sexta-feira, 9 de outubro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Oswaldo Baliza


Oswaldo Alfredo da Silva nasceu em 9 de outubro de 1923, na cidade de Tanguá (RJ).
Era goleiro do Ypiranga, de Niterói (RJ), na campanha que levou o antigo Estado do Rio de Janeiro ao terceiro lugar na classificação final do Campeonato Brasileiro de Seleções de 1943. Tendo acabado de completar 20 anos, teve destacadas atuações nos jogos em que seu selecionado fez diante do Espírito Santo, Minas Gerais, Ceará e Guanabara. Justamente nos dois últimos, em 5 e 8 de dezembro, chamou a atenção do Botafogo, para onde se transferiu antes de acabar o ano de 1943.
Sua estreia aconteceu em 8 de março de 1944, em São Januário, na goleada de 6 x 2 sobre o Flamengo, válido pelo Torneio Relâmpago. Formou o Botafogo com Oswaldo Baliza, Hernandez e Lusitano; Zarcy, Santamaria e Negrinhão; Affonsinho, Octávio (Tovar), Heleno de Freitas, Limoeirinho e Reginaldo. Técnico: Martim Silveira.
No ano de 1944 e no seguinte, Oswaldo Baliza conquistou o título de bicampeão carioca de Aspirantes.
De 1944 a 1947, revezou na meta do Botafogo com o goleiro Ary. A partir de 1948, tornou-se titular absoluto.

E foi nessa condição que conquistou o campeonato carioca de 1948, tendo participado dos 20 jogos que o Botafogo disputou para conquistar o título.
De 1944 a 1953 disputou um total de 284 jogos com a camisa do Botafogo, o último deles em 3 de março de 1953, no amistoso contra o América (MG) - 2 x 2, no Independência, em Belo Horizonte (MG). O Botafogo atuou com Oswaldo Baliza, Gerson dos Santos e Floriano (Orlando Maia); Araty, Calico e Juvenal; Geraldo (Vinícius), Geninho, Bravo (Zezinho), Dino da Costa e Jayme. Técnico: Carvalho Leite.
Após deixar o Botafogo, Oswaldo Baliza teve uma breve passagem pelo Vasco da Gama, em 1953, e mudou-se para o Bahia em 1954, onde conquistou o título estadual logo em seu primeiro ano.

Em 1955 foi para o Sport Recife (PE), onde viveu outra grande fase, vencendo o campeonato pernambucano nos anos de 1955, 1956 e 1958.
Encerrou sua carreira no rubro-negro pernambucano.

Na Seleção Brasileira, disputou duas partidas oficiais como titular, uma pelo Campeonato Sul-Americano de 1949 (goleada de 5 x 0 sobre a Colômbia) e outra pelo Campeonato Pan-Americano de 1952 (vitória de 3 x 0 contra o Chile), em ambas as competições levando o Brasil ao título de campeão.
Faleceu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 30 de setembro de 1999.








quinta-feira, 8 de outubro de 2026

CURIOSIDADES ALVINEGRAS: primeira vitória do Botafogo no Maracanã - 1950




O Estádio do Maracanã foi inaugurado oficialmente em 16 de junho de 1950.
A abertura ocorreu poucos dias antes do início da Copa do Mundo de 1950, principal motivo de sua construção. Na época, ele ainda estava com as obras incompletas. Mesmo assim recebeu o jogo amistoso entre as seleções carioca e paulista para marcar a sua inauguração.
A primeira partida que o Botafogo disputou no novo estádio foi em 13 de agosto de 1950, com derrota para o América, válido pelo Campeonato Carioca.
Depois disso, o Botafogo disputou mais três jogos, com um empate e duas derrotas.
A primeira vitória do Botafogo no Maracanã só aconteceria em 8 de outubro de 1950. Naquele dia, em jogo também válido pelo Campeonato Carioca, derrotou o Vasco da Gama, por 1 x 0.
Eis a ficha técnica desse jogo

BOTAFOGO 1 x 0 VASCO DA GAMA
Campeonato Carioca
domingo, 8 de outubro de 1950
Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Alberto da Gama Malcher
Renda: Cr$ 357.992,00
Público: 28.323 pagantes
Gol: Zezinho, 70
BOTAFOGO: Oswaldo Baliza, Basso e Nilton Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Zezinho, Neca, Ariosto, César e Braguinha. Técnico: Carvalho Leite.
VASCO DA GAMA: Barbosa, Augusto e Wilson; Eli, Danilo e Jorge; Tesourinha, Maneca, Ipojucan, Lima e Chico. Técnico: Flávio Costa.



