terça-feira, 13 de outubro de 2026

COISAS QUE SÓ ACONTECEM AO BOTAFOGO: em 2013, no dia 13, tabu de 13 anos é quebrado




No dia 13 de outubro de 2013, o Botafogo encerrou um tabu de 13 anos sem vencer o Flamengo em jogos pelo Campeonato Brasileiro.
A última vitória havia acontecido em 7 de outubro de 2000, quando o Botafogo venceu o Flamengo por 3 x 1. Depois disso, foram oito derrotas e treze empates.
A quebra do tabu veio de virada. Hernane abriu o placar para o Flamengo, mas Gegê e Rafael Marques marcaram para o Botafogo.
O jogo foi bastante equilibrado. Melhor no início, o Flamengo acabou cedendo espaço após marcar o primeiro e levou a virada. Tentou ao menos empatar nos minutos finais, mas não superou a defesa do Botafogo.
O Botafogo jogou desfalcado de Lodeiro, servindo à seleção do Uruguai. O jovem Gegê ganhou uma oportunidade na linha de três armadores, ao lado de Seedorf e Rafael Marques.
E foi Gegê que iniciou a quebra do tabu. No final do 1º tempo, Seedorf recebeu a bola e, quase caído, deu passe para Gegê dentro da área. O jovem tirou Wallace da marcação e chutou cruzado, sem chances para Felipe, deixando tudo igual no placar.
No segundo tempo a partida seguiu equilibrada e movimentada.
Aos 17 minutos, nova participação de Gegê em gol. Ele cruzou da esquerda, Rafael Marques se antecipou aos zagueiros rivais e completou na pequena área, virando o placar no Maracanã.

BOTAFOGO 2 x 1 FLAMENGO
domingo, 13 de outubro de 2013
Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Renda: R$ 1.346.700,00
Público: 23.718 pagantes
Gols: Hernane, 12; Gegê, 41 e Rafael Marques, 62
BOTAFOGO: Renan, Edilson, Bolívar, Dória e Júlio César; Marcelo Mattos, Renato, Gegê (Dedé) e Seedorf; Alex (Henrique) (Hyuri) e Rafael Marques. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Chicão, Wallace e João Paulo; Amaral, Elias, André Santos (Luiz Antônio) e Carlos Eduardo (Bruninho); Paulinho e Hernane. Técnico: Jayme de Almeida.



segunda-feira, 12 de outubro de 2026

FORMAÇÕES: 2018


Formação do Botafogo que empatou em 0 x 0 com o Fluminense, em jogo válido pelo Campeonato Carioca, realizado em 20 de janeiro de 2018, no Maracanã.
Da esquerda para a direita, de pé: Brenner, Gilson, Matheus Fernandes, Igor Rabello, Marcelo Benevenuto e Jefferson.
Agachados: Luiz Fernando, Arnaldo, Léo Valencia, João Paulo e Rodrigo Pimpão.



sábado, 10 de outubro de 2026

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO BOTAFOGO: empate em 5 x 5 com Atlético Mineiro - 1998


