terça-feira, 17 de julho de 2012

AS DECISÕES: TAÇA GUANABARA DE 1967


A decisão da Taça Guanabara de 1967 aconteceu entre Botafogo e América, no dia 20 de agosto de 1967, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

O início do jogo não podia ter sido melhor: dada a saída, o Botafogo foi à frente, o América tomou a bola, tentou o contra-ataque, perdeu, o Botafogo voltou, Paulo César recebeu pela ponta-esquerda, fechou para a área e, da posição de meia esquerda, atirou forte de pé direito, colocando a bola no gol. Menos de um minuto, 1 x 0. O América deu a saída, Antunes lançou Edu pelo meio, ele livrou-se de Zé Carlos, entrou na área e, quando Manga saiu, colocou no canto esquerdo. Segundos depois, 1 x 1.
O Botafogo, porém, absorveu o choque do empate tão prematuro e não sentiu o gol. Voltou para frente, mais disposto e melhor armado em campo, ganhando quase todas as disputas e conquistando as bolas sobradas. Era o time melhor armado taticamente e melhor preparado fisicamente – e por isso tinha o domínio do jogo.
A entrada de Paulo César deu ao ataque a força necessária para que tomasse todos os espaços do campo, pois ele não era um ponta recuado, mas sim um ponta que recuava. Quando o time ia à frente, Paulo César acompanhava e se tornava um homem útil e agressivo.
O América, parecia, não esperava um Botafogo completo mas sim a equipe torta, perneta na esquerda, onde Afonsinho é um excelente armador mas sem nenhuma objetividade para o gol. A presença de Paulo César e sua movimentação tirou toda a perspectiva de jogo de Joãozinho, uma das peças bases da equipe americana. Joãozinho ficou perdido, sem saber o que fazer, enquanto Marcos e Ica limitavam-se exclusivamente ao desarme, sem municiar o ataque. O Botafogo era um todo, ia e vinha inteiro; o América estava dividido, o ataque – Edu, Antunes e Eduardo – isolado do resto, a equipe jogava em ritmo sincopado.
O domínio do Botafogo manifestava-se pelo maior volume de jogo e pela neutralização do adversário, que sequer conseguia contra-atacar quando tinha tudo para fazê-lo. O Botafogo mantinha três homens de defesa contra os três atacantes americanos num esquema arriscado, mas que dava certo, pois os lançamentos que vinham da defesa do América não eram passes em profundidade, mas rebatidas a esmo, dificultando as ações de Edu, encarregado de voltar para buscar o jogo.
Aos 44 minutos, então, aconteceu o lance que parecia fatal ao Botafogo: numa entrada desleal, Jairzinho atingiu o tornozelo de Aldeci, sendo imediatamente expulso de campo. E o Botafogo deixou o campo, no intervalo, com seu poderio ofensivo sensivelmente abalado.
O segundo tempo revelou, porém, outra faceta do jogo: o Botafogo superava-se para suprir a falta de um homem, e o América não sabia explorar a vantagem que tinha. O que se via era um time correndo todo o campo, disputando a bola para valer, com raro entusiasmo, imbuído pelo clima de decisão enquanto o outro tentava impor um estilo que não é o seu. O Botafogo, em sua movimentação, nos deslocamentos constantes de Roberto, Rogério e Paulo César, compensava a ausência de Jairzinho. Na velocidade, dominava o meio de campo e mantinha sempre o campo americano mais ocupado que o seu.
Mesmo o segundo gol do América não chegou para decidir, apesar de toda a vantagem que tinha. Aos 17 minutos, cobrando uma falta de longa distância, de Carlos Roberto em Antunes, Eduardo atirou forte, indo a bola entrar no ângulo esquerdo do gol de Manga. O Botafogo, porém, manteve seu ritmo, continuou fazendo o que estava certo, firme no esquema defensivo bem armado e ativo nas deslocações do ataque, em luta constante. Aos 25 minutos, Paulo César recebeu a bola pela direita e repetiu a jogada do primeiro gol, só que pelo lado contrário; correndo no sentido lateral, trocou de pé e chutou de esquerda, firme e rasteiro, colocando a bola no canto esquerdo de Arésio, que ainda conseguiu tocá-la.
O América assustou-se, mas tinha gravado no subconsciente a vantagem do empate, com a decisão pelo saldo de gols. Procurou travar o jogo, amainar a correria, tocar a bola de pé em pé. Ao Botafogo só a vitória interessava e assim o time dirigido por Zagalo entrou embalado para os vinte minutos da prorrogação. Começou de novo na frente, atacando, teve algumas oportunidades para marcar, e foi apertando até os 15 minutos da prorrogação, quando Paulo César trocou passes com Gérson e recebeu a bola de volta, limpa, no meio da área, e livre completou para marcar seu terceiro gol. Gol de uma vitória antes de tudo justa, do time que foi mais inteligente e mais ardente, e por isso o campeão da Taça Guanabara.


As duas equipes formaram assim:
BOTAFOGO - Manga, Moreira, Zé Carlos, Leônidas e Waltencir; Carlos Roberto e Gérson; Rogério, Roberto, Jairzinho e Paulo César. Técnico: Zagalo.
AMÉRICA - Arésio, Sérgio, Alex, Aldeci e Djair; Marcos e Ica; Joãozinho, Antunes, Edu e Eduardo. Técnico: Evaristo de Macedo.
O árbitro foi Cláudio Magalhães, auxiliado por Frederico Lopes e Airton Vieira de Morais.
A renda total atingiu NCr$ 183.226,30, com 70.254 pagantes e 12.177 menores presentes.


