quarta-feira, 30 de setembro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO BOTAFOGO: a conquista da Copa Conmebol - 1993




No dia 30 de setembro de 1993, o Botafogo sagrou-se campeão sul-americano ao derrotar o Peñarol, do Uruguai, em uma final dramática no Maracanã e conquistar a Copa Conmebol.
Após um empate no primeiro jogo em Montevidéu, por 1 x 1, as equipes se enfrentaram no Rio de Janeiro. O Peñarol abriu o placar, mas o Alvinegro virou o jogo. Os uruguaios empataram nos acréscimos, levando a decisão para as penalidades.
Na disputa de pênaltis, o Botafogo venceu por 3 x 1, com o goleiro William se consagrando ao defender penalidades e contar com a trave no chute decisivo.
Esse foi o primeiro título internacional oficial da história do Botafogo.

1º jogo
PEÑAROL 1 x 1 BOTAFOGO
quarta-feira, 22 de setembro de 1993
Local: Centenário, Montevidéu (Uruguai)
Árbitro: Juan Francisco Escobar Valdez (Paraguai)
Expulsão: Rogério Pinheiro, do Botafogo
Gols: Perivaldo, 4 e Otero, 36
PENAROL: Rabajda, Tais, Gutiérrez, De Los Santos e Da Silva; Baltierra, Perdomo (Consani), Bengoechea (Ferreyra) e Rehermann; Otero e Rodríguez. Técnico: Gregorio Pérez.
BOTAFOGO: William, Eliomar, Rogério Pinheiro, André e Clei; Perivaldo, China, Fabiano e Eliel; Aléssio (Marcos Paulo) e Sinval. Técnico: Carlos Alberto Torres.

2º jogo
BOTAFOGO 2 x 2 PEÑAROL
quinta-feira, 30 de setembro de 1993
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Francisco Oscar Lamolina (Argentina)
Renda: Cr$ 8.585.800,00
Público: 26.276 pagantes
Gols: Bengoechea, 34; Eliel, 52; Sinval, 72 e Otero, 90
BOTAFOGO: William, Perivaldo, Cláudio Henrique, André e Clei (Eliomar); Nelson, Suélio e Eliel; Aléssio (Marcos Paulo), Sinval e Marcelo Carioca. Técnico: Carlos Alberto Torres.
PEÑAROL: Rabajda, Tais, Gutiérrez, De Los Santos e Da Silva; Baltierra, Perdomo (Ferreyra), Bengoechea (Rehermann) e Dorta; Otero e Rodríguez. Técnico: Gregorio Pérez.


terça-feira, 29 de setembro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL DO BOTAFOGO: goleada sobre o Flamengo - 1956

 

BOTAFOGO 5 x 0 FLAMENGO
Campeonato Carioca
sábado, 29 de setembro de 1956
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Gonçalves Vianna
Renda: Cr$ 659.422,70
Gols: Paulinho Valentim (2), Alarcón (2) e Didi
BOTAFOGO: Amaury, Thomé e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Bauer; Garrincha, Didi, Paulinho Valentim, Alarcón e Hélio Pinto. Técnico: Geninho.
FLAMENGO: Chamorro, Tomires e Pavão; Jadir, Mílton Copolillo e Jordan; Paulinho, Duca, Índio, Evaristo e Zagallo. Técnico: Fleitas Solich.

Nota: Thomé abandonou o campo aos 15 minutos do 2º tempo, por ter fraturado o braço esquerdo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Bianchini


Adhemar Bianchini de Carvalho nasceu em Cordeiro, Rio de Janeiro, no dia 28 de setembro de 1940.
Carreira no Futebol
Antes de se profissionalizar, Bianchini chegou a trabalhar como pedreiro, enquanto estudava Contabilidade. Seu talento surgiu no Cordeiro Futebol Clube, chamando a atenção de grandes equipes.
O primeiro grande clube a contratar Bianchini foi o Bangu, do Rio de Janeiro, onde ele jogou de 1960 a 1964. Foi o artilheiro do Campeonato Carioca de 1963, balançando as redes 18 vezes.
Seu passe havia sido negociado pelo Bangu em janeiro de 1965 com o América, do México. No final do mesmo mês, transferiu-se para o Botafogo, numa troca pelo meio-de-campo botafoguense Arlindo, que interessava ao clube mexicano.
Poucos dias depois, em 9 de fevereiro de 1965, fez sua estreia no Botafogo, no amistoso com vitória sobre o Puebla, do México (5 x 2), na cidade do mesmo nome. O Botafogo atuou com Manga (Hélio), Mura, Zé Carlos, Paulistinha e Rildo (Dimas); Elton (Didi) e Gerson; Sicupira, Roberto, Jairzinho (Humberto Redes) e Zagalo (Bianchini). Técnico: Geninho.

