sábado, 26 de março de 2011

O PRIMEIRO JOGO INTERESTADUAL DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL


Patrocinado pela Federação Paulista de Futebol, realizou-se no dia 15 de outubro de 1933, à tarde, no campo do C. A. Juventus, um encontro amistoso entre o selecionado oficial daquela Federação e o primeiro quadro do Botafogo F. C., do Rio de Janeiro.
Era uma partida em torno da qual reinava grande interesse, considerando-se o fato de ser a primeira vez que iria atuar a seleção de amadores de São Paulo e contra um conjunto que muito se tem imposto na Capital da República, tendo sido o campeão carioca do último ano.
Entretanto, a partida não correspondeu à expectativa. Ambos os contendores tiveram atuação que muito deixou a desejar. Foi completamente falho de técnica, se bem que equilibrado, motivo porque, achamos que um empate seria um resultado mais justo.
Os dois quadros agiram, em verdade, com muito entusiasmo, mas quase completamente desorientados. Os passes trocados entre os 22 elementos, com raras exceções, eram indecisos e falhos. Tivemos mesmo a impressão que muitos jogadores se encontram bem fora de forma, quer no onze paulista, quer no carioca.
Momentos houve, não resta dúvida, em que algumas jogadas puderam empolgar a pequena assistência, mas esses momentos eram logo desfeitos com um chute desorientado de algum jogador.
Poucas foram as avançadas, de ambas as partes, que terminaram com bom arremate e, conseqüentemente, puderam proporcionar defesas perigosas.
A linha atacante dos guanabarinos, sem o concurso de Nilo e Paulinho, não se entendia. Somente Carvalho Leite teve ocasião de demonstrar que ainda possui um jogo mais ou menos técnico, com os seus passes sempre bem orientados, mas inutilizados por seus companheiros.
O quinteto atacante paulista teve em Raul e Barão os seus dois melhores homens.
Foi, como vemos, uma partida onde a técnica foi substituída pela grande vontade de vencer de que se achavam possuídos os jogadores em campo.
Arbitrou o encontro o Sr. Mário Passerotti, cuja atuação foi bastante fraca. Mostrou-se, não poucas vezes, indeciso, o que prejudicou sobremaneira o desenvolver do prélio. Anulou um tento marcado por Carvalho Leite, ponto esse que, ao nosso ver, foi bastante lícito, para, logo a seguir, consignar um dos paulistas, marcado por Pupo, quando este jogador se encontrava em visível impedimento.

OS QUADROS

Os conjuntos jogaram com as seguintes organizações:
BOTAFOGO: Victor, Ludovico e Vicente; Mosqueira, Ariel e Pamplona; Átila (Waldyr), Eloy, Carvalho Leite, Jayme e Pirica.
FEDERAÇÃO PAULISTA: José Roberto, Nenucho e Segalla; Nerino, Dudu e Munhoz; Raul, Barão, Miguel, Ratto e Pupo.

Fonte: Folha da Noite, 16.10.1933.

Notas do Jornal do Brasil:
1. Com seis minutos de jogo, Raul marca o primeiro gol da seleção paulista;
2. Aos trinta e três minutos, Segalla tem uma indecisão, do que se aproveita Carvalho Leite para empatar;
3. O primeiro tempo termina com empate em 1 x 1;
4. Carvalho Leite fez um gol que o árbitro anulou por impedimento;
5. Nos últimos momentos do jogo, Pupo consegue fazer o segundo ponto dos paulistas. O segundo tento os locais foi feito quando Pupo estava em impedimento e o árbitro não assinalou.