Fonte: Última Hora


Comentários pós-jogo


Armando Nogueira


Mil armas mobilizou o time do Botafogo para conquistar o título de campeão da Taça Guanabara, anteontem, no Maracanã: a aplicação do meio-campo, o poder de chute de Paulo César, o espírito ofensivo dos beques laterais, a troca constante entre Paulo César e Roberto, mas, acima de tudo, o campeão da cidade se fez, domingo, por uma quase inacreditável determinação de vencer.
Poucas vezes, pouquíssimas vezes mesmo, tenho visto uma equipe fazer tanto, em luta, em resistência, em correção, para ganhar uma partida quanto fez o Botafogo, domingo.
Houve organização de jogo, houve atuações individuais soberbas, houve coragem na atuação do time do Botafogo, houve superação das próprias forças para vencer uma partida de roteiro profundamente ingrato para os corações botafoguenses.
Inesquecível tarde de glória para o futebol e para o Botafogo que realizou em 110 minutos de suor uma das mais empolgantes vitórias a que tenho assistido no Maracanã.
A circunstância de ter jogado com dez elementos é notável, é notável, também, que Paulo César tenha marcado três gols de craque, mas tenho a impressão de que o que mais exalta a vitória do Botafogo é a conquista do público que começou contra ele e acabou a favor dele. Conquistar um título talvez não seja tão difícil, conquistar um estádio, sim, é consagrador. E o time do Botafogo conseguiu esse milagre: a multidão de espectadores formada de rubro-negros, vascaínos e tricolores, que por um respeitável sentimento de simpatia ali estava para torcer pelo América, rendeu-se pelo coração de Carlos Roberto.
No fim do jogo, um colega de imprensa me dizia, com ar de derrota, que o time do América o havia decepcionado. Infelizmente, eu estava feliz demais e não pude perder tempo com a amargura do rapaz. Senão, eu lhe teria pedido, na hora, que respeitasse ao menos as lágrimas vertidas no abraço, camisas ensopadas, de Eduardo e Paulo César.
A dignidade com que o Botafogo venceu só pode ser comparada à dignidade com que o América perdeu. A contrapartida do heroísmo, no futebol como na vida, não é forçosamente a covardia. O time do América não se acovardou, o time do América ouviu o derradeiro apito do juiz dentro da área do Botafogo. Atormentou-se pelo cerco irresistível do Botafogo, mas não fugiu: foi heroico no martírio da derrota como o Botafogo foi heroico no delírio de vencer.
Os deuses do futebol hão de ter abençoado, sem distinção, os derrotados do América e os vencedores do Botafogo que fizeram explodir no estádio, domingo, as emoções mais profundas da alma humana. Heróis de uma tarde de aflições e de alegrias para o coração de uma cidade que ainda é capaz de sorrir e de chorar diante do universo infantil de uma bola que rola.
Fico devendo ao futebol e especialmente ao Botafogo e ao América a lágrima da mais pura alegria que surpreendi no rosto quase meu de uma certa criança escondida na multidão dominical do Maracanã.


Oldemário Touguinhó


O juiz apita e o jogo acaba. Os jogadores do Botafogo começam a festejar a conquista da Taça Guanabara. Nesse instante, Carlos Roberto sai correndo e apanha a bola. Fica com ela debaixo do braço durante as comemorações. Um torcedor mais apaixonado exige sua camisa. Ele a tira com cuidado, mas não larga a bola. A festa continua. Jairzinho sobe as escadas do túnel e, chorando, abraça Carlos Roberto. Tudo é alegria. Gérson recebe a taça e sai com ela correndo pelo campo, com o rosto e a camisa molhados de suor: vê no troféu uma vitória pessoal sobre sua infelicidade em ganhar títulos. O jogador exibe a taça e diz, com a voz embargada, que também ele é campeão e que já não podem mais dizer que não serve para partidas decisivas. Num canto do campo, Paulo César é sufocado pelos abraços dos companheiros. Até o zagueiro Chiquinho, afastado do time titular por uma contusão, chora, beijando Paulo César, um menino de cara alegre e nariz grande, que vive o seu grande dia. Após uma série de discussões com o clube, finalmente voltou ao time e, com seus gols, garantiu a vitória e a conquista da taça. O diretor Xisto Toniato dá cambalhotas no campo, como um menino de colégio. Tudo é alegria. O técnico Zagalo, com os olhos cheios de lágrimas, diz a todo instante que a vitória foi dos jogadores. No vestiário, as homenagens continuam. Carlito Rocha diz que foi um feito dos tempos do amadorismo: “Os meninos, hoje, fizeram-me recordar a minha juventude”. Um pouco mais distante está o velho Juvenal, campeão de 1948. Com alguns cabelos brancos e óculos, sorri sem parar. Veio ver seu time vencer. Salim, torcedor dedicado e otimista, mostrava seu gravador portátil onde estavam registrados os três gols do Botafogo. O barulho aumenta gradativamente. Os jogadores, aos poucos, vão saindo do estádio, onde uma multidão de torcedores começa a gritar seus nomes. De repente, tranqüilamente, com uma bola debaixo do braço, passa um deles. E uma turma de amigos corre para abraçá-lo. Ele continua andando. A torcida do Botafogo está do outro lado, festejando a vitória. O garoto, enquanto isso, só tem ao seu lado uns dez rapazes. Perto da porta do estádio, ele para e diz para os amigos: “Esta bola é o meu troféu. Vou mostrá-la para todos lá na rua, em Madureira. Parece até mentira, eu com a bola do jogo.” De fato, Carlos Roberto tem o direito de ficar com a bola, pois foi o melhor jogador da partida, nessa tarde de festa para o futebol.


Fonte: Jornal do Brasil.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

O BOTAFOGO CAMPEÃO DO TORNEIO RIO-SÃO PAULO DE 1962


Na primeira fase do Torneio Rio-São Paulo de 1962, os nove clubes participantes foram divididos em dois grupos: o A, integrado pelos cinco clubes cariocas: América, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama), e o B, com quatro clubes paulistas: Corinthians, Palmeiras, Portuguesa de Desportos e São Paulo.
Jogaram dentro dos seus respectivos grupos, com os dois primeiros colocados de cada um passando para a Fase Final, onde disputaram um quadrangular final.
Eis a campanha do campeão Botafogo:

BOTAFOGO 1 x 0 FLUMINENSE
Data: 18.02.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Eunápio de Queirós
Público: 20.312
Renda: Cr$ 1.813.403,00
Gol: China
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Nilton Santos (Paulistinha) e Rildo; Pampolini e Didi; Garrincha, China (Neyvaldo), Amarildo e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.
FLUMINENSE: Castilho; Jair Marinho, Pinheiro, Clóvis e Altair; Edmilson e Walter Lino; Calazans (Jair Francisco), Osvaldo, Jaburu (Waldir) e Escurinho. Técnico: Zezé Moreira.

BOTAFOGO 4 x 1 VASCO DA GAMA
Data: 21.02.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Antônio Viug
Gols: Amarildo (2), Neyvaldo e Barbosinha-contra / Da Silva
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Nilton Santos (Paulistinha) e Rildo; Pampolini e Didi; Garrincha, Quarentinha (China), Amarildo (Neyvaldo) e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.
VASCO DA GAMA: Ita, Paulinho, Brito, Barbosinha e Coronel (Dario); Nivaldo (Laerte) e Lorico; Sabará, Javan, Vevé e Da Silva. Técnico: Paulo Amaral.