Sua despedida do Botafogo aconteceu em 29 de março de 1966, com derrota de 3 x 1 para a Seleção da Argentina, no estádio do River Plate, em Buenos Aires, Argentina. O Botafogo jogou com Manga, Paulistinha, Zé Carlos, Dimas e Rildo (Adevaldo);
Elton e Gerson; Sicupira, Parada, Bianchini (Marcos) e Afonsinho (Humberto Redes). Técnico: Admildo Chirol.
Nos dois anos que passou no Botafogo foram 57 jogos e 23 gols marcados.
Ajudou na conquista do Torneio Rio-São Paulo de 1966.
Em abril deste ano transferiu-se para o Vasco da Gama, onde jogou de 1966 a 1969. Nesse período, atuou por empréstimo no Atlético Mineiro durante o ano de 1967.
Após breve passagem pelo Flamengo (RJ) - 1969 e 1970 (um jogo apenas neste ano), vestiu por curtos períodos as camisas do Sport Recife (PE) e do São José (SP) - apenas seis jogos em 1971.
De 1971 a 1973 esteve no futebol do exterior. Jogou pelo Red Star, da França, e encerrou sua trajetória profissional no Puebla, do México.

Bianchini chegou a defender a Seleção Brasileira em três partidas oficiais no ano de 1965.

Após pendurar as chuteiras, ele retornou à sua cidade natal, Cordeiro, onde trabalhou como revelador de talentos, técnico profissional, comerciante e se engajou na política local (exerceu o cargo de Vereador por dois mandatos seguidos e ocupava a presidência do Diretório Municipal do PFL, quando faleceu em 27 de outubro de 2005, em Nova Friburgo (RJ), aos 65 anos de idade.




domingo, 27 de setembro de 2026

FORMAÇÕES: 1958



Formação do Botafogo que jogou no Estádio Augusto Bauer, em Brusque (SC), no dia 30 de março de 1958, no empate em 5 x 5 com o local Carlos Renaux.
Da esquerda para a direita, de pé: Beto, Adalberto, Servílio, Domício, Nilton Santos e Pampolini.
Agachados, na mesma ordem: Garrincha, Paulinho Valentim, Édison, Didi e Quarentinha.



sábado, 26 de setembro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Cao


Luiz Carlos Pires de Queiroz, o Cao, nasceu em Pelotas (RS), no dia 26 de setembro de 1945.
Cao começou a sua trajetória em equipes amadoras da região de Pelotas e chegou a ter uma breve passagem pela base do Esporte Clube Pelotas.
Em meados de 1964, antes de completar 19 anos, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi integrado à categoria de juvenis do São Cristóvão. Foi jogando o torneio estadual dessa categoria que ele chamou a atenção de grandes clubes do Rio de Janeiro. Fechou com o Botafogo em 1965, ainda como juvenil.
Tendo o lendário goleiro Manga como titular incontestável na equipe, o Botafogo foi buscar no São Cristóvão um reserva para ele. Cao passou um bom tempo na equipe de aspirantes e no banco de reservas.
Sua primeira oportunidade na meta do Botafogo aconteceu no Torneio Início do Campeonato Carioca de 1965, disputado no Maracanã, no dia 7 de setembro de 1965. O Botafogo estreou no quarto jogo do dia, contra o América. No tempo regulamentar, empate em 0 x 0. Na segunda série de pênaltis, o América venceu por 3 x 2. Uma equipe formada de aspirantes e juvenis representou o Botafogo nessa competição: Cao, Ciro, Chiquinho Pastor, Carlos Alberto Lopes e Moreira; Elton e Maurício; Canavieira, Humberto Redes, Turcão e Arthur.
Ainda em 1965, foi o goleiro que mais vezes atuou (seis jogos) no time que conquistou o Campeonato Carioca de Aspirantes. O Botafogo disputou 14 jogos, vencendo 10, empatando 3 e perdendo apenas um. Marcou 28 gols e sofreu 10. Revezando na meta do Botafogo com Hélio Dias, os demais jogadores que formaram a equipe base do Botafogo foram: Mura, Chiquinho Pastor, Adevaldo e Dimas; Elton e Ayrton; Zélio, Humberto Redes, Afonsinho e Roberto Abrussezze.
Partidas na equipe principal foram três em 1965, a primeira delas no dia 7 de novembro, no estádio de General Severiano, no empate em 1 x 1 com o América (RJ), válido pelo Campeonato Carioca. A equipe do Botafogo formou assim: Cao, Joel, Zé Carlos, Carlos Alberto e Rildo; Marcos e Afonsinho; Jairzinho, Sicupira, Bianchini e Zagalo. Técnico: Daniel Pinto.

