sábado, 31 de dezembro de 2022

GRANDES GOLEADAS: Botafogo 13 x 1 Villa Isabel - 1928


BOTAFOGO 13 x 1 VILLA ISABEL (RJ)

Campeonato Carioca

Data: domingo, 8 de abril de 1928

Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)

Obs.: A maior goleada do Botafogo no estádio de General Severiano.

Árbitro: Octávio de Almeida (Jaburu)

Gols: Benedicto (5), Juca da Praia (3), Aché (2), Neco (2) e Ariza para o Botafogo e Rogério (contra) para o Villa Isabel

BOTAFOGO: Neiva, Rogério e Octacílio; Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Neco (Henrique), Juca da Praia, Aché e Benedicto. Técnico: Oswaldo da Cunha Pessoa (Vadinho).

VILLA ISABEL: Cotta, Jobel e Orlando; Ferreira, Adolpho e Dutra; Oswaldo, Aracino, Anthero, Cecy e Sylvio.




sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NÃO ESQUECE: o primeiro jogo do Botafogo em Brasília


Lance do jogo: Nilton Santos dominando a bola, acossado por Léo, à sua direita, e Severo, à sua esquerda. Mais atrás, Zé Maria.


Possuindo um dos times mais poderosos do futebol brasileiro e mundial naquele ano, recheado de campeões mundiais, o Botafogo aproveitou-se de uma brecha no 1º turno do campeonato carioca de 1961 (competição que venceria com apenas uma derrota em 25 jogos) para se apresentar em Brasília pela primeira vez (lembrando que a cidade foi inaugurada em 21 de abril de 1960).

O jogo teve início às 16 horas do dia 17 de setembro de 1961 e apresentou a seguinte ficha técnica:

GUARÁ 0 x 6 BOTAFOGO

Data: domingo, 17 de setembro de 1961

Local: Estádio Israel Pinheiro, Brasília (DF)

Árbitro: Gualter Portela Filho (RJ)

Renda: CR$ 730.000,00

Gols: Pampolini, 15; Amoroso, 25; Amarildo, 32 e 44; Garrincha, 47 e Ayrton, 60

GUARÁ: Redola (Matil), Aderbal, Edson Galba (Alan), Bimba e Enes (Jaime); Eluff (Paulo) e Índio (Sabará); Severo (Heleno), Léo, Mingau e Joãozinho.

BOTAFOGO: Manga (Adalberto), Cacá, Zé Maria e Chicão (Paulistinha); Pampolini e Nilton Santos (Rildo); Garrincha, Didi (Édison), Amoroso, Amarildo (Ayrton) e Zagalo (Neyvaldo). Técnico: Marinho Rodrigues.





quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

FORMAÇÕES DO BOTAFOGO: 1957




Formação do Botafogo que enfrentou o Valeriodoce, de Itabira (MG), em amistoso disputado no dia 17 de fevereiro de 1957, sendo derrotado por 2 x 1.

Da esquerda para a direita, de pé: Bob, Beto, Amaury, Nilton Santos, Pampolini e Ronald.

Agachados, na mesma ordem: Neyvaldo, Didi, Paulinho Valentim, Garrincha e Cañete.


FICHA TÉCNICA

VALERIODOCE 2 x 1 BOTAFOGO

Data: domingo, 17 de fevereiro de 1957

Local: Estádio Israel Pinheiro, Itabira (MG)

Árbitro: Anver Bilatti

Gols: Nino e Vitorino para o Valeriodoce e Pampolini para o Botafogo

VALERIODOCE: Juarez, Gabiroba e Pedro Silva; 109, Faria e Mourão; Colgate, Nino, Lalá, Grosso e Vitorino.

BOTAFOGO: Amaury, Bob e Nilton Santos; Beto, Pampolini e Ronald; Neyvaldo (Ary Costa), Didi (João Carlos), Paulinho Valentim (Abigail), Garrincha e Cañete (Édison). Técnico: Geninho.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Joel Martins

 

Joel Martins da Fonseca nasceu em São João de Meriti (RJ), em 14 de fevereiro de 1935.