BOTAFOGO 4 x 1 AMÉRICA
Data: 26.02.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Amílcar Ferreira
Renda: Cr$ 1.799.241,00
Expulsão: João Carlos.
Gols: China (2), Amarildo e Neyvaldo / Jorge
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Nilton Santos (Paulistinha) e Rildo; Airton (Pampolini) e Didi; Garrincha (Neyvaldo), China, Amarildo e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.
AMÉRICA: Ari, Jorge, Djalma Dias, Leônidas e Ivan; Amaro e João Carlos; Gilbert (Abel), Marco Antônio (Antoninho), Luiz Carlos e Nilo. Técnico: Miguel Pimenta.

BOTAFOGO 2 x 3 FLAMENGO
Data: 01.03.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Armando Marques
Público: 43.559
Expulsão: Amarildo
Gols: Garrincha e Amarildo / Dida (2) e Germano
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Nilton Santos e Rildo; Airton (Édson) e Didi (Pampolini); Garrincha, China (Neyvaldo), Amarildo e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.
FLAMENGO: Fernando, Joubert, Jadir, Bolero e Jordan; Carlinhos e Nelsinho; Joel, Henrique, Dida (Adilson) e Germano.

BOTAFOGO 2 x 1 SÃO PAULO
Data: 11.03.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Olten Aires de Abreu
Público: 29.254
Renda: Cr$ 2.500.643,00
Gols: Garrincha e Amarildo / Ailton
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Paulistinha e Rildo; Pampolini (Édson) e Didi; Garrincha, China (Neyvaldo), Amarildo e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.
SÃO PAULO: Suli, Deleu, De Sordi e Riberto; Roberto Dias e Jurandir; Célio (Faustino) (Sabino), Prado, Baiano (Jair), Benê e Ailton. Técnico: Aymoré Moreira.

BOTAFOGO 1 x 0 FLAMENGO
Data: 14.03.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Wilson Lopes de Souza
Público: 41.670
Gol: Amarildo
BOTAFOGO: Manga, Joel, Zé Maria, Paulistinha e Rildo; Airton e Didi; Garrincha, Quarentinha (Neyvaldo), Amarildo e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues.
FLAMENGO: Fernando, Vanderlei, Jadir, Bolero e Jordan; Carlinhos e Nelsinho; Joel (Adilson), Henrique, Dida e Germano.

BOTAFOGO 3 x 1 PALMEIRAS
Data: 17.03.1962
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Romualdo Arppi Filho
Público: 46.368
Renda: Cr$ 4.588.641,00
Gols: Amarildo (2) e Quarentinha / Zequinha
BOTAFOGO: Manga, Joel (Cacá), Zé Maria, Nilton Santos e Rildo; Airton e Didi; Garrincha, Quarentinha (China), Amarildo e Zagalo (Neyvaldo). Técnico: Marinho Rodrigues.
PALMEIRAS: Valdir, Djalma Santos, Valdemar Carabina e Jorge; Aldemar e Zequinha; Gildo (Zeola), Américo, Vavá, Chinesinho e Geraldo II. Técnico: Maurício Cardoso.



