venceu, em 3 de julho, o C. A. Bancário, por 4 x 2, gols de Celso (2), Álvaro e Paulinho. O time botafoguense foi esse: Germano, Póvoa e Rodrigues; Afonso, Martim (Almo) e Canalli; Álvaro, Paulinho, Carola, Otacílio e Celso.
Rumou o Botafogo para a cidade de Rio Grande, onde enfrentou e venceu o S. C. Rio Grande, por 2 x 1, no dia 5 de julho, com dois gols de Celso. Formou o Botafogo com Germano, Póvoa e Rodrigues; Afonso, Martim (Almo) e Canalli; Álvaro, Paulinho, Carola, Otacílio e Celso. O Rio Grande jogou com Grandjean, Menestrino e Horácio; Quengão, Carruíra e Reprega; Donato, Sanga, Degani, Palhares e Tatu.
Segundo o livro S. C. Rio Grande Centenário do Futebol Brasileiro, de Miguel Glaser Ramos, houve empate em 2 x 2, com os gols do Rio Grande sendo marcados por Tatu e Sanga. Além disso, o setor defensivo do Botafogo teria sido o seguinte: Sylvio, Hermínio e Rodrigues; Benevenuto, Martim e Canalli. Qual o correto?
Retornou a Pelotas e enfrentou o S. C. Pelotas no dia 8 de julho, vencendo-o por 3 x 2, gols de Celso (2) e Juca, com essa equipe: Sylvio, Otacílio e Rodrigues; Afonso, Benevenuto e Canalli (Rogério); Álvaro (Nena), Martim, Carola, Juca e Celso.
A delegação botafoguense regressou ao Rio de Janeiro a 13 de julho.

Fontes:
O Futebol no Botafogo (1904-1950), de Alceu Mendes de Oliveira Castro
Jornal do Brasil
S. C. Rio Grande Centenário do Futebol Brasileiro, de Miguel Glaser Ramos.



quinta-feira, 29 de junho de 2023

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Franquito


Noé Franco Bentes, o Franquito, nasceu em Canelones, Uruguai, em 13 de agosto de 1919.
Jogava no Nacional, de Montevidéu (Uruguai), quando resolveu se transferir para o futebol do Rio Grande do Sul, mais precisamente para o Grêmio Esportivo Bagé.
No dia 21 de outubro de 1943, marcou um dos gols do Bagé contra o Grêmio, de Porto Alegre, no empate em 2 x 2.
Três dias depois, em 24 de outubro de 1943, no Estádio dos Eucaliptos, em Porto Alegre, o G. E. Bagé foi autor de uma notável façanha: aplicou uma goleada de 6 x 1 na Seleção Gaúcha, que era formada basicamente pelos craques do Rolo Compressor do Internacional. Os gols do Bagé foram marcados por Tupan (2), Franquito (2), Fierro e Rui Garrastazu.
Fato curioso aconteceu com Franquito no dia 15 de novembro de 1943, no amistoso realizado em Porto Alegre, entre o Grêmio e o Bagé, com vitória do tricolor da capital, por 3 x 2. A partida foi pontilhada de incidentes, o mais sério o que se registrou entre Franquito, do Bagé, e o centro-médio do Grêmio, Sanguinetti, sendo este violentamente agredido por Franquito. Indignado com o procedimento do seu profissional, o próprio presidente do clube de Bagé entrou em campo e retirou Franquito ao gramado debaixo de bofetões.
No início do ano seguinte, foi para o Botafogo. Seu primeiro treino no Botafogo aconteceu em 8 de janeiro de 1944, já formando entre os titulares.
No treino do dia 14 de janeiro de 1944, Franquito teve uma atuação excepcional, deixando excelente impressão aos que o viram jogar. Na vitória de 8 x 3 dos titulares sobre os reservas, Franquito marcou três gols.
Logo depois viajou para Montevidéu, com o objetivo de regularizar sua situação de estrangeiro e demorou para retornar, levando o Botafogo a encaminhar um telegrama para a capital do Uruguai no sentido de obter maiores esclarecimentos sobre seu paradeiro.
Somente em 27 de março de 1944 é que a Confederação Brasileira de Desportos - CBD encaminhou à federação carioca o passe e a carteira de atleta de Franquito.
Sua estreia no Botafogo aconteceu em 22 de março de 1944, no empate em 3 x 3 com o América, em São Januário, Rio de Janeiro (RJ), jogo válido pelo Torneio Relâmpago. O Botafogo formou com Oswaldo Baliza, Hernandez e Lusitano; Zarcy, Hélio Leite e Negrinhão; Renê, Octávio (Franquito), Heleno de Freitas, Limoeirinho e Reginaldo.       Técnico: Martim Silveira.
Sua passagem pelo Botafogo é assim resumida:

ANO

J

V

E

D

Gols

1944

14

4

5

5

3

1945

20

12

5

3

11

1946

17

8

3

6

4

TOTAL

51

24

13

14

18


Sua última partida com a camisa do Botafogo aconteceu em 18 de setembro de 1946, em Juiz de Fora (MG), quando o alvinegro goleou o local Sport, por 6 x 2.
Depois disso, retornou ao futebol do Uruguai, para defender novamente o Nacional, de Montevidéu.

Fontes:
Sport Ilustrado
Jornal dos Sports



quarta-feira, 28 de junho de 2023

O BOTAFOGO NO YOUTUBE: Rio-São Paulo 1998

GRANDES GOLEADAS: Botafogo 15 x 1 Riachuelo - 1910


BOTAFOGO 15 x 1 RIACHUELO
Campeonato Carioca
Data: 4 de setembro de 1910
Local: Rua Guanabara
Árbitro: Emile Etchegaray
Gols: Abelardo de Lamare (7), Décio Viccari (3), Mimi Sodré (3), Emmanuel Sodré e Rolando de Lamare para o Botafogo e Nabuco Prado para o Riachuelo.
BOTAFOGO: Baena, Edgard Pullen e Dinorah; Rolando de Lamare, Lulu Rocha e Lefévre; Emmanuel Sodré, Abelardo de Lamare, Décio Viccari, Mimi Sodré e Lauro Sodré.
RIACHUELO: C. Fonseca, João de Oliveira e Antônio Miranda; J. Abreu, Nabuco Prado e Tatu; Jonas, Romeu D’Ambrózio, Raul Couto, Loth Silva e Paulo.

Obs.: a terceira maior goleada da história do Campeonato Carioca.




