domingo, 17 de maio de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Leite de Castro


Joaquim Antônio Leite de Castro nasceu em São João del Rey (MG), no dia 17 de maio de 1901.
Começou sua carreira no Botafogo em 1918, disputando o Campeonato Carioca de Segundos Quadros (seis jogos) - vice-campeão, juntamente com o América - e o de Terceiros (oito).
Nota: o campeonato de Segundos Quadros surgiu juntamente com o campeonato principal, em uma época na qual não existiam substituições no futebol, como maneira de manter os jogadores reservas em atividade, com os jogos destas equipes sendo disputados geralmente nas preliminares das partidas principais.
No ano seguinte, só não participou de um dos 18 jogos que o Botafogo disputou pelo Campeonato Carioca de Segundos Quadros (novamente o Botafogo foi vice-campeão). No dia 30 de novembro de 1919 fez sua estreia na equipe principal (Primeiros Quadros), em General Severiano, na vitória sobre o Mangueira por 6 x 1.
Marcou seu primeiro gol no amistoso em 25 de abril de 1920, em Niterói (RJ), na goleada sobre o Byron local, por 5 x 0. Nesse dia o Botafogo conquistou a Taça “Alfredo Ewbanck”.
O último jogo de Leite de Castro no Botafogo foi em 12 de julho de 1925, novamente em General Severiano, na vitória sobre o América, por 3 x 2, válido pelo Campeonato Carioca. Foi substituído por Maciel.
Sua passagem pelo Botafogo está assim definida:

 

 

JOGOS

GOLS

1919

CAMPEONATO CARIOCA

1

1920

AMISTOSOS

4

1

1920

CAMPEONATO CARIOCA

7

2

1921

AMISTOSOS

2

1921

CAMPEONATO CARIOCA

12

3

1922

AMISTOSOS

1

1922

CAMPEONATO CARIOCA

12

1

1923

AMISTOSOS

2

1923

CAMPEONATO CARIOCA

13

1924

AMISTOSOS

2

1924

CAMPEONATO CARIOCA

13

1

1925

AMISTOSOS

1

1925

CAMPEONATO CARIOCA

6

TOTAL

76

8

Em janeiro de 1925, Leite de Castro foi emprestado para uma excursão que o Flamengo fez ao Nordeste, quando participou de dois jogos, marcando um gol.
Vestiu a camisa da Seleção Brasileira em uma única oportunidade, no dia 22 de outubro de 1922, na vitória de 2 x 1 sobre a Argentina, resultado que deu o título de campeão da Copa Rocca para o Brasil.
Foi árbitro de destaque, tendo atuado no Campeonato Sul-Americano (atual Copa América) de 1919, no Rio de Janeiro (RJ) - e conquistado pelo Brasil -, e no de 1925.
Trabalhou como redator esportivo do jornal “O País”, do Rio de Janeiro (RJ).
Faleceu no dia 22 de fevereiro de 1988.






sábado, 16 de maio de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Nilton Santos



Nilton dos Santos nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 16 de maio de 1925.
Começou nas peladas onde morava, Flexeiras, bairro da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, ao lado de amigos, jogando na ponta esquerda, de pés descalços e bolas de meia que, depois de tanto rateio, finalmente foi substituída por uma de borracha. Seu condicionamento físico era fruto das braçadas do remo, levando pescadores ao trabalho e sustento.
Aos 14 anos, foi para o Flexeiras Atlético Clube e passou a jogar de chuteiras. Chegar ao Flexeiras era o sonho de seus colegas de infância. Sua felicidade, no entanto, foi interrompida pelas forças do destino. Começou um trabalho de garçom para ajudar na renda familiar, aproximando-se da bola novamente, nove anos depois, em 1945, quando fez parte do time de oficiais da Aeronáutica, em seu período nas Forças Armadas. Nilton Santos era o único soldado no meio dos oficiais, privilégio conquistado pela sua habilidade com a bola.
Considerado um craque pelos colegas, em 1948, a convite de um sargento tricolor, Nilton Santos foi treinar nas Laranjeiras. Não quis ficar. A segunda oportunidade apareceu quando o time de oficiais derrotou o São Cristóvão em um jogo amistoso. O convite para jogar no São Cristóvão foi recusado graças aos conselhos do Coronel Honório Magalhães, que veio a ser o seu padrinho no futebol. Então, foi levado a General Severiano, através do diretor social Bento Ribeiro, tio do Coronel Magalhães. O treinador na época era Zezé Moreira e o presidente Carlito Rocha.
Nilton Santos defendeu apenas um clube em toda a sua vida, o Botafogo. Foram 721 jogos (marcando 11 gols), em 16 anos.
Sua estreia como profissional foi em 21 de março de 1948, contra o América Mineiro, em General Severiano, com derrota de 2 x 1. Apesar do resultado, Nilton Santos não demorou muito para ganhar a posição de titular. Em seu ano de estreia, conquistou o título estadual, algo que o Botafogo não fazia desde 1935.
Seu último jogo oficial foi contra o Flamengo, em 13 de dezembro de 1964. Como homenagem, o rival reconheceu a importância de Nilton Santos para o futebol nacional e entregou-lhe um belo troféu. Sua despedida dos gramados em definitivo foi no amistoso contra o Bahia, em Salvador (BA), três dias depois.