RETRATO EM PRETO E BRANCO: Nilson Andrade


Nilson Florindo de Andrade nasceu na cidade de Santo Antônio de Pirapetinga (MG), no dia 8 de outubro de 1949.
Iniciou sua carreira e chamou a atenção no cenário carioca defendendo as cores do Bonsucesso (RJ), onde jogou no período de 1969 a 1972.
Recém-saído das categorias de base do clube, não teve muitas oportunidades no time principal, em cuja zaga revezavam os “xerifes” Moisés, Renê e Paulo Lumumba. Sua estreia na equipe principal só aconteceria em 1971.
Acabou atraindo o interesse de clubes de outros Estados, sendo emprestado ao ABC, de Natal (RN), para a disputa do Campeonato Brasileiro de 1972.
Apesar das boas exibições, a passagem de Nilson Andrade pelo ABC ficou marcada por uma das maiores crises de bastidores do futebol brasileiro. O ABC foi punido pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) com dois anos de suspensão do Campeonato Brasileiro. O motivo foi a escalação irregular de três atletas na vitória por 2 x 1 contra o Botafogo: ele, Nilson Andrade, o lateral-esquerdo Rildo e o meia Marcílio.
Nilson Andrade teve três passagens pelo Botafogo. A primeira vez em agosto de 1973, contratado por empréstimo junto ao Bonsucesso, chegando em dupla com seu parceiro de zaga Nilo.
Sua primeira partida como titular do Botafogo aconteceu em um clássico contra o Fluminense, no dia 2 de setembro de 1973, no Maracanã, válido pelo Campeonato Brasileiro, com vitória por 4 x 1. O Botafogo formou com Cao, Miranda, Brito, Nilson Andrade e Marinho Chagas; Carbone, Carlos Roberto e Dirceu (Waltencir); Zequinha, Fischer e Nilson Dias (Ferretti). Técnico: Paraguaio.
Permaneceu no Botafogo até 16 de dezembro de 1973, seu último jogo em sua primeira passagem.
Em fevereiro de 1974, Nilson Andrade e Nilo foram devolvidos ao Bonsucesso, que logo os emprestou ao Paysandu, de Belém (PA), que disputaria o Campeonato Brasileiro daquele ano. No final de julho de 1974 retornou ao Bonsucesso para a disputa do Campeonato Carioca, por lá permanecendo na temporada de 1975.
Em dezembro de 1975, Nilson Andrade foi contratado em definitivo pelo Botafogo. Sua reestreia aconteceu em 18 de janeiro de 1976, em um amistoso contra a Caldense, de Poços de Caldas (MG), com vitória do Botafogo por 1 x 0.
Foi emprestado ao Operário, de Campo Grande (MS), entre abril e agosto de 1977, retornando em seguida ao Botafogo.
Em dezembro de 1977 foi novamente emprestado, desta vez para o XV de Novembro, de Jaú (SP).
Retornou ao Botafogo e iniciou sua terceira passagem pelo clube em 20 de maio de 1979, no Maracanã, na goleada sobre o América (6 x 1), válido pelo Campeonato Carioca.
Seu último jogo com a camisa do Botafogo foi em 1º de agosto de 1979, em Marechal Hermes, com vitória sobre o Campo Grande (2 x 0), válido pelo Campeonato Carioca. Naquela oportunidade, o Botafogo alinhou: Ubirajara Alcântara, China, Luís Cláudio, Nilson Andrade e Dodô; Chiquinho (Luizinho Rangel), Mendonça e Renato Sá; Gil, Luizinho Lemos e Marcelo. Técnico: Jorge Vieira.
Ainda em agosto de 1979, transferiu-se para o São Bento, de Sorocaba (SP), juntamente com seus companheiros de clube Dodô e Cremilson, numa troca que trouxe para o Botafogo o lateral Carlos Alberto Batata.
No total, em suas três passagens, Nilson Andrade tem registrado 84 jogos pelo Botafogo, sem marcar gols.
Depois do São Bento, Nilson Andrade passou por Esportiva, de Guaratinguetá (SP), Portuguesa (RJ), Corumbaense (MS) e VOCEM, de Assis (SP), onde encerrou sua carreira, em 1986.
Após pendurar as chuteiras, Nilson Andrade fixou residência na cidade do Rio de Janeiro. Passou a trabalhar na administração do Clube de Empregados da Petrobras (CEPE Fundão), situado dentro do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).





segunda-feira, 5 de outubro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Rossi


Osvaldo Rossi nasceu em Belo Horizonte (MG), no dia 5 de outubro de 1937.
Calçou chuteiras pela primeira vez no XV de Novembro, no bairro de Santa Tereza, na capital mineira.
Rossi estava vinculado ao Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG) e treinava no Asas, de Lagoa Santa (MG), quando o técnico desse clube, Colombo, vendo-o treinar, entusiasmou-se e levou-o para o seu clube, cujo presidente, Coronel Dirceu, botafoguense roxo, não teve dúvidas em encaminhá-lo ao alvinegro; Foi para os juvenis do Botafogo, em 1955.
No Botafogo ele enfrentou a concorrência pesada no meio de campo, passando a ser o reserva imediato de Didi. Ainda assim, teve momentos de brilho e fez parte do elenco que conquistou o Campeonato Carioca de 1957 (tomando parte de sete dos 22 jogos disputados pelo Botafogo na campanha), além de faturar o bicampeonato carioca de aspirantes (1958 e 1959). No campeonato de 1958, disputou 18 dos 22 jogos disputados pelo Botafogo e marcou cinco gols. Em 1959, marcou apenas um gol nos dez jogos que disputou.

Sua estreia na equipe principal do Botafogo aconteceu em 23 de fevereiro de 1957, no amistoso realizado na cidade de São José do Rio Preto (SP), com vitória sobre o América local, por 4 x 2. O Botafogo formou com Amaury, Bob (Orlando Maia), Beto (Thomé) e Nilton Santos; Bauer e Pampolini; Neyvaldo, Didi (João Carlos), Paulinho Valentim (Ary Costa), Garrincha (Mário) e Cañete (Rossi). Técnico: Geninho.
Disputou 112 jogos pelo Botafogo, de 1957 a 1961, marcando 33 gols.
A última partida de Rossi no Botafogo foi em 21 de junho de 1961, em Toulouse (França), no amistoso contra o clube do mesmo nome, com vitória por 3 x 1. O Botafogo atuou com Ernâni, Cacá, Zé Maria, Paulistinha e Chicão; Pampolini e Didi; Garrincha, Amoroso (Rossi), Amarildo e Zagalo (Neyvaldo). Técnico: Paulo Amaral.
Em outubro de 1960, foi emprestado ao Cruzeiro por três meses, retornando ao Botafogo e sendo contratado em definitivo pelo clube mineiro após seu último jogo no alvinegro.
Sagrou bicampeão mineiro nos anos de 1960 e 1961.
Em 1963, defendendo a Seleção Mineira, alcançou o feito histórico de se sagrar Campeão Brasileiro de Seleções Estaduais.
Foi contratado pelo Santos em agosto de 1963. Fez parte do elenco santista no período mais vencedor de sua história. Colecionou os títulos da Taça Libertadores da América e do Mundial Intercontinental em 1963, além dos Campeonatos Brasileiros (Taça Brasil) de 1964 e 1965 e Paulistas de 1964 e 1965.
Antes de encerrar a sua trajetória nos gramados, Rossi ainda defendeu o Náutico, de Recife (PE), a Portuguesa Santista (SP) e pendurou as chuteiras no Coritiba (PR), em 1969.
Depois de encerrar a carreira como jogador, voltou ao futebol como treinador, trabalhando na lapidação de jovens talentos nas categorias de base do Cruzeiro e comandando equipes do interior de Minas Gerais, como o Valeriodoce (1988), Minas E. C. (1988) e Villa Nova (1990).
Rossi faleceu em 21 de dezembro de 2025, aos 88 anos de idade, em Belo Horizonte (MG).





