Francisco de Jesus Fernandes, o Chiquinho Pastor (*), nasceu em Juiz de Fora
(MG), no dia 21 de agosto de 1946.
(*) o apelido "Pastor" não era apenas força de expressão. Ainda jovem,
enquanto jogava futebol, ele ingressou na Igreja Messiânica Mundial do Brasil (IMMB).
Após pendurar as chuteiras, ele se dedicou inteiramente à missão religiosa, tornando-se
ministro e, posteriormente, reverendo e vice-presidente da instituição no Rio de
Janeiro. Inclusive, ele foi o responsável por introduzir outros atletas no caminho
religioso, como o ex-companheiro de equipe Rogério.
Começou no infantil do Tupynambás, de sua cidade natal, onde o Botafogo foi buscá-lo
em 1964. No mesmo ano, sagrou-se campeão carioca juvenil, tendo participado de
21 dos 22 jogos que o Botafogo realizou na campanha para o título.
Realizado de 8 de julho a 6 de agosto de 1965 o IV Campeonato Brasileiro de
Futebol Juvenil foi vencido pela Seleção da Guanabara. Chiquinho integrou a
equipe que, na final, venceu São Paulo, por 1 x 0, gol de outro atleta
botafoguense, Afonsinho, na prorrogação (depois de empate em 0 x 0 nos 80
minutos regulamentares). Dirigido pelo técnico Valter Miraglia, conquistaram o
tetracampeonato
Também em 1965, Chiquinho sagrou-se campeão carioca de Aspirantes. Nos 14 jogos
do campeonato, o time do Botafogo utilizou 25 jogadores, porque foi sempre um
time a fornecer elementos para o time titular e que sofria modificações de jogo
para jogo. Nenhum jogador, para melhor caracterizar o quanto o time foi mexido,
chegou a participar dos 14 jogos. Chiquinho participou de 13 jogos e no único
que faltou jogou no time de cima, contra o Vasco da Gama, no dia 4 de dezembro
de 1965, no Maracanã, com vitória de 2 x 1. O Botafogo formou com Manga, Joel,
Chiquinho Pastor, Paulistinha e Rildo; Marcos e Gerson; Jairzinho, Roberto
Miranda, Sicupira e Arthur. Técnico: Daniel Pinto. Esse foi o seu primeiro jogo
oficial no Botafogo.
Três dias antes, Chiquinho Pastor jogaria pela primeira vez no time principal
do Botafogo, no dia 1º de dezembro de 1965, no amistoso com goleada de 11 x 0
sobre a Seleção de Niterói, na inauguração das novas instalações do estádio Caio
Martins. Atuou o Botafogo com Manga (Cao), Joel, Zé Carlos (Chiquinho Pastor),
Paulistinha (Mura) e Rildo (Dimas); Marcos (Afonsinho) e Gerson; Jairzinho,
Roberto Miranda, Sicupira e Arthur. Técnico: Daniel Pinto.
Em 1966, Chiquinho conquistou novamente o título de campeão carioca de juvenis
e não disputou partidas pela equipe principal.
Depois de disputar 17 jogos em 1967 (cinco oficiais e quinze amistosos), no ano
seguinte pôde comemorar seus primeiros títulos com o time principal do
Botafogo, ao vencer a Taça Guanabara, o Campeonato Carioca e Taça
Brasil/Campeonato Brasileiro.
Disputou 28 jogos em 1969 e poucos em 1970 (sete) e 1971 (nove).
Em março de 1971 Chiquinho foi trocado, juntamente com o ponteiro-esquerdo
Torino, pelo atacante do Grêmio, Paraguaio.
Em 1972 acertou com o Flamengo, onde permaneceu entre 1972 e 1974. Em agosto de
1974, retornou ao Botafogo, atuando pelo clube até 1976, quando obteve “passe
livre” em julho daquele ano.
Sua despedida do futebol aconteceu em 27 de maio de 1976, na derrota de 2 x 1
para o Americano, em amistoso realizado no estádio Godofredo Cruz, em Campos
(RJ). O Botafogo formou assim: Ubirajara Alcântara, Miranda, Osmar, Nilson
Andrade e Mauro Cruz; Carbone, Rubens Paraná (Luizinho Rangel) e Marco Aurélio
(Rogério) (Chiquinho); Mazinho, Manfrini e Mário Sérgio. Técnico: Paulo Amaral.
Chiquinho foi convocado para dois amistosos da Seleção Brasileira no ano de 1973:
no dia 27 de maio, no Maracanã, vitória de 5 x 0 sobre a Bolívia, e em 3 de
julho, em Argel, nova vitória, 2 x 0 sobre a Seleção da Argélia.
Em 2010, com 63 anos de idade, Chiquinho sofreu uma forte torção no joelho e teve
que iniciar tratamento, mas seu quadro evoluiu para uma infecção generalizada que
não pode ser revertida, levando-o ao falecimento em São Paulo (SP), no dia 14
de abril.
Chiquinho era irmão do ponta-direita Cafuringa.





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