Iniciou sua formação nas categorias de base do Club Atlético Temperley. Ainda
jovem, transferiu-se para o Boca Juniors, onde fez parte do elenco profissional
que conquistou o Campeonato Argentino de 1940. Depois jogou no Platense, para
onde foi emprestado, e retornou ao Boca Juniors em 1944, voltando a conquistar
o Campeonato Argentino.
Sua passagem pelo Boca Juniors também ficou marcada por um episódio tenso: uma
dura falta cometida por ele em uma partida da equipe reserva contra o Lanús
gerou uma briga generalizada que infelizmente culminou em incidentes graves
fora de campo, que resultou nas primeiras mortes registradas de torcedores
(alvejados por um policial quando invadiam o campo).
No dia 11 de julho de 1944, antes de completar 22 anos, Valsecchi mudou-se para
o Brasil, desembarcando no Rio de Janeiro, cedido por empréstimo ao Botafogo.
Fez sua estreia no dia 22 de julho de 1944, em jogo válido pelo Campeonato
Carioca, no estádio da Laranjeiras, com derrota de 1 x 0 para o Fluminense. Formou
o Botafogo com Ary, Ivan e Lusitano; Negrinhão, Papetti e Zarcy; Lula, Geninho,
Heleno de Freitas, Valsecchi e Franquito. Técnico: Ítalo Fratezzi (Bengala).
No jogo seguinte, marcou os dois gols da vitória de 2 x 1 sobre o Madureira.
Disputou 13 jogos em 1944, marcando oito gols. Apesar dos bons números, não se adaptou
à posição de meia-esquerda em que foi colocado no Botafogo (o titular do centro
do ataque era Heleno de Freitas), não se consolidando como titular absoluto da
equipe e, também por não alcançar sua melhor forma física, retornou para a
Argentina em novembro de 1944, ao fim do empréstimo.
Defendeu depois o Chacarita Juniors e o Temperley, ambos da Argentina.
Voltou ao Alvinegro carioca em 1946, mas novamente teve uma curta passagem pelo
clube. Foram quatro jogos em 1946 (com seis gols) e apenas dois em 1947 (com
mais dois gols).
Disputou 19 jogos pelo Botafogo, marcando 16 gols.
Sua última partida com a camisa do Botafogo foi em 29 de janeiro de 1947, com
derrota de 3 x 2 para o Atlético Mineiro, para onde se transferiu logo em
seguida. Teve outra passagem curta, disputando apenas dez partidas e marcando três
gols ao longo daquela temporada no alvinegro de Minas Gerais.
Logo depois, defendeu outro clube mineiro, o América, de Belo Horizonte (MG),
onde viveu sua melhor fase. Pelo América, sagrou-se campeão mineiro de 1948.
O último clube defendido por Valsecchi foi o Ciclista Lima, do Peru.
Após encerrar a sua trajetória dentro das quatro linhas, Valsecchi também
trabalhou no meio esportivo exercendo a função de Diretor Técnico.
Ele faleceu em 4 de julho de 1972.




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