domingo, 4 de outubro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Fábio Ferreira


Fábio Ferreira da Silva nasceu em Campina Grande (PB) no dia 4 de outubro de 1984.
Fábio Ferreira começou sua carreira nas categorias de base do Corinthians. O zagueiro atuou apenas uma vez pelo time titular do Corinthians em 2004.
Sem muitas chances no Corinthians, que tinha um elenco inchado de jogadores de peso, o jovem jogador foi transferido para o Noroeste, em 2005.
Depois foi novamente emprestado, desta vez para o time do Juventude, de Caxias do Sul (RS), para a disputa do Campeonato Brasileiro de 2006. Após faltar a dois treinos, acabou sendo dispensado. Em 2007, voltou ao Noroeste para jogar novamente o Campeonato Paulista.
No mesmo ano, voltou ao Corinthians para jogar o Campeonato Brasileiro. Todavia, teve sua trajetória marcada pelo rebaixamento do clube à Segunda Divisão, a qual disputou pelo clube em 2008, fazendo parte do elenco que garantiu o retorno à Série A.
Em dezembro de 2008, o Grêmio anunciou o acerto com o jogador. Todavia, pouco jogou e realizou sua estreia pelo Grêmio em 2 de abril de 2009, numa goleada sofrida por 4 x 0 para o Caxias, em partida válida pelo Campeonato Gaúcho. No dia 26 de junho, o treinador Paulo Autuori comunicou a dispensa do zagueiro.

Em julho de 2009, acertou com o Vitória, de Salvador (BA), para o restante da temporada. Depois de um começo de muita insegurança, Fábio Ferreira conseguiu recuperar-se, tornando-se um dos atletas mais regulares do elenco rubro-negro no segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2009, ganhando a vaga de titular. Ao fim da temporada, deixou o clube baiano e, em janeiro de 2010, acertou com o Botafogo até maio de 2011. Aos poucos, foi ganhando a condição de titular. Ajudou na recuperação da equipe no primeiro turno do Estadual, fazendo, inclusive, o gol do título da Taça Guanabara.
Ele jogou por três anos (2010 a 2012) como titular da zaga alvinegra.
Sua estreia aconteceu em 27 de janeiro de 2010, em São Januário, com vitória de 2 x 1 sobre o Tigres, válido pelo Campeonato Carioca. O Botafogo formou com Jefferson (Renan), Alessandro, Antônio Carlos, Wellington e Marcelo Cordeiro; Leandro Guerreiro, Fahel, Renato Cajá (Fábio Ferreira) e Lúcio Flávio; Herrera e Loco Abreu (Somália). Técnico: Jair Ventura.
Sagrou-se campeão carioca de 2010 sob o comando de Joel Santana, tendo disputado 14 dos 19 jogos na competição e marcando dois gols, um deles na decisão da Taça Guanabara na vitória de 2 x 0 sobre o Vasco da Gama. Além dessa taça, levantou as Taças Rio (2010 e 2012).

Sua última partida com a camisa do Botafogo foi em 1º de dezembro de 2012, no Engenhão, no empate em 2 x 2 com o Flamengo, válido pelo Campeonato Brasileiro. Jogou o Botafogo com essa formação: Renan, Lennon (Cidinho), Fábio Ferreira, Brinner e Lima; Gabriel (Renato), Jadson, Seedorf (Vitor Junior) e Lodeiro; Sassá e Fellype Gabriel. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Disputou um total de 141 jogos pelo Botafogo, tendo marcado cinco gols.
Após se despedir do Rio de Janeiro, o defensor seguiu carreira no futebol do sul e do sudeste do país. Defendeu o Criciúma, onde foi campeão catarinense em 2013. Em dezembro de 2014 foi afastado por problemas disciplinares. Dois meses após o encerramento do contrato e sem ter recebido nenhuma proposta de nenhum time das séries A, B e C ou mesmo do exterior, o jogador renovou com o Criciúma até dezembro de 2015. No dia 31 de agosto de 2015, rescindiu seu contrato para assinar com a Ponte Preta, de Campinas (SP), onde permaneceu até 2017.
Após curtíssima passagem pelo Novorizontino (SP), e novamente defender o Criciúma, encerrou suas atividades profissionais em 2018.






