Jefferson começou no futebol nas categorias de base do Botafogo, de Ribeirão Preto
(SP), em 1988. No ano seguinte, conquistou o título de campeão paulista de juniores.
Ainda como jogador do Botafogo paulista, Jefferson foi titular da
lateral-esquerda da Seleção Brasileira de juniores que conquistou o Torneio de
Valencia, na Espanha. Na final, em 26 de agosto de 1990, o Brasil venceu a
União Soviética, por 2 x 0.
Depois de ser especulado no Fluminense, no final do ano de 1990, no começo do
ano seguinte ele estava contratado pelo Botafogo.
Quando o Campeonato Brasileiro de 1991 começou, na primeira rodada Jefferson
fez sua estreia na equipe principal. No dia 3 de fevereiro de 1991, no estádio
Municipal de Juiz de Fora (MG), o Botafogo venceu o Náutico (PE), por 2 x 0,
formando com Ricardo Cruz, Paulo Roberto, Gilson Jáder, André e Jefferson;
Pingo, Valdeir e Juninho; Vivinho (Sandro Ventura), Renato Gaúcho e Bujica.
Técnico: Valdyr Espinosa.
Mas, logo no jogo seguinte, 6 de fevereiro de 1991, contra a Portuguesa de
Desportos, se machucou e foi substituído por Renato Martins que, marcou um dos
gols da vitória de 2 x 0. Perdeu a vaga de titular e, somente a partir de 28 de
abril a recuperou. Participou de 48 jogos no ano de 1991.
Jogou pouco em 1992 (onze partidas) e no ano seguinte foi emprestado ao
Palmeiras (SP), onde estreou no dia 20 de fevereiro de 1993. Permaneceu mais
tempo na reserva (o titular era o Roberto Carlos) e fez parte do elenco do
Palmeiras que conquistou o campeonato paulista de 1993.
Foi emprestado ao Cerro Porteño, do Paraguai. O time, treinado por Paulo César
Carpeggiani, foi vice-campeão paraguaio e disputou a Taça Libertadores da
América. Retornou ao Botafogo em setembro de 1994 e disputou 19 jogos.
Disputou 34 jogos pelo Botafogo em 1995. No dia 29 de março de 1995, no Serra
Dourada, em Goiânia, disputou sua única partida pela Seleção Brasileira, contra
Honduras (1 x 1).
Antes do Campeonato Brasileiro de 1995, que o Botafogo conquistaria, Jefferson
foi emprestado ao Vasco da Gama, para disputar a mesma competição. A
curiosidade de sua participação é que o primeiro jogo foi contra o Santos, em
26 de agosto, e o último contra o Botafogo, em 6 de novembro, justamente os
dois times que decidiram o Campeonato Brasileiro de 1995.
Sua terceira passagem pelo Botafogo teve início no dia 28 de janeiro de 1996,
na vitória de 3 x 1 sobre o América, em São Januário, válido pela Taça Cidade
Maravilhosa, competição que o Botafogo se sagrou campeão após vencer seis jogos
(3 x 1 América, 2 x 0 Fluminense, 2 x 0 Olaria, 5 x 3 Vasco da Gama, 4 x 0
Bangu e 3 x 0 Madureira) e empatar um (2 x 2 Flamengo).
Ainda em 1996, Jefferson venceria o prestigiado torneio internacional Teresa Herrera,
com vitória sobre o La Coruña (2 x 1) e um sensacional 4 x 4 com a Juventus, da
Itália, decidido a favor do Botafogo, nos pênaltis.
Se tornaria campeão carioca em 1997 e do Torneio Rio-São Paulo de 1998, ano em
que disputou seu último jogo com a camisa do Botafogo, em 24 de maio de 1998,
com vitória sobre a Seleção do Vietname, por 2 x 1. Nesse jogo o Botafogo
formou com Wagner, Wilson Goiano (Dejair Brasília), Grotto, Marcelo Augusto e Jefferson;
Alemão, França, Fábio Augusto (Marcelo Alves) e Sérgio Manoel; Chiquinho e Tico
Mineiro (Marcos Aurélio). Técnico: Paulo Autuori.
Em sua passagem pelo Botafogo estão contabilizados 243 jogos disputados e nove
gols marcados.
Foi, então, para o Sport Recife, contratado como um dos reforços para o Campeonato
Brasileiro de 1998. Logo em sua estreia, no dia 2 de agosto, marcou um dos gols
da vitória de 2 x 0 sobre o Atlético Paranaense. O Sport fez boa campanha,
chegando na quinta colocação.
Em 1999, Jefferson acertou sua transferência para o Bahia, clube onde conseguiu
recuperar o protagonismo. No tricolor baiano, reencontrou o bom futebol,
tornou-se capitão da equipe de 1999 a 2001 e viveu grandes momentos. Foi
campeão baiano nos anos de 1999 e 2001 e da Copa do Nordeste de 2001. Disputou
173 jogos e marcou onze gols.
Em 2002 se transferiu para o Atlético Mineiro, onde teve curta passagem. Jogou
apenas oito partidas, entre os dias 19 de janeiro e 6 de março de 2002.
Logo depois, quando estava acertando sua transferência para o Juventude, de
Caxias do Sul (RS), Jefferson começou a sentir graves problemas de saúde. Após exames
detalhados, ele foi diagnosticado com a Síndrome de Behçet, uma doença autoimune
rara que causa inflamação nos vasos sanguíneos. A condição progrediu de forma agressiva,
comprometendo severamente seus movimentos e forçando o encerramento imediato de
sua carreira profissional. Desde então, ele conta com o suporte integral de seus
familiares e realiza tratamentos contínuos de fisioterapia para manter sua qualidade
de vida.






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