sexta-feira, 4 de março de 2011

JOGOS INESQUECÍVEIS: BOTAFOGO 4 x 4 SÃO CRISTÓVÃO


Esta partida válida pelo Campeonato Carioca de 1928, travou-se no campo da rua Figueira de Melo, perante grande assistência, no dia 27 de maio.
A partida preliminar, muito movimentada, terminou com o empate de 2 x 2.
Para o jogo principal os dois quadros se alinharam sob as ordens do árbitro Alberto Costa, do Vasco da Gama, com as seguintes escalações:
SÃO CRISTÓVÃO: Balthazar, Jaburu e Zé Luiz; Waldo, Henrique e Ernesto; Tinduca, Renato, Vicente, Arthur e Theophilo.
BOTAFOGO: Clóvis, Otacílio e Alemão; Cotia, Aguiar e Pamplona; Henrique, Benedito, Rogério, Aché e Claudionor.
O jogo foi iniciado com forte ataque do São Cristóvão, que conquistou seu primeiro ponto nos primeiros minutos, por intermédio de Renato.
O mesmo jogador conquistou, de forma belíssima, o segundo ponto, seis minutos após.
O Botafogo reage, mas sua linha arremata pessimamente. Batendo com violência uma falta, Rogério conquistou o primeiro ponto do Botafogo.
Reage o São Cristóvão e meio minuto após Arthur conquista mais um ponto.
Termina o primeiro tempo com a contagem de 3 x 1 a favor do São Cristóvão.
Para o segundo tempo, ambas as equipes sofreram modificações: no Botafogo, entrou Juca no lugar de Aché e, no São Cristóvão, Lúcio substituiu Jaburu, que saíra de campo machucado, sem ser substituído.
Nessa fase, o Botafogo atacou formemente, numa formidável reação, enquanto o São Cristóvão se desnorteava, fracassando alguns de seus jogadores, inclusive o goleiro Balthazar que, numa defesa infeliz, permitiu que Juca conquistasse, aos três minutos de jogo, o segundo ponto botafoguense.
O jogo manteve-se animado, atacando sempre o Botafogo e fazendo perigar constantemente o posto contrário. O São Cristóvão organizou alguns ataques que, ou eram mal arrematados, ou eram aparados pelo triângulo final contrário.
Aos 33 minutos de jogo, Claudionor conquistou o ponto do empate e seis minutos Juca conquistou o quarto ponto do Botafogo.
Por essa ocasião, vários assistentes entraram em campo, entusiasmados, para felicitar o autor do quarto ponto. Esse gesto, infeliz, gerou um atrito sério entre essas pessoas e os jogadores locais, degenerando o incidente em um conflito, que estendeu até as arquibancadas, onde a polícia teve de entrar em ação para acalmar os ânimos, fazendo algumas prisões.
Por esse motivo, esteve o jogo interrompido por 10 minutos. Recomeçado, entrou no quadro do São Cristóvão Luiz Villares em lugar de Renato. O clube local procura recuperar a vitória.
Bate-se um corner contra o Botafogo sob os protestos de seus jogadores. Henrique conquista, então, o quarto ponto local, empatando novamente a partida.
Cinco minutos depois termina a partida com um empate de 4 x 4.

Fonte: Folha da Manhã


domingo, 27 de fevereiro de 2011

NÃO FOI SÓ O RIVER PLATE, DE CARMÓPOLIS!!!


No dia 5 de março de 1996, o Botafogo estreava na Copa do Brasil daquele ano. No estádio Albertão, em Teresina, Piauí, enfrentou o Cori-Sabbá, campeão piauiense de 1995. Resultado final, Cori-Sabbá 1 x 0 Botafogo, gol de Bitonho.
Jogou o Botafogo com Wagner, Perivaldo, Wilson Gottardo, Gonçalves e Jefferson (Paulo Roberto); Souza (Silas), Jamir, Dauri e Marcelo Alves; Mauricinho e Túlio. Técnico: Marinho Peres.
O Cori-Sabbá venceu com Álvaro, Denis, Carlos Silva, Dilvan e Júlio César; Valdo, Bitonho, Paulo Peixe e Filinho; Andrade e Walberto. Técnico: Silvio Camilo Lemes.
O árbitro foi César Augusto Sarmento. 10.383 torcedores estiveram presentes ao estádio, propiciando a renda de R$ 90.115,00.
Menos mal que, no jogo de volta, em 29 de março, no Caio Martins, reverteu o resultado, vencendo o clube piauiense por 3 x 0.