Começou sua carreira como centromédio, envergando a camisa do Nacional, de Ricardo de Albuquerque, clube do Departamento Autônomo do Rio de Janeiro.

Tinha 21 anos quando se apresentou ao Coronel Luís Renato e ao Carlos Nascimento que, na época, dirigiam o quadro do Bangu.

Passou por um pequeno estágio nos aspirantes e, em 6 de janeiro de 1957, fez sua estreia no time principal do Bangu, em um amistoso contra o Cruz Preta, de Alfenas (MG).

Foi jogador do Bangu até 27 de dezembro de 1961, no Maracanã, em uma partida válida pelo Campeonato Carioca, contra o América (1 x 1). Foram 220 jogos com a camisa do Bangu, com apenas um gol marcado (contra a Portuguesa, pelo Campeonato Carioca de 1960). Foi vice-campeão carioca em 1959 e campeão do Torneio de New York em 1960.

Logo depois, apresentou-se ao Botafogo.

Sua estreia no Botafogo aconteceu em 6 de janeiro de 1962, em Santiago (Chile), com derrota de 1 x 0 para o Estrela Vermelha, da antiga Iugoslávia. Formou o Botafogo com Manga, Joel, Zé Maria, Nilton Santos e Rildo; Ayrton (Pampolini) e Didi; Édison, China (Amoroso), Amarildo e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.

Seu histórico no Botafogo é o seguinte:


ANO

J

V

E

D

GM

1962

42

29

8

5

1963

45

20

15

10

1964

47

33

5

9

1 (*)

1965

39

20

12

7

1966

51

24

14

13

1967

19

11

3

5

1968

1

0

1

0

TOTAL

244

137

58

49

1

(*) marcado em 16 de julho de 1964, em Buenos Aires, Argentina, na vitória de 2 x 0 sobre o Barcelona, da Espanha.

 

Foi convocado para treinar na Seleção Brasileira que iria disputar a Copa do Mundo, no Chile, em 1962, depois cortado.

Sua última partida pelo Botafogo foi em 29 de junho de 1968, no amistoso contra a Portuguesa-RJ, no estádio de General Severiano.

No Botafogo, ganhou dois títulos de campeão carioca: 1962 e 1967. Além disso, foi campeão do Torneio Rio-São Paulo em 1962, 1964 e 1966.

Depois que parou de jogar, foi treinar as divisões de base do próprio Botafogo, com o qual foi campeão carioca de juvenis nos anos de 1977, 1978 e 1990.

Além desses títulos com o Botafogo, Joel Martins também foi bicampeão brasileiro de juniores nos anos de 1977 e 1978, dirigindo a seleção carioca.

Nesta roda-viva que é a carreira de técnico, Joel Martins dirigiu a equipe principal do Botafogo em sete oportunidades: 1979, 1984, 1986, 1987, 1988, 1990 e 1992.

Além do Botafogo, Joel foi treinador do Goytacaz, de Campos (RJ), do América, do Rio de Janeiro, do CRB, de Maceió (AL), do Paysandu (PA) - onde conquistou o título de campeão brasileiro da segunda divisão, em 1991 -, do Uberlândia (MG), do Gama (DF), do Clube do Remo (PA), do Nacional (AM) e do Tupi, de Juiz de Fora (MG), seu último clube, em 2006.

Teve ainda uma breve experiência internacional, treinando o Al-Jabalain Club, da Segunda Divisão da Arábia Saudita.

Fora dos gramados, Joel foi agraciado com o Prêmio Belfort Duarte, pela antiga CBD (atual CBF), em 21 de julho de 1966.


 

Fontes:

Revista do Esporte

Almanaque do Bangu

Site “O Gol”



segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

CURIOSIDADES ALVINEGRAS: o descobridor de Nilton Santos


Honório Pinto Pereira de Magalhães Neto nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 14 de julho de 1915. A carreia militar teve início na Escola Naval em março de 1932. Com a criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941, passou a integrar a Força Aérea Brasileira (FAB). Estava na Base Aérea de Santos (SP) quando foi promovido a capitão-aviador e transferido para a Base Aérea de Florianópolis onde passou a integrar a Caravana do Ar.