O dia 10 de outubro ficou eternizado por um dos jogos mais loucos, eletrizantes e históricos do Campeonato Brasileiro em todos os tempos.
No dia 10 de outubro de 1998, o Botafogo foi até o Mineirão, em Belo Horizonte (MG), enfrentar o Atlético Mineiro pelo Campeonato Brasileiro e protagonizou um confronto com 10 gols.
O jogo começou bem morno, com toques de lado e sem velocidade. O Atlético Mineiro cercava muito, chegava até a área do Botafogo, mas não chutava. Bem postado e reduzindo os espaços, o Botafogo não era agredido e esperava apenas o momento certo para o contra-ataque.
Aos 30 minutos, escanteio a favor do Botafogo e Túlio Maravilha marcou seu primeiro gol. Nove minutos depois, numa recuperação de bola, o Botafogo chegou aos 2 x 0, através de Chiquinho, depois de receber passe de Bebeto. Final do primeiro tempo: Botafogo 2 x 0 Atlético Mineiro.
No segundo tempo, em uma reação inacreditável, o Atlético Mineiro buscou o placar sob o comando do atacante Valdir Bigode (que marcou quatro gols no jogo), virando a partida para 5 x 2.
Os gols foram marcados nessa ordem: 2 minutos - Valdir Bigode; 9 - Marques; 14 - Valdir Bigode; 19 - Valdir Bigode e aos 35, de pênalti, Valdir Bigode marcou o seu quarto gol no jogo: Atlético Mineiro 5 x 2.
O Botafogo só voltaria a marcar aos 38 minutos do 2º tempo, através de Túlio Maravilha, também recebendo passe de Bebeto. Dois minutos depois, pênalti a favor do Botafogo, em cima de Sérgio Manoel: Bebeto cobrou, o goleiro do Atlético Mineiro defendeu e no rebote, de cabeça, ele marcou o quarto gol do Botafogo.
Quando a derrota parecia certa, aos 46 minutos do segundo tempo, ou seja, um minuto depois do tempo regulamentar, o atacante Tico Mineiro marcou o gol salvador, depois de bela jogada de França pela lateral, decretando o placar final de 5 x 5.
Essa partida é lembrada até hoje em retrospectivas do futebol nacional como uma das maiores exibições de reviravoltas e poder ofensivo do Campeonato Brasileiro.

ATLÉTICO MINEIRO 5 x 5 BOTAFOGO
Campeonato Brasileiro
sábado, 10 de outubro de 1998
Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Luciano Augusto de Almeida (DF)
Renda: R$ 108.672,00
Público: 12.712 pagantes
Gols: Valdir (4) e Marques para o Atlético Mineiro e Túlio Maravilha (2), Chiquinho, Bebeto e Tico Mineiro para o Botafogo
ATLÉTICO MINEIRO: Emerson, Paulo Baier (Roberto), Galván, Sandro Barbosa e Vítor; Bruno, Edgar, Lincoln (Marco Antônio Boiadeiro) e Hernani; Marques e Valdir. Técnico: Carlos Alberto Torres.
BOTAFOGO: Wagner, Wilson Goiano (França), Grotto (Tico Mineiro), Gonçalves e Lúcio Wagner; Pingo, Eduardo (Edimar), Chiquinho e Sérgio Manoel; Bebeto e Túlio Maravilha. Técnico: Valdir Espinosa.


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Oswaldo Baliza


Oswaldo Alfredo da Silva nasceu em 9 de outubro de 1923, na cidade de Tanguá (RJ).
Era goleiro do Ypiranga, de Niterói (RJ), na campanha que levou o antigo Estado do Rio de Janeiro ao terceiro lugar na classificação final do Campeonato Brasileiro de Seleções de 1943. Tendo acabado de completar 20 anos, teve destacadas atuações nos jogos em que seu selecionado fez diante do Espírito Santo, Minas Gerais, Ceará e Guanabara. Justamente nos dois últimos, em 5 e 8 de dezembro, chamou a atenção do Botafogo, para onde se transferiu antes de acabar o ano de 1943.
Sua estreia aconteceu em 8 de março de 1944, em São Januário, na goleada de 6 x 2 sobre o Flamengo, válido pelo Torneio Relâmpago. Formou o Botafogo com Oswaldo Baliza, Hernandez e Lusitano; Zarcy, Santamaria e Negrinhão; Affonsinho, Octávio (Tovar), Heleno de Freitas, Limoeirinho e Reginaldo. Técnico: Martim Silveira.
No ano de 1944 e no seguinte, Oswaldo Baliza conquistou o título de bicampeão carioca de Aspirantes.
De 1944 a 1947, revezou na meta do Botafogo com o goleiro Ary. A partir de 1948, tornou-se titular absoluto.

