segunda-feira, 13 de abril de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Ary


Ary na Seleção Brasileira que venceu a Copa Roca de 1945: da esquerda para a direita, Norival, Ary, Domingos da Guia, Ivan, Ruy, Jayme de Almeida e Hermógenes (Massagista); agachados: Lima, Zizinho, Heleno de Freitas, Jair Rosa Pinto e Ademir Menezes.


Ary Nogueira César nasceu no dia 13 de abril de 1918, em Castro, cidade do interior do Paraná.
Mas foi na capital paranaense, Curitiba, onde ele começou a se tornar o grande goleiro que foi.
Com 18 anos, tornou-se titular do Coritiba no campeonato paranaense de 1936, quando chegou a atuar ao lado de outro jogador que posteriormente iria para o Botafogo, o zagueiro Borges.
O ano de 1939 foi excelente para Ary: sagrou-se pela primeira vez campeão estadual e foi convocado para ser o titular do gol do selecionado do Paraná que disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções. O Paraná venceu Santa Catarina, por 3 x 2, e foi eliminado pelo Rio Grande do Sul após dois jogos (2 x 2 e 1 x 4).
Foi novamente convocado para defender a Seleção do Paraná no campeonato de 1940, como reserva do grande goleiro Caju. Sua única participação foi justamente no jogo contra o Rio Grande do Sul, em 22 de dezembro de 1940, quando substituiu Caju. Foi sua última participação nessa competição.
Voltaria a se tornar campeão estadual no ano de 1941, quando pela primeira vez aconteceu um Atletiba (Atlético Paranaense x Coritiba) na decisão após dois jogos.
Ainda como titular do Coritiba, conquistou o Torneio Início de 1942. O primeiro compromisso do Coritiba no campeonato paranaense de 1942 foi decisivo para o restante da carreira de Ary. No primeiro jogo, em 8 de março, o Coritiba foi goleado pelo Ferroviário, pelo placar de 7 x 2. Após esse desastre, Ary passou a ser reserva de Bino. O Coritiba conquistaria o título de campeão paranaense em 1942.
Ao se despedir dos campos paranaenses, o Coritiba prestou-lhe uma significativa homenagem, oferecendo-lhe um jantar em companhia de seus companheiros de clube campeões de 1941, no decorrer do qual lhe foi entregue um rico relógio.
Pouco tempo depois, na impossibilidade de contratar Caju, do Atlético Paranaense e da Seleção Brasileira, um representante botafoguense entrou em entendimentos com Ary, goleiro do Coritiba e rival de Caju. Ary aceitou as condições propostas pelo Botafogo e a sua transferência foi feita sem dificuldades.
Desambientado, Ary não correspondeu nos primeiros ensaios, firmando-se posteriormente a impressionar o técnico Adhemar Pimenta.
Contra o Flamengo, em 12 de abril de 1942, em Laranjeiras, Pimenta lançou Ary na meta botafoguense. A sua atuação constituiu um espetáculo a parte ao grande clássico que terminou empatado em 1 x 1. E assim, Ary revelou-se um arqueiro seguro, ágil e corajoso, conquistando a posição de titular no quadro botafoguense.
Permaneceu no Botafogo até 1950, tendo conquistado o campeonato estadual de 1948. Seu último jogo foi no dia 22 de janeiro de 1950, em jogo válido pelo Torneio Rio-São Paulo, com derrota de 5 x 3 para a Portuguesa de Desportos.

CARREIRA COMPLETA NO BOTAFOGO

ANO

J

V

E

D

GOLS SOFRIDOS

1942

30

18

9

3

44

1943

17

7

2

8

48

1944

18

9

4

5

29

1945

20

13

4

3

17

1946

18

10

4

4

30

1947

18

11

4

3

26

1948

2

1

0

1

2

1949

15

10

1

4

17

1950

3

0

0

3

12

TOTAL

141

79

28

34

225



NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Ary disputou oito jogos pela Seleção Brasileira, sendo o primeiro no dia 20 de dezembro de 1945 na goleada de 6 x 2 sobre a Argentina, válido pela Copa Roca (conquistada pelo Brasil), e o último 2 de fevereiro de 1946, com vitória de 5 x 1 sobre o Chile, pela Copa América (o Brasil foi vice-campeão). Sofreu 13 gols.