sábado, 3 de outubro de 2026

OS PIONEIROS: Lauro Sodré




Lauro de Almeida Sodré Filho foi um jogador que atuou como atacante do Botafogo nas primeiras décadas do século XX.
Era filho do célebre político, militar e líder republicano Lauro Sodré (que foi governador do Pará e senador). O prestígio de seu pai foi fundamental nos bastidores para que o clube carioca conseguisse a posse de seus primeiros campos, como o do Largo dos Leões e o terreno histórico de General Severiano.
O fato de Lauro Sodré ter se casado em Belém e ser filho de um político que governava o Pará gerou, ao longo do tempo, a confusão e a associação em muitos veículos de comunicação de que ele também teria nascido lá.
De acordo com os registros genealógicos públicos unificados na plataforma Family Search, consta o local do seu nascimento no Rio de Janeiro (RJ), em 3 de outubro de 1890.
Lauro era irmão de Emmanuel de Almeida Sodré (um dos doze fundadores do Botafogo Football Club em 1904), de Benjamin de Almeida Sodré "Mimi Sodré", Almirante da Marinha e um dos maiores ídolos e artilheiros dos primórdios do clube, e de Theodoro de Almeida Sodré “Dorinho”.
Diferente de seu irmão Mimi Sodré, que teve muita projeção nacional, a trajetória de Lauro nos gramados foi mais discreta, porém marcante no período romântico do futebol amador.
Defendeu o Botafogo entre os anos de 1909 e 1915.
Participou ativamente da conquista do título de campeão carioca de 1910, tendo participado de todas as dez partidas que o clube disputou nesse ano, marcando três gols.
Na conquista do Campeonato Carioca de 1912, ele disputou seis das dez partidas que deram mais um título ao Botafogo.
De 1909 a 1915 Lauro Sodré disputou um total de 57 jogos pelo Botafogo, marcando cinco gols.
Sua estreia e único jogo no ano aconteceu no amistoso realizado em 21 de março de 1909, na Rua Ferrer, com vitória de 2 x 1 sobre o Bangu, marcando um dos gols.
Sua última partida foi em 31 de outubro de 1915, com derrota de 4 x 1 para o São Cristóvão, nas Laranjeiras, pelo Campeonato Carioca.
Lauro Sodré faleceu em 9 de junho de 1964.






quinta-feira, 1 de outubro de 2026

CURIOSIDADES ALVINEGRAS: mais uma vez o escudo mais bonito





O escudo do Botafogo foi eleito, mais uma vez, o mais bonito do futebol brasileiro.
Uma pesquisa realizada pelo GE ouviu 66 profissionais ligados ao design, que avaliaram os escudos de 80 clubes brasileiros. Cada participante atribuiu uma nota de 1 a 10 para os emblemas apresentados, totalizando 5.280 avaliações.
E o Botafogo não apenas ficou no topo: abriu uma vantagem considerável sobre os demais. O escudo alvinegro alcançou média de 7,95, a maior pontuação de toda a pesquisa.
Além disso, o símbolo do Glorioso recebeu 23 notas 10 e 14 notas 9, números que ajudaram a consolidar sua liderança. Entre os 66 avaliadores, foi também o único escudo que recebeu apenas uma nota 1.
O resultado chama atenção especialmente pelos elementos que tornam o emblema tão reconhecível. A estrela branca sobre o fundo preto, a composição simples e a identidade visual direta fazem com que o símbolo seja facilmente associado ao clube mesmo sem a necessidade de outros elementos.
Para os designers ouvidos pelo GE, justamente essa combinação entre simplicidade, personalidade, simbolismo e capacidade de representação ajuda a explicar a avaliação positiva do Botafogo.
No ranking, o América-RJ apareceu em segundo, com 6,95, seguido pelo Vasco da Gama, com 6,86. O Cruzeiro ficou em quarto, com 6,63, enquanto o Internacional completou o top 5, com 6,52.
Ou seja: entre 80 escudos analisados e mais de cinco mil avaliações, a estrela solitária terminou novamente no ponto mais alto.

1º Botafogo - 7,95
2º América-RJ - 6,95
3º Vasco da Gama - 6,86
4º Cruzeiro - 6,63
5º Internacional - 6,52

Fonte: GE.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO BOTAFOGO: a conquista da Copa Conmebol - 1993




No dia 30 de setembro de 1993, o Botafogo sagrou-se campeão sul-americano ao derrotar o Peñarol, do Uruguai, em uma final dramática no Maracanã e conquistar a Copa Conmebol.
Após um empate no primeiro jogo em Montevidéu, por 1 x 1, as equipes se enfrentaram no Rio de Janeiro. O Peñarol abriu o placar, mas o Alvinegro virou o jogo. Os uruguaios empataram nos acréscimos, levando a decisão para as penalidades.
Na disputa de pênaltis, o Botafogo venceu por 3 x 1, com o goleiro William se consagrando ao defender penalidades e contar com a trave no chute decisivo.
Esse foi o primeiro título internacional oficial da história do Botafogo.

1º jogo
PEÑAROL 1 x 1 BOTAFOGO
quarta-feira, 22 de setembro de 1993
Local: Centenário, Montevidéu (Uruguai)
Árbitro: Juan Francisco Escobar Valdez (Paraguai)
Expulsão: Rogério Pinheiro, do Botafogo
Gols: Perivaldo, 4 e Otero, 36
PENAROL: Rabajda, Tais, Gutiérrez, De Los Santos e Da Silva; Baltierra, Perdomo (Consani), Bengoechea (Ferreyra) e Rehermann; Otero e Rodríguez. Técnico: Gregorio Pérez.
BOTAFOGO: William, Eliomar, Rogério Pinheiro, André e Clei; Perivaldo, China, Fabiano e Eliel; Aléssio (Marcos Paulo) e Sinval. Técnico: Carlos Alberto Torres.

