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sábado, 30 de junho de 2012

O DUELO DOS CAMPEÕES ESTADUAIS EM 1931


O aguardado encontro entre os campeões dos dois maiores centros esportivos do Brasil, o S. C. Corinthians Paulista e o Botafogo F. C., respectivamente campeões de São Paulo e do Rio de Janeiro no ano de 1930, aconteceu nos dias 2 de abril e 6 de maio de 1931.
Para o primeiro jogo, a delegação do Botafogo chegou a São Paulo no dia 1º de abril.
O jogo em São Paulo não foi dos melhores. Pouco antes de começar o jogo, o tempo se modificou, caindo uma chuva torrencial, deixando o campo sem as condições propícias para um jogo dessa importância, impedindo os jogadores de desenvolverem toda a sua técnica. É bom frisar que o campo da Floresta esteve interditado no domingo anterior ao jogo também por conta da chuva.
O Botafogo entrou primeiramente em campo, com a seguinte formação: Pedrosa, Benedicto e Hermínio; Burlamaqui, Martim e Pamplona; Ariza, Benevenuto, Octacílio, Nilo e Celso. O técnico era Nicolas Ladanyi.
Depois, Adalberto substituiria Ariza e Ariel entrou no lugar de Benevenuto.
Os corinthianos ingressaram no campo com estas modificações: na extrema esquerda, em lugar de De Maria, Antoninho fazia sua estréia; no centro, substituindo Gambinha, o veterano Viola, que já defendeu as cores do Syrio. A formação completa foi esta: Tuffy, Grané e Del Debbio; Leone, Guimarães e Munhoz; Filó, Figueiredo, Viola, Rato e Antoninho. Técnico: Virgílio Montarini.
Foi árbitro da partida Virgilio Fedrighi, muito conhecido nos meios esportivos cariocas.
O jogo teve início dez minutos antes das 16 horas, notando-se, desde logo, a firmeza dos cariocas, que procuravam conquistar uma vantagem inicial.
Muito homogêneo e muito rápido o quadro do Botafogo, contando com elementos que combinavam as jogadas com relativa precisão.
Mesmo com Tuffy não estando em um de seus melhores dias, rebatendo muito mal os tiros dos jogadores botafoguenses, o clube carioca não conseguiu marcar.
Coube ao extrema direita Filó a marcação do primeiro gol da tarde, vinte minutos depois de iniciado o jogo.
No segundo tempo, o Corinthians melhorou e, depois de várias tentativas, Figueiredo assinalou o segundo gol do campeão paulista.
Note-se que o Botafogo, mesmo em situação desvantajosa, não esmoreceu um só instante. A sua linha de avantes deu muito trabalho à defesa do Corinthians. Guimarães, Del Debbio e Tuffy não tiveram descanso. Ocasiões houve em que era patente o domínio dos visitantes.
Os destaques do Corinthians foram Filó e Rato, por seus esforços individuais, auxiliados fracamente por Antoninho e Figueiredo.
No Botafogo, destacaram-se Martim, muito seguro e incansável; o goleiro Pedrosa não cometeu nenhuma falta; e mais Nilo e Celso, que fizeram perigar por várias vezes a meta de Tuffy.
O segundo jogo somente aconteceu mais de um mês depois.
A delegação do Corinthians chegou ao Rio de Janeiro na tarde de 5 de maio e foi recebida pelos dirigentes do Botafogo na Central do Brasil e hospedou-se no Hotel Riachuelo. Veio presidida pelos senhores Guido Giacominelli e Alfredo di Martella.