terça-feira, 27 de junho de 2023

A PRIMEIRA VEZ DO BOTAFOGO NO PARÁ - 1927


A 17 de novembro de 1927, a bordo do paquete “Pedro I”, a delegação do Botafogo, do Rio de Janeiro, seguiu para Belém (PA), assim constituída: Chefe – Flávio Ramos; Secretário – Alarico Maciel; Treinador – Ramon Platero; Adido – Sylvio Bernardes e os jogadores Neiva, Baby, Clóvis, Alemão, Otacílio, Orlando, Nestor, Alberto, Aguiar, Pamplona, Rogério, Macarroni, Ariza, Neco, Nilo, Aché, Claudionor e Alkindar (tendo Póvoa seguido depois). Baby e Nilo seguiram com os joelhos machucados. Por outro lado, o Botafogo apresentou três novas aquisições: Póvoa e Alberto, campeões de 1926 pelo São Cristóvão, e o ótimo centro-médio paulista Aguiar, que defendera o Paulistano e que ficou conhecido como o homem dos “passes de veludo”.
Uma semana depois, no dia 24 de novembro de 1927, a delegação do Botafogo chegou a capital paraense, hospedando-se no Grande Hotel, considerada hóspede oficial pelo Governador Dyonisio Bentes.
No domingo, 27 de novembro de 1927, o Botafogo fez a sua estréia em terras paraenses, enfrentando o Clube do Remo, no campo deste. Formando com Neiva, Alemão e Otacílio; Alberto, Aguiar e Rogério; Ariza, Neco (capitão), Alkindar, Aché e Claudionor, o Botafogo venceu por 5 x 1, com dois gols de Ariza e um de Neco, Alkindar e Claudionor, contra um de Santana. O Clube do Remo alinhou Francelísio, Propércio e Evandro (capitão); Lindolfo, Vivi e Pamplona; Formiga, Secundino, Cordeiro, Marinheiro e Santana.
Na quarta-feira, 1º de dezembro, novamente exibiu-se o Botafogo, desta vez contra um combinado paraense formado por jogadores do Clube do Remo, Paysandu e União Esportiva. Com algumas alterações no time que participou do jogo anterior (na zaga o jovem Orlando Pessoa formou a parelha com Otacílio, Pamplona entrou no lugar de Alemão e Nilo reapareceu no lugar de Alkindar), o Botafogo voltou a vencer, por 3 x 1, gols de Ariza, Aché e Nilo, descontando novamente Santana para os paraenses, que formaram com a seguinte equipe: Seabra, Evandro e Abílio; Pamplona, Marituba e Macambira; Formiga, Vadico, Marinheiro, Santana e Arthur Moraes.
Na terceira apresentação, contra o Paysandu, o alvinegro carioca aplicou a goleada de 6 x 2. Este jogo foi realizado no domingo, 4 de dezembro de 1927, e o Botafogo formou com Neiva, Póvoa e Otacílio; Alberto, Aguiar e Pamplona; Ariza, Alkindar, Nilo, Aché e Claudionor. Nilo marcou quatro gols e Alkindar e Aché completaram a contagem. Os gols dos paraenses foram marcados por Cobrador e Oscar.
Na quinta-feira, 8 de dezembro de 1927, o Botafogo enfrentou o União Esportiva, vencendo-o por 3 x 1, tendo jogado Rogério no lugar de Alberto e Neco no de Alkindar. Nilo, duas vezes, e Neco marcaram os gols do Botafogo.
Domingo, 11 de dezembro de 1927, outra vez contra um combinado paraense (desta vez Remo e Paysandu), o Botafogo venceu por 2 x 0, com dois gols de Nilo. As equipes formaram assim: Botafogo – Neiva, Póvoa e Otacílio; Alberto, Aguiar e Pamplona; Ariza, Neco, Nilo, Aché e Claudionor. Combinado Paraense – Seabra, Oscar e Evandro; Bandeira, Marituba e Epifânio; Formiga, Vadico, Pamplona, Santana e Arthur Moraes.
Na quinta-feira, 15 de dezembro de 1927, o Botafogo realizou o seu último jogo da temporada em Belém, tornando a vencer o Clube do Remo, por 2 x 1, com gols de Claudionor e Nilo. O Botafogo atuou com Neiva, Orlando e Otacílio; Macarroni, Aguiar e Roberto (Alberto); Ariza, Alkindar, Nilo, Aché e Claudionor.
A 17 de dezembro de 1927, a bordo do “Comandante Ripper”, a delegação botafoguense deixou Belém e partiu para São Luís, Maranhão.
No dia seguinte, abateu o selecionado local por 6 x 0, com dois gols de Rogério (que pela primeira vez se apresentou como centro-avante), Ariza, Alkindar, Aché e Claudionor. A equipe foi esta: Neiva, Alemão e Otacílio; Alberto, Aguiar e Pamplona; Ariza, Alkindar, Rogério, Aché e Claudionor.
Em seguida, para uma série de quatro amistosos, o Botafogo desembarcou em Recife, onde encontrou a mesma torcida exaltada de 1919. Da velha excursão, só dois elementos figuravam na delegação: Nestor e Neco.
O Botafogo estreou em pleno Natal (25 de dezembro de 1927), no campo da Avenida Malaquias, vencendo o Torre, por 4 x 0, com dois gols de Claudionor, um de Neco e outro de Nilo. Formou com Neiva, Alemão e Otacílio; Alberto, Aguiar e Pamplona; Ariza, Neco, Nilo, Aché e Claudionor. Defenderam o Torre: Valença, Juquinha e Hermínio; Dantas (Hermógenes), Pedro e Faustino; Osvaldo, Piaba, Péricles, Chiquito e Hermes.
A 29 de dezembro de 1927, com um gol de Aché, o Botafogo venceu o Santa Cruz por 1 x 0, tendo jogado Póvoa no lugar de Alemão e Nilo entrado no segundo tempo no lugar de Alkindar. O Santa Cruz formou com Valença, Bebé e Mário Rosas; Julinho, Gama e Pedro; Aloísio, Sebastião (Agnello), Zé Tasso, Victor (Costinha) e Perrucci.
O terceiro jogo em Recife aconteceu já no ano de 1928, mais precisamente no dia 1º de janeiro: uma goleada de 5 x 1 sobre o Sport. Nilo marcou três gols, Aché e Neco, um cada. O quadro foi o mesmo que enfrentou o Torre e o Sport atuou com Mário Franco, Joãozinho e Chico Altino; Aureliano, Alarcon e Masinho; Witham (Dubeux), Limão, Péricles, Ary Pires e Aluízio.
No último jogo, no dia 6 de janeiro de 1928, o Botafogo vencia o América, por 1 x 0, gol de Nilo, quando, ao faltarem quatro minutos para o encerramento do jogo, o árbitro marcou um pênalti de Aguiar. Não se conformando com tal decisão, os alvinegros deixaram o campo, sendo o pênalti batido por George, contra o gol vazio, para registrar o placar de 1 x 1. Formou o Botafogo com Neiva, Alemão e Otacílio; Alberto, Aguiar e Pamplona; Ariza, Neco, Nilo, Aché e Claudionor e o América com Ilo Just, George e Gandra; Deoclécio, Gama e Casado; Alarcon, Ralph, Zé Tasso, Eric e Siza.
A 12 de janeiro, no paquete “Pará”, o Botafogo regressou ao Rio de Janeiro.
O Botafogo obteve dez vitórias e um empate, tendo marcado 38 gols e sofrido oito, obtendo um saldo de trinta gols. Utilizou 16 jogadores: Neiva, Otacílio, Aguiar, Ariza, Aché e Claudionor, nos 11 jogos; Alberto, 10; Nilo, 9; Neco e Pamplona, 8; Alkindar, 6; Alemão e Rogério, 5; Póvoa, 4; Orlando e Macarroni, dois.
Foram seus artilheiros: Nilo, 15 vezes; Aché e Claudionor, 5; Ariza e Neco, 4; Alkindar, 3 e Rogério, 2.