Ainda em 1950, transferiu-se para o futebol da Colômbia, onde foi defender o Junior de Barranquilla. O time colombiano, além de Ary, tinha em seu plantel outros jogadores brasileiros, tais como Marinho Rodrigues, Heleno de Freitas e Tim.
De 1952 a 1954, defendeu o Bonsucesso, do Rio de Janeiro, onde encerrou sua carreira.
Também em 1954, Ary recebeu o Prêmio “Belfort Duarte”.

Ary faleceu em 7 de março de 1958.

Botafogo em 1949: da esquerda para a direita, Gerson dos Santos, Ary, Nilton Santos, Rubinho, Ávila e Juvenal; Agachados: Paraguaio, Geninho, Pirilo, Octávio e Braguinha.




domingo, 12 de abril de 2026

FORMAÇÕES: 1973


Formação do Botafogo que goleou o Fluminense em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de 1973.
Da esquerda para a direita, em pé: Marinho Chagas, Miranda, Carbone, Brito, Cao e Nilson Andrade;
Agachados: Zequinha, Carlos Roberto, Fischer, Nilson Dias e Dirceu.

BOTAFOGO 4 x 0 FLUMINENSE
Campeonato Brasileiro
domingo, 2 de setembro de 1973
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Emídio Marques de Mesquita (SP)
Renda: Cr$ 244.333,10
Público: 28.496 pagantes
Gols: Marinho Chagas (2), Ferreti e Zequinha
BOTAFOGO: Cao, Miranda, Brito, Nilson Andrade e Marinho Chagas; Carbone, Carlos Roberto e Dirceu (Waltencir); Zequinha, Fischer e Nilson Dias (Ferreti). Técnico: Egídio Landolfi “Paraguaio”.
FLUMINENSE: Félix, Toninho, Bruñel (Márcio), Assis e Marco Antônio; Carlos Alberto Pintinho, Cléber e Rubens Galaxe (Adílson); Dionísio, Manfrini e Lula. Técnico: Duque.



O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO BOTAFOGO: goleada sobre o Flamengo - 1931


Carvalho Leite marcou quatro gols


BOTAFOGO 5 x 1 FLAMENGO
Campeonato Carioca
domingo, 12 de abril de 1931
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Jorge Marinho
Gols: Carvalho Leite (4) e Paulinho para o Botafogo e Adelino para o Flamengo
BOTAFOGO: Germano, Benedicto e Octacílio; Pamplona, Martim e Canalli; Álvaro, Paulinho, Carvalho Leite, Nilo e Celso. Técnico: Nicolas Ladanyi.
FLAMENGO: Ismael, Hélcio e Cassilandro (Saes); Sá Filho, Darci e Penha; Adelino, Eloy (Nascimento II), Donga (Álvaro), Rolinha e Marcondes. Técnico: Charles Williams.



sábado, 11 de abril de 2026

DUELO: Botafogo x Coritiba




TOTAL DE JOGOS

62

VITÓRIAS DO BOTAFOGO

25

VITÓRIAS DO CORITIBA

18

EMPATES

19

GOLS A FAVOR DO BOTAFOGO

95

GOLS A FAVOR DO CORITIBA

81

 

A PRIMEIRA VEZ
A primeira vez que Botafogo e Coritiba se enfrentaram foi no dia 12 de novembro de 1942, no então chamado estádio Belfort Duarte, em Curitiba (PR).
O Coritiba venceu por 3 x 2.
A ficha técnica desse jogo foi a seguinte:
 
CORITIBA 3 x 2 BOTAFOGO
Amistoso
quinta-feira, 12 de novembro de 1942
Local: Belfort Duarte, Curitiba (PR)  
Árbitro: Ataíde Santos
Gols: Cecílio, Neno e Batista para o Coritiba e González e Lucas para o Botafogo
CORITIBA: Bino, Lauro e Augusto; Tonico (Warde), Bananeiro e Janguinho; Babi (Batista), Rubinho (Pio), Neno, Cecílio e Altevir.  
BOTAFOGO: Ary (Aymoré Moreira), Caieira e Hernandez; Zarcy, Hélio Leite e Santamaria (Alberto Silva); Patesko (Lucas), Geninho, Geraldino (Paschoal), González e Pirica. Técnico: Carvalho Leite.  
Detalhe: Geraldino (do Canto do Rio) reforçou o Botafogo.
 