E foi nessa condição que conquistou o campeonato carioca de 1948, tendo participado dos 20 jogos que o Botafogo disputou para conquistar o título.
De 1944 a 1953 disputou um total de 284 jogos com a camisa do Botafogo, o último deles em 3 de março de 1953, no amistoso contra o América (MG) - 2 x 2, no Independência, em Belo Horizonte (MG). O Botafogo atuou com Oswaldo Baliza, Gerson dos Santos e Floriano (Orlando Maia); Araty, Calico e Juvenal; Geraldo (Vinícius), Geninho, Bravo (Zezinho), Dino da Costa e Jayme. Técnico: Carvalho Leite.
Após deixar o Botafogo, Oswaldo Baliza teve uma breve passagem pelo Vasco da Gama, em 1953, e mudou-se para o Bahia em 1954, onde conquistou o título estadual logo em seu primeiro ano.

Em 1955 foi para o Sport Recife (PE), onde viveu outra grande fase, vencendo o campeonato pernambucano nos anos de 1955, 1956 e 1958.
Encerrou sua carreira no rubro-negro pernambucano.

Na Seleção Brasileira, disputou duas partidas oficiais como titular, uma pelo Campeonato Sul-Americano de 1949 (goleada de 5 x 0 sobre a Colômbia) e outra pelo Campeonato Pan-Americano de 1952 (vitória de 3 x 0 contra o Chile), em ambas as competições levando o Brasil ao título de campeão.
Faleceu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 30 de setembro de 1999.








quinta-feira, 8 de outubro de 2026

CURIOSIDADES ALVINEGRAS: primeira vitória do Botafogo no Maracanã - 1950




O Estádio do Maracanã foi inaugurado oficialmente em 16 de junho de 1950.
A abertura ocorreu poucos dias antes do início da Copa do Mundo de 1950, principal motivo de sua construção. Na época, ele ainda estava com as obras incompletas. Mesmo assim recebeu o jogo amistoso entre as seleções carioca e paulista para marcar a sua inauguração.
A primeira partida que o Botafogo disputou no novo estádio foi em 13 de agosto de 1950, com derrota para o América, válido pelo Campeonato Carioca.
Depois disso, o Botafogo disputou mais três jogos, com um empate e duas derrotas.
A primeira vitória do Botafogo no Maracanã só aconteceria em 8 de outubro de 1950. Naquele dia, em jogo também válido pelo Campeonato Carioca, derrotou o Vasco da Gama, por 1 x 0.
Eis a ficha técnica desse jogo

BOTAFOGO 1 x 0 VASCO DA GAMA
Campeonato Carioca
domingo, 8 de outubro de 1950
Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Alberto da Gama Malcher
Renda: Cr$ 357.992,00
Público: 28.323 pagantes
Gol: Zezinho, 70
BOTAFOGO: Oswaldo Baliza, Basso e Nilton Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Zezinho, Neca, Ariosto, César e Braguinha. Técnico: Carvalho Leite.
VASCO DA GAMA: Barbosa, Augusto e Wilson; Eli, Danilo e Jorge; Tesourinha, Maneca, Ipojucan, Lima e Chico. Técnico: Flávio Costa.



