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sábado, 23 de fevereiro de 2013

ALMANAQUE DO BOTAFOGO

Caríssimos,

Acabo de lançar o blog ALMANAQUE DO BOTAFOGO, onde pretendo, dentro do possível, colocar as súmulas, em ordem cronológica, dos jogos do Botafogo, do Rio de Janeiro, pesquisa que venho efetuando há muito tempo.
São mais de 5.000 jogos e por mais que me esforçasse ainda não consegui completar as fichas técnicas de todos eles. Além disso, podem existir resultados desconhecidos.
Nada que a contribuição dos amigos pesquisadores não possa tornar mais completo.
Quaisquer contribuições, correções, dúvidas ou sugestões, por gentileza, enviar para o e-mail de José Ricardo Caldas e Almeida (jrca1957@gmail.com). Terei a maior satisfação em fazer as correções ou acréscimos.
O endereço do blog é o seguinte:

http://sumulasalvinegras.blogspot.com.br/

Quando puderem, passem por lá.
Grato.
José Ricardo

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

PROTESTO!

Enquanto Fábio Ferreira, Márcio Azevedo e Elkeson forem titulares do time do Botafogo e este for dirigido por Oswaldo de Oliveira, como forma de protesto, não postarei mais nenhuma matéria neste blog!

sábado, 29 de setembro de 2012

AS DECISÕES: CAMPEONATO CARIOCA DE 1997


Dirigido por Joel Santana, o Botafogo conquistou o conturbado Campeonato Carioca de 1997. Conturbado, por causa de uma série de recursos e liminares, principalmente por parte do Vasco da Gama, que contava com o apoio de Eduardo Vianna, presidente da FERJ. Tendo sempre à frente o polêmico dirigente Eurico Miranda, o Vasco da Gama conseguiu paralisar o campeonato, em virtude de haver cedido quatro jogadores à seleção brasileira. Botafogo, Flamengo e Fluminense não concordaram. A bagunça foi tanta que o Flamengo se recusou a entrar em campo para jogar contra o Americano e o Vasco da Gama e perdeu seus jogos por WO.
Durante a competição, o Botafogo completou 13 vitórias em 13 jogos, superando o recorde que era do Vasco da Gama, estabelecido em 1968, com 10 vitórias em 10 jogos. Além disso, manteve uma invencibilidade de 22 jogos em 105 dias e, ainda, venceu dois dos três turnos do campeonato.
Outros dois fatos dignos de registro ocorreram nesta competição. O primeiro deles na noite de 26 de março, quando o Botafogo venceu o Flamengo com um time de reservas. O rubro-negro estava com sua formação máxima: Romário, Sávio e companhia, mas o resultado foi 1 x 0 para o Botafogo, com gol marcado por Renato. Um resultado difícil de ser esquecido, em função da rivalidade entre as duas torcidas.
O segundo se deu na primeira partida da final contra o Vasco da Gama, no dia 5 de julho, que o time cruzmaltino venceu por 1 x 0. Num determinado momento do jogo, o atacante Edmundo parou a bola na linha de fundo diante do zagueiro Gonçalves e, em tom de deboche e falta de respeito profissional, rebolou na frente do companheiro. O fato causou revolta e desejo de vingança entre os alvinegros.
E a vingança não tardou. Três dias depois, na segunda partida da final, irritados com a atitude de Edmundo, os jogadores alvinegros se desdobraram na partida. Venceram com um gol de Dimba e conquistaram o título. Ao apito final, todos os jogadores alvinegros correram em direção à torcida cruzmaltina e rebolaram. O Botafogo era o campeão estadual e estava vingado.
Com a manchete “Botafogo rebola por último”, o Jornal do Brasil destaca em suas linhas:
