sexta-feira, 31 de julho de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Scala


Luiz Carlos Scala Loureiro nasceu na cidade de Rio Grande (RS) em 31 de julho de 1940.
Começou no futebol juvenil do S. C. Rio Grande, em 1956. Profissionalizou-se no rival local, o F. C. Riograndense, onde jogou de 1960 a 1964.
Transferiu-se para o Internacional no fim de 1964. Formou uma dupla de zaga lendária ao lado de Pontes. Conquistou o tricampeonato gaúcho (1969 a 1971).
Em 1968 disputou sua única partida pela Seleção Brasileira, em 17 de dezembro, quando entrou no lugar de Jurandir no empate com a Iugoslávia por 3 x 3.
Seu desempenho pelo clube de Porto Alegre o fez ser pré-convocado para a Copa do Mundo de 1970, porém uma fratura no tornozelo o tirou da competição, deixando-o por muito tempo afastado.
Sem ambiente no Internacional (em 1971 jogou apenas três meses), em janeiro de 1972, dizendo que o Botafogo estava interessado em contratá-lo, Scala pediu rescisão de seu contrato com o Internacional.

No dia 24 de janeiro chegou ao Botafogo e após ser aprovado nos exames médico e físico, assinou contrato com o clube.
Passou a brigar por uma posição no time titular. A zaga do Botafogo contava com o tricampeão mundial Brito, com Osmar Guarnelli e ainda com Djalma Dias. Não foi fácil chegar à titularidade na equipe.
No dia 26 de janeiro, fez o seu primeiro coletivo no Botafogo, formando a dupla de área com Brito.
Não seguiu com a delegação do Botafogo para uma excursão à Africa e Europa, que só terminaria em 9 de fevereiro. Ficou no Rio de Janeiro buscando aprimorar sua forma física.
Sua estreia somente aconteceria no dia 24 de abril de 1972, em São Januário, no empate em 0 x 0 com o Olaria, jogo válido pelo Campeonato Carioca. O Botafogo formou com Wendell, Mauro Cruz, Scala, Osmar e Waltencir; Nei Conceição e Luiz Cláudio; Roberto Carlos, Careca, Paraguaio e Rildo.
Sua última partida pelo Botafogo foi em 18 de julho de 1973, no Maracanã, contra o Bonsucesso, com empate em 0 x 0, também válido pelo Campeonato Carioca. A equipe botafoguense atuou com Wendell, Waltencir, Scala, Osmar e Marinho Chagas; Carlos Roberto e Nei Conceição (Ademir Vicente); Zequinha, Ferretti, Fischer e Dirceu.
No dia 9 de agosto de 1973, após seu último treino no Botafogo, recebeu passe livre.
No total, foram 49 jogos com a camisa do Botafogo, 25 em 1972 e 24 em 1973, sem marcar gols.
No Botafogo foi vice-campeão brasileiro de 1972 e disputou a Taça Libertadores da América de 1973. Nessa competição, um fato curioso: em jogo tenso contra o Cerro Porteño, no Paraguai, Scala foi expulso de forma inusitada. Ele puxou a bola um pouco mais para trás porque o árbitro permitiu que a barreira adversária ficasse muito perto, o que foi considerado um desrespeito pela arbitragem.
Quando o América, de Natal (RN), estava procurando reforços para o Campeonato Brasileiro de 1973, seu treinador Sebastião Leônidas pediu que o clube contratasse Scala.
Em 15 de agosto de 1973 o Botafogo concordou em ceder sem qualquer ônus três jogadores ao América de Natal, um deles, Scala.
Scala encerrou sua trajetória nos gramados atuando pelo América em 1974.
Estava na equipe titular que conquistou o título de campeão potiguar invicto em 11 de dezembro de 1974, na final contra o rival ABC. O técnico era Sebastião Leônidas.
No mês de fevereiro de 1975, Scala decidiu encerrar sua trajetória como jogador profissional.
Permaneceu ligado ao futebol como treinador, tentando a carreira nas principais equipes do Rio Grande do Norte: América, ABC e Alecrim. Com personalidade forte, Scala não admitia qualquer interferência em seu trabalho, o que lhe custou alguns dissabores com os dirigentes locais.
Apaixonado pela cidade, Scala continuou no mundo da bola como comentarista esportivo e paralelamente fundou uma corretora de imóveis.

Faleceu em 10 de outubro de 2007, aos 67 anos, na cidade de Natal.





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