RETRATO EM PRETO E BRANCO: Nilson Andrade


Nilson Florindo de Andrade nasceu na cidade de Santo Antônio de Pirapetinga (MG), no dia 8 de outubro de 1949.
Iniciou sua carreira e chamou a atenção no cenário carioca defendendo as cores do Bonsucesso (RJ), onde jogou no período de 1969 a 1972.
Recém-saído das categorias de base do clube, não teve muitas oportunidades no time principal, em cuja zaga revezavam os “xerifes” Moisés, Renê e Paulo Lumumba. Sua estreia na equipe principal só aconteceria em 1971.
Acabou atraindo o interesse de clubes de outros Estados, sendo emprestado ao ABC, de Natal (RN), para a disputa do Campeonato Brasileiro de 1972.
Apesar das boas exibições, a passagem de Nilson Andrade pelo ABC ficou marcada por uma das maiores crises de bastidores do futebol brasileiro. O ABC foi punido pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) com dois anos de suspensão do Campeonato Brasileiro. O motivo foi a escalação irregular de três atletas na vitória por 2 x 1 contra o Botafogo: ele, Nilson Andrade, o lateral-esquerdo Rildo e o meia Marcílio.
Nilson Andrade teve três passagens pelo Botafogo. A primeira vez em agosto de 1973, contratado por empréstimo junto ao Bonsucesso, chegando em dupla com seu parceiro de zaga Nilo.
Sua primeira partida como titular do Botafogo aconteceu em um clássico contra o Fluminense, no dia 2 de setembro de 1973, no Maracanã, válido pelo Campeonato Brasileiro, com vitória por 4 x 1. O Botafogo formou com Cao, Miranda, Brito, Nilson Andrade e Marinho Chagas; Carbone, Carlos Roberto e Dirceu (Waltencir); Zequinha, Fischer e Nilson Dias (Ferretti). Técnico: Paraguaio.
Permaneceu no Botafogo até 16 de dezembro de 1973, seu último jogo em sua primeira passagem.
Em fevereiro de 1974, Nilson Andrade e Nilo foram devolvidos ao Bonsucesso, que logo os emprestou ao Paysandu, de Belém (PA), que disputaria o Campeonato Brasileiro daquele ano. No final de julho de 1974 retornou ao Bonsucesso para a disputa do Campeonato Carioca, por lá permanecendo na temporada de 1975.
Em dezembro de 1975, Nilson Andrade foi contratado em definitivo pelo Botafogo. Sua reestreia aconteceu em 18 de janeiro de 1976, em um amistoso contra a Caldense, de Poços de Caldas (MG), com vitória do Botafogo por 1 x 0.
Foi emprestado ao Operário, de Campo Grande (MS), entre abril e agosto de 1977, retornando em seguida ao Botafogo.
Em dezembro de 1977 foi novamente emprestado, desta vez para o XV de Novembro, de Jaú (SP).
Retornou ao Botafogo e iniciou sua terceira passagem pelo clube em 20 de maio de 1979, no Maracanã, na goleada sobre o América (6 x 1), válido pelo Campeonato Carioca.
Seu último jogo com a camisa do Botafogo foi em 1º de agosto de 1979, em Marechal Hermes, com vitória sobre o Campo Grande (2 x 0), válido pelo Campeonato Carioca. Naquela oportunidade, o Botafogo alinhou: Ubirajara Alcântara, China, Luís Cláudio, Nilson Andrade e Dodô; Chiquinho (Luizinho Rangel), Mendonça e Renato Sá; Gil, Luizinho Lemos e Marcelo. Técnico: Jorge Vieira.
Ainda em agosto de 1979, transferiu-se para o São Bento, de Sorocaba (SP), juntamente com seus companheiros de clube Dodô e Cremilson, numa troca que trouxe para o Botafogo o lateral Carlos Alberto Batata.
No total, em suas três passagens, Nilson Andrade tem registrado 84 jogos pelo Botafogo, sem marcar gols.
Depois do São Bento, Nilson Andrade passou por Esportiva, de Guaratinguetá (SP), Portuguesa (RJ), Corumbaense (MS) e VOCEM, de Assis (SP), onde encerrou sua carreira, em 1986.
Após pendurar as chuteiras, Nilson Andrade fixou residência na cidade do Rio de Janeiro. Passou a trabalhar na administração do Clube de Empregados da Petrobras (CEPE Fundão), situado dentro do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).





segunda-feira, 5 de outubro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Rossi