Em tempo: a Associação Atlética Cori-Sabbá é da cidade de Floriano (PI). O estádio em que joga, o Tiberão (Tibério Barbosa Nunes) não tinha condições de comportar um jogo pela Copa do Brasil, daí ter passado o jogo para a capital do Estado, Teresina.
O Cori-Sabbá foi fundado em 24 de maio de 1973 e seu nome teve origem na fusão de dois clubes de Floriano: o Corinthians (Cori) e o Auto Posto Sabbá (Sabbá).


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MENSAGEM DE NATAL



A todos os amigos botafoguenses, em especial, e aos nossos adversários, deixo uma bela mensagem de Gandhi junto com meus sinceros votos de boas festas e reflexões positivas para a vida de cada amigo. Que a Luz do divino Mestre Jesus seja um foco a nos conduzir no caminho do bem em 2011 e que continuemos juntos como AMIGOS.

"Senhor, ajuda-me a dizer a verdade
diante dos fortes e a não dizer mentiras para
ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna, não me tires a razão.
Se me dás sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda.
Não me deixes acusar o outro
por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar os outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso, se triunfo;
nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso
é a experiência que precede o triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza
e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito,
dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender as pessoas,
dá-me coragem para desculpar-me.
E se as pessoas me ofenderem,
dá-me grandeza para perdoar-lhes.
Senhor, se eu me esquecer de Ti,
nunca Te esqueças de mim."


sábado, 20 de novembro de 2010

O BOTAFOGO NO CAMPEONATO CARIOCA DE 1934 (A.M.E.A.)



Em 27 de março de 1934, foi aceito o regime profissional no Botafogo, decisão do Conselho Deliberativo. Posteriormente como os demais clubes da A.M.E.A. não aderiram, o campeonato ainda foi no regime amador.
Fonte: “Jornal dos Sports”.

1º TURNO

BOTAFOGO 4 x 4 RIVER
Data: 15.04.1934
Local: Rua João Pinheiro
Árbitro: Waldemar Rodrigues Gomes
Gols: Luiz, Beijinho e Beijinho (1° tempo); Carvalho Leite, Beijinho, Canedo (de pênalti), Canedo e Luiz.
BOTAFOGO: Pedrosa, Albino e Pamplona; Affonso, Rogério e Ariel; Eloy (Áttila), Beijinho, Carvalho Leite, Jayme e Moura Costa. Técnico: Nicolas Ladanyi.
RIVER: Jaguaré, Bolão e Palmeira; Malaquias, Tosta e Fidalgo; Canedo, Manuel, Ivo, Luiz e Nelinho.
Fontes: A Noite, Jornal do Brasil e O Jornal

BOTAFOGO 4 x 2 MAVILIS
Data: 22.04.1934
Local: General Severiano
Árbitro: Sebastião de Campos Cesário
Gols: Carvalho Leite (2) e Beijinho (2) para o Botafogo; Aragão e Ary para o Mavilis.
BOTAFOGO: Pedrosa, Vicente e Albino; Affonso, Waldyr e Pamplona; Áttila, Beijinho, Carvalho Leite, Nilo e Moura Costa. Técnico: Nicolas Ladanyi.
MAVILIS: Medonho, Polaco e Genaro; Alô II, Sylvério (Pedro) e Parreira; Alô I (Machado), Ary, Aragão, Honorino e Antoninho.
Fontes: Correio da Manhã, A Noite e Jornal do Brasil.

BOTAFOGO 6 x 0 BRASIL
Data: 13.05.1934
Local: General Severiano
Árbitro: Waldemiro Domingos Liotti
Gols: Nilo e Franklin (1° tempo); Nilo, Franklin, Nilo e Jayme (2° tempo).
BOTAFOGO: Gaguinho, Vicente e Albino; Ferreira (Long), Rogério e Corisco; Eloy, Franklin, Nilo, Jayme e Pirica. Técnico: Nicolas Ladanyi.
BRASIL: Botelho, Lúcio e Octávio; Maggire, Nefinho e Walter; Mário, Betinho, Modesto, Zezinho e Waldemar.
Fontes: A Noite, Jornal do Brasil e O Globo