Disputou 27 jogos em 1966 (quando fez parte do elenco que conquistou o Torneio Rio-São Paulo deste ano) e apenas oito em 1967. Mesmo na reserva, integrou o elenco campeão da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca de 1967, além do Torneio Início.
Com a saída de Manga para o Nacional, do Uruguai, em 1968, Cao assumiu em definitivo a camisa 1 do Botafogo. Foi o goleiro titular na conquista da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca de 1968 e da Taça Brasil do mesmo ano (posteriormente reconhecido como Campeonato Brasileiro), o primeiro título nacional oficial da história do Botafogo. além de torneios nacionais e internacionais.
Teve uma rápida transferência para o Grêmio em 1971 (ano em que jogou apenas cinco partidas amistosas pelo Botafogo), mas sua passagem pelo clube gaúcho acabou prejudicada por uma grave lesão no joelho.
Já recuperado, retornou ao Botafogo, onde foi vice-campeão brasileiro em 1972 e disputou a Taça Libertadores da América de 1973.
Ao todo, até 1974, somou 203 partidas defendendo o clube carioca.
Sua última partida foi em 19 de maio de 1974, na Fonte Nova, em Salvador (BA), com derrota de 3 x 1 para o Vitória (BA), pelo Campeonato Brasileiro. Formou o Botafogo com Cao, Miranda, Mauro Cruz, Waltencir e Nei Dias; Carbone, Carlos Roberto (Marco Aurélio) e Ademir Vicente; Puruca, Fischer e Nilson Dias (Tuca). Técnico: Paulistinha.
Em 1974 mudou-se para o Nordeste para jogar pelo CSA, de Maceió (AL), no Campeonato Brasileiro daquele ano. O goleiro titular era Rafael e Cao ficou mais vezes na reserva.
Curiosamente, na equipe do CSA estavam ex-jogadores do Botafogo, tais como Nei Conceição, Ferretti e Torino.
Depois, passou pelo Dom Bosco, de Cuiabá (MT), nos anos de 1976 a 1979, e encerrou a sua trajetória profissional no mesmo São Cristóvão que começou sua carreira, em 1980.
Cao chegou a fazer parte da lista de convocados para a Seleção Brasileira que se preparava para a Copa do Mundo de 1970, no México.
No início de 1980, Cao integrou uma comissão técnica formada inteiramente por profissionais brasileiros que se transferiu para atuar nos Emirados Árabes Unidos. Ele trabalhou como auxiliar-técnico e preparador, aproveitando sua vasta experiência na posição de goleiro para desenvolver atletas no exterior.
Posteriormente, retornou para a sua cidade natal, onde administrou uma propriedade rural e dedicou seus últimos anos coordenando uma escolinha de futebol voltada para jovens locais.
Faleceu aos 76 anos, em decorrência de um aneurisma cerebral, no dia 13 de julho de 2022.










sexta-feira, 25 de setembro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Santamaria


