quarta-feira, 11 de julho de 2012

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Mimi Sodré


Benjamim de Almeida Sodré, o “Mimi Sodré” foi um dos primeiros ídolos da história do Botafogo, do Rio de Janeiro e uma das mais interessantes figuras do futebol brasileiro. 
Ele era habilidoso, rápido, inteligente, organizado e muito responsável.
Segundo depoimento de sua filha, Dora Sodré, Mimi nasceu na cidade de Messejana, próxima a capital Fortaleza, Ceará, no dia 10 de abril de 1892.
Curiosamente, o livro “Seleção Brasileira 1914-2006”, de Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, afirma que foi em Belém (PA), em 30 de outubro de 1892.
Já o livro “História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906/2010”, de Roberto Assaf e Clóvis Martins, confirma Belém (PA), mas em 30 de dezembro de 1892.
Desde menino que “Mimi” gostava de jogar futebol, tendo como companheiros das memoráveis peladas nos gramados da sua cidade natal, os irmãos Lauro e Emmanuel.
Ainda criança mudou-se para o Rio de Janeiro e depois de terminar os estudos secundários prestou concurso para admissão na Escola Naval sendo aprovado em primeiro lugar. Fez brilhante carreira na Marinha Brasileira.
No começo dividia a paixão pelo Botafogo com a Marinha. Mas a profissão não permitia atenção total ao futebol devido às viagens de navio. Mesmo assim, ele sempre procurava dar um jeito de jogar e treinar, o que não era fácil. Por isso muitas vezes perdeu jogos do Botafogo e até da Seleção Brasileira.
A 31 de maio de 1908, inaugurando o seu campo na rua Voluntários da Pátria, o Botafogo derrotava o Riachuelo por 5 x 0. Na preliminar, no jogo de segundos quadros, em que se deu a estréia de Mimi Sodré, o Botafogo venceu pela elevada contagem de 15 x 0.
Mimi Sodré disputou seis jogos pelo campeonato de segundos quadros, onde o Botafogo ficou com o vice-campeonato.
Mimi Sodré fez sua estréia no time principal do Botafogo no dia 16 de agosto de 1908, no segundo jogo da excursão que o alvinegro carioca fez a São Paulo. Naquele dia, no Velódromo, o Botafogo foi derrotado pela A. A. das Palmeiras, por 1 x 0.
O Estado de S. Paulo assim falou de Mimi Sodré em sua estréia pelo Botafogo:
“Depois de algumas tentativas infrutíferas do “team” fluminense em que pelos seus ousados e brilhantes esforços se destacou o extraordinário e minúsculo “forward” (de uns 14 anos; obs.: na verdade, tinha 16) Sodré, já um mestre nos segredos do “association” ...
Prossegue o jornal paulista: “Pelos fluminenses destacamos Coggin, os “backs” M. Maia e Werneck, L. Rocha e o brilhante e prometedor Sodrésinho”.
Mais alguns comentários da imprensa paulista registrados no livro de Alceu Mendes de Oliveira Castro:
“O Botafogo apresentou ontem, no seu “team”, um elemento de primeira ordem, que conseguiu, em poucos momentos, captar as simpatias do público.
Queremos nos referir ao “forward” Mimi Sodré – um petizinho destemido a valer, que fez a defesa do Palmeiras duplicar a sua vigilância e os seus esforços. Mimi Sodré não tem por hábito jogar como de regra, na sua posição, porque ele está sempre junto da bola, quer ela esteja no centro de campo quer na extremidade. Muito veloz, esperto, possuidor de quase todos os conhecimentos do futebol, Mimi Sodré é um verdadeiro ratinho branco”.
O Botafogo formou com Ernest Coggin, Octávio Werneck e João Leal; Rolando de Lamare, Viveiros de Castro e Ataliba Sampaio; Henrique Teixeira, Flávio Ramos, Edwin Cox, Mimi Sodré e Emanuel Sodré.
Em 1909, disputou apenas um jogo pelo campeonato carioca dos primeiros quadros, no dia 26 de setembro, no empate de 1 x 1 com o América. Além disso, esteve na equipe que disputou dois amistosos interestaduais: no dia 18 de julho, na derrota de 3 x 1 para o Paulistano, e no dia 3 de outubro, na vitória de 2 x 1 sobre a A. A. das Palmeiras, ambos no Rio de Janeiro.
Neste mesmo ano, sagrou-se campeão carioca dos segundos quadros.
