Ele é filho de outro goleiro, Luiz Borracha (Luiz Gonzaga de Moura) - que jogou
de 1938 a 1954 e faleceu em abril de 1993 -, de quem herdou o apelido.
Começou sua carreira no Flamengo, em 1965, para depois atuar por Campo Grande
(RJ) - 1972, Fast Clube (AM) - 1973, Rio Negro (AM) - 1973/1974 e Nacional (AM)
- 1975/1976 - campeão amazonense, antes de chegar ao Botafogo.
Sua estreia no Botafogo aconteceu em 10 de dezembro de 1978, na vitória de 2 x
0 sobre o Volta Redonda, em um amistoso realizado no estádio Raulino de
Oliveira, substituindo Zé Carlos. O Botafogo formou com Zé Carlos
(Borrachinha), Humberto, Osmar, Renê e Rodrigues Neto; Ademir Vicente, Mendonça
e Paulo César Lima; Gil (Cremilson), Luizinho Lemos e Mário Sérgio. Técnico: Danilo
Alves. Foi seu único jogo no ano de 1978.
No ano seguinte, jogou mais vezes (26) e viveu um momento marcante em sua
carreira. Em 3 de junho de 1979, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca, sendo
reserva de Zé Carlos (que havia se machucado, e, em alguns casos, ficando no
banco de Luís Carlos e Ubirajara Alcântara), Borrachinha assumiu a titularidade
no clássico contra o Flamengo.
A partida tinha um ingrediente especial, pois o Flamengo estava invicto há 52
jogos e poderia quebrar a marca que pertencia justamente ao Botafogo.
Renato Sá fez 1 x 0 para o Botafogo, aos 9 minutos do primeiro tempo, e depois
o Flamengo buscou pelo menos o empate de todas as formas, pressionando muito o
Botafogo, mas Borrachinha fez grandes defesas, uma delas na etapa final, um chute
de Zico de fora da área, que ele espalmou. A bola tinha endereço certo, no
ângulo.
No final do jogo, Borrachinha, que passara por momentos de contestações no
clube, foi saudado pelos torcedores botafoguenses e ganhou o status de herói
eterno da torcida alvinegra.
Apesar dessa grande atuação, não se firmou como titular e, em 3 de fevereiro de
1980, por coincidência, outro amistoso no estádio Raulino de Oliveira e outra vitória
de 2 x 0 sobre o Volta Redonda, fez seu último jogo pelo Botafogo, que esteve
assim formado: Borrachinha (Paulo Sérgio), Wanderley, Luís Cláudio, Renê
(Miltão) e Carlos Alberto Batata; Wecsley, Ademir Lobo e Marcelo; Gil, Revelles
(Luizinho Rangel) e Ziza (Bahia). Técnico: Paulo Amaral.
Foram apenas 28 jogos pelo Botafogo, do final de 1978 ao início de 1980.
Ainda em 1980, transferiu-se para o Joinville (SC), onde viveu o período mais
vitorioso de sua carreira em termos de conquistas coletivas, sagrando-se pentacampeão
catarinense entre 1980 e 1984.
Nesse período atuou, por empréstimo, no Sergipe e no Operário, de Campo Grande
(MS).
Ainda passou pelo Blumenau (SC) - 1985, Batatais (SP) - 1986, Próspera (SC) e
encerrou sua carreira pela Esportiva, de Guaratinguetá (SP), em 1988.
A ligação de Borrachinha com o futebol de Santa Catarina não terminou quando
ele pendurou as luvas. Em 1987, retornou ao Joinville desempenhando uma nova
função: a de treinador de goleiros. Sua estrela continuou brilhando fora das
quatro linhas e, logo naquele ano, ele ajudou a comissão técnica do Joinville a
erguer mais um troféu do Campeonato Catarinense de 1987.
Posteriormente, consolidou uma sólida carreira no exterior atuando como
treinador de goleiros, com longa passagem trabalhando na cidade de Doha, no
Catar.





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