2º jogo
BOTAFOGO 2 x 2 PEÑAROL
quinta-feira, 30 de setembro de 1993
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Francisco Oscar Lamolina (Argentina)
Renda: Cr$ 8.585.800,00
Público: 26.276 pagantes
Gols: Bengoechea, 34; Eliel, 52; Sinval, 72 e Otero, 90
BOTAFOGO: William, Perivaldo, Cláudio Henrique, André e Clei (Eliomar); Nelson, Suélio e Eliel; Aléssio (Marcos Paulo), Sinval e Marcelo Carioca. Técnico: Carlos Alberto Torres.
PEÑAROL: Rabajda, Tais, Gutiérrez, De Los Santos e Da Silva; Baltierra, Perdomo (Ferreyra), Bengoechea (Rehermann) e Dorta; Otero e Rodríguez. Técnico: Gregorio Pérez.


terça-feira, 29 de setembro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL DO BOTAFOGO: goleada sobre o Flamengo - 1956

 

BOTAFOGO 5 x 0 FLAMENGO
Campeonato Carioca
sábado, 29 de setembro de 1956
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Gonçalves Vianna
Renda: Cr$ 659.422,70
Gols: Paulinho Valentim (2), Alarcón (2) e Didi
BOTAFOGO: Amaury, Thomé e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Bauer; Garrincha, Didi, Paulinho Valentim, Alarcón e Hélio Pinto. Técnico: Geninho.
FLAMENGO: Chamorro, Tomires e Pavão; Jadir, Mílton Copolillo e Jordan; Paulinho, Duca, Índio, Evaristo e Zagallo. Técnico: Fleitas Solich.

Nota: Thomé abandonou o campo aos 15 minutos do 2º tempo, por ter fraturado o braço esquerdo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Bianchini


Adhemar Bianchini de Carvalho nasceu em Cordeiro, Rio de Janeiro, no dia 28 de setembro de 1940.
Carreira no Futebol
Antes de se profissionalizar, Bianchini chegou a trabalhar como pedreiro, enquanto estudava Contabilidade. Seu talento surgiu no Cordeiro Futebol Clube, chamando a atenção de grandes equipes.
O primeiro grande clube a contratar Bianchini foi o Bangu, do Rio de Janeiro, onde ele jogou de 1960 a 1964. Foi o artilheiro do Campeonato Carioca de 1963, balançando as redes 18 vezes.
Seu passe havia sido negociado pelo Bangu em janeiro de 1965 com o América, do México. No final do mesmo mês, transferiu-se para o Botafogo, numa troca pelo meio-de-campo botafoguense Arlindo, que interessava ao clube mexicano.
Poucos dias depois, em 9 de fevereiro de 1965, fez sua estreia no Botafogo, no amistoso com vitória sobre o Puebla, do México (5 x 2), na cidade do mesmo nome. O Botafogo atuou com Manga (Hélio), Mura, Zé Carlos, Paulistinha e Rildo (Dimas); Elton (Didi) e Gerson; Sicupira, Roberto, Jairzinho (Humberto Redes) e Zagalo (Bianchini). Técnico: Geninho.

Sua despedida do Botafogo aconteceu em 29 de março de 1966, com derrota de 3 x 1 para a Seleção da Argentina, no estádio do River Plate, em Buenos Aires, Argentina. O Botafogo jogou com Manga, Paulistinha, Zé Carlos, Dimas e Rildo (Adevaldo);
Elton e Gerson; Sicupira, Parada, Bianchini (Marcos) e Afonsinho (Humberto Redes). Técnico: Admildo Chirol.
Nos dois anos que passou no Botafogo foram 57 jogos e 23 gols marcados.
Ajudou na conquista do Torneio Rio-São Paulo de 1966.
Em abril deste ano transferiu-se para o Vasco da Gama, onde jogou de 1966 a 1969. Nesse período, atuou por empréstimo no Atlético Mineiro durante o ano de 1967.
Após breve passagem pelo Flamengo (RJ) - 1969 e 1970 (um jogo apenas neste ano), vestiu por curtos períodos as camisas do Sport Recife (PE) e do São José (SP) - apenas seis jogos em 1971.
De 1971 a 1973 esteve no futebol do exterior. Jogou pelo Red Star, da França, e encerrou sua trajetória profissional no Puebla, do México.

Bianchini chegou a defender a Seleção Brasileira em três partidas oficiais no ano de 1965.

Após pendurar as chuteiras, ele retornou à sua cidade natal, Cordeiro, onde trabalhou como revelador de talentos, técnico profissional, comerciante e se engajou na política local (exerceu o cargo de Vereador por dois mandatos seguidos e ocupava a presidência do Diretório Municipal do PFL, quando faleceu em 27 de outubro de 2005, em Nova Friburgo (RJ), aos 65 anos de idade.




domingo, 27 de setembro de 2026

FORMAÇÕES: 1958



Formação do Botafogo que jogou no Estádio Augusto Bauer, em Brusque (SC), no dia 30 de março de 1958, no empate em 5 x 5 com o local Carlos Renaux.
Da esquerda para a direita, de pé: Beto, Adalberto, Servílio, Domício, Nilton Santos e Pampolini.
Agachados, na mesma ordem: Garrincha, Paulinho Valentim, Édison, Didi e Quarentinha.