Osvaldo Rossi nasceu em Belo Horizonte (MG), no dia 5 de outubro de 1937.
Calçou chuteiras pela primeira vez no XV de Novembro, no bairro de Santa Tereza, na capital mineira.
Rossi estava vinculado ao Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG) e treinava no Asas, de Lagoa Santa (MG), quando o técnico desse clube, Colombo, vendo-o treinar, entusiasmou-se e levou-o para o seu clube, cujo presidente, Coronel Dirceu, botafoguense roxo, não teve dúvidas em encaminhá-lo ao alvinegro; Foi para os juvenis do Botafogo, em 1955.
No Botafogo ele enfrentou a concorrência pesada no meio de campo, passando a ser o reserva imediato de Didi. Ainda assim, teve momentos de brilho e fez parte do elenco que conquistou o Campeonato Carioca de 1957 (tomando parte de sete dos 22 jogos disputados pelo Botafogo na campanha), além de faturar o bicampeonato carioca de aspirantes (1958 e 1959). No campeonato de 1958, disputou 18 dos 22 jogos disputados pelo Botafogo e marcou cinco gols. Em 1959, marcou apenas um gol nos dez jogos que disputou.

Sua estreia na equipe principal do Botafogo aconteceu em 23 de fevereiro de 1957, no amistoso realizado na cidade de São José do Rio Preto (SP), com vitória sobre o América local, por 4 x 2. O Botafogo formou com Amaury, Bob (Orlando Maia), Beto (Thomé) e Nilton Santos; Bauer e Pampolini; Neyvaldo, Didi (João Carlos), Paulinho Valentim (Ary Costa), Garrincha (Mário) e Cañete (Rossi). Técnico: Geninho.
Disputou 112 jogos pelo Botafogo, de 1957 a 1961, marcando 33 gols.
A última partida de Rossi no Botafogo foi em 21 de junho de 1961, em Toulouse (França), no amistoso contra o clube do mesmo nome, com vitória por 3 x 1. O Botafogo atuou com Ernâni, Cacá, Zé Maria, Paulistinha e Chicão; Pampolini e Didi; Garrincha, Amoroso (Rossi), Amarildo e Zagalo (Neyvaldo). Técnico: Paulo Amaral.
Em outubro de 1960, foi emprestado ao Cruzeiro por três meses, retornando ao Botafogo e sendo contratado em definitivo pelo clube mineiro após seu último jogo no alvinegro.
Sagrou bicampeão mineiro nos anos de 1960 e 1961.
Em 1963, defendendo a Seleção Mineira, alcançou o feito histórico de se sagrar Campeão Brasileiro de Seleções Estaduais.
Foi contratado pelo Santos em agosto de 1963. Fez parte do elenco santista no período mais vencedor de sua história. Colecionou os títulos da Taça Libertadores da América e do Mundial Intercontinental em 1963, além dos Campeonatos Brasileiros (Taça Brasil) de 1964 e 1965 e Paulistas de 1964 e 1965.
Antes de encerrar a sua trajetória nos gramados, Rossi ainda defendeu o Náutico, de Recife (PE), a Portuguesa Santista (SP) e pendurou as chuteiras no Coritiba (PR), em 1969.
Depois de encerrar a carreira como jogador, voltou ao futebol como treinador, trabalhando na lapidação de jovens talentos nas categorias de base do Cruzeiro e comandando equipes do interior de Minas Gerais, como o Valeriodoce (1988), Minas E. C. (1988) e Villa Nova (1990).
Rossi faleceu em 21 de dezembro de 2025, aos 88 anos de idade, em Belo Horizonte (MG).