segunda-feira, 26 de junho de 2023

É CAMPEÃO! Os Títulos do Botafogo: Torneio Quadrangular Interestadual - 1954




O Estádio do Maracanã foi inaugurado no dia 16 de junho de 1950, com um jogo que reuniu as seleções de novos da Guanabara e de São Paulo.
Somente quatro anos depois, o Botafogo viria a conquistar seu primeiro título no então “maior estádio do mundo”.
Também seria o primeiro título de campeão do maior ponteiro-direito de todos os tempos, Garrincha.
Além do Botafogo, disputaram o torneio quadrangular interestadual as equipes do Fluminense, do Rio de Janeiro, Palmeiras, de São Paulo, e Internacional, de Porto Alegre (RS).
O torneio teve início no dia 17 de abril, quando o Botafogo venceu o Palmeiras, pelo placar de 4 x 3. Eis a ficha técnica desse jogo:
BOTAFOGO 4 x 3 PALMEIRAS
Data: 17.04.1954
Local: Maracanã, Rio de Janeiro
Árbitro: Eunápio Gouveia de Queiroz
Renda: Cr$ 172.222,30
Gols: Jayme, 12; Liminha, 20; Berto, 43; Dino da Costa, 65; Jayme, 67; Dino da Costa, 88 e Otávio, 89.
BOTAFOGO: Gílson (Amaury), Araty, Thomé (Orlando Maia) e Floriano; Bob e Ruarinho; Garrincha, Moacyr Vinhas (Paulinho), Dino da Costa, Jayme e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
PALMEIRAS: Cavani, Rubens e Juvenal; Waldemar Fiúme (Gérsio), Sarno e Dema (Manoelito); Nei, Liminha, Berto (Otávio), Jair Rosa Pinto e Moacir. Técnico: Cláudio Cardoso.
Fontes: Diário de Notícias e Almanaque do Palmeiras.

No dia seguinte (18), o Fluminense ganhou do Internacional, por 2 x 1, com gols de Telê e Waldo. Canhotinho marcou o gol gaúcho.