Sob a luz dos refletores do campo da rua General Severiano, o segundo jogo entre Botafogo e Corinthians foi realizado no dia 6 de maio de 1931, com início às 21:30 horas.
Os preços dos ingressos eram os seguintes: cadeiras numeradas, 15$000; arquibancadas, 5$000 e gerais, 3$000.
Os times entraram em campo assim formados:
BOTAFOGO: Pedrosa, Benedicto e Octacílio; Pamplona, Martim e Canalli; Ariza, Paulinho, Carvalho Leite, Nilo e Celso. Técnico: Nicolas Ladanyi.
CORINTHIANS: Colombo, Grané e Del Debbio; Leone, Guimarães e Munhoz; Filó, Napoli, Bertone, Rato e De Maria. Técnico: Vicente Montarini.
O jogo no primeiro tempo teve duas fases distintas: na primeira, o Botafogo teve sensível iniciativa dos ataques, tendo Colombo ocasião de fazer algumas defesas sensacionais em chutes de Nilo, Carvalho Leite e Paulinho. Depois, o Corinthians reagiu e o jogo ficou bem equilibrado, com ataques alternados até o final do tempo.
Aos 18 minutos de jogo, Octacílio para escorar uma arrancada de Filó, concede um escanteio. Filó bate bem e Bertone emenda com ótima cabeçada, marcando o primeiro gol do jogo para o Corinthians.
Aos 32 minutos, Nilo recebeu a bola de Martim, avançou, driblou Del Debbio e empatou o jogo.
O primeiro tempo terminou empatado em 1 x 1.
No 2º tempo, o Botafogo exerceu certa supremacia desde o início e aos poucos foi tomando conta do terreno até exercer acentuado domínio sobre o adversário.
Aos 5 minutos, Pamplona lança uma bola sobre a área. Colombo tenta alcançá-la mas a bola bate na trave e chega aos pés de Celso, que cruza para trás e Nilo marca o segundo gol do Botafogo.
Aos 15 minutos, Carvalho Leite sofre uma falta de Del Debbio, perto da área. Benedicto bate a falta com forte chute ao gol. Colombo não consegue deter a bola, do que se aproveita Carvalho Leite para marcar o terceiro gol do Botafogo.
Dois minutos após, Ariza livra-se de Munhoz e efetua um belo centro para a área, Nilo escora magistralmente de cabeça e marca o quarto gol do Botafogo.
Logo depois, o Corinthians substitui Colombo por Tuffy.
Três minutos após a substituição, Grané intercepta um passe e tenta atrasar a bola para Tuffy, mas faz de maneira errada. Paulinho entra e desvia a bola com um chute colocado, obtendo assim o quinto gol do Botafogo.
Aos 36 minutos de jogo, Nilo e Carvalho Leite combinam bem. Nilo recebe o passe dentro da área e em admirável “rush” dribla Grané e Del Debbio e aproxima-se do gol. Tuffy, em último recurso, sai, mas Nilo desvia a bola com um chute colocado marcando o sexto gol do Botafogo.
Faltavam dois minutos para terminar o jogo quando Carvalho Leite conseguiu driblar Del Debbio e arremessar forte, no canto de Tuffy, para marcar o sétimo e último gol do Botafogo.
O placar de 7 x 1 diz bem da superioridade do campeão carioca, que obteve uma vitória incontestável, legítima e bastante significativa.
É justo salientar na equipe do Botafogo a atuação magnífica de Nilo, talvez o mais perfeito “forward” da América do Sul no presente momento. Celso e Paulinho na linha e Pamplona e Benedicto na defesa foram outros elementos de destaque. Do Corinthians, os melhores foram Guimarães, Munhoz, Rato e Napoli.
Atuou como árbitro Vitório Silvestre Teixeira, do S. C. Internacional, de São Paulo.

