quarta-feira, 29 de abril de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Zé Carlos



José Carlos Pessanha nasceu em Campos (RJ), no dia 29 de abril de 1955.
Aos 13 anos, Zé Carlos fugia dos estudos para disputar pelada nos campinhos do bairro Nova Brasília, em Campos, onde morava com a família.
Já com 15 anos, Zé Carlos recebeu convite para ser goleiro do Nova Brasília Futebol Clube. Até então jogava como lateral-direito, mas com o passar do tempo foi gostando da nova posição.
Gato, irmão de Pinheiro, foi à casa de Zé Carlos conversar com seus pais, pois queria levar o menino para o infanto-juvenil do Fluminense.
Quase na mesma época, apareceu na casa de Zé Carlos o Alair, que foi goleiro juvenil do Botafogo, e acertou tudo.
Em 1972, Zé Carlos chegou ao Rio de Janeiro, para se apresentar a Neca, responsável pelos testes nas categorias inferiores. Não demorou para assinar seu primeiro contrato.
Levou tempo para estrear, mas desde muito cedo demonstrou muita dedicação e seriedade nos treinos, além de uma personalidade forte.
Em 1973 era o titular do gol do Botafogo que conquistou o Torneio Internacional de Croix (juvenil), na França.
Na reserva do goleiro Carlos, da Ponte Preta, Zé Carlos integrou a Seleção Brasileira de Novos que disputou e venceu o Torneio Internacional de Cannes, França, realizado de 12 a 15 de abril de 1974.
No dia 3 de agosto de 1974, no Maracanã, fez sua estreia no time principal do Botafogo, no empate em 0 x 0 com o Bonsucesso, válido pelo Campeonato Carioca. Foram apenas três jogos neste ano.
Foi convocado para a Seleção Brasileira de 1975 que participou dos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México, quando o Brasil dividiu a medalha de ouro com os anfitriões. Seu único jogo foi em 17 de outubro de 1975, com uma super goleada sobre a Nicarágua, por 14 x 0.
No ano seguinte, novamente na condição de reserva de Carlos, foi um dos jogadores convocados para a Seleção Brasileira que disputou os Jogos Olímpicos de Montreal (Canadá). Participou de apenas uma partida, em 27 de julho de 1976, com vitória de 4 x 1 sobre Israel (substituindo Carlos). O Brasil terminou na quarta colocação, eliminado nas semifinais pela Polônia.
Na Seleção Brasileira (Sub-23 e Olímpica), Zé Carlos disputou nove partidas e sofreu seis gols.
Zé Carlos foi o goleiro do Botafogo na série invicta de 52 jogos (31 vitórias e 21 empates) - de 21 de setembro de 1977 a 16 de agosto de 1978 - quando participou de todas as partidas.
Em 1978, foi indicado como o melhor goleiro daquele ano para receber o troféu da revista Manchete Esportiva.
O último jogo de Zé Carlos no Botafogo foi em 8 de abril de 1979, com derrota de 2 x 0 para o Vasco da Gama, jogo válido pelo Campeonato Carioca Especial.
Pouco tempo depois desse jogo, o carro em que Zé Carlos dirigia se chocou com um outro veículo que vinha na contramão. Fraturou o fêmur em quatro partes e teve a articulação do joelho destruída. Ficaria parado por dois anos.
Ao regressar, defendeu o América-RJ e o Rio Branco, de Vitória (ES).
Após boa passagem pelo Colorado, encerrou a carreira aos 32 anos pelo 9 de Julho, de Cornélio Procópio (PR).
No Botafogo, Zé Carlos disputou um total de 148 jogos, com 89 vitórias, 38 empates e 21 derrotas.
Começou sua nova carreira de treinador de goleiros no Atlético Paranaense e, ainda, no Paraná, trabalhou no Coritiba. Em São Paulo, passou pelo Ituano e União São João, de Araras.
Em 1995, foi convidado pelo treinador Carbone a trabalhar nos Emirados Árabes e, desde então, não voltou ao Brasil.

Fontes:
Revista Placar.
Livro Atletas Olímpicos Brasileiros.








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