A ÚLTIMA VEZ
 
No dia 29 de novembro de 2023, no estádio Couto Pereira (antigo Belfort Duarte), em Curitiba (PR), Botafogo e Coritiba duelaram pela última vez. Aconteceu empate em 1 x 1, com os seguintes detalhes técnicos:
 
BOTAFOGO 1 x 1 CORITIBA
Campeonato Brasileiro
quarta-feira, 29 de novembro de 2023
Couto Pereira, Curitiba (PR)  
Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE)  
Portões Fechados
Gols: Edu para o Coritiba e Tiquinho Soares para o Botafogo
CORITIBA: Pedro Morisco, Natanael, Thalisson (Maurício Antônio), Kuscevic e Jamerson; Andrey (Willian Farias), Bruno Gomes (Garcez) e Matheus Bianqui; Marcelino Moreno, Robson (Reynaldo) e Diogo Oliveira (Edu). Técnico: Guilherme Bossle.  
BOTAFOGO: Lucas Perri, Adryelson, Victor Cuesta e Bastos (Hugo); Tchê Tchê (Lucas Fernandes), Marlon Freitas, Gabriel Pires (Janderson), Eduardo e Victor Sá (Luís Henrique); Junior Santos (Carlos Alberto) e Tiquinho Soares. Técnico: Tiago Nunes.
 
A MAIOR GOLEADA
 
A maior goleada registrada nesse duelo aconteceu no dia 11 de setembro de 2011, em Curitiba (PR), quando o time da casa derrotou o Botafogo por 5 x 0.
O maior placar alcançado pelo Botafogo sobre o Coritiba foi registrado em três oportunidades: 1996, 2004 e 2023: 4 x 1.
 
ONDE FORAM REALIZADOS OS 62 JOGOS
 
Os 62 jogos entre Botafogo e Coritiba foram disputados em nove estádios de cinco cidades do Brasil (Campos-RJ, Curitiba-PR, Niterói-RJ, Rio de Janeiro-RJ e Volta Redonda-RJ). O Couto Pereira foi o que mais recebeu o duelo: 28 vezes. Eis a lista completa:

Belfort Duarte, Curitiba (PR)

10

Caio Martins, Niterói (RJ)

4

Couto Pereira, Curitiba (PR)

28

Durival de Brito, Curitiba (PR)

1

Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

9

Godofredo Cruz, Campos (RJ)

1

Luso Brasileiro, Ilha do Governador, Rio de Janeiro (RJ)

2

Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

6

Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)

1

TOTAL

62

 

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Zé Eduardo


José Eduardo de Toledo Pereira, o Zé Eduardo, nasceu em Campinas (SP), no dia 12 de abril de 1954.
Começou sua carreira nas categorias de base do Corinthians, de São Paulo (SP), em 1974, e no ano seguinte fez seu primeiro contrato profissional com o clube, onde atuou até 1980. Depois, passou por Botafogo, do Rio de Janeiro (RJ), Náutico, de Recife (PE) e Ituano, de Itu (SP), este seu último clube como jogador, em 1987.
Segundo o Almanaque do Corinthians, de Celso Dario Unzelte, no período (1974/1980) em que defendeu o Corinthians, Zé Eduardo disputou 180 jogos; com 93 vitórias, 54 empates e 33 derrotas.
Chegou a ser treinador do Mirassol (SP), então equipe da Série A-3 do Campeonato Paulista, e do Chapadão (MS).
Diagnosticado com uma séria enfermidade nos ossos, o ex-zagueiro lutou contra os efeitos da doença por muito tempo. Zé Eduardo faleceu em 26 de abril de 2017, aos 63 anos, em São Paulo (SP).

PASSAGEM PELO BOTAFOGO

Estreia: 17/08/1980, 4 x 0 Serrano
Última partida: 20/09/1981, 0 x 0 Madureira.
 

ANO

J

V

E

D

GOLS

1980

19

8

5

6

0

1981

48

25

16

7

0

TOTAL

67

33

21

13

0





FORMAÇÕES: 1922



Formação do Botafogo que venceu o Fluminense em 21 de maio de 1922, em General Severiano

BOTAFOGO 2 x 1 FLUMINENSE
Campeonato Carioca
domingo, 21 de maio de 1922
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Narciso Bastos
Gols: Vadinho (2) para o Botafogo e Welfare para o Fluminense
BOTAFOGO: Haroldo, Palamone e Alemão; Pollice, Alfredinho e Lagreca; Leite de Castro, Alkindar, Celso, Arlindo Pacheco e Vadinho.
FLUMINENSE: Marcos Mendonça, Chico Netto e Moreira; Laís, Bordallo e Fortes; Mano, Zezé, Welfare, Coelho e Moura Costa.


Haroldo