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domingo, 23 de maio de 2010

FORTES EMOÇÕES NUM FINAL DE SEMANA

Com um gol ao apagar das luzes (aos 44 minutos do segundo tempo), o Botafogo obteve vitória difícil sobre o Olaria, no dia 13 de outubro de 1956, sábado, no campo da Rua Bariri.
O Botafogo apresentou maior volume de jogo e não fosse a pouca sorte que seus atacantes tiveram nos tiros a gol, a contagem teria sido mais folgada.
Garrincha abriu a contagem aos 39 minutos do primeiro tempo. No período final, aos 42 minutos, Santo Cristo empatou após forte chute. Didi fez o gol da vitória aos 44 minutos, aproveitando falha do goleiro Ernâni.
Os dois quadros formaram assim: Botafogo – Amaury, Rubens e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Bauer; Garrincha, Didi, Paulinho, Mário e Neivaldo.
Olaria – Ernâni, Joe e Renato; Rico, Barbosa e Dodô; Esquerdinha, Bera, Santo Cristo, Russo e César.
O árbitro do encontro foi Eunápio de Queirós.

Minutos depois, a delegação botafoguense partiu do gramado da Rua Bariri diretamente para a gare da Central do Brasil, onde embarcou para a cidade de Barbacena, interior de Minas Gerais, 274 quilômetros distantes do Rio de Janeiro.
Foi convidado para o grande acontecimento esportivo da cidade, a inauguração do novo estádio do Olimpic, no domingo, 14 de outubro de 1956, que contou com a presença de inúmeras autoridades, dentre outras, do Governador Bias Fortes, do Presidente do CND, Deputado Geraldo Starling Soares, e do Presidente da Federação Mineira, Francisco Cortes.
O Botafogo enfrentou no jogo inaugural a equipe local do Olimpic, triunfando de maneira categórica pela contagem de 5 x 1, após encerrar o primeiro tempo com a vantagem de 3 x 0.
No time do Botafogo fez sua estréia o ponteiro paraguaio Cañete, que teve boa atuação.
Garrincha aos 12 minutos abriu a contagem para os cariocas. Paulinho aos 25 minutos assinalou o segundo gol e Ênio, contra, aos 40 minutos aumentou a vantagem dos alvinegros cariocas. Na fase final, Paulinho aos 7 minutos estabeleceu o quarto gol do Botafogo e Ari o quinto aos 30 minutos. O tento de honra dos locais foi de pênalti, batido por Nenem.
Eis a formação das duas equipes:
Botafogo: Amaury, Rubens, Orlando Maia e Nilton Santos; Bob e Bauer; Garrincha (Neivaldo) (Ari), Didi, Paulinho, Mário e Cañete.
Olimpic: Danton (Campeão), Borracha e Marino; Lucas, Ênio e Mexicano; Gutemberg, Viva, Nenem, Caroá e Branco.
A arbitragem foi de José Gomes Sobrinho, da Federação Metropolitana de Futebol.
Depois do jogo, toda a delegação do Botafogo visitou Heleno de Freitas na Casa de Saúde Santa Teresa. O antigo defensor do Botafogo ficou profundamente emocionado, chegando às lágrimas, com a lembrança dos atuais integrantes de seu clube, quando reviu velhos amigos, entre os quais Geninho, que foi seu companheiro de time.
Como sabemos, o craque também ficou conhecido pelos acessos de raiva em campo contra adversários, árbitros e mesmo companheiros de time. O que não se sabia na época era que aquele comportamento era um reflexo da sífilis, doença que lhe tirava a razão e que o fez ser internado em um sanatório de Barbacena. Cidade em que faleceu em 8 de novembro de 1959. Com apenas 39 anos.

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