O torneio prosseguiu em 21 de abril, quando aconteceu empate em 2 x 2 entre Botafogo e Internacional.
Eis o resumo do jogo:
BOTAFOGO 2 x 2 INTERNACIONAL
Data: 21.04.1954
Local: Maracanã, Rio de Janeiro
Árbitro: Alberto da Gama Malcher
Renda: Cr$ 229.925,20
Gols: Canhotinho, 10; Dino da Costa, 28; Bodinho, 32 e Dino da Costa, 38.
BOTAFOGO: Amaury, Araty, Orlando Maia e Floriano; Bob e Juvenal; Garrincha, Paulinho, Dino da Costa, Jayme e Vinícius (Neyvaldo). Técnico: Gentil Cardoso
INTERNACIONAL: La Paz, Mossoró, Florindo e Oreco; Nélson Adams e Odorico; Sólis, Aírton, Bodinho, Jerônimo e Canhotinho.
Fontes: Diário de Notícias e Jornal do Brasil.

No dia 25 de abril aconteceu o jogo que decidiu o torneio, entre Botafogo e Fluminense.
Mesmo sofrendo um gol muito rápido, através de Waldo, o Botafogo reagiu e virou o marcador para 3 x 1, conquistando o título. Eis a resenha da partida:
BOTAFOGO 3 x 1 FLUMINENSE
Data: 25.04.1954
Local: Maracanã, Rio de Janeiro
Renda: Cr$ 251.189,10
Público: 16.803
Árbitro: Alberto da Gama Malcher
Gols: Waldo, 4; Dino da Costa, 60; Garrincha (de pênalti), 62 e Dino da Costa, 68.
BOTAFOGO: Amaury, Thomé (Araty) e Floriano; Orlando Maia, Bob e Ruarinho; Garrincha, Paulinho, Dino da Costa, Carlyle e Vinícius. Técnico: Gentil Cardoso.
FLUMINENSE: Adalberto, Píndaro e Duque; Jair Santana, Édson e Bigode; Telê, João Carlos, Waldo, Róbson e Esquerdinha. Técnico: Francisco de Souza Ferreira “Gradim”.
Fontes: Diário de Notícias e O Jornal.

Mesmo com o título decidido a favor do Botafogo, ainda houve o jogo Fluminense e Palmeiras, nas Laranjeiras, no dia 28 de abril. Vitória do Fluminense por 2 x 1. João Carlos e Waldo marcaram para o tricolor carioca, descontando Jair Rosa Pinto.
O último jogo do torneio, Palmeiras x Internacional, previsto para o dia 1º de maio, no Pacaembu, não foi realizado, após acordo entre as duas equipes, eis que o torneio já estava decidido a favor do Botafogo.


domingo, 25 de junho de 2023

CRAQUES ALVINEGROS: Élton



NOME COMPLETO: Élton Fensterseifer
APELIDO: Élton
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Roca Sales (RS), 30 de setembro de 1937
POSIÇÃO: Meio-de-Campo
Estreia: 19/03/1963, 3 x 4 SANTOS (SP)
Última partida: 29/05/1966, 3 x 0 FERROVIÁRIO (CE)

CARREIRA NO BOTAFOGO:

ANO

J

V

E

D

GOLS

1963

30

16

8

6

5

1964

43

32

4

7

10

1965

21

13

7

1

1

1966

27

15

4

8

1

Total

121

76

23

22

17


TÍTULOS NO BOTAFOGO:
Torneio Rio-São Paulo - 1964
Torneio Rio-São Paulo - 1966

Defendeu também o Grêmio (1955 a 1963), onde conquistou sete campeonatos gaúchos.
Internacional (1966 a 1970) - um título gaúcho
Seis jogos pela Seleção Brasileira (1960), um gol marcado. Defendeu o selecionado gaúcho que representou o Brasil no III Campeonato Panamericano de Futebol, realizado na Costa Rica.

