Começou em 1932 no Villa Nova, de sua cidade natal, clube pelo qual sagrou-se
tricampeão mineiro em 1933, 1934 e 1935. No clube ainda ficou o ano de 1936 e
parte de 1937.
Transferiu-se para o Botafogo em agosto de 1937. Já como atleta botafoguense,
disputou a Copa do Mundo de 1938, na França.
Disputou a Copa do Mundo de 1938 com grande destaque. Marcou dois gols na estreia
contra a Polônia, vencida pelo Brasil por 6 x 5, e mais um na decisão do
terceiro lugar contra a Suécia, que o Brasil ganhou por 4 x 2. No total vestiu
a camisa da Seleção Brasileira em seis ocasiões e quatro gols marcados.
Sua estreia no Botafogo foi em um amistoso contra o Flamengo (derrota de 3 x
2), disputado no dia 28 de agosto de 1937. Formou o Botafogo com Aymoré
Moreira, Lino e Octacílio; Luciano, Martim e Canalli; Álvaro, Carvalho Leite,
Chemp (Paschoal), Perácio e Patesko.
Depois de um período de litígio com o Botafogo, transferiu-se, em maio de 1941
para o Canto do Rio, de Niterói (RJ) e deste para o Flamengo, em fevereiro de
1942.
Seu último jogo pelo Botafogo foi em 20 de outubro de 1940, na vitória de 1 x 0
sobre o São Cristóvão, válido pelo Campeonato Carioca. A formação do Botafogo
foi esta: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e
Zarcy; Tadique (Álvaro), Geninho, Paschoal (Carvalho Leite), Perácio e Patesko.
Atuou em 83 jogos do Botafogo, marcando 52 gols entre 1937 e 1940.
No auge da sua forma física e técnica, em 1944, a carreira de Perácio sofreu
uma interrupção histórica. O atacante se alistou voluntariamente e embarcou
para a Itália como um dos "pracinhas" da Força Expedicionária
Brasileira (FEB) para combater o fascismo na Segunda Guerra Mundial. Ele esteve
na linha de frente e lutou na histórica Batalha de Montese em abril de 1945.
Perácio retornou vitorioso ao Brasil em agosto de 1945, sendo recebido com
grande festa pela torcida e pela imprensa.
Em 1950, retornou ao Canto do Rio para encerrar sua carreira profissional no
ano de 1951.
Após pendurar as chuteiras, em 1951, Perácio optou por uma vida simples. Ele se
estabeleceu na cidade do Rio de Janeiro e passou a trabalhar como motorista de
praça (taxista) para sustentar a família, profissão que exerceu orgulhosamente
até o fim da vida.
Faleceu em 10 de março de 1977, aos 59 anos, no Rio de Janeiro (RJ).




Nenhum comentário:
Postar um comentário