Começou no futebol juvenil do S. C. Rio Grande, em 1956. Profissionalizou-se no
rival local, o F. C. Riograndense, onde jogou de 1960 a 1964.
Transferiu-se para o Internacional no fim de 1964. Formou uma dupla de zaga lendária
ao lado de Pontes. Conquistou o tricampeonato gaúcho (1969 a 1971).
Em 1968 disputou sua única partida pela Seleção Brasileira, em 17 de dezembro, quando
entrou no lugar de Jurandir no empate com a Iugoslávia por 3 x 3.
Seu desempenho pelo clube de Porto Alegre o fez ser pré-convocado para a Copa do
Mundo de 1970, porém uma fratura no tornozelo o tirou da competição, deixando-o
por muito tempo afastado.
Sem ambiente no Internacional (em 1971 jogou apenas três meses), em janeiro de
1972, dizendo que o Botafogo estava interessado em contratá-lo, Scala pediu
rescisão de seu contrato com o Internacional.
No dia 24 de janeiro chegou ao Botafogo e após ser aprovado nos exames médico e
físico, assinou contrato com o clube.
Passou a brigar por uma posição no time titular. A zaga do Botafogo contava com
o tricampeão mundial Brito, com Osmar Guarnelli e ainda com Djalma Dias. Não
foi fácil chegar à titularidade na equipe.
No dia 26 de janeiro, fez o seu primeiro coletivo no Botafogo, formando a dupla
de área com Brito.
Não seguiu com a delegação do Botafogo para uma excursão à Africa e Europa, que
só terminaria em 9 de fevereiro. Ficou no Rio de Janeiro buscando aprimorar sua
forma física.
Sua estreia somente aconteceria no dia 24 de abril de 1972, em São Januário, no
empate em 0 x 0 com o Olaria, jogo válido pelo Campeonato Carioca. O Botafogo
formou com Wendell, Mauro Cruz, Scala, Osmar e Waltencir; Nei Conceição e Luiz
Cláudio; Roberto Carlos, Careca, Paraguaio e Rildo.
Sua última partida pelo Botafogo foi em 18 de julho de 1973, no Maracanã, contra
o Bonsucesso, com empate em 0 x 0, também válido pelo Campeonato Carioca. A
equipe botafoguense atuou com Wendell, Waltencir, Scala, Osmar e Marinho
Chagas; Carlos Roberto e Nei Conceição (Ademir Vicente); Zequinha, Ferretti,
Fischer e Dirceu.
No dia 9 de agosto de 1973, após seu último treino no Botafogo, recebeu passe
livre.
No total, foram 49 jogos com a camisa do Botafogo, 25 em 1972 e 24 em 1973, sem marcar
gols.
No Botafogo foi vice-campeão brasileiro de 1972 e disputou a Taça Libertadores da
América de 1973. Nessa competição, um fato curioso: em jogo tenso contra o
Cerro Porteño, no Paraguai, Scala foi expulso de forma inusitada. Ele puxou a
bola um pouco mais para trás porque o árbitro permitiu que a barreira
adversária ficasse muito perto, o que foi considerado um desrespeito pela
arbitragem.
Quando o América, de Natal (RN), estava procurando reforços para o Campeonato
Brasileiro de 1973, seu treinador Sebastião Leônidas pediu que o clube
contratasse Scala.
Em 15 de agosto de 1973 o Botafogo concordou em ceder sem qualquer ônus três
jogadores ao América de Natal, um deles, Scala.
Scala encerrou sua trajetória nos gramados atuando pelo América em 1974.
Estava na equipe titular que conquistou o título de campeão potiguar invicto em
11 de dezembro de 1974, na final contra o rival ABC. O técnico era Sebastião
Leônidas.
No mês de fevereiro de 1975, Scala decidiu encerrar sua trajetória como jogador
profissional.
Permaneceu ligado ao futebol como treinador, tentando a carreira nas principais
equipes do Rio Grande do Norte: América, ABC e Alecrim. Com personalidade forte,
Scala não admitia qualquer interferência em seu trabalho, o que lhe custou alguns
dissabores com os dirigentes locais.
Apaixonado pela cidade, Scala continuou no mundo da bola como comentarista esportivo
e paralelamente fundou uma corretora de imóveis.





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