quarta-feira, 11 de julho de 2012

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Mimi Sodré


Benjamim de Almeida Sodré, o “Mimi Sodré” foi um dos primeiros ídolos da história do Botafogo, do Rio de Janeiro e uma das mais interessantes figuras do futebol brasileiro. 
Ele era habilidoso, rápido, inteligente, organizado e muito responsável.
Segundo depoimento de sua filha, Dora Sodré, Mimi nasceu na cidade de Messejana, próxima a capital Fortaleza, Ceará, no dia 10 de abril de 1892.
Curiosamente, o livro “Seleção Brasileira 1914-2006”, de Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, afirma que foi em Belém (PA), em 30 de outubro de 1892.
Já o livro “História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906/2010”, de Roberto Assaf e Clóvis Martins, confirma Belém (PA), mas em 30 de dezembro de 1892.
Desde menino que “Mimi” gostava de jogar futebol, tendo como companheiros das memoráveis peladas nos gramados da sua cidade natal, os irmãos Lauro e Emmanuel.
Ainda criança mudou-se para o Rio de Janeiro e depois de terminar os estudos secundários prestou concurso para admissão na Escola Naval sendo aprovado em primeiro lugar. Fez brilhante carreira na Marinha Brasileira.
No começo dividia a paixão pelo Botafogo com a Marinha. Mas a profissão não permitia atenção total ao futebol devido às viagens de navio. Mesmo assim, ele sempre procurava dar um jeito de jogar e treinar, o que não era fácil. Por isso muitas vezes perdeu jogos do Botafogo e até da Seleção Brasileira.
A 31 de maio de 1908, inaugurando o seu campo na rua Voluntários da Pátria, o Botafogo derrotava o Riachuelo por 5 x 0. Na preliminar, no jogo de segundos quadros, em que se deu a estréia de Mimi Sodré, o Botafogo venceu pela elevada contagem de 15 x 0.
Mimi Sodré disputou seis jogos pelo campeonato de segundos quadros, onde o Botafogo ficou com o vice-campeonato.
Mimi Sodré fez sua estréia no time principal do Botafogo no dia 16 de agosto de 1908, no segundo jogo da excursão que o alvinegro carioca fez a São Paulo. Naquele dia, no Velódromo, o Botafogo foi derrotado pela A. A. das Palmeiras, por 1 x 0.
O Estado de S. Paulo assim falou de Mimi Sodré em sua estréia pelo Botafogo:
“Depois de algumas tentativas infrutíferas do “team” fluminense em que pelos seus ousados e brilhantes esforços se destacou o extraordinário e minúsculo “forward” (de uns 14 anos; obs.: na verdade, tinha 16) Sodré, já um mestre nos segredos do “association” ...
Prossegue o jornal paulista: “Pelos fluminenses destacamos Coggin, os “backs” M. Maia e Werneck, L. Rocha e o brilhante e prometedor Sodrésinho”.
Mais alguns comentários da imprensa paulista registrados no livro de Alceu Mendes de Oliveira Castro:
“O Botafogo apresentou ontem, no seu “team”, um elemento de primeira ordem, que conseguiu, em poucos momentos, captar as simpatias do público.
Queremos nos referir ao “forward” Mimi Sodré – um petizinho destemido a valer, que fez a defesa do Palmeiras duplicar a sua vigilância e os seus esforços. Mimi Sodré não tem por hábito jogar como de regra, na sua posição, porque ele está sempre junto da bola, quer ela esteja no centro de campo quer na extremidade. Muito veloz, esperto, possuidor de quase todos os conhecimentos do futebol, Mimi Sodré é um verdadeiro ratinho branco”.
O Botafogo formou com Ernest Coggin, Octávio Werneck e João Leal; Rolando de Lamare, Viveiros de Castro e Ataliba Sampaio; Henrique Teixeira, Flávio Ramos, Edwin Cox, Mimi Sodré e Emanuel Sodré.
Em 1909, disputou apenas um jogo pelo campeonato carioca dos primeiros quadros, no dia 26 de setembro, no empate de 1 x 1 com o América. Além disso, esteve na equipe que disputou dois amistosos interestaduais: no dia 18 de julho, na derrota de 3 x 1 para o Paulistano, e no dia 3 de outubro, na vitória de 2 x 1 sobre a A. A. das Palmeiras, ambos no Rio de Janeiro.
Neste mesmo ano, sagrou-se campeão carioca dos segundos quadros.
Em 1910, passou de vez para o quadro principal. Seu primeiro jogo aconteceu em 22 de maio, no campo do Fluminense, com derrota diante do América: 4 x 1.
Isso, porém, não impediu que, ao final da temporada, comemorasse o título de campeão carioca. Esteve em todos os dez jogos disputados pelo Botafogo, marcando 11 gols.
Por conta dos acontecimentos verificados no jogo do dia 25 de junho de 1911, entre Botafogo e América (quando acabaram brigando todos os jogadores), a diretoria do Botafogo enviou ofício à Liga, declarando-se solidária com seus jogadores e solicitando sua desfiliação da entidade.
Daí em diante, o Botafogo só disputou jogos amistosos neste ano.
Afastado da Liga Metropolitana de Sports Athléticos, o Botafogo foi um dos fundadores da Associação de Football do Rio de Janeiro, que teve seu primeiro campeonato em 1912.
Mimi Sodré tornou-se campeão carioca, quando também foi artilheiro do campeonato, com 12 gols.
O Botafogo reintegrou-se a Liga Metropolitana de Sports Athléticos em 1913. O América venceu o campeonato e o Botafogo ficou com a segunda colocação (juntamente com o Flamengo). Mimi Sodré disputou 13 jogos e foi o artilheiro da equipe na competição, com 13 gols.
Em 13 de maio de 1913, foi inaugurado o campo de General Severiano. O Botafogo venceu o Flamengo, por 1 x 0, gol de Mimi Sodré.
Fora dos gramados, Benjamim foi um dos sobreviventes do naufrágio do rebocador “Guarany”, que no final de setembro e início de outubro de 1913, participava de exercícios de manobras da Marinha Brasileira na região da Ilha de São Sebastião, no Estado de São Paulo. Na madrugada do dia 3 de outubro, a esquadra se preparava para realizar um combate simulado quando uma tragédia a atingiu.
O rebocador “Guarany”, que transportava a bordo mais de 50 pessoas entre oficiais e taifeiros, além de uma guarnição de guardas-marinha que assistiam as manobras, foi atingido duramente, a 10 milhas do farol da Ponta do Boi, pelo rebocador “Borborema”, do Lloyd Brasileiro.
O impacto foi forte, muitos dos tripulantes do rebocador foram atirados ao mar e, em apenas 2 minutos, a embarcação se partiu ao meio e naufragou, levando para o fundo muitos dos tripulantes que se encontravam em seu interior.
Mimi Sodré só disputou cinco dos doze jogos do campeonato carioca de 1914, quando novamente o Botafogo ficou na segunda colocação, desta vez junto com o América. Ainda assim, marcou 2 gols.
O Botafogo não foi bem no campeonato carioca de 1915, ficando em quarto lugar entre sete equipes.
Mimi Sodré disputou dez dos doze jogos do clube, marcando quatro gols.
O destaque do ano foi a vitória de 2 x 1 no amistoso contra a A. A. das Palmeiras, de São Paulo, quando Mimi Sodré teve uma grande atuação. O jornal “Correio da Manhã” assim disse: “Passando ao nosso Botafogo, não nos é lícito deixar de prestar, “in primo loco”, uma fervorosa homenagem. Esse preito é dedicado a Benjamin Sodré, a quem soube uma tarde de glória, digna de ser mencionada na vida esportiva do célebre – célebre na extensão da palavra – jogador nacional. Manteve-se durante a contenda de modo admirável, não tendo perdido um único dos lances que durante ela intentou”.
Mimi Sodré foi o primeiro jogador do Botafogo a marcar um gol pela Seleção Brasileira, pela qual não jogou por muito tempo. O gol aconteceu no dia 18 de julho de 1916, na vitória de 1 x 0 sobre o Uruguai, num amistoso.
Antes, no dia 12 do mesmo mês, fez sua estréia na Seleção Brasileira, também contra o Uruguai, com derrota de 2 x 1, em jogo válido pelo Campeonato Sul-Americano disputado em Buenos Aires, Argentina. Foram apenas essas duas participações na Seleção Brasileira.
Ele não se dedicava mais à Seleção Brasileira porque a Marinha não deixava: precisava fazer as funções dele fora do Rio de Janeiro.
No dia 20 de setembro de 1916, em General Severiano, Mimi Sodré fez seu último jogo pelo Botafogo, na derrota de 1 x 0 para o América. Foi transferido pela Marinha para servir em Belém (PA), onde passaria a defender as cores do Paysandu local, a partir de 1918.
O prestígio de Mimi Sodré era tão grande em Belém que, em 16 de dezembro de 1917, foi o árbitro da decisão do campeonato paraense, quando o Remo venceu o Paysandu.
No dia 28 de julho de 1918, foi disputada a Taça “Mimi Sodré”, quando o Paysandu goleou o Nacional, por 5 x 1.
Além de jogar, em 1917, também foi Presidente do Paysandu, feito inédito no futebol brasileiro.
Quando lhe foi permitido, disputou alguns jogos dos campeonatos paraenses de 1918 e 1919.
Em 1920, finalmente o Paysandu alcançou o seu primeiro título de campeão paraense de futebol da 1ª Divisão. O time vinha perseguindo esse título desde 1914. Mimi Sodré e Suíço eram os dois grandes jogadores do Paysandu, que venceu a competição de forma invicta.
Em 1922, atendendo a um pedido de Carlito Rocha, reincorporou-se ao Botafogo.
Embora não possuísse mais sua incrível agilidade, ainda detinha técnica incomparável. Jogou apenas quatro partidas, não marcou gols, e o Botafogo chegou na terceira colocação do campeonato carioca.
Voltou a vestir a camisa do Botafogo no dia 29 de junho de 1922, ao participar dos 12 minutos que faltavam para ser encerrado o jogo, iniciado em 28 de maio e que não chegou ao fim por falta de energia elétrica em Campos Salles, campo do América.
Em 23 de julho de 1922, na vitória de 2 x 0 sobre o América, fez seu último jogo com a camisa do Botafogo.
Mimi Sodré fez parte de uma comissão técnica que dirigiu o Botafogo no ano de 1923, substituindo um dos membros do comitê, Luiz Bento Palamone.
Além de militar e futebolista, Mimi Sodré encontrou tempo para se dedicar ao escotismo, em memória de seu pai, Lauro de Almeida Sodré. Ainda aluno da Escola Naval, leu o livro de Baden Powel – Scouting for Boys, que muito o impressionou, dado ser uma obra que visava ao problema da educação do jovem. Entusiasmado com o objetivo do Movimento Escoteiro, abraçou os seus ensinamentos, e a ele se dedicou por toda a sua vida, exercendo várias funções na UEB – União dos Escoteiros do Brasil. Chefiou os seguintes grupos: 1º Grupo de Escoteiros de Belém, Grupo de Paquetá, Grupo de Botafogo (2 fases) e Gaviões do Mar (2 fases). Dirigiu os primeiros Cursos para Chefes da FBEM e da UEB, em vários Estados do Brasil.
Foi Comissário Técnico da UEB (2 legislaturas); membro do Conselho Nacional da UEB e do Conselho Regional/RJ; Comissário Nacional dos Escoteiros do Mar – título vitalício; Presidente da FBEM – várias legislaturas.
Em setembro de 1925, publicou sob o pseudônimo de Velho Lobo o "Guia do Escoteiro", reconhecido como um dos melhores e dos mais completos livros para os jovens escoteiros. Foi honrado com uma série de títulos, entre eles o de “Cidadão Honorário do Rio de Janeiro” e outros Estados e medalhas de mérito, recebendo a “Ordem do Tapir de Prata”, a mais alta condecoração do escotismo brasileiro, a Cruz de São Jorge e a Medalha Tiradentes.
Foi professor de Astronomia, Navegação e História da Escola Naval, tendo publicado diversos trabalhos.
Passaram-se os anos e Mimi Sodré não abandonou o Botafogo. Em 12 de maio de 1941, o então Comandante Benjamin Sodré tornou-se presidente do Botafogo para acabar com uma crise interna.
Durante a II Guerra Mundial chefiou a Comissão Naval Brasileira. Tornou-se Almirante de Esquadra em 1954.
Faleceu em 2 de fevereiro de 1982, no Rio de Janeiro, onde residia.
Atualmente vários Grupos Escoteiros, ruas e espaços municipais levam o nome de Almirante Benjamin Sodré, em sua homenagem.
Além do Escotismo, dedicou-se também a outras instituições ligadas à Educação e à Cultura. Foi Grão Mestre da Maçonaria, Presidente da Campanha Nacional das Escolas da Comunidade, do Cenáculo Fluminense, da Associação de Ex-Alunos da Escola Superior de Guerra e outras mais. Recebeu significativas condecorações em todas as áreas em que atuou.