Em maio de 1945, Honório foi transferido para a Escola de Especialistas da Aeronáutica, no Rio de Janeiro. Comandou, em julho de 1947, a esquadrilha de cinco aviões de treinamento avançado, adquiridos pela FAB procedentes de Los Angeles (Estados Unidos). Em 1958 foi promovido a coronel-aviador, a brigadeiro em 1965, a major-brigadeiro-do-ar em 1969 e a tenente-brigadeiro-do-ar em1974. De maio de 1975 a novembro de 1976 ocupou o cargo de Ministro do Superior Tribunal Militar (STM).

Honório é responsável indireto pela ida de Nilson Santos para o Botafogo (RJ). O jogador prestava serviço militar na Aeronáutica e o talento dele o levou a ter o privilégio de ser o único soldado no time dos oficiais e sargentos. Depois de uma vitória sobre o São Cristóvão, recebeu convite para integrar a equipe, mas rejeitou atendendo conselhos do amigo e oficial Honório. Foi levado para General Severiano pelo diretor social Bento Ribeiro, tio de Honório. A partir daí, tornou-se um dos melhores laterais do futebol mundial e ficou conhecido como a Enciclopédia.

Durante a carreira, entre outras funções, Honório ocupou o cargo de fiscal administrativo e comandante interino da Base Aérea de Florianópolis.

Era um artilheiro nato (marcou 18 gols em 12 atuações) e deixou um legado de excelentes atuações. O maior feito do jogador foi ter marcado quatro gols na vitória por 5 x 3 sobre a temida "Esquadra Azurra" do Avaí pelo Citadino de 1944. Foi titular nos anos de 1943, 1944 e os dois primeiros jogos oficiais de 1945.

 

Fonte: "Nos Tempos do Campo da Liga", de Adalberto Jorge Klüser.


sábado, 24 de dezembro de 2022

FELIZ NATAL!!!




A PRIMEIRA VEZ A GENTE NÃO ESQUECE: o primeiro jogo contra o Palmeiras – 1922


Palamone, do Botafogo, à esquerda, e Bianco, do Palestra Itália


Ainda com o nome de Palestra Itália, o atual Palmeiras enfrentou pela primeira vez o Botafogo no dia 3 de maio de 1922.

O Botafogo chegou à São Paulo no dia 2 de maio de 1922 e, à noite, foi oferecido aos visitantes um jantar no Hotel Bella Vista, pela diretoria do Palestra Itália.

Antes do jogo, os capitães das equipes trocaram lindas “corbeilles” de flores naturais, trocando-se saudações entre os seus respectivos presidentes.

Perante uma assistência calculada em 12.000 pessoas, o jogo foi iniciado às 16 horas, com arbitragem do carioca Everardo Martins Tinoco, auxiliado em sua tarefa por quatro rapazes, que desempenharam as funções de juízes de linha e de gol, fato esse há muito excluído dos jogos realizados em São Paulo.

O jogo não foi bom, com pequeno predomínio do Palestra Itália.

No clube carioca os destaques foram Haroldo e Palamone, que empolgaram com intervenções prontas, rápidas e precisas com que anularam as tentativas dos seus adversários.

Aos 25 minutos do segundo tempo, Pilla chutou ao gol de Haroldo, que concedeu um escanteio. Executado por Ministro, foi muito bem aproveitado por Imparato, que com muito estilo e com uma belíssima e indefensável cabeçada, marcou o único gol do jogo e o da vitória do clube paulista.

Foi disputada a Taça “CITY”, oferecida pela Companhia Industrial de Tabacos Ypiranga e conquistada pelo Palestra Itália.