Faleceu em Porto Alegre (RS), no dia 22 de dezembro de 2010, vítima de um infarto fulminante.








sábado, 24 de junho de 2023

FORMAÇÕES: 1988




Uma das formações do Botafogo no ano de 1988.
Em pé, da esquerda para a direita: Ricardo Cruz, Wilson Gottardo, Josimar, Mauro Galvão, Luisinho e Renato Martins.
Agachados, na mesma ordem: Helinho, Delei, Cláudio Adão, Paulinho Criciúma e Gilmar Popoca.



quinta-feira, 22 de junho de 2023

JOGOS PERDIDOS NA HISTÓRIA: Botafogo 1 x 1 Água Verde (PR) - 1968


Inicialmente houve um clube no bairro Água Verde, em Curitiba, capital do Paraná, com o nome de Água Verde Futebol Clube, fundado no dia 17 de dezembro de 1914 e que jogou as edições do Campeonato Paranaense de 1918 e 1919. Este clube uniu-se ao Savóia Futebol Clube, originando o Savóia-Água Verde em 1920. Devido às leis que proibiam denominar clubes com referência à Itália, por ocasião da Segunda Guerra Mundial, o clube mudou seu nome para "Esporte Clube Brasil", em 1942, também trocando as cores do uniforme, pois eram as mesmas daquele país europeu. Em 1944, o clube foi obrigado a mudar seu nome para Esporte Clube Água Verde. Participou de vários campeonatos paranaenses, sendo o último em 1970. Foi campeão paranaense no ano de 1967. Em 12 de agosto de 1971, após plebiscito dos sócios, o E. C. Água Verde foi "refundado" e passou a se chamar Esporte Clube Pinheiros e adotou as cores azul e branco.
O Botafogo enfrentou o Água Verde uma vez apenas em sua história. O jogo serviu para que os jogadores do Água Verde recebessem as faixas de campeão paranaense de 1967. O curioso é que os ingressos estiveram à venda em diversos locais da cidade e custaram cinco cruzeiros novos, dando direito a participar do sorteio de um automóvel Volkswagen.

BOTAFOGO 1 x 1 ÁGUA VERDE
domingo, 14 de janeiro de 1968
Local: Belfort Duarte, Curitiba (PR)
Árbitro: Valdemar Nader
Renda: NCr$ 60.145,00
Gols: Humberto, 23 e Natal, 56
BOTAFOGO: Manga, Moreira, Zé Carlos, Leônidas e Waltencir; Carlos Roberto e Gerson; Rogério (Zélio), Humberto (Lula), Roberto Miranda (Afonsinho) e Paulo César Lima. Zagalo.
ÁGUA VERDE: Heitor, Zé Carlos e Sílvio; Titure e Zezinho; Teteu (Pedrinho) e Natal (Armando); Pedrinho (Miranda), Alex, Juquinha (Padreco) e Russinho. Técnico: Geraldo Damasceno.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

GRANDES GOLEADAS: Botafogo 8 x 1 São Paulo - 1940


BOTAFOGO 8 x 1 SÃO PAULO
Data: 10 de julho de 1940
Local: Estádio das Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Heitor Marcelino Domingues, da Federação Paulista de Futebol.
Gols: Paschoal (3), Patesko (2), Tadique, Carvalho Leite e Nélson Juliani para o Botafogo e Remo para o São Paulo.
BOTAFOGO: Brandão, Graham Bell (Bibi) e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira (Martim) e Canalli; Tadique, Carvalho Leite (Nelson Juliani), Paschoal, César e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
SÃO PAULO: King, Bruno e Iracino (Bento); Fiorotti, Lola (Damasco) e Lisandro; Jofre, Bazzoni, Hemédio, Paulo e Remo. Técnico: Ramón Platero.


NOTAS:
1. Este jogo foi válido pelo Torneio Rio-São Paulo.
2. Foi a maior goleada sofrida pelo São Paulo F.C. em toda a sua história.
3. Segundo o Jornal do Brasil, “não obstante a alta contagem, os alvinegros perderam ótimas oportunidades de aumentá-la”.
4. O São Paulo jamais voltaria a sofrer oito gols em uma mesma partida.


FONTES:
1. Almanaque do São Paulo
2. Jornal do Brasil.


terça-feira, 20 de junho de 2023

CURIOSIDADES ALVINEGRAS: Olavo Bilac




O poeta Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac foi botafoguense fanático de primeira hora.
Amigo e admirador de Antônio Mendes de Oliveira Castro, seu companheiro de boêmia, enviou ao notável remador um postal, felicitando-o pelo primeiro título de campeão brasileiro.
A revista Careta também registrou sua presença no batismo da baleeira “Salamina”, em 28 de abril de 1910, quando empunhou a flâmula alvinegra e pronunciou as palavras tradicionais: “Eu te batizo Salamina para o mar e para a glória”.