Fontes:
Estado de S. Paulo
Jornal do Brasil.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O BOTAFOGO NO CAMPEONATO CARIOCA DE 1940

BOTAFOGO 2 x 0 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 28/04/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Heleno de Freitas (2)  
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Bibi; Zezé Procópio, Pacheco (Zezé Moreira) e Canalli; Álvaro, Carvalho Leite (Heleno de Freitas), Paschoal, Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
SÃO CRISTÓVÃO: Madalena, Hernandez e Augusto; Oscarino, Arquimedes e Afonsinho; Roberto, Villegas, Nestor, Nena e Matias.

BOTAFOGO 2 x 3 FLAMENGO
Data: 05/05/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Carlos de Oliveira Monteiro  
Gols: Canalli e Zarcy / Jorge (2) e Sá
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio (Zarcy), Zezé Moreira e Canalli; Paschoal, Carvalho Leite, Heleno de Freitas, Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
FLAMENGO: Yustrich, Domingos da Guia e Nilton; Artigas, Vicente (Jocelino) e Médio; Sá, Zizinho, Leônidas da Silva, Jorge e Jarbas (Orsi).

BOTAFOGO 1 x 1 MADUREIRA
Data: 19/05/1940
Local: Figueira de Melo, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes  
Gols: Patesko / Isaías
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Bibi; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Paschoal, Carvalho Leite, Heleno de Freitas (Melado), Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
MADUREIRA: Alfredo, Tuíca e Ápio; Otacílio, Jair II e Gringo; Jorge, Lelé, Isaías, Jair Rosa Pinto e Valentim.

BOTAFOGO 2 x 0 BONSUCESSO
Data: 26/05/1940
Local: Gávea, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Paschoal (2)  
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Tadique, Paschoal, Carvalho Leite (Heleno de Freitas), Nelson Juliani (Melado) e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
BONSUCESSO: Humberto, Mário e Fraga; Valter, Bibi e Oto; Maninho, Irineu, Gradim, Eunápio e Orlandinho.

BOTAFOGO 3 x 3 FLUMINENSE
Data: 09/06/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gols: Tadique, Canalli e Heleno de Freitas / Hércules (2) e Malazzo
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira (Martim) e Canalli; Tadique, Paschoal, Heleno de Freitas, Perácio e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
FLUMINENSE: Batatais, Moysés e Machado; Bioró, Spinelli e Malazzo; Pedro Amorim, Romeu, Milani, Tim e Hércules.

BOTAFOGO 0 x 3 VASCO DA GAMA
Data: 16/06/1940
Local: Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes  
Gols:  Lindo (2) e Villadoniga
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Afonso (Martim); Tadique, Paschoal, Heleno de Freitas (Carvalho Leite), Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
VASCO DA GAMA: Chiquinho, Florindo e Osvaldo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Lindo, Alfredo II, Durval, Villadoniga e Orlando (Luna).

BOTAFOGO 1 x 1 AMÉRICA
Data: 23/06/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Carvalho Leite / Carola
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Martim (Pacheco) e Canalli (Zezé Moreira); Tadique, Paschoal, Carvalho Leite, Perácio e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
AMÉRICA: Tadeu, Vila e Gritta; Dedão, Bolinha e Alcebíades; Nelsinho, Plácido, Fogueira, Carola e Pirica.

BOTAFOGO 4 x 3 BANGU
Data: 30/06/1940
Local: Figueira de Melo, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Fioravanti D'Ângelo
Gols: Carvalho Leite (2), Tadique e Perácio / Ladislau (2) e Carlinhos
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Pacheco; Tadique, Paschoal, Carvalho Leite, Perácio e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
BANGU: Rey, Enéas e Mineiro; Nadinho, Paulista e Adauto; Bituca, Ladislau, João Pinto (Carlinhos), Baleiro e Murilinho. Técnico: Antônio Manfrenatte.

BOTAFOGO 4 x 3 VASCO DA GAMA
Data: 21/07/1940
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Fioravanti D'Ângelo
Gols: Paschoal (4) / Villadoniga (2) e Alfredo
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Tadique, Paschoal, Carvalho Leite (Zarcy), Cesar e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
VASCO DA GAMA: Chiquinho, Florindo e Osvaldo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Lindo, Alfredo II, Villadoniga, Gonzalez e Orlando.

BOTAFOGO 5 x 1 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 28/07/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes  
Gols: Zarcy, Paschoal, Patesko, Tadique e Cesar / Curtis
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Tadique, Paschoal, Zarcy, Cesar e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
SÃO CRISTÓVÃO: Madalena, Mundinho e Augusto; Oscarino, Arquimedes (Dodô) e Afonsinho; Fuertes, Nestor (Joaquim), Feitiço, Curtis e Matias.

BOTAFOGO 2 x 3 BONSUCESSO
Data: 11/08/1940
Local: Teixeira de Castro, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Perácio e Patesko / Orlandinho, Gradim e Eunápio
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Tadique, Paschoal, Zarcy (Heleno de Freitas), Perácio e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
BONSUCESSO: Francisco, Salvador e Renganeschi; Arresi, Bibi e Oto; Galego, Irineu, Gradim, Eunápio e Orlandinho.