Em 1910, passou de vez para o quadro principal. Seu primeiro jogo aconteceu em 22 de maio, no campo do Fluminense, com derrota diante do América: 4 x 1.
Isso, porém, não impediu que, ao final da temporada, comemorasse o título de campeão carioca. Esteve em todos os dez jogos disputados pelo Botafogo, marcando 11 gols.
Por conta dos acontecimentos verificados no jogo do dia 25 de junho de 1911, entre Botafogo e América (quando acabaram brigando todos os jogadores), a diretoria do Botafogo enviou ofício à Liga, declarando-se solidária com seus jogadores e solicitando sua desfiliação da entidade.
Daí em diante, o Botafogo só disputou jogos amistosos neste ano.
Afastado da Liga Metropolitana de Sports Athléticos, o Botafogo foi um dos fundadores da Associação de Football do Rio de Janeiro, que teve seu primeiro campeonato em 1912.
Mimi Sodré tornou-se campeão carioca, quando também foi artilheiro do campeonato, com 12 gols.
O Botafogo reintegrou-se a Liga Metropolitana de Sports Athléticos em 1913. O América venceu o campeonato e o Botafogo ficou com a segunda colocação (juntamente com o Flamengo). Mimi Sodré disputou 13 jogos e foi o artilheiro da equipe na competição, com 13 gols.
Em 13 de maio de 1913, foi inaugurado o campo de General Severiano. O Botafogo venceu o Flamengo, por 1 x 0, gol de Mimi Sodré.
Fora dos gramados, Benjamim foi um dos sobreviventes do naufrágio do rebocador “Guarany”, que no final de setembro e início de outubro de 1913, participava de exercícios de manobras da Marinha Brasileira na região da Ilha de São Sebastião, no Estado de São Paulo. Na madrugada do dia 3 de outubro, a esquadra se preparava para realizar um combate simulado quando uma tragédia a atingiu.
O rebocador “Guarany”, que transportava a bordo mais de 50 pessoas entre oficiais e taifeiros, além de uma guarnição de guardas-marinha que assistiam as manobras, foi atingido duramente, a 10 milhas do farol da Ponta do Boi, pelo rebocador “Borborema”, do Lloyd Brasileiro.
O impacto foi forte, muitos dos tripulantes do rebocador foram atirados ao mar e, em apenas 2 minutos, a embarcação se partiu ao meio e naufragou, levando para o fundo muitos dos tripulantes que se encontravam em seu interior.
Mimi Sodré só disputou cinco dos doze jogos do campeonato carioca de 1914, quando novamente o Botafogo ficou na segunda colocação, desta vez junto com o América. Ainda assim, marcou 2 gols.
O Botafogo não foi bem no campeonato carioca de 1915, ficando em quarto lugar entre sete equipes.
Mimi Sodré disputou dez dos doze jogos do clube, marcando quatro gols.
O destaque do ano foi a vitória de 2 x 1 no amistoso contra a A. A. das Palmeiras, de São Paulo, quando Mimi Sodré teve uma grande atuação. O jornal “Correio da Manhã” assim disse: “Passando ao nosso Botafogo, não nos é lícito deixar de prestar, “in primo loco”, uma fervorosa homenagem. Esse preito é dedicado a Benjamin Sodré, a quem soube uma tarde de glória, digna de ser mencionada na vida esportiva do célebre – célebre na extensão da palavra – jogador nacional. Manteve-se durante a contenda de modo admirável, não tendo perdido um único dos lances que durante ela intentou”.
Mimi Sodré foi o primeiro jogador do Botafogo a marcar um gol pela Seleção Brasileira, pela qual não jogou por muito tempo. O gol aconteceu no dia 18 de julho de 1916, na vitória de 1 x 0 sobre o Uruguai, num amistoso.
Antes, no dia 12 do mesmo mês, fez sua estréia na Seleção Brasileira, também contra o Uruguai, com derrota de 2 x 1, em jogo válido pelo Campeonato Sul-Americano disputado em Buenos Aires, Argentina. Foram apenas essas duas participações na Seleção Brasileira.
Ele não se dedicava mais à Seleção Brasileira porque a Marinha não deixava: precisava fazer as funções dele fora do Rio de Janeiro.
No dia 20 de setembro de 1916, em General Severiano, Mimi Sodré fez seu último jogo pelo Botafogo, na derrota de 1 x 0 para o América. Foi transferido pela Marinha para servir em Belém (PA), onde passaria a defender as cores do Paysandu local, a partir de 1918.