Carlos Miguel Santamaria nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 25 de setembro de 1912.
Aos 17 anos, iniciou no Platense, de Buenos Aires. Jogando tanto como zagueiro quanto como meio-campista, em 1931 teve um bom desempenho no clube, levando a revista El Gráfico a indicá-lo como uma das revelações da Primeira Divisão Argentina de 1931 (ano em que começou o profissionalismo no País).
No final do campeonato, foi vendido para cobrir os custos dos salários do elenco com o dinheiro da venda.
Seu destino foi o River Plate, para onde se transferiu por uma quantia expressiva para a época. Tornou-se um dos pilares da equipe, acumulando mais de 150 presenças oficiais.
Em sua primeira temporada no River Plate, 1932, conquistou a Primeira Divisão da Liga Argentina de Futebol. Permaneceu no clube pelos cinco campeonatos seguintes, conquistando um novo título nacional em 1936.
Mudou-se pela primeira vez para o Brasil em 1937, para defender o Fluminense, do Rio de Janeiro, fazendo parte da equipe que conquistou o bicampeonato carioca (1937 e 1938).
Após jogar sua última partida pelo Fluminense, em 8 de janeiro de 1939, Santamaria retornou ao River Plate.
Em 1941 ele voltou ao Brasil, desta vez para o Flamengo, do Rio de Janeiro. Nesse clube, jogou apenas uma partida, em 24 de abril de 1941 contra o Vasco da Gama.

Logo depois, foi para o Botafogo, onde fez sua estreia em 22 de junho de 1941, justamente contra o Flamengo, na Gávea, com vitória de 3 x 1, em jogo válido pelo Campeonato Carioca desse ano. Jogou o Botafogo com Aymoré Moreira, Caieira e Borges; Zezé Procópio, Santamaria e Zarcy; Paschoal, Geraldino Dezolt, Heleno de Freitas, Geninho e Pirica. Técnico: Adhemar Pimenta.
Disputou um total de 23 jogos em 1941, 30 em 1942, 18 em 1943 e 15 em 1944, totalizando 86 jogos com a camisa do Botafogo, sem marcar gols.
Sua última partida aconteceu em 27 de agosto de 1944, no empate em 1 x 1 com o América, em São Januário, também válido pelo Campeonato Carioca. A equipe utilizada pelo Botafogo foi a seguinte: Ary, Laranjeira e Laidlaw; Ivan, Papetti e Santamaria; Lula, Tovar, Heleno de Freitas, Geninho e Walter Fazzoni. Técnico: Ítalo Fratezzi (Bengala).
Seu último clube no futebol foi o São Cristóvão, do Rio de Janeiro, para onde se transferiu em maio de 1945 e onde encerrou sua carreira com 32 anos.
Santamaria disputou seis partidas pela Seleção Argentina, curiosamente todas elas contra o Uruguai, a primeira em 5 de fevereiro de 1933 e a última em 15 de agosto de 1935, válidas por taças ou amistosos oficiais organizados entre as duas confederações.
Faleceu em Buenos Aires, no dia 31 de março de 1998.







quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO BOTAFOGO: o início do projeto que transformou o Botafogo em SAF