BOTAFOGO 4 x 3 MADUREIRA
Data: 18/08/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Gomes  
Gols: Paschoal (2), Heleno de Freitas e Patesko / Jair Rosa Pinto (2) e Dentinho
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Martim (Zezé Moreira) e Zarcy; Tadique, Paschoal, Heleno de Freitas, Cesar (Nelson Juliani) e Patesko. Técnico: Dori Krueschner.
MADUREIRA: Alfredo, Tuíca e Ápio; Otacílio, Januário e Gringo; Jorge, Lelé, Isaías, Jair Rosa Pinto e Dentinho.

BOTAFOGO 2 x 3 FLAMENGO
Data: 01/09/1940
Local: Gávea, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gols: Carvalho Leite (2) / Castillo, Zizinho e Leônidas da Silva
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz (Ivan); Zezé Procópio, Zezé Moreira e Zarcy; Tadique, Paschoal, Carvalho Leite, Nelson Juliani (Heleno de Freitas) e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
FLAMENGO: Yustrich, Domingos da Guia e Osvaldo; Pichim, Volante e Médio; Valido, Zizinho, Leônidas da Silva, Castillo e Jarbas. Técnico: Flávio Costa.

BOTAFOGO 2 x 2 FLUMINENSE
Data: 08/09/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Perácio e Geninho / Adílson e Tim
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell (Bibi) e Araraquara; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli (Zarcy); Tadique, Geninho, Paschoal, Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
FLUMINENSE: Batatais, Norival e Machado; Bioró, Spinelli e Malazzo; Adílson, Romeu, Milani, Tim e Carreiro. Técnico: Ondino Vieira.

BOTAFOGO 2 x 3 AMÉRICA
Data: 22/09/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Fioravanti D'Ângelo
Gols: Geninho (2) / Cecílio (2) e Plácido
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Bibi e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Zarcy; Tadique, Geninho, Paschoal (Carvalho Leite), Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
AMÉRICA: Tadeu, De La Torre e Gritta; Dedão, Aziz e Alcebíades (Bolinha); Nelsinho, Plácido, Fogueira, Cecílio e Pirica.

BOTAFOGO 6 x 2 BANGU
Data: 29/09/1940
Local: Rua Ferrer, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Patesko (2), Perácio (2), Geninho e Paschoal / Carlinhos e Baleiro
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Araraquara; Zezé Procópio, Martim e Zarcy; Tadique, Geninho, Paschoal, Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
BANGU: Atlante, Enéas e Mineiro; Possato (Nadinho), Paulista e Adauto; Lula, Mical, Baleiro, Carlinhos e Bituca. Técnico: Antônio Manfrenatte.

BOTAFOGO 2 x 2 VASCO DA GAMA
Data: 13/10/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Fioravanti D'Ângelo
Gols: Carvalho Leite e Patesko / Villadoniga (2)
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Zarcy; Paschoal (Álvaro), Geninho, Carvalho Leite, Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
VASCO DA GAMA: Chiquinho, Jaú e Florindo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Lindo, Alfredo II, Villadoniga, Gonzalez e Orlando.

BOTAFOGO 1 x 0 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 20/10/1940
Local: Figueira de Melo, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gol: Álvaro  
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Zarcy; Tadique (Álvaro), Geninho, Paschoal (Carvalho Leite), Perácio e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
SÃO CRISTÓVÃO: Madalena, Mundinho e Augusto; Gualter, Dodô e Arquimedes; Curtis, Joãozinho, Cavaco, Nestor e Matias.

BOTAFOGO 3 x 1 BONSUCESSO
Data: 03/11/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Carvalho Leite (3) / Galego
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira (Martim) e Zarcy; Paschoal, Geninho, Carvalho Leite, Nelson Juliani e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
BONSUCESSO: Francisco, Salvador e Renganeschi; Arresi, Bibi e Oto (Vergara); Galego, Irineu (Gradim), Careca, Beressi e Orlandinho.

BOTAFOGO 4 x 2 MADUREIRA
Data: 10/11/1940
Local: Teixeira de Castro, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Geninho (2), Nelson Juliani e Patesko / Isaías (2)
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Paschoal, Geninho, Carvalho Leite, Nelson Juliani (Heleno de Freitas) e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
MADUREIRA: Alfredo, Tuíca (Ernesto) e Ápio; Otacílio, Jair II e Gringo; Jorginho, Lelé, Isaías, Jair Rosa Pinto e Raul (Dentinho).