O prestígio de Mimi Sodré era tão grande em Belém que, em 16 de dezembro de 1917, foi o árbitro da decisão do campeonato paraense, quando o Remo venceu o Paysandu.
No dia 28 de julho de 1918, foi disputada a Taça “Mimi Sodré”, quando o Paysandu goleou o Nacional, por 5 x 1.
Além de jogar, em 1917, também foi Presidente do Paysandu, feito inédito no futebol brasileiro.
Quando lhe foi permitido, disputou alguns jogos dos campeonatos paraenses de 1918 e 1919.
Em 1920, finalmente o Paysandu alcançou o seu primeiro título de campeão paraense de futebol da 1ª Divisão. O time vinha perseguindo esse título desde 1914. Mimi Sodré e Suíço eram os dois grandes jogadores do Paysandu, que venceu a competição de forma invicta.
Em 1922, atendendo a um pedido de Carlito Rocha, reincorporou-se ao Botafogo.
Embora não possuísse mais sua incrível agilidade, ainda detinha técnica incomparável. Jogou apenas quatro partidas, não marcou gols, e o Botafogo chegou na terceira colocação do campeonato carioca.
Voltou a vestir a camisa do Botafogo no dia 29 de junho de 1922, ao participar dos 12 minutos que faltavam para ser encerrado o jogo, iniciado em 28 de maio e que não chegou ao fim por falta de energia elétrica em Campos Salles, campo do América.
Em 23 de julho de 1922, na vitória de 2 x 0 sobre o América, fez seu último jogo com a camisa do Botafogo.
Mimi Sodré fez parte de uma comissão técnica que dirigiu o Botafogo no ano de 1923, substituindo um dos membros do comitê, Luiz Bento Palamone.
Além de militar e futebolista, Mimi Sodré encontrou tempo para se dedicar ao escotismo, em memória de seu pai, Lauro de Almeida Sodré. Ainda aluno da Escola Naval, leu o livro de Baden Powel – Scouting for Boys, que muito o impressionou, dado ser uma obra que visava ao problema da educação do jovem. Entusiasmado com o objetivo do Movimento Escoteiro, abraçou os seus ensinamentos, e a ele se dedicou por toda a sua vida, exercendo várias funções na UEB – União dos Escoteiros do Brasil. Chefiou os seguintes grupos: 1º Grupo de Escoteiros de Belém, Grupo de Paquetá, Grupo de Botafogo (2 fases) e Gaviões do Mar (2 fases). Dirigiu os primeiros Cursos para Chefes da FBEM e da UEB, em vários Estados do Brasil.
Foi Comissário Técnico da UEB (2 legislaturas); membro do Conselho Nacional da UEB e do Conselho Regional/RJ; Comissário Nacional dos Escoteiros do Mar – título vitalício; Presidente da FBEM – várias legislaturas.
Em setembro de 1925, publicou sob o pseudônimo de Velho Lobo o "Guia do Escoteiro", reconhecido como um dos melhores e dos mais completos livros para os jovens escoteiros. Foi honrado com uma série de títulos, entre eles o de “Cidadão Honorário do Rio de Janeiro” e outros Estados e medalhas de mérito, recebendo a “Ordem do Tapir de Prata”, a mais alta condecoração do escotismo brasileiro, a Cruz de São Jorge e a Medalha Tiradentes.
Foi professor de Astronomia, Navegação e História da Escola Naval, tendo publicado diversos trabalhos.
Passaram-se os anos e Mimi Sodré não abandonou o Botafogo. Em 12 de maio de 1941, o então Comandante Benjamin Sodré tornou-se presidente do Botafogo para acabar com uma crise interna.
Durante a II Guerra Mundial chefiou a Comissão Naval Brasileira. Tornou-se Almirante de Esquadra em 1954.
Faleceu em 2 de fevereiro de 1982, no Rio de Janeiro, onde residia.
Atualmente vários Grupos Escoteiros, ruas e espaços municipais levam o nome de Almirante Benjamin Sodré, em sua homenagem.
Além do Escotismo, dedicou-se também a outras instituições ligadas à Educação e à Cultura. Foi Grão Mestre da Maçonaria, Presidente da Campanha Nacional das Escolas da Comunidade, do Cenáculo Fluminense, da Associação de Ex-Alunos da Escola Superior de Guerra e outras mais. Recebeu significativas condecorações em todas as áreas em que atuou.

