Defendeu o Botafogo de 1945 a 1949, tendo atuado em 102 jogos, assim
distribuídos: 29 em 1945, 20 em 1946, 35 em 1947, 14 em 1948 e 4 em 1949.
Sua estreia foi no dia 29 de abril de 1945, na Gávea, com vitória de 3 x 1
sobre o Canto do Rio, em jogo válido pelo Torneio Municipal. O Botafogo formou
com Ary, Laranjeira e Sarno; Ivan, Spinelli e Negrinhão; Affonsinho,
Oswaldinho, Octávio, Tim e Renê. Técnico: Ítalo Fratezzi (Bengala).
Fez parte da equipe que conquistou o Campeonato Carioca de 1948.
No ano seguinte, fez sua última partida pelo Botafogo, em 31 de março de 1949, no
campo da Mogiana, em Campinas (SP), com vitória sobre o Guarani, por 2 x 0. A
formação do Botafogo foi a seguinte: Ary, Amaury (Marinho) e Sarno; Rubinho,
Carlito e Juvenal; Paraguaio (Nerino), Jayme (Vivinho), Hamilton, Demósthenes e
Reinaldo. Técnico: Zezé Moreira.
Transferiu-se para o Palmeiras, clube que defendeu entre 1949 e 1954 em 148
jogos, marcando quatro gols, e fez parte de conquistas como o Campeonato
Paulista de 1950, o Torneio Rio-São Paulo de 1951 e a Copa Rio de 1951.
Além do Botafogo e Palmeiras, Sarno defendeu o Vasco da Gama, o Santos e o
Jabaquara, de Santos, último clube que atuou como zagueiro e o primeiro que
trabalhou como técnico.
Comandou diversas equipes no Brasil, com destaque para o Coritiba, onde foi
campeão paranaense em 1968 e 1969. Dirigiu o Corinthians entre 1971 e 1972 e acumulou
passagens por times do interior de São Paulo, tais como Ferroviária, Guarani, Noroeste,
Ponte Preta e XV de Piracicaba, além do Atlético Paranaense e equipes do
futebol colombiano.
Por um breve período, Francisco Sarno foi comentarista esportivo na Rádio Tupi
de São Paulo, em meados da década de 1960.
Também nesse período escreveu um livro muito polêmico chamado: "Futebol A
Dança do Diabo", em que contou várias histórias do mundo e do submundo da
bola.
Faleceu em 17 de janeiro de 2010, em São Paulo (SP), aos 85 anos, em
decorrência de complicações da doença de Alzheimer.





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