domingo, 4 de outubro de 2026

RETRATO EM PRETO E BRANCO: Fábio Ferreira


Fábio Ferreira da Silva nasceu em Campina Grande (PB) no dia 4 de outubro de 1984.
Fábio Ferreira começou sua carreira nas categorias de base do Corinthians. O zagueiro atuou apenas uma vez pelo time titular do Corinthians em 2004.
Sem muitas chances no Corinthians, que tinha um elenco inchado de jogadores de peso, o jovem jogador foi transferido para o Noroeste, em 2005.
Depois foi novamente emprestado, desta vez para o time do Juventude, de Caxias do Sul (RS), para a disputa do Campeonato Brasileiro de 2006. Após faltar a dois treinos, acabou sendo dispensado. Em 2007, voltou ao Noroeste para jogar novamente o Campeonato Paulista.
No mesmo ano, voltou ao Corinthians para jogar o Campeonato Brasileiro. Todavia, teve sua trajetória marcada pelo rebaixamento do clube à Segunda Divisão, a qual disputou pelo clube em 2008, fazendo parte do elenco que garantiu o retorno à Série A.
Em dezembro de 2008, o Grêmio anunciou o acerto com o jogador. Todavia, pouco jogou e realizou sua estreia pelo Grêmio em 2 de abril de 2009, numa goleada sofrida por 4 x 0 para o Caxias, em partida válida pelo Campeonato Gaúcho. No dia 26 de junho, o treinador Paulo Autuori comunicou a dispensa do zagueiro.

Em julho de 2009, acertou com o Vitória, de Salvador (BA), para o restante da temporada. Depois de um começo de muita insegurança, Fábio Ferreira conseguiu recuperar-se, tornando-se um dos atletas mais regulares do elenco rubro-negro no segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2009, ganhando a vaga de titular. Ao fim da temporada, deixou o clube baiano e, em janeiro de 2010, acertou com o Botafogo até maio de 2011. Aos poucos, foi ganhando a condição de titular. Ajudou na recuperação da equipe no primeiro turno do Estadual, fazendo, inclusive, o gol do título da Taça Guanabara.
Ele jogou por três anos (2010 a 2012) como titular da zaga alvinegra.
Sua estreia aconteceu em 27 de janeiro de 2010, em São Januário, com vitória de 2 x 1 sobre o Tigres, válido pelo Campeonato Carioca. O Botafogo formou com Jefferson (Renan), Alessandro, Antônio Carlos, Wellington e Marcelo Cordeiro; Leandro Guerreiro, Fahel, Renato Cajá (Fábio Ferreira) e Lúcio Flávio; Herrera e Loco Abreu (Somália). Técnico: Jair Ventura.
Sagrou-se campeão carioca de 2010 sob o comando de Joel Santana, tendo disputado 14 dos 19 jogos na competição e marcando dois gols, um deles na decisão da Taça Guanabara na vitória de 2 x 0 sobre o Vasco da Gama. Além dessa taça, levantou as Taças Rio (2010 e 2012).

Sua última partida com a camisa do Botafogo foi em 1º de dezembro de 2012, no Engenhão, no empate em 2 x 2 com o Flamengo, válido pelo Campeonato Brasileiro. Jogou o Botafogo com essa formação: Renan, Lennon (Cidinho), Fábio Ferreira, Brinner e Lima; Gabriel (Renato), Jadson, Seedorf (Vitor Junior) e Lodeiro; Sassá e Fellype Gabriel. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Disputou um total de 141 jogos pelo Botafogo, tendo marcado cinco gols.
Após se despedir do Rio de Janeiro, o defensor seguiu carreira no futebol do sul e do sudeste do país. Defendeu o Criciúma, onde foi campeão catarinense em 2013. Em dezembro de 2014 foi afastado por problemas disciplinares. Dois meses após o encerramento do contrato e sem ter recebido nenhuma proposta de nenhum time das séries A, B e C ou mesmo do exterior, o jogador renovou com o Criciúma até dezembro de 2015. No dia 31 de agosto de 2015, rescindiu seu contrato para assinar com a Ponte Preta, de Campinas (SP), onde permaneceu até 2017.
Após curtíssima passagem pelo Novorizontino (SP), e novamente defender o Criciúma, encerrou suas atividades profissionais em 2018.