Fontes:
O Futebol no Botafogo (1904-1950)
Estado de S. Paulo
Centro Cultural da Memória Escoteira
Wikipédia


terça-feira, 3 de julho de 2012

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NÃO ESQUECE: o primeiro jogo do Botafogo no Maracanã



A primeira vez que o Botafogo disputou um jogo no Estádio do Maracanã foi em 13 de agosto de 1950.
Perante numerosa assistência, enfrentou o América.
Era o primeiro clássico do campeonato carioca que se iniciava.
Contrariando os prognósticos que eram mais favoráveis ao Botafogo, o América conseguiu bela vitória, jogando melhor que o seu contendor e chegando ao fim da peleja com o marcador de 4 x 2 a seu favor.
Pode-se dizer que o quadro do América, desde o começo até o fim, se conduziu mais bem ajustado que o do Botafogo, apesar deste ter aberto a contagem aos 12 minutos, por intermédio de Zezinho, dando a impressão que o seu favoritismo ia se confirmar.
Os americanos, porém, reagindo bem, passaram a controlar o jogo para Dimas empatar aos 34 minutos e Maneco desempatar aos 40, do que resultou terminar a primeira fase com a vantagem de 2 x 1 para o América.
No segundo período, Osvaldinho, de pênalti, aos 3 minutos, registra o terceiro gol do América.
Maneco aumentou o marcador para 4 x 1, o que permitiu aos americanos jogarem melhor e mais folgadamente.
Finalmente, Zezinho diminuiu a diferença conquistando o segundo gol do Botafogo.
O jogo terminou com a justa vitória do América, por 4 x 2.
Osmar e Zezinho foram expulsos no segundo tempo.
Serviu de árbitro Alberto da Gama Malcher.
A renda alcançou Cr$ 167.204,00.
As duas equipes estavam assim constituídas:
BOTAFOGO: Oswaldo Baliza, Índio e Nilton Santos; Rubinho, Ávila e Richarde; Braguinha, Souza, Ariosto, Zezinho e Jaime. Técnico: Carvalho Leite.
AMÉRICA: Osni, Joel e Osmar; Rubens, Oswaldo e Godofredo; Natalino, Maneco, Dimas, Ranulfo e Jorginho. Técnico Délio Menezes.

Fonte: Jornal do Brasil.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

O BOTAFOGO NO CAMPEONATO CARIOCA DE 1940


BOTAFOGO 2 x 0 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 28/04/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Heleno de Freitas (2)  
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Bibi; Zezé Procópio, Pacheco (Zezé Moreira) e Canalli; Álvaro, Carvalho Leite (Heleno de Freitas), Paschoal, Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
SÃO CRISTÓVÃO: Madalena, Hernandez e Augusto; Oscarino, Arquimedes e Afonsinho; Roberto, Villegas, Nestor, Nena e Matias.

BOTAFOGO 2 x 3 FLAMENGO
Data: 05/05/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Carlos de Oliveira Monteiro  
Gols: Canalli e Zarcy / Jorge (2) e Sá
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio (Zarcy), Zezé Moreira e Canalli; Paschoal, Carvalho Leite, Heleno de Freitas, Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
FLAMENGO: Yustrich, Domingos da Guia e Nilton; Artigas, Vicente (Jocelino) e Médio; Sá, Zizinho, Leônidas da Silva, Jorge e Jarbas (Orsi).

BOTAFOGO 1 x 1 MADUREIRA
Data: 19/05/1940
Local: Figueira de Melo, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes  
Gols: Patesko / Isaías
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Bibi; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Paschoal, Carvalho Leite, Heleno de Freitas (Melado), Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
MADUREIRA: Alfredo, Tuíca e Ápio; Otacílio, Jair II e Gringo; Jorge, Lelé, Isaías, Jair Rosa Pinto e Valentim.

BOTAFOGO 2 x 0 BONSUCESSO
Data: 26/05/1940
Local: Gávea, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Paschoal (2)  
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Tadique, Paschoal, Carvalho Leite (Heleno de Freitas), Nelson Juliani (Melado) e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
BONSUCESSO: Humberto, Mário e Fraga; Valter, Bibi e Oto; Maninho, Irineu, Gradim, Eunápio e Orlandinho.

BOTAFOGO 3 x 3 FLUMINENSE
Data: 09/06/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gols: Tadique, Canalli e Heleno de Freitas / Hércules (2) e Malazzo
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira (Martim) e Canalli; Tadique, Paschoal, Heleno de Freitas, Perácio e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
FLUMINENSE: Batatais, Moysés e Machado; Bioró, Spinelli e Malazzo; Pedro Amorim, Romeu, Milani, Tim e Hércules.

BOTAFOGO 0 x 3 VASCO DA GAMA
Data: 16/06/1940
Local: Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes  
Gols:  Lindo (2) e Villadoniga
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Afonso (Martim); Tadique, Paschoal, Heleno de Freitas (Carvalho Leite), Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
VASCO DA GAMA: Chiquinho, Florindo e Osvaldo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Lindo, Alfredo II, Durval, Villadoniga e Orlando (Luna).

BOTAFOGO 1 x 1 AMÉRICA
Data: 23/06/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Carvalho Leite / Carola
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Martim (Pacheco) e Canalli (Zezé Moreira); Tadique, Paschoal, Carvalho Leite, Perácio e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
AMÉRICA: Tadeu, Vila e Gritta; Dedão, Bolinha e Alcebíades; Nelsinho, Plácido, Fogueira, Carola e Pirica.

BOTAFOGO 4 x 3 BANGU
Data: 30/06/1940
Local: Figueira de Melo, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Fioravanti D'Ângelo
Gols: Carvalho Leite (2), Tadique e Perácio / Ladislau (2) e Carlinhos
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Pacheco; Tadique, Paschoal, Carvalho Leite, Perácio e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
BANGU: Rey, Enéas e Mineiro; Nadinho, Paulista e Adauto; Bituca, Ladislau, João Pinto (Carlinhos), Baleiro e Murilinho. Técnico: Antônio Manfrenatte.