sábado, 26 de setembro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Cao


Luiz Carlos Pires de Queiroz, o Cao, nasceu em Pelotas (RS), no dia 26 de setembro de 1945.
Cao começou a sua trajetória em equipes amadoras da região de Pelotas e chegou a ter uma breve passagem pela base do Esporte Clube Pelotas.
Em meados de 1964, antes de completar 19 anos, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi integrado à categoria de juvenis do São Cristóvão. Foi jogando o torneio estadual dessa categoria que ele chamou a atenção de grandes clubes do Rio de Janeiro. Fechou com o Botafogo em 1965, ainda como juvenil.
Tendo o lendário goleiro Manga como titular incontestável na equipe, o Botafogo foi buscar no São Cristóvão um reserva para ele. Cao passou um bom tempo na equipe de aspirantes e no banco de reservas.
Sua primeira oportunidade na meta do Botafogo aconteceu no Torneio Início do Campeonato Carioca de 1965, disputado no Maracanã, no dia 7 de setembro de 1965. O Botafogo estreou no quarto jogo do dia, contra o América. No tempo regulamentar, empate em 0 x 0. Na segunda série de pênaltis, o América venceu por 3 x 2. Uma equipe formada de aspirantes e juvenis representou o Botafogo nessa competição: Cao, Ciro, Chiquinho Pastor, Carlos Alberto Lopes e Moreira; Elton e Maurício; Canavieira, Humberto Redes, Turcão e Arthur.
Ainda em 1965, foi o goleiro que mais vezes atuou (seis jogos) no time que conquistou o Campeonato Carioca de Aspirantes. O Botafogo disputou 14 jogos, vencendo 10, empatando 3 e perdendo apenas um. Marcou 28 gols e sofreu 10. Revezando na meta do Botafogo com Hélio Dias, os demais jogadores que formaram a equipe base do Botafogo foram: Mura, Chiquinho Pastor, Adevaldo e Dimas; Elton e Ayrton; Zélio, Humberto Redes, Afonsinho e Roberto Abrussezze.
Partidas na equipe principal foram três em 1965, a primeira delas no dia 7 de novembro, no estádio de General Severiano, no empate em 1 x 1 com o América (RJ), válido pelo Campeonato Carioca. A equipe do Botafogo formou assim: Cao, Joel, Zé Carlos, Carlos Alberto e Rildo; Marcos e Afonsinho; Jairzinho, Sicupira, Bianchini e Zagalo. Técnico: Daniel Pinto.

Disputou 27 jogos em 1966 (quando fez parte do elenco que conquistou o Torneio Rio-São Paulo deste ano) e apenas oito em 1967. Mesmo na reserva, integrou o elenco campeão da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca de 1967, além do Torneio Início.
Com a saída de Manga para o Nacional, do Uruguai, em 1968, Cao assumiu em definitivo a camisa 1 do Botafogo. Foi o goleiro titular na conquista da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca de 1968 e da Taça Brasil do mesmo ano (posteriormente reconhecido como Campeonato Brasileiro), o primeiro título nacional oficial da história do Botafogo. além de torneios nacionais e internacionais.
Teve uma rápida transferência para o Grêmio em 1971 (ano em que jogou apenas cinco partidas amistosas pelo Botafogo), mas sua passagem pelo clube gaúcho acabou prejudicada por uma grave lesão no joelho.
Já recuperado, retornou ao Botafogo, onde foi vice-campeão brasileiro em 1972 e disputou a Taça Libertadores da América de 1973.
Ao todo, até 1974, somou 203 partidas defendendo o clube carioca.
Sua última partida foi em 19 de maio de 1974, na Fonte Nova, em Salvador (BA), com derrota de 3 x 1 para o Vitória (BA), pelo Campeonato Brasileiro. Formou o Botafogo com Cao, Miranda, Mauro Cruz, Waltencir e Nei Dias; Carbone, Carlos Roberto (Marco Aurélio) e Ademir Vicente; Puruca, Fischer e Nilson Dias (Tuca). Técnico: Paulistinha.
Em 1974 mudou-se para o Nordeste para jogar pelo CSA, de Maceió (AL), no Campeonato Brasileiro daquele ano. O goleiro titular era Rafael e Cao ficou mais vezes na reserva.
Curiosamente, na equipe do CSA estavam ex-jogadores do Botafogo, tais como Nei Conceição, Ferretti e Torino.
Depois, passou pelo Dom Bosco, de Cuiabá (MT), nos anos de 1976 a 1979, e encerrou a sua trajetória profissional no mesmo São Cristóvão que começou sua carreira, em 1980.
Cao chegou a fazer parte da lista de convocados para a Seleção Brasileira que se preparava para a Copa do Mundo de 1970, no México.
No início de 1980, Cao integrou uma comissão técnica formada inteiramente por profissionais brasileiros que se transferiu para atuar nos Emirados Árabes Unidos. Ele trabalhou como auxiliar-técnico e preparador, aproveitando sua vasta experiência na posição de goleiro para desenvolver atletas no exterior.
Posteriormente, retornou para a sua cidade natal, onde administrou uma propriedade rural e dedicou seus últimos anos coordenando uma escolinha de futebol voltada para jovens locais.
Faleceu aos 76 anos, em decorrência de um aneurisma cerebral, no dia 13 de julho de 2022.










sexta-feira, 25 de setembro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Santamaria


Carlos Miguel Santamaria nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 25 de setembro de 1912.
Aos 17 anos, iniciou no Platense, de Buenos Aires. Jogando tanto como zagueiro quanto como meio-campista, em 1931 teve um bom desempenho no clube, levando a revista El Gráfico a indicá-lo como uma das revelações da Primeira Divisão Argentina de 1931 (ano em que começou o profissionalismo no País).
No final do campeonato, foi vendido para cobrir os custos dos salários do elenco com o dinheiro da venda.
Seu destino foi o River Plate, para onde se transferiu por uma quantia expressiva para a época. Tornou-se um dos pilares da equipe, acumulando mais de 150 presenças oficiais.
Em sua primeira temporada no River Plate, 1932, conquistou a Primeira Divisão da Liga Argentina de Futebol. Permaneceu no clube pelos cinco campeonatos seguintes, conquistando um novo título nacional em 1936.
Mudou-se pela primeira vez para o Brasil em 1937, para defender o Fluminense, do Rio de Janeiro, fazendo parte da equipe que conquistou o bicampeonato carioca (1937 e 1938).
Após jogar sua última partida pelo Fluminense, em 8 de janeiro de 1939, Santamaria retornou ao River Plate.
Em 1941 ele voltou ao Brasil, desta vez para o Flamengo, do Rio de Janeiro. Nesse clube, jogou apenas uma partida, em 24 de abril de 1941 contra o Vasco da Gama.