No dia 24 de setembro de 2019, o Conselho Deliberativo do Botafogo realizou, na sede de General Severiano, uma reunião histórica aberta à imprensa. Naquela noite, foi apresentado oficialmente o plano de negócios (Business Plan) da Botafogo S/A, o projeto inicial de clube-empresa que pavimentou o caminho para a posterior transformação do futebol do clube em SAF.
Historicamente fechadas e cercadas de mistério, as reuniões de Conselho dos grandes clubes do futebol brasileiro costumam ser restritas. Rompendo a tradição, o Botafogo permitiu a entrada da imprensa para acompanhar a apresentação, sinalizando ao mercado um compromisso com a transparência.
O encontro funcionou estritamente como uma sessão informativa. O objetivo principal era tirar dúvidas e alinhar o entendimento dos conselheiros sobre o modelo de transição, sem uma deliberação ou votação de estatuto naquela data.
Conduzida sob a pauta de "Informes do Conselho Diretor acerca do Projeto Investidores", a reunião detalhou como o futebol seria separado da parte social e transformado em uma estrutura societária profissional.
Uma das maiores preocupações sanadas na noite foi a garantia jurídica de que as tradições do clube estariam protegidas. Premissas como a manutenção das cores, do escudo, do nome e da sede seriam cláusulas imutáveis no estatuto da nova empresa, independentemente de quem assumisse o controle majoritário futuramente.
Aquela noite de setembro de 2019 estabeleceu a base de confiança necessária para que, nos meses seguintes, o Conselho e a Assembleia Geral aprovassem o projeto por ampla maioria, colocando o Botafogo na vanguarda da transição para o modelo corporativo no futebol brasileiro.
A histórica reunião do Conselho Deliberativo de 24 de setembro de 2019 contou com a liderança da cúpula diretiva do clube e a participação ativa de conselheiros influentes da política alvinegra, dentre eles:
Nelson Mufarrej: o então presidente executivo do clube associativo, que deu o aval político para o início do projeto.
Laércio Paiva: Economista, conselheiro e o grande idealizador técnico e coordenador do comitê executivo da Botafogo S/A. Foi ele quem de fato apresentou os números, os conceitos de mercado e detalhou o Business Plan aos presentes.
André Barros: Conselheiro alvinegro que fez um forte discurso de apoio integral à transição corporativa.
Carlos Augusto Montenegro: ex-vice de futebol e figura histórica nos bastidores do clube, que interpelou a mesa questionando de forma incisiva sobre quais projetos e investidores fariam parte daquele ecossistema.
Sérgio Cerqueira: conselheiro que manifestou preocupações jurídicas a longo prazo, alertando para a necessidade de o clube se blindar contratualmente em um projeto desenhado para durar décadas.
José Victor: Grande Benemérito do Botafogo, que focou sua fala na preocupação imediata com a saúde financeira do clube e as dívidas daquela temporada (2019).
Edson Alves Junior: Presidente do Conselho Deliberativo na época do Botafogo. Foi ele quem abriu formalmente a sessão, leu a ordem do dia e conduziu os ritos estatutários da noite.
Morgan Cavalcanti: Secretário do Conselho Deliberativo Botafogo, responsável por lavrar a ata do encontro.
Aníbal Rouxinol: Conselheiro benemérito que se manifestou com ponderações técnicas a respeito das garantias financeiras.
Raphael de Almeida: Fez questionamentos voltados à preservação do patrimônio imobiliário do clube social (como as sedes de General Severiano e Mourisco Mar).
Bernardo de Souza: Conselheiro que manifestou voto de confiança na equipe econômica liderada por Laércio Paiva.
O nome do empresário americano John Textor só surge formalmente na história do Botafogo em dezembro de 2021, mais de dois anos após aquela reunião inicial de 2019.
A transformação do clube em empresa ocorreu em etapas bem distintas. Na reunião de setembro de 2019, o projeto apresentado por Laércio Paiva era o da Botafogo S/A. A intenção daquela época era buscar um pool de múltiplos investidores (principalmente nacionais e fundos de investimento), sem a figura de um "dono" único com controle majoritário isolado.
No entanto, a pandemia de COVID-19 em 2020 e as dificuldades financeiras asfixiantes do clube travaram o modelo da Botafogo S/A. O cenário mudou completamente em agosto de 2021, quando foi sancionada a Lei das SAFs (Lei 14.193/2021) no Brasil, criando um ambiente jurídico muito mais atraente e seguro para investidores estrangeiros de grande porte.
Com o clube estruturado sob a nova lei e após conquistar o título da Série B de 2021, o banco parceiro XP Investimentos buscou compradores no exterior. Foi aí que o nome de John Textor, por meio da sua holding Eagle Football, entrou no radar alvinegro.
Exatamente na véspera de Natal, Textor assinou o pré-contrato (oferta não vinculante) para a compra de 90% das ações da SAF do Botafogo. Esse foi o primeiro momento em que a torcida conheceu o empresário.
Textor desembarcou no Rio de Janeiro sob imensa festa da torcida no aeroporto e assinou a oferta vinculante após aprovação unânime do Conselho Deliberativo.
Em 3 de março de 2022 foi assinado o contrato definitivo de compra, transferindo oficialmente o controle do futebol para as mãos do americano, prometendo um aporte mínimo de R$ 400 milhões.
John Textor foi o personagem que de fato injetou o capital e assumiu o comando anos mais tarde, iniciando uma era de forte investimento que culminou em títulos expressivos, mas também em profundas disputas societárias nos anos seguintes.