“Quem rebola por último, rebola melhor. Quer dizer, quem rebola por último, tem mais chances de fazer a festa. E foi exatamente isso que o Botafogo fez, ao derrotar o Vasco da Gama por 1 x 0 (gol de Dimba, aos 33 minutos do segundo tempo) e garantir o título de campeão estadual de 1997, quebrando um jejum que vinha desde 1990. A conquista, no fim das contas, serve de prêmio à equipe que foi mais regular durante toda a competição, tendo vencido os dois primeiros turnos e permanecido por mais de 20 jogos invicta.
No fim da partida, nada mais justo do que uma forra contra a irônica dança feita por Edmundo na primeira partida da final. A reboladinha coletiva lavou a alma dos botafoguenses e calou de vez os vascaínos que viram seu time ficar muito perto da vitória e acabaram tristes.
No primeiro tempo, enquanto o time de Joel Santana se mostrava totalmente intranquilo, apelando para faltas até desleais, Edmundo, Juninho e Ramón comandavam a equipe que parecia saber o que desejava.
Uma grande defesa de Wagner e o que era impressão passou a ser quase certeza: “o gol é questão de tempo”, pensaram os vascaínos.
Outra grande defesa de Wagner e a quase certeza passou a ser temor, afinal, quando um grande goleiro começa a fechar o gol... E foi isso que aconteceu.
O Vasco da Gama perdeu o tempo, o impacto e os primeiros 45 minutos se arrastaram até o apito final do bom árbitro Sidrack Marinho dos Santos.
No segundo tempo, o Botafogo decidiu adotar uma postura mais ofensiva, ou melhor, mais de jogo. O que era só-deixar-o-tempo-passar foi trocado por um-pouco-mais-de-disposição.
Só que o Vasco da Gama continuava mais ligado na partida – embora continuasse sem marcar.
Aos 30 minutos, os dois times pareciam estar satisfeitos com o empate, que levaria a final ao terceiro jogo. Pareciam. Uma jogada monumental de Dimba, até aquele momento certamente um dos piores homens em campo, acabou resultado no gol do título. Uma bomba indefensável estabeleceu no placar a superioridade mínima que, se era pouco verdadeira para o que foi exibido nesse jogo, retratava com alguma fidelidade todo o bom desempenho do Botafogo ao longo da competição.
Os doze últimos minutos de jogo – e do Estadual – foram, como era de se esperar, de sofrimento. O Vasco da Gama precisava de pelo menos um gol para adiar a decisão. O Botafogo contava segundos para ficar com seu título. Talvez até inconscientemente os jogadores do Vasco da Gama diminuíram seu ritmo. Um reconhecimento ao melhor desempenho do rival em toda a competição.
Chutões, bola para qualquer lado, valia tudo para o tempo passar. Encerrada a partida, os jogadores do Botafogo correram em direção à torcida do Vasco da Gama. De costas para a galera adversária, acompanhados por torcedores, rebolaram. Como Edmundo fizera no sábado. Ontem, porém, com o título nas mãos...
Assim jogaram as equipes:
BOTAFOGO – Wagner, Wilson Goiano, Jorge Luís, Gonçalves e Jefferson; Marcelinho Paulista (França), Pingo, Djair e Aílton (Marcelo Alves); Bentinho e Dimba (Robson). Técnico: Joel Santana.
VASCO DA GAMA: Caetano, Pimentel, Moisés, Alex e Felipe; Luisinho, Fabrício, Juninho (Luís Cláudio) e Ramon (Brener); Edmundo e Pedrinho. Técnico: Antônio Lopes.
Como dissemos, o árbitro foi Sidrack Marinho dos Santos. O público foi de 16.854 pagantes, que proporcionaram a renda de R$ 248.370,00.