Logo depois, foi para o Botafogo, onde fez sua estreia em 22 de junho de 1941, justamente contra o Flamengo, na Gávea, com vitória de 3 x 1, em jogo válido pelo Campeonato Carioca desse ano. Jogou o Botafogo com Aymoré Moreira, Caieira e Borges; Zezé Procópio, Santamaria e Zarcy; Paschoal, Geraldino Dezolt, Heleno de Freitas, Geninho e Pirica. Técnico: Adhemar Pimenta.
Disputou um total de 23 jogos em 1941, 30 em 1942, 18 em 1943 e 15 em 1944, totalizando 86 jogos com a camisa do Botafogo, sem marcar gols.
Sua última partida aconteceu em 27 de agosto de 1944, no empate em 1 x 1 com o América, em São Januário, também válido pelo Campeonato Carioca. A equipe utilizada pelo Botafogo foi a seguinte: Ary, Laranjeira e Laidlaw; Ivan, Papetti e Santamaria; Lula, Tovar, Heleno de Freitas, Geninho e Walter Fazzoni. Técnico: Ítalo Fratezzi (Bengala).
Seu último clube no futebol foi o São Cristóvão, do Rio de Janeiro, para onde se transferiu em maio de 1945 e onde encerrou sua carreira com 32 anos.
Santamaria disputou seis partidas pela Seleção Argentina, curiosamente todas elas contra o Uruguai, a primeira em 5 de fevereiro de 1933 e a última em 15 de agosto de 1935, válidas por taças ou amistosos oficiais organizados entre as duas confederações.
Faleceu em Buenos Aires, no dia 31 de março de 1998.







quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO BOTAFOGO: o início do projeto que transformou o Botafogo em SAF


No dia 24 de setembro de 2019, o Conselho Deliberativo do Botafogo realizou, na sede de General Severiano, uma reunião histórica aberta à imprensa. Naquela noite, foi apresentado oficialmente o plano de negócios (Business Plan) da Botafogo S/A, o projeto inicial de clube-empresa que pavimentou o caminho para a posterior transformação do futebol do clube em SAF.
Historicamente fechadas e cercadas de mistério, as reuniões de Conselho dos grandes clubes do futebol brasileiro costumam ser restritas. Rompendo a tradição, o Botafogo permitiu a entrada da imprensa para acompanhar a apresentação, sinalizando ao mercado um compromisso com a transparência.
O encontro funcionou estritamente como uma sessão informativa. O objetivo principal era tirar dúvidas e alinhar o entendimento dos conselheiros sobre o modelo de transição, sem uma deliberação ou votação de estatuto naquela data.
Conduzida sob a pauta de "Informes do Conselho Diretor acerca do Projeto Investidores", a reunião detalhou como o futebol seria separado da parte social e transformado em uma estrutura societária profissional.
Uma das maiores preocupações sanadas na noite foi a garantia jurídica de que as tradições do clube estariam protegidas. Premissas como a manutenção das cores, do escudo, do nome e da sede seriam cláusulas imutáveis no estatuto da nova empresa, independentemente de quem assumisse o controle majoritário futuramente.
Aquela noite de setembro de 2019 estabeleceu a base de confiança necessária para que, nos meses seguintes, o Conselho e a Assembleia Geral aprovassem o projeto por ampla maioria, colocando o Botafogo na vanguarda da transição para o modelo corporativo no futebol brasileiro.
A histórica reunião do Conselho Deliberativo de 24 de setembro de 2019 contou com a liderança da cúpula diretiva do clube e a participação ativa de conselheiros influentes da política alvinegra, dentre eles:
Nelson Mufarrej: o então presidente executivo do clube associativo, que deu o aval político para o início do projeto.
Laércio Paiva: Economista, conselheiro e o grande idealizador técnico e coordenador do comitê executivo da Botafogo S/A. Foi ele quem de fato apresentou os números, os conceitos de mercado e detalhou o Business Plan aos presentes.
André Barros: Conselheiro alvinegro que fez um forte discurso de apoio integral à transição corporativa.
Carlos Augusto Montenegro: ex-vice de futebol e figura histórica nos bastidores do clube, que interpelou a mesa questionando de forma incisiva sobre quais projetos e investidores fariam parte daquele ecossistema.
Sérgio Cerqueira: conselheiro que manifestou preocupações jurídicas a longo prazo, alertando para a necessidade de o clube se blindar contratualmente em um projeto desenhado para durar décadas.
José Victor: Grande Benemérito do Botafogo, que focou sua fala na preocupação imediata com a saúde financeira do clube e as dívidas daquela temporada (2019).
Edson Alves Junior: Presidente do Conselho Deliberativo na época do Botafogo. Foi ele quem abriu formalmente a sessão, leu a ordem do dia e conduziu os ritos estatutários da noite.
Morgan Cavalcanti: Secretário do Conselho Deliberativo Botafogo, responsável por lavrar a ata do encontro.
Aníbal Rouxinol: Conselheiro benemérito que se manifestou com ponderações técnicas a respeito das garantias financeiras.
Raphael de Almeida: Fez questionamentos voltados à preservação do patrimônio imobiliário do clube social (como as sedes de General Severiano e Mourisco Mar).
Bernardo de Souza: Conselheiro que manifestou voto de confiança na equipe econômica liderada por Laércio Paiva.
O nome do empresário americano John Textor só surge formalmente na história do Botafogo em dezembro de 2021, mais de dois anos após aquela reunião inicial de 2019.
A transformação do clube em empresa ocorreu em etapas bem distintas. Na reunião de setembro de 2019, o projeto apresentado por Laércio Paiva era o da Botafogo S/A. A intenção daquela época era buscar um pool de múltiplos investidores (principalmente nacionais e fundos de investimento), sem a figura de um "dono" único com controle majoritário isolado.
No entanto, a pandemia de COVID-19 em 2020 e as dificuldades financeiras asfixiantes do clube travaram o modelo da Botafogo S/A. O cenário mudou completamente em agosto de 2021, quando foi sancionada a Lei das SAFs (Lei 14.193/2021) no Brasil, criando um ambiente jurídico muito mais atraente e seguro para investidores estrangeiros de grande porte.
Com o clube estruturado sob a nova lei e após conquistar o título da Série B de 2021, o banco parceiro XP Investimentos buscou compradores no exterior. Foi aí que o nome de John Textor, por meio da sua holding Eagle Football, entrou no radar alvinegro.
Exatamente na véspera de Natal, Textor assinou o pré-contrato (oferta não vinculante) para a compra de 90% das ações da SAF do Botafogo. Esse foi o primeiro momento em que a torcida conheceu o empresário.
Textor desembarcou no Rio de Janeiro sob imensa festa da torcida no aeroporto e assinou a oferta vinculante após aprovação unânime do Conselho Deliberativo.
Em 3 de março de 2022 foi assinado o contrato definitivo de compra, transferindo oficialmente o controle do futebol para as mãos do americano, prometendo um aporte mínimo de R$ 400 milhões.
John Textor foi o personagem que de fato injetou o capital e assumiu o comando anos mais tarde, iniciando uma era de forte investimento que culminou em títulos expressivos, mas também em profundas disputas societárias nos anos seguintes.