Fontes:
O Futebol no Botafogo (1904-1950)
Estado de S. Paulo
Centro Cultural da Memória Escoteira
Wikipédia


terça-feira, 3 de julho de 2012

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NÃO ESQUECE: o primeiro jogo do Botafogo no Maracanã



A primeira vez que o Botafogo disputou um jogo no Estádio do Maracanã foi em 13 de agosto de 1950.
Perante numerosa assistência, enfrentou o América.
Era o primeiro clássico do campeonato carioca que se iniciava.
Contrariando os prognósticos que eram mais favoráveis ao Botafogo, o América conseguiu bela vitória, jogando melhor que o seu contendor e chegando ao fim da peleja com o marcador de 4 x 2 a seu favor.
Pode-se dizer que o quadro do América, desde o começo até o fim, se conduziu mais bem ajustado que o do Botafogo, apesar deste ter aberto a contagem aos 12 minutos, por intermédio de Zezinho, dando a impressão que o seu favoritismo ia se confirmar.
Os americanos, porém, reagindo bem, passaram a controlar o jogo para Dimas empatar aos 34 minutos e Maneco desempatar aos 40, do que resultou terminar a primeira fase com a vantagem de 2 x 1 para o América.
No segundo período, Osvaldinho, de pênalti, aos 3 minutos, registra o terceiro gol do América.
Maneco aumentou o marcador para 4 x 1, o que permitiu aos americanos jogarem melhor e mais folgadamente.
Finalmente, Zezinho diminuiu a diferença conquistando o segundo gol do Botafogo.
O jogo terminou com a justa vitória do América, por 4 x 2.
Osmar e Zezinho foram expulsos no segundo tempo.
Serviu de árbitro Alberto da Gama Malcher.
A renda alcançou Cr$ 167.204,00.
As duas equipes estavam assim constituídas:
BOTAFOGO: Oswaldo Baliza, Índio e Nilton Santos; Rubinho, Ávila e Richarde; Braguinha, Souza, Ariosto, Zezinho e Jaime. Técnico: Carvalho Leite.
AMÉRICA: Osni, Joel e Osmar; Rubens, Oswaldo e Godofredo; Natalino, Maneco, Dimas, Ranulfo e Jorginho. Técnico Délio Menezes.

Fonte: Jornal do Brasil.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

O BOTAFOGO NO CAMPEONATO CARIOCA DE 1940


BOTAFOGO 2 x 0 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 28/04/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Heleno de Freitas (2)  
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Bibi; Zezé Procópio, Pacheco (Zezé Moreira) e Canalli; Álvaro, Carvalho Leite (Heleno de Freitas), Paschoal, Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
SÃO CRISTÓVÃO: Madalena, Hernandez e Augusto; Oscarino, Arquimedes e Afonsinho; Roberto, Villegas, Nestor, Nena e Matias.

BOTAFOGO 2 x 3 FLAMENGO
Data: 05/05/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Carlos de Oliveira Monteiro  
Gols: Canalli e Zarcy / Jorge (2) e Sá
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio (Zarcy), Zezé Moreira e Canalli; Paschoal, Carvalho Leite, Heleno de Freitas, Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
FLAMENGO: Yustrich, Domingos da Guia e Nilton; Artigas, Vicente (Jocelino) e Médio; Sá, Zizinho, Leônidas da Silva, Jorge e Jarbas (Orsi).