BOTAFOGO 1 x 1 FLAMENGO
Data: 24/11/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gols: Heleno de Freitas / Zizinho
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz; Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Paschoal, Geninho, Carvalho Leite (Zarcy), Heleno de Freitas e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
FLAMENGO: Yustrich (Valter), Domingos da Guia e Osvaldo; Pichim, Volante e Médio; Armandinho, Zizinho, Leônidas da Silva, Jorge e Jarbas.

BOTAFOGO 1 x 3 FLUMINENSE
Data: 01/12/1940
Local: Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mário Vianna  
Gols: Heleno de Freitas / Adilson, Carreiro e Romeu
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz (Araraquara); Zezé Procópio, Zezé Moreira e Canalli; Álvaro, Geninho, Paschoal, Nelson Juliani (Heleno de Freitas) e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
FLUMINENSE: Batatais, Norival e Machado; Brant, Bioró e Spinelli; Adilson, Russo, Rongo, Tim e Carreiro. Técnico: Ondino Vieira.

BOTAFOGO 2 x 1 AMÉRICA
Data: 15/12/1940
Local: Campos Sales, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Zezé Procópio e Patesko / Nelsinho
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz (Araraquara); Zezé Procópio, Martim e Laxixa; Álvaro, Geninho, Carvalho Leite, Heleno de Freitas e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
AMÉRICA: Thadeu, De La Torre e Gritta; Dedão, Aziz e Alcebíades; Nelsinho, Carola, Fogueira, Cecílio e Pirica.

BOTAFOGO 4 x 2 BANGU
Data: 22/12/1940
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: José Pereira Peixoto  
Gols: Patesko, Tadique, Carvalho Leite e Zarcy / Baleiro e Ladislau
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Graham Bell e Nariz (Araraquara); Zezé Procópio, Zezé Moreira e Laxixa; Tadique (Zarcy), Geninho, Carvalho Leite, Heleno de Freitas e Patesko. Técnico: Adhemar Pimenta.
BANGU: Atlante, Enéas e Mineiro; Nadinho, Paulista e Adauto; Lula, Baleiro, Anito, Antônio e Bituca (Ladislau). Técnico: Antônio Manfrenatte.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

BRILHA GAROTADA DO BOTAFOGO EM TORNEIO NA FRANÇA

O Botafogo conquistou o título de campeão do 17º Torneio Internacional de Futebol Juvenil (Sub-19), realizado em Croix, França, de 9 a 11 de junho de 1973.
Doze clubes participaram do torneio organizado pelo Iris Club de Croix.
No grupo que tinha Milan, da Itália, Nantes, da França e Legia Warsaw, da Polônia, o classificado foi o Milan.
O clube da cidade promotora, o Iris, mais Rangers, da Escócia, e Ajax, da Holanda, compuseram outro grupo, que classificou o Rangers.
Dinamo de Kiev, da União Soviética, Benfica, de Portugal, e Anderlecht, da Bélgica, disputaram mais uma vaga, que ficou com clube soviético.
Do grupo do Botafogo fizeram parte o Schalke 04, da Alemanha, e o Nancy, da França. O Botafogo venceu o Nancy por 1 x 0 (gol de Antônio Carlos), mesmo resultado do clube alemão sobre o francês. Na decisão para ver quem passava para as semifinais, empate de 1 x 1 (gol de Tiquinho) no tempo regulamentar de jogo e o desempate no maior número de escanteios (3 x 1), critério que classificou o Botafogo.
Nas semifinais, no dia 10, o Botafogo enfrentou o Milan e o jogo terminou empatado em 0 x 0, mas o Botafogo venceu novamente no maior número de escanteios (3 x 0). Por outro lado, o Dinamo de Kiev venceu o Glasgow Rangers por 1 x 0 e chegaram à condição de finalistas.
Na partida final, em 11 de junho, o Botafogo derrotou o Dinamo de Kiev, por 2 x 0, já na prorrogação. Os gols foram marcados pelo ponta-esquerda Tiquinho.
O Botafogo jogou com Zé Carlos, Nei, Carlinhos, Bruno Ferretti e Dodô; Luisinho Rangel, Mendonça e Antônio Carlos; Leônidas, Sérgio e Tiquinho. O técnico foi Neca.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O BOTAFOGO FAZENDO HISTÓRIA NA TAÇA SÃO PAULO DE FUTEBOL JUNIOR