Fontes: Jornal do Brasil e Botafogo de Futebol e Regatas Histórias, Conquistas e Glórias no Futebol, de Antônio Carlos Napoleão.

sábado, 22 de setembro de 2012

O BOTAFOGO DE TODOS OS TEMPOS


Na opinião de Pedro Varanda, o maior pesquisador da história do Botafogo de Futebol e Regatas que nós conhecemos, este seria o BOTAFOGO DE TODOS OS TEMPOS:

1. Manga – 442 jogos e 394 gols sofridos.
4. Marinho Chagas – 183 jogos e 40 gols.
2. Mauro Galvão – 115 jogos e 1 gol.
3. Leônidas – 246 jogos e 1 gol.
6. Nilton Santos – 721 jogos e 11 gols.
5. Gérson – 247 jogos e 96 gols.
8. Didi – 313 jogos e 116 gols.
7. Garrincha – 612 jogos e 243 gols.
9. Amarildo – 231 jogos e 134 gols.
10. Jairzinho – 412 jogos e 186 gols.
11. Quarentinha – 444 jogos e 308 gols.
Técnico: Mário Jorge Lobo Zagallo, 370 jogos.

A PRIMEIRA CRISE


Em função da imaturidade e da juventude dos meninos do Botafogo Football Club, não demoraram a aparecer as primeiras brigas. Em 1904, surgiu uma crise difícil de ser contornada entre Flávio Ramos e o capitão do time, Victor Faria. Por causa desse desentendimento, houve a primeira cisão. Saíram vários sócios, entre eles o Presidente Alfredo Guedes Mello e o vice Ithamar Tavares, que fundaram outro clube, o Internacional, que teve muito pouco tempo de vida.
Entre 1904 e 1905 ocorreram diversas mudanças.
No ano de 1905, o Botafogo passou a contar com uma nova diretoria, composta por Waldemar Pereira da Cunha – Presidente, Ismael Maia, Alfredo Chaves, Octávio Werneck, Álvaro Werneck e Júlio Werneck.
Neste mesmo período, aconteceu uma crise política no Clube de Regatas Botafogo. Essa crise levaria para o Botafogo F. C. diversos sócios e diretores. Entre eles estava Joaquim Antônio de Souza Ribeiro, considerado o primeiro grande presidente da história do Botafogo Football Club.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

PERSONALIDADES ALVINEGRAS: FLÁVIO RAMOS

 
 
Flávio da Silva Ramos nasceu em 14 de Abril de 1889, no Rio de Janeiro (RJ).
Era filho de José Júlio da Silva Ramos, professor, filólogo e poeta, membro fundador da Academia Brasileira de Letras.
Flávio Ramos foi o idealizador e um dos fundadores do Botafogo Football Club. Tinha, então, 15 anos e era estudante do Colégio Alfredo Gomes.
Além disso, ele foi jogador do clube, sendo que, no primeiro jogo do Botafogo F. C., em 2 de outubro de 1904, atuou como goleiro e, nos jogos seguintes, como atacante. Fez 53 gols em 60 jogos, no período de 1904 a 1913, sendo seu primeiro gol o primeiro da história do Botafogo, em 21 de maio de 1905, na vitória de 1 x 0 sobre o Petropolitano. Foi campeão carioca em 1907 e 1910
e artilheiro do campeonato estadual nos anos de 1907 (6 gols) e 1909 (18 gols). Ainda praticou remo, atletismo e patinação.
Flávio Ramos também foi o primeiro presidente do Botafogo e sócio-fundador número 1 do Botafogo Futebol Clube.
Em 1911, colou grau em Direito.
Flávio Ramos foi um centroavante com grande finalização. Na maior goleada do futebol brasileiro, em 30 de maio de 1909, quando o Botafogo venceu o Mangueira por 24 x 0, Flávio Ramos assinalou sete gols. No mesmo ano, em 11 de julho, marcou seis gols na goleada sobre o Haddock Lobo por 13 x 0. Antes desses dois jogos, em 26 de julho de 1908, marcou os cinco gols num amistoso com vitória do Botafogo sobre o Bangu por 5 x 2.
Além disso, chegou a ser treinador da equipe em 1928.
Desportista impecável, mesmo depois de abandonar o futebol, Flávio manteve as características pessoais que o notabilizaram.
Flávio da Silva Ramos faleceu a 14 de setembro de 1967, aos 78 anos, no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

SERÁ LANÇADA AMANHÃ A PEDRA FUNDAMENTAL DO NOVO CT DO BOTAFOGO

 

O Botafogo iniciará nesta quinta-feira, 20 de setembro de 2012, às 11 horas, em Marechal Hermes, a construção do Centro de Treinamento que no futuro acolherá as categorias de base. O projeto do clube, que assinou acordo de cessão do espaço com o governo do Estado do Rio de Janeiro por 20 anos, é atender aos jovens atletas alvinegros e a 300 crianças e adolescentes em projetos sociais.
A expectativa do Botafogo é de que o local fique pronto antes das Olimpíadas do Rio, em 2016, e possa receber delegações estrangeiras.
A área de 100 mil metros quadrados contará com dois campos oficiais, dois outros campos de treinamento, uma piscina, uma quadra poliesportiva, auditório, sala de musculação, refeitório, alojamento para 72 atletas (o atual abriga apenas 23 jogadores), entre outros novos setores. A inovação maior fica por conta da escola que será do Botafogo e colocada dentro do centro de treinamento. A intenção do clube é trabalhar as jovens promessas também fora de campo.
O projeto de modernização do local tem 100 mil metros quadrados e está pronto desde abril de 2011. Entretanto, passou por mudanças depois de visitas de dirigentes alvinegros a Centros de Treinamento de ponta no Brasil e na Europa. Toda a estrutura física atual deixará de existir para dar lugar a novas instalações.