BOTAFOGO 1 x 1 MADUREIRA
Data: 19/05/1940
Local: Figueira de Melo, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes  
Gols: Patesko / Isaías
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Bibi; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Paschoal, Carvalho Leite, Heleno de Freitas (Melado), Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
MADUREIRA: Alfredo, Tuíca e Ápio; Otacílio, Jair II e Gringo; Jorge, Lelé, Isaías, Jair Rosa Pinto e Valentim.

BOTAFOGO 2 x 0 BONSUCESSO
Data: 26/05/1940
Local: Gávea, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Paschoal (2)  
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Tadique, Paschoal, Carvalho Leite (Heleno de Freitas), Nelson Juliani (Melado) e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
BONSUCESSO: Humberto, Mário e Fraga; Valter, Bibi e Oto; Maninho, Irineu, Gradim, Eunápio e Orlandinho.

BOTAFOGO 3 x 3 FLUMINENSE
Data: 09/06/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gols: Tadique, Canalli e Heleno de Freitas / Hércules (2) e Malazzo
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira (Martim) e Canalli; Tadique, Paschoal, Heleno de Freitas, Perácio e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
FLUMINENSE: Batatais, Moysés e Machado; Bioró, Spinelli e Malazzo; Pedro Amorim, Romeu, Milani, Tim e Hércules.

BOTAFOGO 0 x 3 VASCO DA GAMA
Data: 16/06/1940
Local: Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes  
Gols:  Lindo (2) e Villadoniga
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Afonso (Martim); Tadique, Paschoal, Heleno de Freitas (Carvalho Leite), Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
VASCO DA GAMA: Chiquinho, Florindo e Osvaldo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Lindo, Alfredo II, Durval, Villadoniga e Orlando (Luna).

BOTAFOGO 1 x 1 AMÉRICA
Data: 23/06/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Carvalho Leite / Carola
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Martim (Pacheco) e Canalli (Zezé Moreira); Tadique, Paschoal, Carvalho Leite, Perácio e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
AMÉRICA: Tadeu, Vila e Gritta; Dedão, Bolinha e Alcebíades; Nelsinho, Plácido, Fogueira, Carola e Pirica.

BOTAFOGO 4 x 3 BANGU
Data: 30/06/1940
Local: Figueira de Melo, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Fioravanti D'Ângelo
Gols: Carvalho Leite (2), Tadique e Perácio / Ladislau (2) e Carlinhos
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Pacheco; Tadique, Paschoal, Carvalho Leite, Perácio e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
BANGU: Rey, Enéas e Mineiro; Nadinho, Paulista e Adauto; Bituca, Ladislau, João Pinto (Carlinhos), Baleiro e Murilinho. Técnico: Antônio Manfrenatte.

BOTAFOGO 4 x 3 VASCO DA GAMA
Data: 21/07/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Fioravanti D'Ângelo
Gols: Paschoal (4) / Villadoniga (2) e Alfredo
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Tadique, Paschoal, Carvalho Leite (Zarcy), Cesar e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
VASCO DA GAMA: Chiquinho, Florindo e Osvaldo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Lindo, Alfredo II, Villadoniga, Gonzalez e Orlando.

BOTAFOGO 5 x 1 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 28/07/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes  
Gols: Zarcy, Paschoal, Patesko, Tadique e Cesar / Curtis
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Tadique, Paschoal, Zarcy, Cesar e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
SÃO CRISTÓVÃO: Madalena, Mundinho e Augusto; Oscarino, Arquimedes (Dodô) e Afonsinho; Fuertes, Nestor (Joaquim), Feitiço, Curtis e Matias.

BOTAFOGO 2 x 3 BONSUCESSO
Data: 11/08/1940
Local: Teixeira de Castro, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Perácio e Patesko / Orlandinho, Gradim e Eunápio
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Tadique, Paschoal, Zarcy (Heleno de Freitas), Perácio e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
BONSUCESSO: Francisco, Salvador e Renganeschi; Arresi, Bibi e Oto; Galego, Irineu, Gradim, Eunápio e Orlandinho.

BOTAFOGO 4 x 3 MADUREIRA
Data: 18/08/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes  
Gols: Paschoal (2), Heleno de Freitas e Patesko / Jair Rosa Pinto (2) e Dentinho
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Martim (Zezé Moreira) e Zarcy; Tadique, Paschoal, Heleno de Freitas, Cesar (Nelson Juliani) e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
MADUREIRA: Alfredo, Tuíca e Ápio; Otacílio, Januário e Gringo; Jorge, Lelé, Isaías, Jair Rosa Pinto e Dentinho.

BOTAFOGO 2 x 3 FLAMENGO
Data: 01/09/1940
Local: Gávea, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gols: Carvalho Leite (2) / Castillo, Zizinho e Leônidas da Silva
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz (Ivan); Zezé Procópio, Zezé Moreira e Zarcy; Tadique, Paschoal, Carvalho Leite, Nelson Juliani (Heleno de Freitas) e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
FLAMENGO: Yustrich, Domingos da Guia e Osvaldo; Pichim, Volante e Médio; Valido, Zizinho, Leônidas da Silva, Castillo e Jarbas. Técnico: Flávio Costa.

BOTAFOGO 2 x 2 FLUMINENSE
Data: 08/09/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Perácio e Geninho / Adílson e Tim
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell (Bibi) e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli (Zarcy); Tadique, Geninho, Paschoal, Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
FLUMINENSE: Batatais, Norival e Machado; Bioró, Spinelli e Malazzo; Adílson, Romeu, Milani, Tim e Carreiro. Técnico: Ondino Vieira.

BOTAFOGO 2 x 3 AMÉRICA
Data: 22/09/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Fioravanti D'Ângelo
Gols: Geninho (2) / Cecílio (2) e Plácido
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Bibi e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Zarcy; Tadique, Geninho, Paschoal (Carvalho Leite), Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
AMÉRICA: Tadeu, De La Torre e Gritta; Dedão, Aziz e Alcebíades (Bolinha); Nelsinho, Plácido, Fogueira, Cecílio e Pirica.