quarta-feira, 23 de setembro de 2026

FORMAÇÕES: 1985


Formação do Botafogo que venceu o Flamengo no dia 10 de fevereiro de 1985, no Maracanã, pelo placar de 2 x 1, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.
Em pé, da esquerda para a direita: Marinho, Alemão, Leiz, Josimar, Luiz Carlos e Wagner Pepeta.
Agachados: Helinho, Renato, Baltazar, Elói e Ademir Fonseca.



segunda-feira, 21 de setembro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Alessandro


Alessandro da Conceição Pinto nasceu em 21 de setembro de 1977, na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.
Antes de se firmar profissionalmente no futebol, chegou a trabalhar como cortador de cana-de-açúcar nos canaviais de Campos dos Goytacazes para ajudar a família.
Alessandro iniciou na base do Americano de sua cidade natal, mas despontou para o futebol profissional no Vasco da Gama, integrando o elenco principal entre 1994 e 1998.
Deixou o Vasco da Gama e passou rapidamente por Campo Grande (RJ), onde disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão em 1998. Depois, já dono do seu próprio passe, passou por Ituano e Mirassol, ambos de São Paulo, no ano de 1999, até chegar no Bangu, em 2000. Fez um bom campeonato e recebeu proposta do Atlético Paranaense, onde assinou um contrato de seis meses.
Chegou ao Atlético Paranaense no segundo semestre de 2000. Inicialmente enfrentou forte concorrência pela vaga de titular, quase não jogava, mas ganhou a posição definitiva sob o comando do técnico Antônio Lopes.
No ano seguinte foi campeão brasileiro com o rubro-negro paranaense e foi convocado para a Seleção Brasileira.
Disputou dois jogos (empate em 1 x 1 com o Peru, no Morumbi, em 25 de abril de 2001) e derrota de 1 x 0 para o Equador, em Quito.
Também foi um dos convocados que viajou para a Colômbia onde disputaria a Copa América. A Seleção acabou eliminada de forma surpreendente por Honduras nas quartas de final.
Após seu auge no Paraná, Alessandro rodou por outras equipes, incluindo empréstimo ao Atlético Mineiro em 2004 e uma boa passagem pelo São Caetano nos anos de 2005 e 2006.

Em 2007, transferiu-se para o Botafogo, clube onde conseguiu se estabilizar por mais tempo. Ele defendeu a camisa alvinegra por cinco temporadas (entre 2007 e 2011), somando 240 jogos e participando de campanhas vitoriosas, ajudando a conquistar o Campeonato Carioca de 2010, a Taça Guanabara de 2009 e 2010 e a Taça Rio de 2007 e 2008.
Sua estreia no Botafogo aconteceu em 9 de junho de 2007, no estádio Parque Antarctica, em São Paulo (SP), no empate em 1 x 1 com o Palmeiras, jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. O Botafogo atuou com Júlio César, Adriano Felício (Diguinho), Renato Silva, Juninho e Luciano Almeida; Leandro Guerreiro, Túlio (Alessandro), Lúcio Flávio e Zé Roberto; Thiago Marin (André Lima) e Dodô. Técnico: Alexi Stival "Cuca".
Na temporada 2008 marcou oito gols em 54 jogos disputados.
Seu último jogo no Botafogo foi em 27 de novembro de 2011, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), com derrota de 4 x 0 para o Atlético Mineiro, também válido pelo Campeonato Brasileiro. A formação do Botafogo neste jogo foi Jefferson, Lucas (Alessandro), Gustavo, Fábio Ferreira e Everton; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel, Elkeson (Herrera) e Felipe Menezes (Thiago Galhardo); Loco Abreu. Técnico: Flávio Tenius (interino).
Na reta final de sua trajetória profissional, o lateral passou por clubes como Botafogo, de Ribeirão Preto-SP (quando quase foi rebaixado no Campeonato Paulista de 2012; escapou na última rodada), Náutico-PE (2012) e Metropolitano-SC, entre 2013 e 2014.
Alessandro encerrou oficialmente sua carreira como jogador profissional em 2016, defendendo o Operário Ferroviário, de Ponte Grossa (PR).
Posteriormente, seguiu ligado ao esporte e retornou ao Atlético Paranaense para atuar em comissões técnicas das categorias de base e aspirantes.








domingo, 20 de setembro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Maurício