 

FICHA TÉCNICA


PALESTRA ITÁLIA 1 x 0 BOTAFOGO

Data: quarta-feira, 3 de maio de 1922

Local: Parque Antarctica, São Paulo (SP)

Árbitro: Everardo Martins Tinoco (RJ)

Gol: Imparato

PALESTRA ITÁLIA: Primo, Bianco e Gasperini; Fabbi, Picagli e Ítalo; Fortes, Ministro, Pilla, Imparato e Martinelli.

BOTAFOGO: Haroldo, Palamone e Alemão; Pollice, Alfredinho e Lagreca; Leite de Castro, Alkindar, Celso, Arlindo e Neco.

 

Fontes:

Correio Paulistano (SP)

O Imparcial (RJ)

O Paiz (RJ)



sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

FORMAÇÕES DO BOTAFOGO: Campeonato Carioca - 1972




Formação do Botafogo que enfrentou o Flamengo no dia 26 de março de 1972, em jogo válido pelo Campeonato Carioca. A partida terminou empatada em 0 x 0.

Da esquerda para a direita, de pé: Mauro Cruz, Nei Conceição, Wendell, Djalma Dias, Osmar e Waltencir; Agachados, na mesma ordem: Zequinha, Carlos Roberto, Roberto Miranda, Jairzinho e Careca.

 

FICHA TÉCNICA

 

BOTAFOGO 0 x 0 FLAMENGO

Campeonato Carioca

Data: domingo, 26 de março de 1972

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: José de Assis Aragão

Renda: Cr$ 1.160.650,00

Público: 137.261 pagantes

BOTAFOGO: Wendell, Mauro Cruz, Djalma Dias, Osmar e Waltencir; Carlos Roberto e Nei Conceição; Zequinha, Roberto Miranda, Jairzinho e Careca. Técnico: Tim.

FLAMENGO: Ubirajara, Aloísio, Fred, Reyes e Rodrigues Neto; Liminha e Zé Mário; Rogério, Caio (Zico), Doval e Paulo César Lima. Técnico: Zagalo.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

GRANDES GOLEADAS: Botafogo 13 x 0 Haddock Lobo - 1909


BOTAFOGO 13 x 0 HADDOCK LOBO

Campeonato Carioca

Data: domingo, 11 de julho de 1909

Local: Rua Voluntários da Pátria, Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: G. R. Noble

Gols: Flávio Ramos (6), Dinorah de Assis (6) e Lulu Rocha

BOTAFOGO: Ernest Coggin, Raul Rodrigues e Octávio Werneck; Ricardo Rego, Hugh Edgard Pullen e Rolando de Lamare; Millar, Flávio Ramos, Dinorah de Assis, Lulu Rocha e Emmanuel Sodré.

HADDOCK LOBO: Fernando Guimarães, Egas Mendonça e Nélson Costa; Antônio Mattos, Luiz Mendonça e Souza Mattos; Paulo C. Souza, Armando Trompowski, Áttila Aché, Brasilino Freire e José Cerqueira de Carvalho.

 

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Ponce de Leon


Ao contrário do que consta em alguns blogs/sites e revistas/jornais, Ponce de Leon nasceu no Brasil e não na Argentina.

Norival Cabral Ponce de Leon nasceu no bairro de Bonsucesso, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 28 de agosto de 1927. Ali ganhou o apelido de Bóia, pois era muito gordo quando criança. Nunca foi chamado de Ponce de Leon.

Foi caixeiro de armazém, entregador, quitandeiro, vendedor de praça, cobrador de ônibus e, só não fez mais porque finalmente a sorte o ajudou um pouco. Passou a jogar no Democrático, time famoso do seu bairro. Com 17 anos e integrando o time principal do time, aquele ruivo (“cabelo de fogo”) endiabrado que fazia o impossível com a bola, despertou a curiosidade do Sr. Washington, dirigente dos juvenis do Bonsucesso, que o levou para o clube.

Cerca de um ano mais tarde, via, em parte, realizado o sonho de jogar num time grande, ao receber proposta do Botafogo, passando a defender as suas cores, ganhando, mensalmente, Cr$ 200,00.

