quinta-feira, 15 de outubro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Borrachinha


José Luiz de Moura, o Borrachinha, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 15 de outubro de 1949.
Ele é filho de outro goleiro, Luiz Borracha (Luiz Gonzaga de Moura) - que jogou de 1938 a 1954 e faleceu em abril de 1993 -, de quem herdou o apelido.
Começou sua carreira no Flamengo, em 1965, para depois atuar por Campo Grande (RJ) - 1972, Fast Clube (AM) - 1973, Rio Negro (AM) - 1973/1974 e Nacional (AM) - 1975/1976 - campeão amazonense, antes de chegar ao Botafogo.
Sua estreia no Botafogo aconteceu em 10 de dezembro de 1978, na vitória de 2 x 0 sobre o Volta Redonda, em um amistoso realizado no estádio Raulino de Oliveira, substituindo Zé Carlos. O Botafogo formou com Zé Carlos (Borrachinha), Humberto, Osmar, Renê e Rodrigues Neto; Ademir Vicente, Mendonça e Paulo César Lima; Gil (Cremilson), Luizinho Lemos e Mário Sérgio. Técnico: Danilo Alves. Foi seu único jogo no ano de 1978.

No ano seguinte, jogou mais vezes (26) e viveu um momento marcante em sua carreira. Em 3 de junho de 1979, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca, sendo reserva de Zé Carlos (que havia se machucado, e, em alguns casos, ficando no banco de Luís Carlos e Ubirajara Alcântara), Borrachinha assumiu a titularidade no clássico contra o Flamengo.
A partida tinha um ingrediente especial, pois o Flamengo estava invicto há 52 jogos e poderia quebrar a marca que pertencia justamente ao Botafogo.
Renato Sá fez 1 x 0 para o Botafogo, aos 9 minutos do primeiro tempo, e depois o Flamengo buscou pelo menos o empate de todas as formas, pressionando muito o Botafogo, mas Borrachinha fez grandes defesas, uma delas na etapa final, um chute de Zico de fora da área, que ele espalmou. A bola tinha endereço certo, no ângulo.
No final do jogo, Borrachinha, que passara por momentos de contestações no clube, foi saudado pelos torcedores botafoguenses e ganhou o status de herói eterno da torcida alvinegra.
Apesar dessa grande atuação, não se firmou como titular e, em 3 de fevereiro de 1980, por coincidência, outro amistoso no estádio Raulino de Oliveira e outra vitória de 2 x 0 sobre o Volta Redonda, fez seu último jogo pelo Botafogo, que esteve assim formado: Borrachinha (Paulo Sérgio), Wanderley, Luís Cláudio, Renê (Miltão) e Carlos Alberto Batata; Wecsley, Ademir Lobo e Marcelo; Gil, Revelles (Luizinho Rangel) e Ziza (Bahia). Técnico: Paulo Amaral.
Foram apenas 28 jogos pelo Botafogo, do final de 1978 ao início de 1980.
Ainda em 1980, transferiu-se para o Joinville (SC), onde viveu o período mais vitorioso de sua carreira em termos de conquistas coletivas, sagrando-se pentacampeão catarinense entre 1980 e 1984.
Nesse período atuou, por empréstimo, no Sergipe e no Operário, de Campo Grande (MS).
Ainda passou pelo Blumenau (SC) - 1985, Batatais (SP) - 1986, Próspera (SC) e encerrou sua carreira pela Esportiva, de Guaratinguetá (SP), em 1988.
A ligação de Borrachinha com o futebol de Santa Catarina não terminou quando ele pendurou as luvas. Em 1987, retornou ao Joinville desempenhando uma nova função: a de treinador de goleiros. Sua estrela continuou brilhando fora das quatro linhas e, logo naquele ano, ele ajudou a comissão técnica do Joinville a erguer mais um troféu do Campeonato Catarinense de 1987.
Posteriormente, consolidou uma sólida carreira no exterior atuando como treinador de goleiros, com longa passagem trabalhando na cidade de Doha, no Catar.










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