BOTAFOGO 6 x 2 BANGU
Data: 29/09/1940
Local: Rua Ferrer, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Patesko (2), Perácio (2), Geninho e Paschoal / Carlinhos e Baleiro
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Martim e Zarcy; Tadique, Geninho, Paschoal, Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
BANGU: Atlante, Enéas e Mineiro; Possato (Nadinho), Paulista e Adauto; Lula, Mical, Baleiro, Carlinhos e Bituca. Técnico: Antônio Manfrenatte.

BOTAFOGO 2 x 2 VASCO DA GAMA
Data: 13/10/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Fioravanti D'Ângelo
Gols: Carvalho Leite e Patesko / Villadoniga (2)
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Zarcy; Paschoal (Álvaro), Geninho, Carvalho Leite, Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
VASCO DA GAMA: Chiquinho, Jaú e Florindo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Lindo, Alfredo II, Villadoniga, Gonzalez e Orlando.

BOTAFOGO 1 x 0 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 20/10/1940
Local: Figueira de Melo, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gol: Álvaro  
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Zarcy; Tadique (Álvaro), Geninho, Paschoal (Carvalho Leite), Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
SÃO CRISTÓVÃO: Madalena, Mundinho e Augusto; Gualter, Dodô e Arquimedes; Curtis, Joãozinho, Cavaco, Nestor e Matias.

BOTAFOGO 3 x 1 BONSUCESSO
Data: 03/11/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Carvalho Leite (3) / Galego
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira (Martim) e Zarcy; Paschoal, Geninho, Carvalho Leite, Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
BONSUCESSO: Francisco, Salvador e Renganeschi; Arresi, Bibi e Oto (Vergara); Galego, Irineu (Gradim), Careca, Beressi e Orlandinho.

BOTAFOGO 4 x 2 MADUREIRA
Data: 10/11/1940
Local: Teixeira de Castro, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Geninho (2), Nelson Juliani e Patesko / Isaías (2)
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Paschoal, Geninho, Carvalho Leite, Nelson Juliani (Heleno de Freitas) e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
MADUREIRA: Alfredo, Tuíca (Ernesto) e Ápio; Otacílio, Jair II e Gringo; Jorginho, Lelé, Isaías, Jair Rosa Pinto e Raul (Dentinho).

BOTAFOGO 1 x 1 FLAMENGO
Data: 24/11/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gols: Heleno de Freitas / Zizinho
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Paschoal, Geninho, Carvalho Leite (Zarcy), Heleno de Freitas e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
FLAMENGO: Yustrich (Valter), Domingos da Guia e Osvaldo; Pichim, Volante e Médio; Armandinho, Zizinho, Leônidas da Silva, Jorge e Jarbas.

BOTAFOGO 1 x 3 FLUMINENSE
Data: 01/12/1940
Local: Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gols: Heleno de Freitas / Adilson, Carreiro e Romeu
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz (Araraquara); Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Álvaro, Geninho, Paschoal, Nelson Juliani (Heleno de Freitas) e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
FLUMINENSE: Batatais, Norival e Machado; Brant, Bioró e Spinelli; Adilson, Russo, Rongo, Tim e Carreiro. Técnico: Ondino Vieira.

BOTAFOGO 2 x 1 AMÉRICA
Data: 15/12/1940
Local: Campos Sales, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Zezé Procópio e Patesko / Nelsinho
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz (Araraquara); Zezé Procópio, Martim e Laxixa; Álvaro, Geninho, Carvalho Leite, Heleno de Freitas e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
AMÉRICA: Thadeu, De La Torre e Gritta; Dedão, Aziz e Alcebíades; Nelsinho, Carola, Fogueira, Cecílio e Pirica.

BOTAFOGO 4 x 2 BANGU
Data: 22/12/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Patesko, Tadique, Carvalho Leite e Zarcy / Baleiro e Ladislau
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz (Araraquara); Zezé Procópio, Zezé Moreira e Laxixa; Tadique (Zarcy), Geninho, Carvalho Leite, Heleno de Freitas e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
BANGU: Atlante, Enéas e Mineiro; Nadinho, Paulista e Adauto; Lula, Baleiro, Anito, Antônio e Bituca (Ladislau). Técnico: Antônio Manfrenatte.


domingo, 24 de junho de 2012

ESTAMOS DE VOLTA!

A partir da próxima semana, voltaremos a atualizar o blog, com novas postagens sobre o glorioso Botafogo.
Desculpem pelo longo tempo de inatividade.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O NOVO CT DO BOTAFOGO


O projeto do centro de treinamento para as divisões de base do Botafogo, cuja área total será de 102 mil metros quadrados, contará com um pequeno estádio para os jogos, com vestiários, arquibancada e uma tribuna. Além disso, terá dois campos (mais um de grama sintética), piscina, hotel para concentração, sala de musculação, espaço para departamento médico, área administrativa e estacionamento.
O projeto está orçado em aproximadamente R$ 15 milhões e o clube já tem um parceiro engatilhado para a construção. A obra tem previsão de um ano. Como contrapartida para receber Marechal Hermes, o Botafogo recebeu o pedido do governador Sérgio Cabral para a criação de um projeto social no local.
O clube está finalizando a proposta para ser entregue ainda nesta semana. Serão 300 crianças carentes do entorno de Marechal Hermes que usarão o espaço do novo CT para aulas de natação, vôlei e futebol. Mas a ênfase será na parte educativa e médica.
O próximo passo do Botafogo será conseguir a liberação, junto à Aeronáutica, do terreno vizinho a Marechal Hermes, que também será incluído no projeto do CT. Nesse espaço serão construídos apenas campos. As conversas estão bem encaminhadas.
Assim que receber a cessão de Marechal Hermes, o Botafogo devolverá ao Governo do Estado o Caio Martins. Segundo o presidente Maurício Assumpção, a sede de Niterói não teria mais função e seria uma despesa extra para o clube.
Enquanto o projeto do CT não sai do papel, o Botafogo realizou obras emergenciais em Marechal Hermes ao longo dos últimos dois anos. O campo, os vestiários e a fachada foram reformados. Os alojamentos foram refeitos e hoje abrigam 23 atletas, a sala de musculação recebeu novos equipamentos e um auditório, que também é usado como refeitório, foi construído. Parte dessa estrutura será aproveitada para o CT.
O Botafogo investiu mais de R$ 4 milhões nas divisões de base e conta com cerca de 250 atletas em todas as categorias.