BOTAFOGO 4 x 3 VASCO DA GAMA
Data: 21/07/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Fioravanti D'Ângelo
Gols: Paschoal (4) / Villadoniga (2) e Alfredo
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Tadique, Paschoal, Carvalho Leite (Zarcy), Cesar e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
VASCO DA GAMA: Chiquinho, Florindo e Osvaldo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Lindo, Alfredo II, Villadoniga, Gonzalez e Orlando.

BOTAFOGO 5 x 1 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 28/07/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes  
Gols: Zarcy, Paschoal, Patesko, Tadique e Cesar / Curtis
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Tadique, Paschoal, Zarcy, Cesar e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
SÃO CRISTÓVÃO: Madalena, Mundinho e Augusto; Oscarino, Arquimedes (Dodô) e Afonsinho; Fuertes, Nestor (Joaquim), Feitiço, Curtis e Matias.

BOTAFOGO 2 x 3 BONSUCESSO
Data: 11/08/1940
Local: Teixeira de Castro, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Perácio e Patesko / Orlandinho, Gradim e Eunápio
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Tadique, Paschoal, Zarcy (Heleno de Freitas), Perácio e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
BONSUCESSO: Francisco, Salvador e Renganeschi; Arresi, Bibi e Oto; Galego, Irineu, Gradim, Eunápio e Orlandinho.

BOTAFOGO 4 x 3 MADUREIRA
Data: 18/08/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes  
Gols: Paschoal (2), Heleno de Freitas e Patesko / Jair Rosa Pinto (2) e Dentinho
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Martim (Zezé Moreira) e Zarcy; Tadique, Paschoal, Heleno de Freitas, Cesar (Nelson Juliani) e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
MADUREIRA: Alfredo, Tuíca e Ápio; Otacílio, Januário e Gringo; Jorge, Lelé, Isaías, Jair Rosa Pinto e Dentinho.

BOTAFOGO 2 x 3 FLAMENGO
Data: 01/09/1940
Local: Gávea, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gols: Carvalho Leite (2) / Castillo, Zizinho e Leônidas da Silva
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz (Ivan); Zezé Procópio, Zezé Moreira e Zarcy; Tadique, Paschoal, Carvalho Leite, Nelson Juliani (Heleno de Freitas) e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
FLAMENGO: Yustrich, Domingos da Guia e Osvaldo; Pichim, Volante e Médio; Valido, Zizinho, Leônidas da Silva, Castillo e Jarbas. Técnico: Flávio Costa.

BOTAFOGO 2 x 2 FLUMINENSE
Data: 08/09/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Perácio e Geninho / Adílson e Tim
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell (Bibi) e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli (Zarcy); Tadique, Geninho, Paschoal, Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
FLUMINENSE: Batatais, Norival e Machado; Bioró, Spinelli e Malazzo; Adílson, Romeu, Milani, Tim e Carreiro. Técnico: Ondino Vieira.

BOTAFOGO 2 x 3 AMÉRICA
Data: 22/09/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Fioravanti D'Ângelo
Gols: Geninho (2) / Cecílio (2) e Plácido
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Bibi e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Zarcy; Tadique, Geninho, Paschoal (Carvalho Leite), Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
AMÉRICA: Tadeu, De La Torre e Gritta; Dedão, Aziz e Alcebíades (Bolinha); Nelsinho, Plácido, Fogueira, Cecílio e Pirica.

BOTAFOGO 6 x 2 BANGU
Data: 29/09/1940
Local: Rua Ferrer, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Patesko (2), Perácio (2), Geninho e Paschoal / Carlinhos e Baleiro
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Martim e Zarcy; Tadique, Geninho, Paschoal, Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
BANGU: Atlante, Enéas e Mineiro; Possato (Nadinho), Paulista e Adauto; Lula, Mical, Baleiro, Carlinhos e Bituca. Técnico: Antônio Manfrenatte.

BOTAFOGO 2 x 2 VASCO DA GAMA
Data: 13/10/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Fioravanti D'Ângelo
Gols: Carvalho Leite e Patesko / Villadoniga (2)
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Zarcy; Paschoal (Álvaro), Geninho, Carvalho Leite, Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
VASCO DA GAMA: Chiquinho, Jaú e Florindo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Lindo, Alfredo II, Villadoniga, Gonzalez e Orlando.

BOTAFOGO 1 x 0 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 20/10/1940
Local: Figueira de Melo, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gol: Álvaro  
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Zarcy; Tadique (Álvaro), Geninho, Paschoal (Carvalho Leite), Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
SÃO CRISTÓVÃO: Madalena, Mundinho e Augusto; Gualter, Dodô e Arquimedes; Curtis, Joãozinho, Cavaco, Nestor e Matias.

