Irineu Parmigiani Junior, o Juninho, nasceu em 29 de outubro de 1966, na cidade
de Neves Paulista (SP).
Começou no C. A. Nevense, clube da Terceira Divisão de São Paulo, em 1982.
Com 15 anos participou de sua primeira partida como profissional em um amistoso
realizado em sua cidade natal. Teve boa atuação e acabou convidado para atuar
no Santos.
Fez parte do elenco do Santos que conquistou a primeira Copa São Paulo de
Futebol Junior do clube, em 1984. Profissionalizou-se logo em seguida, atuando
na equipe principal. Pelo Santos, disputou 166 partidas e anotou 18 gols.
Teve uma rápida passagem por empréstimo pelo Palmeiras em 1987, onde participou
de 48 jogos e marcou três gols. Nesse ano, teve seu passe negociado para o
México, preso ao empresário mexicano Emílio Dias Barroso.
Pelo Necaxa, clube da Primeira Divisão do México, marcou cinco gols e despertou
o interesse de outros empresários. Quase se transferiu para o futebol europeu,
por pouco não foi parar no Corinthians e no Internacional, mas o Botafogo foi
mais rápido e graças à amizade de Emil Pinheiro com o empresário mexicano e de
Nicola Gravina, o intermediário da negociação, trouxe Juninho para o Brasil.
A estreia de Juninho no Botafogo aconteceu em 30 de setembro de 1990, na
vitória de 1 x 0 sobre o Flamengo, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. A
formação do Botafogo foi Ricardo Cruz, Paulo Roberto, Gilson Jáder, Wilson
Gottardo e Renato Martins; Carlos Alberto Santos, Luisinho e Djair (Juninho);
Vivinho (Pingo), Valdeir e Carlos Alberto Dias. Técnico: Valdyr Espinosa.
Foram 17 jogos em 1990 e 32 em 1991, marcando sete gols.
Apesar de viver um bom momento, não foi contratado pelo Botafogo. Assim, o
Necaxa acabou vendendo seu passe para o Grêmio, de Porto Alegre (RS).
No Grêmio, fez sua estreia em 10 de agosto de 1991 e o último jogo em 18 de
setembro de 1993, disputando exatamente 100 partidas pelo clube gaúcho, marcando
12 gols.
Emprestado pelo Grêmio, retornou ao Botafogo em 1994, ano em que disputou 29
jogos, marcando quatro gols. Fez sua última partida pelo Botafogo em 4 de dezembro
de 1994, com vitória de 2 x 1 sobre o Atlético Mineiro, no Maracanã, em jogo
válido pelo Campeonato Brasileiro. Nessa ocasião, o Botafogo formou com Carlão,
André (Perivaldo), Wilson Gottardo, Rogério Pinheiro e Sérgio Manoel; Bonamigo,
Moisés, Juninho (Beto) e Marcelo Costa; Mauricinho e Túlio Maravilha. Técnico: Renato
Trindade.
Somando as duas passagens pelo Botafogo, Juninho defendeu o clube em 78 jogos,
marcando onze gols.
No começo de 1995, Juninho se transferiu para o futebol do Japão, onde foi
jogar no Otsuka Pharmaceutical, semiprofissional e que disputava as ligas de
acesso e a antiga JFL (uma espécie de liga secundária abaixo da J-League) e que
passaria ser posteriormente o Tokushima Vortis.
Após retornar do Japão, passou por equipes do futebol paulista e nordestino
antes de se aposentar:
União São João de Araras (SP) - 1997, Araçatuba (SP) - 1997, Matonense (SP) -
1998, Santa Cruz, de Recife (PE) e América, de São José do Rio Preto (SP), onde
pendurou as chuteiras no ano de 2000.
Logo após deixar de jogar, Juninho manteve-se ativo nos bastidores do esporte.
Em 2003, tornou-se agente credenciado pela FIFA. Estabeleceu seu escritório em
São Paulo e especializou-se no mercado asiático, gerenciando transferências e a
carreira de atletas e técnicos rumo ao futebol japonês.
Atualmente, também utiliza sua vasta bagagem nos campos e no mercado
corporativo de agenciamento para ministrar palestras sobre gestão de carreira,
pressões, convivência e tomada de decisões sob cobrança.




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