Foi seu irmão, que era amador do Botafogo, que o levou para General Severiano, em 1945. O sucesso que alcançou no Botafogo, dizia, se devia ao fato de trabalhar com Ondino Vieira, técnico que reputava um dos maiores do Brasil.

Em 8 de agosto de 1945 o Botafogo requereu à CBD, por intermédio da Federação Metropolitana de Futebol-FMF, a “carteira de atleta” do ponteiro esquerdo juvenil do Bonsucesso, Ponce de Leon, que iria atuar no alvinegro na categoria de profissional.

Dois dias depois, o Bonsucesso comunicou à FMF que nada tinha a opor à transferência de Ponce de Leon, do seu time juvenil, para o quadro de profissionais do Botafogo. O Bonsucesso exigia apenas a indenização legal de dois mil cruzeiros para a transferência.



Oficiosamente, Ponce de Leon estreou na equipe do Botafogo num amistoso em Campos (RJ), no dia 24 de fevereiro de 1946, no empate em 3 x 3 com o Goytacaz. Formou o Botafogo com Boliviano (Hugo), Gerson dos Santos e Lusitano; Waldemar (Marcelo), Papetti e Negrinhão; Haroldo, Limoeirinho, Ponce de León (Dario), Demósthenes e Izaltino. Técnico: Togo Renan Soares (Kanela).

Oficialmente, o primeiro jogo de Ponce de Leon no Botafogo somente aconteceria no ano seguinte, em 22 de junho de 1947, válido pelo Torneio Municipal, deslocado para a ponta-direita. Em São Januário, o Botafogo goleou o América, por 6 x 1, com essa formação: Ary, Gerson dos Santos e Adão; Ivan, Cid e Juvenal; Ponce de León, Geninho, Oswaldinho, Octávio e Santo Cristo. Técnico: Ondino Vieira.

No dia 27 de julho de 1947, em São Januário, o Botafogo sagrou-se campeão do Torneio Início. Ponce de Leon marcou um dos gols da vitória de 4 x 1 sobre o Olaria, na decisão do torneio.

Seu último jogo com a camisa do Botafogo foi em 28 de dezembro de 1947, com derrota para o América, por 1 x 0. Jogou o Botafogo com Oswaldo Baliza, Marinho e Nilton Senra; Ivan, Ávila e Juvenal; Santo Cristo, Geninho, Ponce de León, Oswaldinho e Teixeirinha.

No Botafogo foi um total de 18 jogos (11 vitórias, 5 empates e duas derrotas) e oito gols, assim conhecidos: em 1946 – dois amistosos e em 1947 – nove amistosos (marcando cinco gols), seis jogos pelo Campeonato Carioca (três gols) e um pelo Torneio Municipal.

Apesar disso, não estava satisfeito em virtude de receber tão diminuto salário. Ponce de Leon não conseguia compreender a razão de tamanha diferença nos ordenados. Juntou-se a isso a disputa pela vaga com Heleno de Freitas e Octávio.

Um dia foi procurado por Rui, centromédio do São Paulo, seu grande amigo e companheiro de infância, que o convidou para jogar no tricolor paulista. Rui telegrafou para São Paulo. No dia seguinte, às duas e meia da manhã, batiam a porta de sua casa o craque Leônidas da Silva e o treinador Vicente Feola. Ali começava uma nova vida para Ponce de Leon.

No dia 7 de abril de 1948, Ponce de Leon estreava no São Paulo, no amistoso com vitória de 3 x 0 sobre o Fluminense, substituindo, exatamente, Leônidas da Silva. O São Paulo jogou com Mário, Savério e Mauro; Azambuja (Armando), Bauer e Jacó; Santo Cristo, Lelé, Leônidas da Silva (Ponce de Leon), Remo e Leopoldo. Técnico: Vicente Feola.

No São Paulo ganhou os Campeonatos Paulistas de 1948 e 1949. O título de 1948 foi disputado ponto a ponto com o Santos. A consagração veio somente na última rodada, quando o São Paulo venceu o Nacional por 4 x 2, no dia 18 de dezembro, no Pacaembu. Ponce de Leon marcou dois gols.