BOTAFOGO 3 x 1 BONSUCESSO
Data: 03/11/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Carvalho Leite (3) / Galego
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira (Martim) e Zarcy; Paschoal, Geninho, Carvalho Leite, Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
BONSUCESSO: Francisco, Salvador e Renganeschi; Arresi, Bibi e Oto (Vergara); Galego, Irineu (Gradim), Careca, Beressi e Orlandinho.

BOTAFOGO 4 x 2 MADUREIRA
Data: 10/11/1940
Local: Teixeira de Castro, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Geninho (2), Nelson Juliani e Patesko / Isaías (2)
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Paschoal, Geninho, Carvalho Leite, Nelson Juliani (Heleno de Freitas) e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
MADUREIRA: Alfredo, Tuíca (Ernesto) e Ápio; Otacílio, Jair II e Gringo; Jorginho, Lelé, Isaías, Jair Rosa Pinto e Raul (Dentinho).

BOTAFOGO 1 x 1 FLAMENGO
Data: 24/11/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gols: Heleno de Freitas / Zizinho
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Paschoal, Geninho, Carvalho Leite (Zarcy), Heleno de Freitas e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
FLAMENGO: Yustrich (Valter), Domingos da Guia e Osvaldo; Pichim, Volante e Médio; Armandinho, Zizinho, Leônidas da Silva, Jorge e Jarbas.

BOTAFOGO 1 x 3 FLUMINENSE
Data: 01/12/1940
Local: Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gols: Heleno de Freitas / Adilson, Carreiro e Romeu
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz (Araraquara); Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Álvaro, Geninho, Paschoal, Nelson Juliani (Heleno de Freitas) e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
FLUMINENSE: Batatais, Norival e Machado; Brant, Bioró e Spinelli; Adilson, Russo, Rongo, Tim e Carreiro. Técnico: Ondino Vieira.

BOTAFOGO 2 x 1 AMÉRICA
Data: 15/12/1940
Local: Campos Sales, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Zezé Procópio e Patesko / Nelsinho
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz (Araraquara); Zezé Procópio, Martim e Laxixa; Álvaro, Geninho, Carvalho Leite, Heleno de Freitas e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
AMÉRICA: Thadeu, De La Torre e Gritta; Dedão, Aziz e Alcebíades; Nelsinho, Carola, Fogueira, Cecílio e Pirica.

BOTAFOGO 4 x 2 BANGU
Data: 22/12/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Patesko, Tadique, Carvalho Leite e Zarcy / Baleiro e Ladislau
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz (Araraquara); Zezé Procópio, Zezé Moreira e Laxixa; Tadique (Zarcy), Geninho, Carvalho Leite, Heleno de Freitas e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
BANGU: Atlante, Enéas e Mineiro; Nadinho, Paulista e Adauto; Lula, Baleiro, Anito, Antônio e Bituca (Ladislau). Técnico: Antônio Manfrenatte.


domingo, 24 de junho de 2012

ESTAMOS DE VOLTA!

A partir da próxima semana, voltaremos a atualizar o blog, com novas postagens sobre o glorioso Botafogo.
Desculpem pelo longo tempo de inatividade.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O NOVO CT DO BOTAFOGO


O projeto do centro de treinamento para as divisões de base do Botafogo, cuja área total será de 102 mil metros quadrados, contará com um pequeno estádio para os jogos, com vestiários, arquibancada e uma tribuna. Além disso, terá dois campos (mais um de grama sintética), piscina, hotel para concentração, sala de musculação, espaço para departamento médico, área administrativa e estacionamento.
O projeto está orçado em aproximadamente R$ 15 milhões e o clube já tem um parceiro engatilhado para a construção. A obra tem previsão de um ano. Como contrapartida para receber Marechal Hermes, o Botafogo recebeu o pedido do governador Sérgio Cabral para a criação de um projeto social no local.
O clube está finalizando a proposta para ser entregue ainda nesta semana. Serão 300 crianças carentes do entorno de Marechal Hermes que usarão o espaço do novo CT para aulas de natação, vôlei e futebol. Mas a ênfase será na parte educativa e médica.
O próximo passo do Botafogo será conseguir a liberação, junto à Aeronáutica, do terreno vizinho a Marechal Hermes, que também será incluído no projeto do CT. Nesse espaço serão construídos apenas campos. As conversas estão bem encaminhadas.
Assim que receber a cessão de Marechal Hermes, o Botafogo devolverá ao Governo do Estado o Caio Martins. Segundo o presidente Maurício Assumpção, a sede de Niterói não teria mais função e seria uma despesa extra para o clube.
Enquanto o projeto do CT não sai do papel, o Botafogo realizou obras emergenciais em Marechal Hermes ao longo dos últimos dois anos. O campo, os vestiários e a fachada foram reformados. Os alojamentos foram refeitos e hoje abrigam 23 atletas, a sala de musculação recebeu novos equipamentos e um auditório, que também é usado como refeitório, foi construído. Parte dessa estrutura será aproveitada para o CT.
O Botafogo investiu mais de R$ 4 milhões nas divisões de base e conta com cerca de 250 atletas em todas as categorias.