BOTAFOGO 0 x 3 ENGENHO DE DENTRO
Data: 20.05.1934
Local: Engenho de Dentro
Árbitro: Waldemiro Domingos Liotti
Gols: Carvalhinho, no 1° tempo; Mário (2), no 2° tempo.
BOTAFOGO: Gaguinho, Vicente e Albino; Ferreira (Long), Rogério e Chibata (Eloy); Moura Costa, Franklin, Nilo, Jayme e Pirica. Técnico: Nicolas Ladanyi.
ENGENHO DE DENTRO: Ney, Rubem e Ikerpe; Virada, Adonillo e Quino; Mário, Manolo, Cavallaria, Antônio e Carvalhinho.
Obs: 1) O árbitro, parcialíssimo, anulou um tento legítimo de Nilo que, revoltado retirou o time de campo.
Fontes: A Noite, Correio da Manhã e O Jornal

BOTAFOGO 3 x 2 OLARIA
Data: 03 / 06 / 1934
Local: General Severiano, Rio de Janeiro
Árbitro: Carlos de Carvalho “Americano” (do Andarahy AC)
Gols: Moura Costa, Franklin, Beijinho e João (1° tempo); Gago (2° tempo).
BOTAFOGO: Gaguinho, Vicente e Albino; Ferreira, Rogério e Corisco (Long); Moura Costa, Franklin, Beijinho, Nilo e Jayme. Técnico: Nicolas Ladanyi.
OLARIA: Biroba, Alfredo e Armindo; Augusto, Joaquim e Germano; Horácio, Gago, Zé Luiz (Pierre), João e Gaúcho.
Fontes: A Noite, Correio da Manha, JC, JS e O Jornal

BOTAFOGO 6 x 0 PORTUGUESA
Data: 10.06.1934
Local: General Severiano
Árbitro: Leonardo Gonçalves Teixeira
Gols: Beijinho, Franklin e Nilo (1° tempo); Nilo, Beijinho e Nilo (2° tempo).
BOTAFOGO: Gustavo, Rogério e Albino; Ferreira, Chibata (Eloy) e Long; Moura Costa, Nilo, Franklin, Beijinho e Jayme. Técnico: Nicolas Ladanyi.
PORTUGUESA: Nogueira, Nélson e Fernandes; Antônio, Lúcio e Olympio; Paulo, Luiz, Waldemar, Arnaldo e Mário (Cardoso).
Obs.: 1) Gustavo defendeu um pênalti cobrado por Olympio no 1° tempo.
Fontes: A Noite, Jornal dos Sports e O Jornal

BOTAFOGO 2 x 2 ANDARAHY
Data: 01.07.1934
Local: Barão de São Francisco
Árbitro: Manoel da Silva Barbosa
Gols: Bianco, Bianco, Nilo e Moura Costa (‘JB’) ou Moura Costa e Nilo (‘JS’) (todos no 2° tempo)
BOTAFOGO: Gustavo, Vicente e Albino; Ferreira, Rogério e Long (Chibata); Moura Costa, Beijinho, Nilo, Franklin e Jayme. Técnico: Nicolas Ladanyi.
ANDARAHY: Gustavo, Congo e Lourival; Faya, Bethuel e Venerotti; Álvaro, Palmier, Romualdo, Bianco e Ávila.
Fonte: Jornal do Brasil, Jornal dos Sports e O Jornal

2º TURNO

BOTAFOGO 0 x 2 MAVILIS
Data: 22.07.1934
Local: Rua Carlos Seidl, Retiro Saudoso
Árbitro: Honorato José da Silva de Miranda
Gols: Honorino e Chavão (ambos no 2° tempo)
BOTAFOGO: Gaguinho (Gustavo), Magioto e Albino; Ferreira, Rogério e Long; Eloy, Nilo, Beijinho, Franklin e Jayme. Técnico: Nicolas Ladanyi.
MAVILIS: Medonho, Baguette e Polaco; Parreira, Chavão e Alô II; Alô I, Pisca, Aragão, Honorino e Sá.
Fontes: A Noite, Jornal do Brasil, Jornal do Commercio e O Jornal.