A passagem pelo São Paulo foi considerada pelo jornal O Estado de S. Paulo como "o auge de sua carreira”.

Quando da inauguração do Maracanã, no dia 17 de junho de 1950, Ponce de Leon fez parte da seleção paulista de novos que derrotou a carioca da mesma categoria, por 3 x 1, marcando um dos gols. A Seleção Paulista formou com Oswaldo; Homero e Dema; Djalma Santos, Brandãozinho e Alfredo; Renato, Ponce de León (Carbone), Augusto, Rubens (Luizinho) e Brandãozinho II (Leopoldo).

Segundo o Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa, Ponce de Leon disputou 107 jogos pelo São Paulo, de 1948 a 1951, com 70 vitórias, 17 empates, 20 derrotas e 52 gols marcados.

No mesmo ano de 1951, transferiu-se para o Palmeiras, onde fez seu primeiro jogo em 17 de junho, no Pacaembu, marcando um dos gols na vitória de 3 x 1 sobre o Ipiranga, pelo Campeonato Paulista. O Palmeiras atuou com Oberdan, Salvador e Juvenal; Sarno, Luiz Villa e Dema; Lima, Aquiles, Ponce de León, Jair Rosa Pinto e Canhotinho. Técnico: Ventura Cambon.

Seu maior momento no Palmeiras foi a conquista da Copa Rio de 1951, um título que entrou para história do clube, disputado por oito clubes de renome internacional e que, até hoje, é motivo de disputas extracampo para ser reconhecido como o primeiro campeonato mundial de clubes.

Segundo o Almanaque do Palmeiras, de Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti, Ponce de Leon vestiu a camisa do alviverde de 1951 a 1953, em 64 jogos, com 34 vitórias, 12 empates, 18 derrotas e 27 gols marcados.

Depois que deixou o Palmeiras, Ponce de Leon ainda jogou no Ypiranga da capital paulista, de 1953 a 1953, Noroeste, de Bauru (1955 e 1956), Botafogo, de Ribeirão Preto (1956 e 1957), Ferroviária, de Araraquara (1957) e Comercial, da capital paulista, onde encerrou sua brilhante carreira em 1959.

Poderia ter uma vida melhor, caso não fosse um boêmio inveterado, onde gastava tudo que ganhava com mulheres e grandes festas.

Ponce de León foi casado com Dulce Rosalina, famosa chefe de torcida do Vasco da Gama, com quem teve dois filhos, Norival Cabral Ponce de Leon Filho e Maria de Lourdes. Segundo alguns diziam, as constantes brigas do casal por conta do fervor com que Dulce torcia pelo Vasco da Gama, foram as responsáveis pela separação do casal (Dulce Rosalina faleceu em 19 de janeiro de 2004).

Doente, Ponce de Leon ficou algum tempo internado no Hospital Santa Cruz, em São Paulo (SP), onde morreria de forma prematura, aos 37 anos, em 5 de junho de 1965.

 

Fontes consultadas:

Almanaque do Palmeiras

Almanaque do São Paulo

Mundo Esportivo

O Futebol no Botafogo 1904-1950

Jornal dos Sports

Revista do Esporte

Sport Ilustrado.

 

Fotos: Sport Ilustrado.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

FORMAÇÕES DO BOTAFOGO: 1955



Equipe do Botafogo que foi derrotada pelo Atlético Mineiro, em 27 de março de 1955, no estádio Independência, em Belo Horizonte (MG).

O jogo foi válido pelo torneio interestadual que ainda reuniu Náutico (PE) e Palmeiras (SP) e terminou com o placar favorável ao clube mineiro, por 3 x 2.

De pé, da esquerda para a direita: Gerson dos Santos, Ruarinho, Orlando Maia, Rubens Bimba, Danilo Alvim e Lugano.

Agachados, na mesma ordem: Neyvaldo, Quarentinha, Vinícius, Paulinho Omena e Hélio Pinto.