Fonte: Lance.

sábado, 26 de março de 2011

O PRIMEIRO JOGO INTERESTADUAL DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL


Patrocinado pela Federação Paulista de Futebol, realizou-se no dia 15 de outubro de 1933, à tarde, no campo do C. A. Juventus, um encontro amistoso entre o selecionado oficial daquela Federação e o primeiro quadro do Botafogo F. C., do Rio de Janeiro.
Era uma partida em torno da qual reinava grande interesse, considerando-se o fato de ser a primeira vez que iria atuar a seleção de amadores de São Paulo e contra um conjunto que muito se tem imposto na Capital da República, tendo sido o campeão carioca do último ano.
Entretanto, a partida não correspondeu à expectativa. Ambos os contendores tiveram atuação que muito deixou a desejar. Foi completamente falho de técnica, se bem que equilibrado, motivo porque, achamos que um empate seria um resultado mais justo.
Os dois quadros agiram, em verdade, com muito entusiasmo, mas quase completamente desorientados. Os passes trocados entre os 22 elementos, com raras exceções, eram indecisos e falhos. Tivemos mesmo a impressão que muitos jogadores se encontram bem fora de forma, quer no onze paulista, quer no carioca.
Momentos houve, não resta dúvida, em que algumas jogadas puderam empolgar a pequena assistência, mas esses momentos eram logo desfeitos com um chute desorientado de algum jogador.
Poucas foram as avançadas, de ambas as partes, que terminaram com bom arremate e, conseqüentemente, puderam proporcionar defesas perigosas.
A linha atacante dos guanabarinos, sem o concurso de Nilo e Paulinho, não se entendia. Somente Carvalho Leite teve ocasião de demonstrar que ainda possui um jogo mais ou menos técnico, com os seus passes sempre bem orientados, mas inutilizados por seus companheiros.
O quinteto atacante paulista teve em Raul e Barão os seus dois melhores homens.
Foi, como vemos, uma partida onde a técnica foi substituída pela grande vontade de vencer de que se achavam possuídos os jogadores em campo.
Arbitrou o encontro o Sr. Mário Passerotti, cuja atuação foi bastante fraca. Mostrou-se, não poucas vezes, indeciso, o que prejudicou sobremaneira o desenvolver do prélio. Anulou um tento marcado por Carvalho Leite, ponto esse que, ao nosso ver, foi bastante lícito, para, logo a seguir, consignar um dos paulistas, marcado por Pupo, quando este jogador se encontrava em visível impedimento.

OS QUADROS

Os conjuntos jogaram com as seguintes organizações:
BOTAFOGO: Victor, Ludovico e Vicente; Mosqueira, Ariel e Pamplona; Átila (Waldyr), Eloy, Carvalho Leite, Jayme e Pirica.
FEDERAÇÃO PAULISTA: José Roberto, Nenucho e Segalla; Nerino, Dudu e Munhoz; Raul, Barão, Miguel, Ratto e Pupo.

Fonte: Folha da Noite, 16.10.1933.

Notas do Jornal do Brasil:
1. Com seis minutos de jogo, Raul marca o primeiro gol da seleção paulista;
2. Aos trinta e três minutos, Segalla tem uma indecisão, do que se aproveita Carvalho Leite para empatar;
3. O primeiro tempo termina com empate em 1 x 1;
4. Carvalho Leite fez um gol que o árbitro anulou por impedimento;
5. Nos últimos momentos do jogo, Pupo consegue fazer o segundo ponto dos paulistas. O segundo tento os locais foi feito quando Pupo estava em impedimento e o árbitro não assinalou.