BOTAFOGO 2 x 0 OLARIA
Data: 26.08.1934
Local: Rua Cândido Silva
Árbitro: Carlos Martins da Rocha “Carlito”
Gols: Nilo (1° tempo); Nilo (2° tempo)
BOTAFOGO: Germano, Vicente e Albino; Ferreira, Waldyr e Ariel; Áttila, Beijinho, Carvalho Leite, Nilo e Dondon. Técnico: Nicolas Ladanyi.
OLARIA: Biroba, Alfredo e Armindo; Nonô, Viveiros e Gradim; Horácio, Gago, Caraúna, Pierre e Zé Crioulo.
Obs: 1) O árbitro escalado Osmar Monteiro de Barros não compareceu, sendo substituído, de comum acordo entre os clubes, por Carlos Martins da Rocha “Carlito”; 2) Germano defendeu pênalti cobrado por Pierre.
Fontes: A Noite, Jornal dos Sports e O Jornal

BOTAFOGO 2 x 1 PORTUGUESA
Data: 11.11.1934
Local: Rua Moraes e Silva
Árbitro: Osmar Monteiro de Barros
Gols: Arthur, de pênalti, no 1° tempo; Celso e Franklin, no 2° tempo.
BOTAFOGO: Victor, Vicente e Albino (Celso); Magioto, Rogério e Ariel; Dondon, Beijinho, Carvalho Leite (Franklin), Nilo e Jayme. Técnico: Nicolas Ladanyi.
PORTUGUESA: Nogueira, Nélson e Esther; Noé, Mimosa e Bolão; Jaguarão, Arnaldo, Edgard, Paulo e Arthur.
Fontes: Jornal dos Sports e O Jornal

BOTAFOGO 2 x 1 ANDARAHY
Data: 02.12.1934
Local: General Severiano
Árbitro: Leonardo Gonçalves Teixeira
Gols: Nilo, no 1° tempo; Bianco e Áttila, de pênalti, no 2° tempo.
BOTAFOGO: Victor, Magioto e Rogério (Jayme); Ferreira, Martim e Ariel; Áttila, Nilo, Carvalho Leite, Franklin e Moura Costa. Técnico: Nicolas Ladanyi.
ANDARAHY: Jaguaré, Congo e Peres; Faria, Bethuel e Venerotti; Aldo, Jayme, Romualdo, Fernandes e Mineiro (Bianco).
Obs.: 1) Com essa vitória, o Botafogo conquistou o título de tricampeão carioca (1932-1933-1934). A AMEA era a dirigente oficial do futebol do Rio de Janeiro.
Fontes: A Noite e O Jornal

CAMPANHA:

Jogos: 11
Vitórias: 7
Empates: 2
Derrotas: 2
Gols Pró: 31
Gols Contra: 17.

Jogaram:

Albino Mesquita Pinheiro, 10 jogos.
Nilo Murtinho Braga, 10.
Jayme Terra, 9.
Rogério Braga Filho, 9.
Franklin Padrão, 8.
Benjamin Silva Filho (Beijinho), 8.
Carlos Ferreira de Almeida, 8.
Leandro Moura Costa, 7.
Vicente Paulo Mattos da Graça, 7.
John Charles Long Júnior, 6.
Eloy Esteves, 5.
Carlos Antônio Dobbert de Carvalho Leite, 5.
Ariel Augusto Nogueira, 4.
Áttila de Carvalho, 4.
Carlos Moura Costa (Gaguinho), 4.
Eduardo Gaui (Chibata), 3.
Gustavo Henrique Ribeiro de Carvalho, 3.
Nélson Magioto, 3.
Roberto Gomes Pedrosa, 2.
Estanislau de Figueiredo Pamplona, 2.
Affonso Azevedo Carneiro, 2.
Walter Guimarães (Waldyr), 2.
Alberto Piragibe Lyra de Lemos (Pirica), 2.
Victor Corrêa Gonçalves, 2.
Paulo Samuel Santos (Dondon), 2.
Walter Guimarães Simas (Corisco), 2.
Germano Boettcher Sobrinho, 1.
Celso Cardoso Linhares, 1.
Martim Mércio da Silveira, 1.

