Começou nas categorias de base do Botafogo, onde foi campeão carioca de
infanto-juvenis em 1964 e de juvenis em 1966.
Sua estreia na equipe principal do Botafogo aconteceu no dia 1º de novembro de
1966, num amistoso no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), com empate de 0 x 0 com
o Atlético Mineiro. O Botafogo atuou com Manga, Joel, Zé Carlos, Dimas
(Paulistinha) e Rildo; Leônidas (Nei Conceição) e Gerson; Zélio (Rogério),
Humberto Redes, Sicupira e Helinho (Valdir Birigui). Técnico: Admildo Chirol.
Foram apenas três jogos no ano de 1966.
Em 1967 firmou-se como titular da equipe, disputando 52 jogos de um total de 60
do Botafogo no ano.
Sagrou-se campeão carioca e da Taça Guanabara no ano de 1967.
Diminuiu um pouco seu ritmo em 1968, quando esteve em 38 (marcando nove gols) dos
64 disputados pelo Botafogo, mas continuou conquistando títulos importantes,
como os da Taça Guanabara, Campeonato Carioca e o maior deles, a Taça Brasil
(posteriormente transformada em Campeonato Brasileiro).
Disputou 46 jogos em 1969, marcando 10 gols.
Em 1970 Rogério vivia excelente fase e chegou a viajar para o México como
titular cotado da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo. No entanto, uma
lesão muscular crônica às vésperas da competição forçou o seu corte da lista
final de atletas, abrindo espaço para Jairzinho assumir a posição. Mesmo fora
do elenco oficial, a pedido do capitão Carlos Alberto Torres, Rogério
permaneceu junto à delegação no México. Ele atuou na comissão técnica ao lado
de Carlos Alberto Parreira como observador técnico/olheiro (carinhosamente
chamado de "espião"), recolhendo informações táticas vitais sobre os
adversários do Brasil. Pela sua grande contribuição nos bastidores, recebeu o
título honorário de "23º jogador" da campanha do tricampeonato.
No ano de 1971 havia disputado apenas quatro jogos quando, em fevereiro de 1971,
foi envolvido numa troca por empréstimo de quatro meses com o Santos,
juntamente com seus companheiros de clube, Moreira e Ferretti, que levou Carlos
Alberto Torres para o Botafogo.
De volta ao Botafogo, em julho do mesmo ano foi cedido ao Flamengo, até março
de 1972, quando então foi contratado em definitivo pelo clube, sagrando-se
campeão carioca naquele ano.
Já dono do próprio passe, retornou ao Botafogo em novembro de 1974, a tempo de
disputar nove jogos e marcar um gol.
Nos dois anos seguintes, 1975 e 1976, foi bem menos atuante, disputando 17
jogos no primeiro e 11 no segundo (marcando quatro gols).
Sua última partida com a camisa do Botafogo foi em 27 de maio de 1976, no
amistoso realizado no Godofredo Cruz, em Campos (RJ) com derrota para o
Americano, por 2 x 1. Formou o Botafogo com Ubirajara Alcântara, Miranda,
Osmar, Nilson Andrade e Mauro Cruz; Carbone, Rubens Paraná (Luizinho Rangel) e
Mário Sérgio; Mazinho, Manfrini e Marco Aurélio (Rogério) (Chiquinho Pastor).
Nos dois períodos em que defendeu o Botafogo (o primeiro, de 1966 a 1971, e o
segundo de 1974 a 1976), disputou um total de 199 jogos, com 31 gols.
Após a interrupção precoce de sua promissora carreira no futebol devido a
problemas de saúde e lesões crônicas, Rogério redirecionou sua vida para o
universo intelectual e espiritual, construindo uma sólida trajetória como
advogado, mestre em filosofia, escritor e gestor educacional.
Rogério formou-se no curso de Ciências Jurídicas pelas Faculdades Integradas
Augusto Motta (SUAM), no Rio de Janeiro, em 1981. Concluiu uma pós-graduação
lato sensu focada em Ênfase e Ética pela Pontifícia Universidade Católica do
Paraná, em 2004. Mestrado em Filosofia (2009). Consolidou sua transição
acadêmica ao obter o título de Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo, em 2009.
Sua proximidade com a filosofia e com a espiritualidade o levou a ocupar cargos
de liderança no ambiente acadêmico privado. Rogério assumiu a função de Diretor-Geral
da Faculdade Messiânica, instituição de ensino superior localizada em São
Paulo. Em paralelo, atuou por anos como presidente da Fundação Mokiti Okada,
uma entidade voltada para projetos educacionais, de agricultura natural e de
promoção cultural.
Como escritor, ele canalizou seus estudos na filosofia clássica e na busca pela
verdade universal através de livros autorais, o primeiro deles em 1999.





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