Renato Trindade de Souza nasceu no dia 16 de abril de 1953, na cidade de
Alegrete, no Rio Grande do Sul.
Iniciou sua carreira de jogador em 1971, atuando como volante no Internacional,
de Porto Alegre (RS). Foi campeão gaúcho juvenil, vice-campeão brasileiro e da
Copinha.
No ano seguinte se transferiu para o Flamengo (RJ), onde atuou no time campeão
juvenil carioca, que tinha Zico, Rondinelli, Cantarele, Vanderlei Luxemburgo e
Rui Rei, entre outros. Foi quando estourou a idade de amador e começou uma
verdadeira romaria pelo Brasil.
Defendeu: XV de Piracicaba-SP (1973), América, de São José do Rio Preto-SP
(1974), Marília-SP (1975), Associação Alegrete-RS (1976 - onde teve uma lesão
séria de ligamentos, que causou o rompimento do contrato, não chegando a jogar
no clube), Comerciário, de Criciúma-SC (1976 e 1977), América-RJ (1978), Estrela
do Norte-ES (1978), Flamengo-PI (1979), Campo Grande-RJ (1979), Operário, de
Ponta Grossa-PR (1979 e 1980 - sofreu outra lesão séria e mais uma vez teve seu
contrato rescindido), Iguaçu-PR (1980 e 1981), Bangu-RJ (1982) e Rio Negro-AM
(1982), onde pendurou as chuteiras, sagrando-se campeão amazonense.
Formou-se pela Faculdade de Educação Física do Rio de Janeiro - Universidade
Castelo Branco (1983/1987) e fez diversos cursos na área esportiva, sempre
ligados ao futebol, táticas e arbitragem. Formou-se na ESEFEX como Auxiliar
Técnico de Futebol.
Outro curso foi o de treinador de futebol para ex-atletas promovido pela AGAP -
Associação de Garantia ao Atleta Profissional, reconhecido pelo Ministério da
Educação e Cultura - MEC, que formou excelentes treinadores, como os casos de
Renato Trindade, Gil, Jaime, Fred, Cantarele, Liminha e Edinho, dentre outros.
Foi editor esportivo do Jornal da Manhã, de Ponta Grossa-PR e realizou o
Primeiro Seminário de Educação Física do Paraná, em Curitiba.
Renato Trindade começou sua carreira de técnico em 1985, dirigindo as equipes
de base do Botafogo. Até 1987 seria também o responsável pelo time juvenil. Foi
nesta temporada que fez um estágio, em São Paulo, com o técnico Cilinho.
Em 1988 foi Auxiliar Técnico de Edu Coimbra no América, durante o Campeonato
Carioca.
No ano seguinte, transferiu-se para o Botafogo, fazendo parte da Comissão
Técnica como Preparador Físico na campanha do bicampeonato carioca, juntamente
com Edu Coimbra e Sebastião Leônidas.
Em 1991 voltou a ser o treinador do juvenil do Botafogo. No mesmo ano teve a
primeira oportunidade em equipes profissionais. Em junho deste ano, assumiu o
cargo de treinador do Olaria durante a Taça Rio, com resultados surpreendentes,
como a vitória de 2 x 1 sobre o Fluminense, em pleno estádio das Laranjeiras.
Depois, em outubro de 1991, assumiu o Madureira como sétimo colocado da Segunda
Divisão do Rio de Janeiro, levando-o à Primeira, junto com o Volta Redonda.
Em 1992 assegurou a participação do clube no hexagonal decisivo da II Taça
Cidade do Rio de Janeiro. Inexplicavelmente, deixou o Madureira em julho de
1992, substituído por Roberto Pinto.
Ainda em 1992, passou a treinar o Americano, de Campos (RJ), permanecendo em
1993, até que voltou ao Madureira, reconduzindo-o à Primeira Divisão.
Em 1994, foi considerado técnico revelação do Campeonato Carioca, treinando o Madureira
e levando o tricolor suburbano a uma boa campanha. Despertou o interesse do
Botafogo, que o contratou em maio de 1994, logo após o encerramento do
campeonato estadual, já pensando em sua participação no Campeonato Brasileiro.
Sua estreia no comando do Botafogo aconteceu em 9 de junho de 1994, em Juiz de
Fora (MG), no amistoso contra o combinado Tupi/Manchester, com empate em 1 x 1.
O Botafogo fez uma boa campanha no Campeonato Brasileiro de 1994, finalizando
na quinta posição entre os 24 participantes. Foram 27 jogos, com 13 vitórias, 6
empates e 8 derrotas.
Quando muitos pensavam que Renato Trindade ia deslanchar no comando técnico do
Botafogo, veio o campeonato carioca de 1995. Fez muitas experiências nas seis
primeiras rodadas, que geraram a sua queda da direção do Botafogo. Em seis
rodadas no Estadual, saiu jogando com seis formações diferentes.
Seu último jogo foi em 16 de fevereiro de 1995, em Moça Bonita, na derrota de 1
x 0 para o América, válido pelo Campeonato Carioca
Foram 45 jogos no comando do Botafogo, com 21 vitórias, 14 empates e 10
derrotas.
Não demorou para ser treinador do Bragantino no Campeonato Paulista do mesmo
ano.
Ainda comandou os seguintes clubes: América-RJ (1996), Desportiva
Ferroviária-ES (1996), Sharjah Footbal Club, dos Emirados Árabes (1997), América-RJ
(1998), América-RN (1998), Ceará-CE (1999), Volta Redonda-RJ (2000), Tupi-MG
(2001), Macaé-RJ (2002), Democrata GV-MG (2003), Canoinhas-SC (2005), Madureira-RJ
(2005 e 2006), São José-RS (2008), Flamengo-Sub 23 (2010), América-RJ (2001,
como Auxiliar Técnico) e Blumenau-SC (2016).
De 2018 a 2024 teve atuação ligada à formação esportiva e a projetos sociais,
com destaque para a APOE (Associação Peneira Olímpica de Esportes), integrada
pelos projetos Saltando para o Futuro e Futebol Cidadão, destinados ao preparo
de futuros atletas, de forma gratuita, oriundos principalmente das camadas de
baixa renda.






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