Maurício de Oliveira Anastácio nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 20 de setembro de 1962.
Deu seus primeiros passos no futebol no Bonsucesso, em 1975. Jogou futebol na praia de Copacabana, pelo time do Columbia, e no Canarinho, equipe da Rua 17, no conjunto Presidente Médici, na Pavuna, subúrbio na fronteira entre os municípios do Rio de Janeiro e Duque de Caxias.
Cinco anos depois estreou no profissional do Bonsucesso. Em 1981 foi emprestado ao Juventus, de Rio do Sul (SC). Suas boas exibições chamaram a atenção do Internacional, que o levou para Porto Alegre (RS), logo após o fim do empréstimo ao clube catarinense. O clube gaúcho considerou muito caro o seu passe e o devolveu ao Bonsucesso. No Internacional, Maurício jogou nos anos de 1983 e 1984, quando retornou ao Rio de Janeiro, para jogar no América.
Suas ótimas atuações no América-RJ despertaram interesse de clubes da Europa, como o Charleroi, da Bélgica, e o Sporting, de Portugal, mas acabou contratado pelo Botafogo em 1986. Fez sua estreia no dia 5 de outubro de 1986, no Maracanã, na derrota de 4 x 2 para o Atlético Mineiro, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. A equipe que jogou foi essa: Luís Carlos, Josimar, Oswaldo, Leiz e Wagner Pepeta; Lulinha, Alemão e Arthurzinho; Maurício, Roberto Carlos (Helinho) (Silvinho) e Berg. Técnico: Zagallo.
Depois de disputar 12 jogos em 1988 (o último em 13 de abril) foi emprestado ao Internacional, onde foi vice-campeão brasileiro.


No ano seguinte, retornou ao Botafogo e foi peça fundamental na conquista do título de campeão do Campeonato Carioca. Na segunda partida da final da competição, no dia 21 de junho de 1989, contra o Flamengo, Maurício aproveitou o cruzamento do ponta-esquerda Mazolinha e tocou a bola para as redes. O placar de 1 x 0 deu o título invicto ao Botafogo e quebrou o jejum do alvinegro de 21 anos sem títulos. O time que atuou nesse dia foi Ricardo Cruz, Josimar, Wilson Gottardo, Mauro Galvão e Marquinhos; Carlos Alberto Santos, Luisinho e Vítor; Maurício, Paulinho Criciúma e Gustavo (Mazolinha). Técnico: Valdyr Espinosa.
Seu último jogo pelo Botafogo foi em 25 de novembro de 1989, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, com vitória de 2 x 1 sobre a Portuguesa de Desportos.
No Botafogo, contando suas duas passagens, foram 119 jogos, com 23 gols.
Em janeiro de 1990, Maurício foi transferido para o Celta de Vigo, da Espanha, onde teve passagem discreta e, no ano seguinte, retornou ao futebol brasileiro, para defender o Grêmio, de Porto Alegre (RS).
Depois, novamente no Internacional, viveu outra fase vitoriosa em 1992, conquistando o Campeonato Gaúcho e a Copa do Brasil desse ano.
Já com 33 anos de idade, jogou no Ulsan Hyundai, da Coréia do Sul (onde venceu a Copa da Liga Coreana em 1995) e teve passagens pelo Zico All Star, do Japão, América, do México, Londrina (PR) e XV de Piracicaba (SP).
Encerrou a carreira profissional em 2001, na Portuguesa de Desportos.
Chegou a defender a Seleção Brasileira Olímpica (atuando em dois jogos pelo Pré-Olímpico de 1987, vencido pelo Brasil) e teve uma convocação para a Seleção Principal no empate diante do Paraguai em 27 de fevereiro de 1991 (1 x 1).
Após pendurar as chuteiras, Maurício se formou em Educação Física, adquiriu uma corretora de imóveis e passou a se dedicar fortemente a projetos sociais, fundando o Instituto Craque do Futuro para ajudar jovens vulneráveis através do esporte, além de sempre participar de eventos consulares e homenagens promovidas pelo Botafogo.
Em 2007, a diretoria do Botafogo prestou-lhe uma homenagem, criando uma camisa comemorativa, lançada no evento Feijão do Fogão 2007.
Em outubro de 2021 foi lançado o livro “1989 - O Escolhido”. Escrito pela jornalista Aline Bordalo, o projeto foi idealizado por Maurício.