Fonte: Botafogo O Glorioso Uma História em Preto e Branco.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

ELENCOS: Torneio Rio-São Paulo - 1960


Quarentinha
O Torneio Rio-São Paulo de 1960 foi disputado por 10 clubes, sendo cinco do Rio de Janeiro (América, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama) e cinco de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Portuguesa de Desportos, Santos e São Paulo).
O Botafogo ficou com o vice-campeonato, após realizar essa campanha: 9 jogos, 4 vitórias (3 x 2 São Paulo, 3 x 2 Portuguesa de Desportos, 3 x 0 Santos e 3 x 1 Palmeiras), 4 empates (0 x 0 América, 1 x 1 Corinthians, 2 x 2 Fluminense e 1 x 1 Vasco da Gama) e uma derrota, para o Flamengo, por 3 x 1.
Marcou 17 gols e sofreu 12, terminando a competição com saldo de cinco gols.
Somou 12 pontos (aproveitamento de 66,7%).
Seu elenco foi formado por 26 jogadores, que tiveram os seguintes desempenhos técnicos:

APELIDO

NOME COMPLETO

DN

LOCAL

JD

GM

GS

ERNÂNI

Ernani Ribeiro Guimarães

24/10/1928

Rio de Janeiro-RJ

9

12

ADALBERTO

Adalberto Leite Martins

23/04/1931

São Paulo-SP

2

ZÉ MARIA

José Maria dos Santos Motta

27/05/1939

Parnaíba-PI

8

CHICÃO

Francisco Amâncio dos Santos

21/02/1939

Rio de Janeiro-RJ

6

PAULISTINHA

Oswaldo Sampaio Junior

20/08/1939

Sorocaba-SP

6

CACÁ

Carlos Castro Borges

31/08/1932

Rio de Janeiro-RJ

4

PAMPOLINI

Américo Pampolini Filho

24/12/1932

Belo Horizonte-MG

3

CETALE

José Ortiz Cetale

23/02/1939

São Paulo-SP

3

NILTON SANTOS

Nilton dos Santos

16/05/1925

Rio de Janeiro-RJ

3

RONALD

Ronald Alzuguir

27/07/1937

Rio de Janeiro-RJ

3

JORGINHO

Jorge Carvalho

17/03/1931

Rio de Janeiro-RJ

1

MARCELO

Marcelo Garcia Masine

07/09/1937

Itaperuna-RJ

1

ADEMAR

Ademar de Almeida

28/08/1938

Rio de Janeiro-RJ

8

FRAZÃO

Carlos Jaime Alves

29/10/1935

Vitória-ES

6

TIÃO MACALÉ

Sebastião dos Santos

23/08/1936

Niterói-RJ

5

GARRINCHA

Manoel dos Santos

18/10/1933

Magé-RJ

9

1

AMARILDO

Amarildo Tavares Silveira

29/07/1939

Campos-RJ

8

3

QUARENTINHA

Waldir Cardoso Lebrego

15/09/1933

Belém-PA

8

11

ROSSI

Oswaldo Rossi

05/10/1937

Belo Horizonte-MG

5

PAULINHO VALENTIM

Paulo Valentim

20/11/1932

Barra do Piraí-RJ

5

1

ÉDISON

Édison de Assis Pinto Filho

12/12/1935

Rio de Janeiro-RJ

4

AMOROSO

José Amoroso Filho

19/09/1937

Rio de Janeiro-RJ

4

1

NEYVALDO

Neyvaldo Pinto de Carvalho

09/11/1933

Venda Nova-MG

4

ORLANDO FRISONI

Orlando Frisoni

25/02/1942

Juiz de Fora-MG

2

GENINHO

Jenisson de Oliveira Santos

28/11/1939

Aracaju-SE

1

ZAGALO

Mário Jorge Lobo Zagalo

09/08/1931

Maceió-AL

1


Paulo Amaral foi o treinador do Botafogo em todos os nove jogos disputados.