segunda-feira, 28 de setembro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Bianchini


Adhemar Bianchini de Carvalho nasceu em Cordeiro, Rio de Janeiro, no dia 28 de setembro de 1940.
Carreira no Futebol
Antes de se profissionalizar, Bianchini chegou a trabalhar como pedreiro, enquanto estudava Contabilidade. Seu talento surgiu no Cordeiro Futebol Clube, chamando a atenção de grandes equipes.
O primeiro grande clube a contratar Bianchini foi o Bangu, do Rio de Janeiro, onde ele jogou de 1960 a 1964. Foi o artilheiro do Campeonato Carioca de 1963, balançando as redes 18 vezes.
Seu passe havia sido negociado pelo Bangu em janeiro de 1965 com o América, do México. No final do mesmo mês, transferiu-se para o Botafogo, numa troca pelo meio-de-campo botafoguense Arlindo, que interessava ao clube mexicano.
Poucos dias depois, em 9 de fevereiro de 1965, fez sua estreia no Botafogo, no amistoso com vitória sobre o Puebla, do México (5 x 2), na cidade do mesmo nome. O Botafogo atuou com Manga (Hélio), Mura, Zé Carlos, Paulistinha e Rildo (Dimas); Elton (Didi) e Gerson; Sicupira, Roberto, Jairzinho (Humberto Redes) e Zagalo (Bianchini). Técnico: Geninho.

Sua despedida do Botafogo aconteceu em 29 de março de 1966, com derrota de 3 x 1 para a Seleção da Argentina, no estádio do River Plate, em Buenos Aires, Argentina. O Botafogo jogou com Manga, Paulistinha, Zé Carlos, Dimas e Rildo (Adevaldo);
Elton e Gerson; Sicupira, Parada, Bianchini (Marcos) e Afonsinho (Humberto Redes). Técnico: Admildo Chirol.
Nos dois anos que passou no Botafogo foram 57 jogos e 23 gols marcados.
Ajudou na conquista do Torneio Rio-São Paulo de 1966.
Em abril deste ano transferiu-se para o Vasco da Gama, onde jogou de 1966 a 1969. Nesse período, atuou por empréstimo no Atlético Mineiro durante o ano de 1967.
Após breve passagem pelo Flamengo (RJ) - 1969 e 1970 (um jogo apenas neste ano), vestiu por curtos períodos as camisas do Sport Recife (PE) e do São José (SP) - apenas seis jogos em 1971.
De 1971 a 1973 esteve no futebol do exterior. Jogou pelo Red Star, da França, e encerrou sua trajetória profissional no Puebla, do México.

Bianchini chegou a defender a Seleção Brasileira em três partidas oficiais no ano de 1965.

Após pendurar as chuteiras, ele retornou à sua cidade natal, Cordeiro, onde trabalhou como revelador de talentos, técnico profissional, comerciante e se engajou na política local (exerceu o cargo de Vereador por dois mandatos seguidos e ocupava a presidência do Diretório Municipal do PFL, quando faleceu em 27 de outubro de 2005, em Nova Friburgo (RJ), aos 65 anos de idade.




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