Foi campeão carioca nos anos de 1948, 1957, 1961 e 1962 e do Rio-São Paulo de 1962 e 1964.
Considerando os campeonatos, taças e torneios em que Nilton Santos atuou, foram 15 títulos.
Foi chamado de “A Enciclopédia”, por ser completo como jogador. Foi precursor em arriscar subidas ao ataque através da lateral do campo. Revolucionou a posição de lateral-esquerdo, utilizando-se de sua versatilidade ao defender e atacar, inclusive marcando gols, numa época do futebol que apenas tinha a função defensiva.

NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Integrou o plantel da Seleção Brasileira nos campeonatos mundiais de 1950, 1954, 1958 e 1962, tendo sido bicampeão nas duas últimas.
Em 1998, foi eleito o lateral-esquerdo da Seleção Mundial do Século, em Paris, França.
Em 2000, foi eleito pela FIFA como o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos.
Pela Seleção Brasileira foram 86 jogos (65 vitórias, 11 empates e 10 derrotas), com quatro gols marcados. O primeiro jogo foi em 17 de abril de 1949, com vitória de 5 x 0 sobre a Colômbia. O último, 17 de junho de 1962, na vitória de 3 x 1 sobre a Tchecoslováquia, final da Copa do Mundo desse ano. No total, foram 13 títulos conquistados com a Seleção Brasileira.
Nilton Santos, junto com Djalma Santos, Garrincha e Pelé, são os únicos brasileiros integrantes da seleção mundial de todos os tempos da Placar.


Após pendurar as chuteiras, em 1964, aos 39 anos, Nilton Santos peregrinou pelo País em diversos projetos. Foi técnico do Galícia e do Vitória, ambos de Salvador (BA); do Bonsucesso, do Rio de Janeiro, em 1982, e do São Paulo, do Rio Grande do Sul, em 1984. Mas a carreira de treinador jamais deslanchou.
Em 1981 concluiu o curso de Treinador de Futebol.
Em 1983 foi convidado pelo presidente Juca Mello Machado para trabalhar no Botafogo, na condição de seu assessor. Não demoraria para também trabalhar no clube como Coordenador do Futebol.
Quando surgiu a oportunidade, em 1986, de Brasília ser a terceira capital do País (as outras eram Rio de Janeiro e Recife) a ter escolinhas de futebol patrocinadas pela Legião Brasileira de Assistência - LBA (onde Nilton Santos trabalhava no Rio de Janeiro), ele foi para Brasília. Na mesma época, o Governo do Distrito Federal, através do DEFER, entrou em contato com Nilton Santos para ele ser o coordenador de um trabalho semelhante em Brasília.
Chegando a Brasília, recebeu o convite do presidente do Taguatinga, Froylan Pinto, e como existiam condições de conciliar as duas funções, passou a trabalhar também no Taguatinga como seu treinador.
No dia 30 de abril de 1987 assinou contrato para ser o treinador do Taguatinga. Foi apresentado aos jogadores no dia seguinte.
Em Brasília Nilton Santos repetiu o mesmo trabalho que vinha fazendo em Uberaba (MG). Ele tinha um contrato com a prefeitura local para ensinar futebol para crianças em escolinhas.
Foram apenas 14 jogos como treinador do Taguatinga, de 10 de maio a 23 de agosto de 1987.
Terminado seu contrato de trabalho com o Taguatinga, Nilton Santos permaneceu residindo em Brasília, pois era contratado do GDF, como coordenador do Projeto Re-Criança, programa de apoio e integração do menor na comunidade através da prática do esporte, plano dirigido pelo DEFER.
Esforçou-se o quanto pode para manter a iniciativa, mesmo nas condições mais adversas, mas foi obrigado a abandonar o programa quando deixou de ter um local para abrigar os meninos.
Em 1990 foi condecorado com a Medalha do Mérito de Brasília pelo governador Wanderley Vallim.
Na passagem pela cidade, foi ainda contratado como colunista do jornal Correio Braziliense e acabou agraciado com o título de cidadão honorário de Brasília, em 1997.
De volta ao Rio de Janeiro, Nilton Santos fixou residência na cidade de Araruama, onde escreveu e lançou, em 1998, uma autobiografia de muito sucesso, intitulada “Minha Bola, Minha Vida”, na qual conta detalhadamente todos os passos da carreira.