quarta-feira, 23 de setembro de 2026

FORMAÇÕES: 1985


Formação do Botafogo que venceu o Flamengo no dia 10 de fevereiro de 1985, no Maracanã, pelo placar de 2 x 1, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.
Em pé, da esquerda para a direita: Marinho, Alemão, Leiz, Josimar, Luiz Carlos e Wagner Pepeta.
Agachados: Helinho, Renato, Baltazar, Elói e Ademir Fonseca.



segunda-feira, 21 de setembro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Alessandro


Alessandro da Conceição Pinto nasceu em 21 de setembro de 1977, na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.
Antes de se firmar profissionalmente no futebol, chegou a trabalhar como cortador de cana-de-açúcar nos canaviais de Campos dos Goytacazes para ajudar a família.
Alessandro iniciou na base do Americano de sua cidade natal, mas despontou para o futebol profissional no Vasco da Gama, integrando o elenco principal entre 1994 e 1998.
Deixou o Vasco da Gama e passou rapidamente por Campo Grande (RJ), onde disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão em 1998. Depois, já dono do seu próprio passe, passou por Ituano e Mirassol, ambos de São Paulo, no ano de 1999, até chegar no Bangu, em 2000. Fez um bom campeonato e recebeu proposta do Atlético Paranaense, onde assinou um contrato de seis meses.
Chegou ao Atlético Paranaense no segundo semestre de 2000. Inicialmente enfrentou forte concorrência pela vaga de titular, quase não jogava, mas ganhou a posição definitiva sob o comando do técnico Antônio Lopes.
No ano seguinte foi campeão brasileiro com o rubro-negro paranaense e foi convocado para a Seleção Brasileira.
Disputou dois jogos (empate em 1 x 1 com o Peru, no Morumbi, em 25 de abril de 2001) e derrota de 1 x 0 para o Equador, em Quito.
Também foi um dos convocados que viajou para a Colômbia onde disputaria a Copa América. A Seleção acabou eliminada de forma surpreendente por Honduras nas quartas de final.
Após seu auge no Paraná, Alessandro rodou por outras equipes, incluindo empréstimo ao Atlético Mineiro em 2004 e uma boa passagem pelo São Caetano nos anos de 2005 e 2006.

Em 2007, transferiu-se para o Botafogo, clube onde conseguiu se estabilizar por mais tempo. Ele defendeu a camisa alvinegra por cinco temporadas (entre 2007 e 2011), somando 240 jogos e participando de campanhas vitoriosas, ajudando a conquistar o Campeonato Carioca de 2010, a Taça Guanabara de 2009 e 2010 e a Taça Rio de 2007 e 2008.
Sua estreia no Botafogo aconteceu em 9 de junho de 2007, no estádio Parque Antarctica, em São Paulo (SP), no empate em 1 x 1 com o Palmeiras, jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. O Botafogo atuou com Júlio César, Adriano Felício (Diguinho), Renato Silva, Juninho e Luciano Almeida; Leandro Guerreiro, Túlio (Alessandro), Lúcio Flávio e Zé Roberto; Thiago Marin (André Lima) e Dodô. Técnico: Alexi Stival "Cuca".
Na temporada 2008 marcou oito gols em 54 jogos disputados.
Seu último jogo no Botafogo foi em 27 de novembro de 2011, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), com derrota de 4 x 0 para o Atlético Mineiro, também válido pelo Campeonato Brasileiro. A formação do Botafogo neste jogo foi Jefferson, Lucas (Alessandro), Gustavo, Fábio Ferreira e Everton; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel, Elkeson (Herrera) e Felipe Menezes (Thiago Galhardo); Loco Abreu. Técnico: Flávio Tenius (interino).
Na reta final de sua trajetória profissional, o lateral passou por clubes como Botafogo, de Ribeirão Preto-SP (quando quase foi rebaixado no Campeonato Paulista de 2012; escapou na última rodada), Náutico-PE (2012) e Metropolitano-SC, entre 2013 e 2014.
Alessandro encerrou oficialmente sua carreira como jogador profissional em 2016, defendendo o Operário Ferroviário, de Ponte Grossa (PR).
Posteriormente, seguiu ligado ao esporte e retornou ao Atlético Paranaense para atuar em comissões técnicas das categorias de base e aspirantes.