Total: 29 jogadores.

Técnico: Nicolas J. Ladanyi.

Artilheiros:

Nilo, 10 gols.
Beijinho, 8.
Franklin, 5.
Carvalho Leite, 3.
Moura Costa, 2.
Áttila, 1.
Celso, 1.
Jayme, 1.

Total: 31 gols.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A FATÍDICA EXCURSÃO AO SUL EM 1932


O Botafogo conquistou o campeonato carioca de 1932 com cinco pontos de vantagem sobre o Flamengo, vice-campeão.
Pensando em premiar os jogadores campeões, a diretoria do Botafogo aceitou um convite para uma excursão ao Rio Grande do Sul.
Essa viagem, desgraçadamente, foi marcada pela fatalidade.
O grande craque Nilo, que acabara de ficar noivo, não quis viajar. O Botafogo convidou os jogadores Russinho, do Vasco da Gama, e Popó, do Andarahy.
No dia 9 de novembro de 1932, pelo vapor “Araçatuba”, a delegação do Botafogo seguiu para Porto Alegre, assim constituída: Chefes – Carlos Martins da “Carlito” Rocha e Alarico Maciel; Técnico – Nicolas Ladanyi; Jogadores (16) – Victor, Benedicto, Rodrigues, Afonso, Martim, Canalli, Álvaro, Paulinho, Carvalho Leite, Almir, Celso, Pedrosa, Rogério, Ariel, Russinho e Popó.
Com o quadro exausto, o Botafogo estreou no feriado de 15 de novembro, no estádio dos Eucaliptos, perdendo de 3 x 2 para o Internacional. Russinho e Álvaro marcaram para o Botafogo e Venenoso, duas vezes, e Tupan fizeram os gols do colorado gaúcho. Nestor Pereira foi o árbitro da partida. Assim formaram as equipes: BOTAFOGO: Victor, Benedicto e Rodrigues; Afonso (Ariel), Martim e Canalli; Álvaro, Almir, Carvalho Leite, Russinho e Celso.
INTERNACIONAL: Penha, Miro II e Risada; Alfredo, Mabília (Abbade) e Garnizé; Marreco, Venenoso, Tupan, Marroni e Patesko.
Apesar de mais descansado, o Botafogo foi novamente vencido cinco dias depois (20 de novembro), na Baixada, pelo Grêmio, pelo placar de 1 x 0, gol de Nenê.
O Botafogo efetuou algumas modificações em sua equipe, assim formada: Victor, Benedito e Rodrigues; Ariel, Martim e Canalli; Álvaro, Paulinho, Carvalho Leite, Russinho e Popó.
Já o Grêmio jogou com Lara, Dario e Sardinha I; Heitor, Poroto e Sardinha II; Lacy, Artigas, Luiz Carvalho, Foguinho e Nenê.
O árbitro da partida foi Heitor Deste.
O terceiro encontro do Botafogo em Porto Alegre aconteceu no dia 24 de novembro, na Chácara das Camélias, contra o Cruzeiro, de Porto Alegre. Vitória do Botafogo por 2 x 1, gols de Carvalho Leite e Martim, contra um de David. O time vencedor atuou com Victor, Benedito e Rodrigues; Ariel, Martim e Canalli; Álvaro, Paulinho, Carvalho Leite, Russinho (Almir) e Celso. O clube gaúcho levou a campo Baptista, Cauduro e Espir; Benê, Nestor e Russo; Javel, Ignácio, Octacílio, Fagundes e David. O árbitro foi Mário Cunha.
Para o grande encontro de 27 de novembro, contra a Seleção de Porto Alegre, no Eucaliptos, o time do Botafogo viu-se desfalcado, à última hora, de Carvalho Leite e Russinho que foram acometidos de violenta febre: era o terrível tifo!
Ainda assim, o Botafogo foi a campo e empatou brilhantemente o jogo em 1 x 1. Celso marcou o gol botafoguense e Ferreira o do selecionado porto-alegrense. Victor, Benedito e Rodrigues; Afonso, Ariel e Canalli; Álvaro, Paulinho, Martim, Russinho, Popó (Almir) (Rogério) e Celso defenderam as cores do Botafogo. O selecionado da capital gaúcha formou com Penha, Luiz Luz e Risada; Alfredo, Poroto e Benê; Ferreira, Tupan, Luiz Carvalho, Marroni e Patesko. Nestor Pereira foi o árbitro do jogo.
Foi aí que Victor, Martim, Paulinho, Canalli e Benedicto desligaram-se da delegação, seguindo por terra para Montevidéu (chefiados por Alarico Maciel), onde se juntariam à Seleção Brasileira que acabaria vencendo a Copa Rio Branco (2 x 1 no Uruguai), além de vencer os amistosos contra os dois mais poderosos clube do Uruguai: 1 x 0 Peñarol e 2 x 1 Nacional. Os jogos aconteceram nos dias 4, 8 e 11 de dezembro, respectivamente.
A alegria pelas vitórias no Uruguai contrastava-se com a tristeza em Porto Alegre, onde fôra confirmado o tifo nos jogadores Carvalho Leite e Russinho.
No dia 30 de novembro, com o quadro desfalcado, o Botafogo teve de recorrer ao empréstimo de seus antigos jogadores Luiz Carvalho, Octacílio e Benevenuto para formar a equipe que pudesse jogar contra o Força e Luz, em seu último compromisso na capital gaúcha. No estádio Moinhos de Vento, o Botafogo venceu por 3 x 2, tendo marcados os seus gols Luiz Carvalho (2) e Almir. Ferreira e Patesko (emprestado pelo Internacional) marcaram os tentos do Força e Luz. Formou o Botafogo com Pedrosa, Rogério e Rodrigues; Afonso, Ariel e Benevenuto; Álvaro, Octacílio (Almir), Luiz Carvalho, Popó e Celso. Atuaram pelo Força e Luz Lucindo, Luizelle e Amado; Lopes, Gradim e Álvaro; Ferreira, Negrito, Vanzetto, Dinga e Patesko.
A 1º de dezembro de 1932 embarcou de volta para o Rio de Janeiro a delegação do Botafogo, deixando Ariel para acompanhar os enfermos Carvalho Leite e Russinho, que ficaram no Hospital da Beneficência Portuguesa, entre a vida e a morte.
Mas, o pior estava por acontecer. Mal desembarcaram no Rio de Janeiro, adoeceram, vítimas do mesmo traiçoeiro tifo, Pedrosa, Álvaro, Almir, Benevenuto (que acompanhara os jogadores) e o zagueiro José Rodrigues que, não resistindo, faleceu a 7 de janeiro de 1933.