Em 2000, desenvolveu um projeto social com jovens por meio do futebol no Estado de Tocantins, oportunidade em que o governo local lhe homenageou com seu nome o estádio em Palmas.

No ano de 2009, uma estátua de Nilton Santos foi inaugurada em frente às catracas da ala oeste do Estádio Olímpico João Havelange, que posteriormente seria rebatizado de Estádio Nilton Santos numa bela homenagem do Botafogo ao grande ídolo.


Faleceu em 27 de novembro de 2013.









sexta-feira, 15 de maio de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Renato



Renato Dirnei Florêncio nasceu em Santa Mercedes (SP), no dia 15 de maio de 1979.
Começou nas categorias de base do Guarani, de Campinas (SP). Sua estreia como profissional aconteceu em abril de 1996.
Renato defendeu a equipe do Guarani entre 1996 e 2000, tendo passagens pela Seleção Brasileira Sub-17, fazendo parte da equipe que disputou o Campeonato Mundial de 1995, no Equador, com o Brasil tornando-se vice-campeão.
Foi contratado pelo Santos no ano de 2000, onde ganhou projeção nacional e chegou à Seleção Brasileira principal. Foi um dos destaques da equipe campeã brasileira em 2002, terminando a competição sem ser punido com cartão amarelo, recebendo o Troféu Fair Play do jornal Diário de S. Paulo. Foi o único jogador a atuar em todas as 31 partidas do Santos.
Também conquistou o Campeonato Brasileiro de 2004 e em 2003 ganhou a Bola de Prata, da revista Placar.
Renato deixou o Santos em 2004 para tentar o sucesso na Espanha. Suas boas atuações o levaram ao Sevilla, onde conquistou títulos importantes e tornou-se mais um ídolo da torcida. O sucesso em solo espanhol, porém, foi diminuindo com a idade; já não sendo mais uma unanimidade após sete temporadas, optou por voltar ao futebol brasileiro.
Entre 2004 e 2011, marcou 39 gols pelo Sevilla e conquistou a Copa da UEFA de 2006/2007, a Copa do Rei nas temporadas 2006/2007 e 2009/2010, a Supercopa da UEFA de 2006 e a Supercopa da Espanha de 2007.
Tornou-se o estrangeiro com mais partidas com a camisa do Sevilla, atingindo a marca de 279 jogos em 2011.
Renato acertou seu retorno ao Brasil em 2011, sendo contratado pelo Botafogo no dia 26 de maio.
Fez sua estreia no Botafogo em 20 de julho de 2011, em São Januário, Rio de Janeiro (RJ), com derrota para o Corinthians, por 2 x 0, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.
Sua passagem pelo Botafogo foi assim:

ANO

J

V

E

D

GM

2011

28

12

4

12

1

2012

52

23

17

12

4

2013

32

17

7

8

1

2014

11

2

2

7

1

TOTAL

123

54

30

39

7


Seu último jogo com a camisa do Botafogo aconteceu em 2 de abril de 2014, no Maracanã, com derrota para o Unión Española, do Chile, em jogo válido pela Taça Libertadores da América.
Pelo Botafogo, Renato foi campeão da Taça Rio de 2012 e do Campeonato Carioca de 2013.
Em maio de 2014 acertou sua volta ao Santos, conquistando mais dois títulos do Campeonato Paulista em 2015 e 2016.
Renato se aposentou dos gramados no dia 24 de novembro de 2018, com 39 anos de idade, na vitória do Santos sobre o Atlético Mineiro, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. Nessa partida, seus companheiros entraram no gramado com uma camisa no estilo "terno" em homenagem ao companheiro que foi reconhecido como um dos volantes mais técnicos de sua geração.
Pela Seleção Brasileira principal, Renato sagrou-se campeão da Copa América de 2004, realizada no Peru, e da Copa das Confederações de 2005, disputada na Alemanha. Ao todo atuou em 29 partidas com a camisa da Seleção Brasileira, sendo a primeira em 7 de setembro de 2003 (vitória de 2 x 1 sobre a Colômbia) e a última em 9 de outubro de 2005 (empate em 1 x 1 com a Bolívia).
A partir de 2018, Renato passou a desempenhar funções diretivas no Santos, como gerente de futebol, coordenador da base e coordenador de futebol. Permaneceu no cargo de coordenador técnico até março de 2021.
Em janeiro de 2022, foi comentarista nas transmissões do Campeonato Paulista na HBO Max e TNT Sports.