sábado, 3 de outubro de 2026

OS PIONEIROS: Lauro Sodré




Lauro de Almeida Sodré Filho foi um jogador que atuou como atacante do Botafogo nas primeiras décadas do século XX.
Era filho do célebre político, militar e líder republicano Lauro Sodré (que foi governador do Pará e senador). O prestígio de seu pai foi fundamental nos bastidores para que o clube carioca conseguisse a posse de seus primeiros campos, como o do Largo dos Leões e o terreno histórico de General Severiano.
O fato de Lauro Sodré ter se casado em Belém e ser filho de um político que governava o Pará gerou, ao longo do tempo, a confusão e a associação em muitos veículos de comunicação de que ele também teria nascido lá.
De acordo com os registros genealógicos públicos unificados na plataforma Family Search, consta o local do seu nascimento no Rio de Janeiro (RJ), em 3 de outubro de 1890.
Lauro era irmão de Emmanuel de Almeida Sodré (um dos doze fundadores do Botafogo Football Club em 1904), de Benjamin de Almeida Sodré "Mimi Sodré", Almirante da Marinha e um dos maiores ídolos e artilheiros dos primórdios do clube, e de Theodoro de Almeida Sodré “Dorinho”.
Diferente de seu irmão Mimi Sodré, que teve muita projeção nacional, a trajetória de Lauro nos gramados foi mais discreta, porém marcante no período romântico do futebol amador.
Defendeu o Botafogo entre os anos de 1909 e 1915.
Participou ativamente da conquista do título de campeão carioca de 1910, tendo participado de todas as dez partidas que o clube disputou nesse ano, marcando três gols.
Na conquista do Campeonato Carioca de 1912, ele disputou seis das dez partidas que deram mais um título ao Botafogo.
De 1909 a 1915 Lauro Sodré disputou um total de 57 jogos pelo Botafogo, marcando cinco gols.
Sua estreia e único jogo no ano aconteceu no amistoso realizado em 21 de março de 1909, na Rua Ferrer, com vitória de 2 x 1 sobre o Bangu, marcando um dos gols.
Sua última partida foi em 31 de outubro de 1915, com derrota de 4 x 1 para o São Cristóvão, nas Laranjeiras, pelo Campeonato Carioca.
Lauro Sodré faleceu em 9 de junho de 1964.






quinta-feira, 1 de outubro de 2026

CURIOSIDADES ALVINEGRAS: mais uma vez o escudo mais bonito





O escudo do Botafogo foi eleito, mais uma vez, o mais bonito do futebol brasileiro.
Uma pesquisa realizada pelo GE ouviu 66 profissionais ligados ao design, que avaliaram os escudos de 80 clubes brasileiros. Cada participante atribuiu uma nota de 1 a 10 para os emblemas apresentados, totalizando 5.280 avaliações.
E o Botafogo não apenas ficou no topo: abriu uma vantagem considerável sobre os demais. O escudo alvinegro alcançou média de 7,95, a maior pontuação de toda a pesquisa.
Além disso, o símbolo do Glorioso recebeu 23 notas 10 e 14 notas 9, números que ajudaram a consolidar sua liderança. Entre os 66 avaliadores, foi também o único escudo que recebeu apenas uma nota 1.
O resultado chama atenção especialmente pelos elementos que tornam o emblema tão reconhecível. A estrela branca sobre o fundo preto, a composição simples e a identidade visual direta fazem com que o símbolo seja facilmente associado ao clube mesmo sem a necessidade de outros elementos.
Para os designers ouvidos pelo GE, justamente essa combinação entre simplicidade, personalidade, simbolismo e capacidade de representação ajuda a explicar a avaliação positiva do Botafogo.
No ranking, o América-RJ apareceu em segundo, com 6,95, seguido pelo Vasco da Gama, com 6,86. O Cruzeiro ficou em quarto, com 6,63, enquanto o Internacional completou o top 5, com 6,52.
Ou seja: entre 80 escudos analisados e mais de cinco mil avaliações, a estrela solitária terminou novamente no ponto mais alto.

1º Botafogo - 7,95
2º América-RJ - 6,95
3º Vasco da Gama - 6,86
4º Cruzeiro - 6,63
5º Internacional - 6,52

Fonte: GE.