Carreira no Futebol
Antes de se profissionalizar, Bianchini chegou a trabalhar como pedreiro,
enquanto estudava Contabilidade. Seu talento surgiu no Cordeiro Futebol Clube,
chamando a atenção de grandes equipes.
O primeiro grande clube a contratar Bianchini foi o Bangu, do Rio de Janeiro,
onde ele jogou de 1960 a 1964. Foi o artilheiro do Campeonato Carioca de 1963,
balançando as redes 18 vezes.
Seu passe havia sido negociado pelo Bangu em janeiro de 1965 com o América, do
México. No final do mesmo mês, transferiu-se para o Botafogo, numa troca pelo
meio-de-campo botafoguense Arlindo, que interessava ao clube mexicano.
Poucos dias depois, em 9 de fevereiro de 1965, fez sua estreia no Botafogo, no
amistoso com vitória sobre o Puebla, do México (5 x 2), na cidade do mesmo
nome. O Botafogo atuou com Manga (Hélio), Mura, Zé Carlos, Paulistinha e Rildo
(Dimas); Elton (Didi) e Gerson; Sicupira, Roberto, Jairzinho (Humberto Redes) e
Zagalo (Bianchini). Técnico: Geninho.
Sua despedida do Botafogo aconteceu em 29 de março de 1966, com derrota de 3 x
1 para a Seleção da Argentina, no estádio do River Plate, em Buenos Aires,
Argentina. O Botafogo jogou com Manga, Paulistinha, Zé Carlos, Dimas e Rildo
(Adevaldo);
Elton e Gerson; Sicupira, Parada, Bianchini (Marcos) e Afonsinho (Humberto
Redes). Técnico: Admildo Chirol.
Nos dois anos que passou no Botafogo foram 57 jogos e 23 gols marcados.
Ajudou na conquista do Torneio Rio-São Paulo de 1966.
Em abril deste ano transferiu-se para o Vasco da Gama, onde jogou de 1966 a
1969. Nesse período, atuou por empréstimo no Atlético Mineiro durante o ano de
1967.
Após breve passagem pelo Flamengo (RJ) - 1969 e 1970 (um jogo apenas neste ano),
vestiu por curtos períodos as camisas do Sport Recife (PE) e do São José (SP) -
apenas seis jogos em 1971.
De 1971 a 1973 esteve no futebol do exterior. Jogou pelo Red Star, da França, e
encerrou sua trajetória profissional no Puebla, do México.
Bianchini chegou a defender a Seleção Brasileira em três partidas oficiais no
ano de 1965.
Após pendurar as chuteiras, ele retornou à sua cidade natal, Cordeiro, onde
trabalhou como revelador de talentos, técnico profissional, comerciante e se
engajou na política local (exerceu o cargo de Vereador por dois mandatos
seguidos e ocupava a presidência do Diretório Municipal do PFL, quando faleceu
em 27 de outubro de 2005, em Nova Friburgo (RJ), aos 65 anos de idade.



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