Fonte: Lance.

sábado, 26 de março de 2011

O PRIMEIRO JOGO INTERESTADUAL DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL


Patrocinado pela Federação Paulista de Futebol, realizou-se no dia 15 de outubro de 1933, à tarde, no campo do C. A. Juventus, um encontro amistoso entre o selecionado oficial daquela Federação e o primeiro quadro do Botafogo F. C., do Rio de Janeiro.
Era uma partida em torno da qual reinava grande interesse, considerando-se o fato de ser a primeira vez que iria atuar a seleção de amadores de São Paulo e contra um conjunto que muito se tem imposto na Capital da República, tendo sido o campeão carioca do último ano.
Entretanto, a partida não correspondeu à expectativa. Ambos os contendores tiveram atuação que muito deixou a desejar. Foi completamente falho de técnica, se bem que equilibrado, motivo porque, achamos que um empate seria um resultado mais justo.
Os dois quadros agiram, em verdade, com muito entusiasmo, mas quase completamente desorientados. Os passes trocados entre os 22 elementos, com raras exceções, eram indecisos e falhos. Tivemos mesmo a impressão que muitos jogadores se encontram bem fora de forma, quer no onze paulista, quer no carioca.
Momentos houve, não resta dúvida, em que algumas jogadas puderam empolgar a pequena assistência, mas esses momentos eram logo desfeitos com um chute desorientado de algum jogador.
Poucas foram as avançadas, de ambas as partes, que terminaram com bom arremate e, conseqüentemente, puderam proporcionar defesas perigosas.
A linha atacante dos guanabarinos, sem o concurso de Nilo e Paulinho, não se entendia. Somente Carvalho Leite teve ocasião de demonstrar que ainda possui um jogo mais ou menos técnico, com os seus passes sempre bem orientados, mas inutilizados por seus companheiros.
O quinteto atacante paulista teve em Raul e Barão os seus dois melhores homens.
Foi, como vemos, uma partida onde a técnica foi substituída pela grande vontade de vencer de que se achavam possuídos os jogadores em campo.
Arbitrou o encontro o Sr. Mário Passerotti, cuja atuação foi bastante fraca. Mostrou-se, não poucas vezes, indeciso, o que prejudicou sobremaneira o desenvolver do prélio. Anulou um tento marcado por Carvalho Leite, ponto esse que, ao nosso ver, foi bastante lícito, para, logo a seguir, consignar um dos paulistas, marcado por Pupo, quando este jogador se encontrava em visível impedimento.

OS QUADROS

Os conjuntos jogaram com as seguintes organizações:
BOTAFOGO: Victor, Ludovico e Vicente; Mosqueira, Ariel e Pamplona; Átila (Waldyr), Eloy, Carvalho Leite, Jayme e Pirica.
FEDERAÇÃO PAULISTA: José Roberto, Nenucho e Segalla; Nerino, Dudu e Munhoz; Raul, Barão, Miguel, Ratto e Pupo.

Fonte: Folha da Noite, 16.10.1933.

Notas do Jornal do Brasil:
1. Com seis minutos de jogo, Raul marca o primeiro gol da seleção paulista;
2. Aos trinta e três minutos, Segalla tem uma indecisão, do que se aproveita Carvalho Leite para empatar;
3. O primeiro tempo termina com empate em 1 x 1;
4. Carvalho Leite fez um gol que o árbitro anulou por impedimento;
5. Nos últimos momentos do jogo, Pupo consegue fazer o segundo ponto dos paulistas. O segundo tento os locais foi feito quando Pupo estava em impedimento e o árbitro não assinalou.

sexta-feira, 4 de março de 2011

JOGOS INESQUECÍVEIS: BOTAFOGO 4 x 4 SÃO CRISTÓVÃO


Esta partida válida pelo Campeonato Carioca de 1928, travou-se no campo da rua Figueira de Melo, perante grande assistência, no dia 27 de maio.
A partida preliminar, muito movimentada, terminou com o empate de 2 x 2.
Para o jogo principal os dois quadros se alinharam sob as ordens do árbitro Alberto Costa, do Vasco da Gama, com as seguintes escalações:
SÃO CRISTÓVÃO: Balthazar, Jaburu e Zé Luiz; Waldo, Henrique e Ernesto; Tinduca, Renato, Vicente, Arthur e Theophilo.
BOTAFOGO: Clóvis, Otacílio e Alemão; Cotia, Aguiar e Pamplona; Henrique, Benedito, Rogério, Aché e Claudionor.
O jogo foi iniciado com forte ataque do São Cristóvão, que conquistou seu primeiro ponto nos primeiros minutos, por intermédio de Renato.
O mesmo jogador conquistou, de forma belíssima, o segundo ponto, seis minutos após.
O Botafogo reage, mas sua linha arremata pessimamente. Batendo com violência uma falta, Rogério conquistou o primeiro ponto do Botafogo.
Reage o São Cristóvão e meio minuto após Arthur conquista mais um ponto.
Termina o primeiro tempo com a contagem de 3 x 1 a favor do São Cristóvão.
Para o segundo tempo, ambas as equipes sofreram modificações: no Botafogo, entrou Juca no lugar de Aché e, no São Cristóvão, Lúcio substituiu Jaburu, que saíra de campo machucado, sem ser substituído.
Nessa fase, o Botafogo atacou formemente, numa formidável reação, enquanto o São Cristóvão se desnorteava, fracassando alguns de seus jogadores, inclusive o goleiro Balthazar que, numa defesa infeliz, permitiu que Juca conquistasse, aos três minutos de jogo, o segundo ponto botafoguense.
O jogo manteve-se animado, atacando sempre o Botafogo e fazendo perigar constantemente o posto contrário. O São Cristóvão organizou alguns ataques que, ou eram mal arrematados, ou eram aparados pelo triângulo final contrário.
Aos 33 minutos de jogo, Claudionor conquistou o ponto do empate e seis minutos Juca conquistou o quarto ponto do Botafogo.
Por essa ocasião, vários assistentes entraram em campo, entusiasmados, para felicitar o autor do quarto ponto. Esse gesto, infeliz, gerou um atrito sério entre essas pessoas e os jogadores locais, degenerando o incidente em um conflito, que estendeu até as arquibancadas, onde a polícia teve de entrar em ação para acalmar os ânimos, fazendo algumas prisões.
Por esse motivo, esteve o jogo interrompido por 10 minutos. Recomeçado, entrou no quadro do São Cristóvão Luiz Villares em lugar de Renato. O clube local procura recuperar a vitória.
Bate-se um corner contra o Botafogo sob os protestos de seus jogadores. Henrique conquista, então, o quarto ponto local, empatando novamente a partida.
Cinco minutos depois termina a partida com um empate de 4 x 4.

Fonte: Folha da Manhã