O NAUFRÁGIO DO ARAÇATUBA

A embarcação que levou o Botafogo até Porto Alegre, o Araçatuba, era um paquete do Lloyd Brasileiro.
Pouco tempo depois, mais precisamente em 5 de fevereiro de 1933, colidiu contra o molhe leste da Barra de Rio Grande. Alguns disseram que o acidente teria ocorrido à noite, devido à inexistência de um prático a bordo e deficiências na sinalização. Outras fontes relatam que a causa da colisão teria sido um forte temporal. A bordo, passageiros e mercadorias como tecidos, pneus, confete e lança perfume (para ser utilizado no Carnaval de Rio Grande). Todos os passageiros e tripulantes foram salvos. O Araçatuba foi mais um entre as dezenas de naufrágios na costa gaúcha.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

OS 21 JOGADORES UTILIZADOS PELO BOTAFOGO NA CAMPANHA DO TÍTULO DE CAMPEÃO CARIOCA DE 1930


AFFONSO AZEVEDO CARNEIRO (AFFONSO): 1 jogo;

ALKINDAR DUTRA DE CASTILHO (ALKINDAR): 2 jogos;

ÁLVARO GONÇALVES DA ROCHA (ÁLVARO): 2 jogos;

ANTÔNIO FRANCISCO ARIZA JÚNIOR (ARIZA): 19 jogos, 7 gols;