sexta-feira, 4 de março de 2011

JOGOS INESQUECÍVEIS: BOTAFOGO 4 x 4 SÃO CRISTÓVÃO


Esta partida válida pelo Campeonato Carioca de 1928, travou-se no campo da rua Figueira de Melo, perante grande assistência, no dia 27 de maio.
A partida preliminar, muito movimentada, terminou com o empate de 2 x 2.
Para o jogo principal os dois quadros se alinharam sob as ordens do árbitro Alberto Costa, do Vasco da Gama, com as seguintes escalações:
SÃO CRISTÓVÃO: Balthazar, Jaburu e Zé Luiz; Waldo, Henrique e Ernesto; Tinduca, Renato, Vicente, Arthur e Theophilo.
BOTAFOGO: Clóvis, Otacílio e Alemão; Cotia, Aguiar e Pamplona; Henrique, Benedito, Rogério, Aché e Claudionor.
O jogo foi iniciado com forte ataque do São Cristóvão, que conquistou seu primeiro ponto nos primeiros minutos, por intermédio de Renato.
O mesmo jogador conquistou, de forma belíssima, o segundo ponto, seis minutos após.
O Botafogo reage, mas sua linha arremata pessimamente. Batendo com violência uma falta, Rogério conquistou o primeiro ponto do Botafogo.
Reage o São Cristóvão e meio minuto após Arthur conquista mais um ponto.
Termina o primeiro tempo com a contagem de 3 x 1 a favor do São Cristóvão.
Para o segundo tempo, ambas as equipes sofreram modificações: no Botafogo, entrou Juca no lugar de Aché e, no São Cristóvão, Lúcio substituiu Jaburu, que saíra de campo machucado, sem ser substituído.
Nessa fase, o Botafogo atacou formemente, numa formidável reação, enquanto o São Cristóvão se desnorteava, fracassando alguns de seus jogadores, inclusive o goleiro Balthazar que, numa defesa infeliz, permitiu que Juca conquistasse, aos três minutos de jogo, o segundo ponto botafoguense.
O jogo manteve-se animado, atacando sempre o Botafogo e fazendo perigar constantemente o posto contrário. O São Cristóvão organizou alguns ataques que, ou eram mal arrematados, ou eram aparados pelo triângulo final contrário.
Aos 33 minutos de jogo, Claudionor conquistou o ponto do empate e seis minutos Juca conquistou o quarto ponto do Botafogo.
Por essa ocasião, vários assistentes entraram em campo, entusiasmados, para felicitar o autor do quarto ponto. Esse gesto, infeliz, gerou um atrito sério entre essas pessoas e os jogadores locais, degenerando o incidente em um conflito, que estendeu até as arquibancadas, onde a polícia teve de entrar em ação para acalmar os ânimos, fazendo algumas prisões.
Por esse motivo, esteve o jogo interrompido por 10 minutos. Recomeçado, entrou no quadro do São Cristóvão Luiz Villares em lugar de Renato. O clube local procura recuperar a vitória.
Bate-se um corner contra o Botafogo sob os protestos de seus jogadores. Henrique conquista, então, o quarto ponto local, empatando novamente a partida.
Cinco minutos depois termina a partida com um empate de 4 x 4.

Fonte: Folha da Manhã


domingo, 27 de fevereiro de 2011

NÃO FOI SÓ O RIVER PLATE, DE CARMÓPOLIS!!!


No dia 5 de março de 1996, o Botafogo estreava na Copa do Brasil daquele ano. No estádio Albertão, em Teresina, Piauí, enfrentou o Cori-Sabbá, campeão piauiense de 1995. Resultado final, Cori-Sabbá 1 x 0 Botafogo, gol de Bitonho.
Jogou o Botafogo com Wagner, Perivaldo, Wilson Gottardo, Gonçalves e Jefferson (Paulo Roberto); Souza (Silas), Jamir, Dauri e Marcelo Alves; Mauricinho e Túlio. Técnico: Marinho Peres.
O Cori-Sabbá venceu com Álvaro, Denis, Carlos Silva, Dilvan e Júlio César; Valdo, Bitonho, Paulo Peixe e Filinho; Andrade e Walberto. Técnico: Silvio Camilo Lemes.
O árbitro foi César Augusto Sarmento. 10.383 torcedores estiveram presentes ao estádio, propiciando a renda de R$ 90.115,00.
Menos mal que, no jogo de volta, em 29 de março, no Caio Martins, reverteu o resultado, vencendo o clube piauiense por 3 x 0.

Em tempo: a Associação Atlética Cori-Sabbá é da cidade de Floriano (PI). O estádio em que joga, o Tiberão (Tibério Barbosa Nunes) não tinha condições de comportar um jogo pela Copa do Brasil, daí ter passado o jogo para a capital do Estado, Teresina.
O Cori-Sabbá foi fundado em 24 de maio de 1973 e seu nome teve origem na fusão de dois clubes de Floriano: o Corinthians (Cori) e o Auto Posto Sabbá (Sabbá).


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MENSAGEM DE NATAL



A todos os amigos botafoguenses, em especial, e aos nossos adversários, deixo uma bela mensagem de Gandhi junto com meus sinceros votos de boas festas e reflexões positivas para a vida de cada amigo. Que a Luz do divino Mestre Jesus seja um foco a nos conduzir no caminho do bem em 2011 e que continuemos juntos como AMIGOS.

"Senhor, ajuda-me a dizer a verdade
diante dos fortes e a não dizer mentiras para
ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna, não me tires a razão.
Se me dás sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda.
Não me deixes acusar o outro
por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar os outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso, se triunfo;
nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso
é a experiência que precede o triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza
e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito,
dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender as pessoas,
dá-me coragem para desculpar-me.
E se as pessoas me ofenderem,
dá-me grandeza para perdoar-lhes.
Senhor, se eu me esquecer de Ti,
nunca Te esqueças de mim."