BENEDICTO DE MORAES MENEZES (BENEDICTO): 19 jogos, 1 gol;

CARLOS ANTÔNIO DOBBERT DE CARVALHO LEITE (CARVALHO LEITE): 20 jogos, 14 gols;

CARLOS LEAL BURLAMAQUI (CARLOS BURLAMAQUI): 20 jogos;

CELSO CARDOSO LINHARES (CELSO): 20 jogos, 13 gols;

EDMUNDO SOUZA ANDRADE (EDMUNDO): 1 jogo;

ESTANISLAU DE FIGUEIREDO PAMPLONA (PAMPLONA): 15 jogos;

GERMANO BOETTCHER SOBRINHO (GERMANO): 20 jogos;

HEITOR CANALLI (CANALLI): 4 jogos;

JOSÉ FERREIRA LEMOS (JUCA DA PRAIA): 6 jogos, 1 gol;

MARTIM MÉRCIO SILVEIRA (MARTIM): 20 jogos, 3 gols;

MURILO DA SILVA BARROS (COTIA): 1 jogo;

NILO MURTINHO BRAGA (NILO): 17 jogos, 13 gols;

OCTACÍLIO PINHEIRO GUERRA (OCTACÍLIO): 15 jogos;

OCTÁVIO DE MENEZES PÓVOA (PÓVOA): 3 jogos;

ORLANDO DA CUNHA PESSOA (ORLANDO PESSOA): 10 jogos;

PAULO GOULART DE OLIVEIRA (PAULINHO): 17 jogos, 8 gols;

ROGÉRIO BRAGA FILHO (ROGÉRIO): 3 jogos.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

VITÓRIA DOS JUVENIS SOBRE OS PROFISSIONAIS DO FLUMINENSE


Representado por jogadores juvenis e infanto-juvenis, o Botafogo venceu o Fluminense, com seu time de profissionais, por 3 x 2, ontem, à tarde, em General Severiano, em partida amistosa promovida pela IV Região Administrativa e que foi franqueada ao público.
Fonte: Jornal dos Sports (de 20-08-1965).

BOTAFOGO 3 x 2 FLUMINENSE
Data: 19.08.1965
Local: General Severiano, Rio de Janeiro
Árbitro: Aarão Silasberg
Assistentes: José Mário Vinhas e Jorge Álvaro Siqueira
Gols: Walmir, 16 e Zezé, 28 e 42; Lula, 70 e Rui Amoroso, 80.
Botafogo: Delvaux, Ciro (Dirman), Mário César, Carlos Alberto e Francisco; Nei Conceição (Zé Carlos) e Denisson; Rui Amoroso, Rogério, Zezé e Nilo. Técnico: Adalberto.
Fluminense: Jorge Vitório, Laurício (Zé Carlos I), Zé Luiz, Dari (Alves) e Riva; Brandão e Gonçalo; Jorginho, Walmir (Gibrinha), Evaldo e Lula. Técnico: Tim.

Obs: 1) Um minuto de silêncio pelo falecimento de Marcelo Nei Pinto “Bicudo”, sócio do Botafogo e Comandante Jorge Fernandes, sócio do Fluminense; 2) Gonçalo foi expulso aos 25’ do 2° tempo.

Colaboração: Pedro Varanda.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

PORQUE CRIAR ESSE BLOG?

Sou torcedor do Botafogo de Futebol e Regatas desde o dia 28 de março de 1957, quando nasci.
Quis o destino que fosse num ano em que o Botafogo se consagrou campeão carioca de futebol.
De lá para cá, sempre escutei essa frase que dá nome ao blog.
Filho de botafoguense, botafoguense é! Assim foi comigo e com meus três irmãos.
Durante todos esses anos, juntei e colecionei um vasto material referente ao alvinegro carioca.
Neste blog tentarei disponibilizar um pouco disso tudo para os botafoguenses do passado, do presente e do futuro. Logicamente, contando com a colaboração dos amigos botafoguenses.
Tentaremos mostrar coisas que aconteceram, acontecem e acontecerão ao Botafogo!