As duas primeiras edições da Taça São Paulo de Futebol Junior, realizadas nos anos de 1969 e 1970, só contaram com a participação de quatro clubes paulistas em cada uma delas.
A terceira edição, a de 1971, foi a primeira vez em que clubes de outros Estados tomaram parte.
E o número aumentou bastante: passou a ser de 16 clubes. Os paulistas continuaram sendo maioria, 11: Comercial, de Ribeirão Preto; Guarani e Ponte Preta, de Campinas; Santos, de Santos; e Corinthians, Juventus, Nacional, Nitro-Química, Palmeiras, Portuguesa de Desportos e São Paulo, da capital paulista.
Os demais eram Botafogo e Fluminense, do Rio de Janeiro; Atlético Mineiro, de Belo Horizonte-MG; Coritiba, de Curitiba-PR e Grêmio, de Porto Alegre-RS.
No dia 12 de dezembro de 1970, o Botafogo passou a fazer parte da história da competição: foi o primeiro clube de outro Estado a entrar em campo (no Centro Esportivo e Recreativo de Vila Pirituba) para disputar a competição.
E o fez de forma magnífica: goleando a Portuguesa de Desportos, por 6 x 0. A competição prosseguiu em janeiro de 1971, com o Botafogo superando mais duas equipes paulistas: no dia 17, venceu o Nacional (3 x 1) e no dia 30, o Palmeiras (4 x 0).
Classificou-se com sobras em primeiro lugar de seu grupo.
Nas quartas-de-final, no dia 6 de fevereiro de 1971, com gol de Luizinho, o Botafogo superou o Grêmio, por 1 x 0.
Nas semifinais, no dia 27 de fevereiro, a estrela do artilheiro Luizinho voltou a brilhar: marcou os três gols da vitória de 3 x 1 sobre a Ponte Preta, aos 18 minutos do 1º tempo, e aos 18 e 34 do 2º. Cruzinho descontou para o time de Campinas, aos 30 minutos do 1º tempo. O árbitro foi Roberto Nunes Morgado, que expulsou Toninho da Ponte Preta, no segundo tempo. O Botafogo jogou com China, Calibé, Maurício, Pedro Paulo e Jorginho; Nandes e Edinho; Tuca, Luizinho, Brito e Galdino. A Ponte Preta formou com Moacir, Maurinho, Lázaro, Nenê e Toninho; Silvinho e Gilberto; Cruzinho, Rubinho (Ricardo), Roberto e Aloízio (Mojica).
No dia 6 de março de 1971 aconteceu a final do torneio, uma final carioca, entre Botafogo e Fluminense.
As equipes formaram assim: Botafogo - China, Calibé, Maurício, Pedro Paulo e Ney; Nandes e Edinho; Tuca, Brito (Perácio), Luizinho e Galdino. Técnico: Neca.
Fluminense - Russo, Dejair, Pogito, Jorge Henrique e Jorginho; Carlos Alberto e Fernando; Augusto, Silvinho, Eduardo (Onofre) e Antônio Carlos (Bequinha). Técnico: Sebastião Araújo.
O árbitro foi Roberto Nunes Morgado.
No tempo normal de jogo (70 minutos), empate em 3 x 3, com os gols marcados nessa ordem: Tuca, 11; Silvinho, 14; Augusto, 23; Silvinho, 30; Galdino, 63 e Luizinho, 68.
Na prorrogação, Edinho marcou para o Botafogo, aos 14 minutos do primeiro tempo e Onofre empatou para o Fluminense.
O título somente foi decidido na cobrança de pênaltis e o Botafogo levou a pior: o goleiro Russo defendeu uma cobrança feita por Ney.
Essa foi a melhor colocação do Botafogo em toda a história da “Copinha”.
Com esse resultado, a equipe de juvenis do Botafogo alcançou a série invicta de 103 jogos sem perder.
O atacante Luizinho, do Botafogo, recebeu três troféus: o primeiro, por ter sido o melhor jogador da partida; o segundo, pela sua atuação durante todo o campeonato, e o terceiro por ser o artilheiro da competição, com 11 gols.

Fontes:
Copa São Paulo – A Vitrine do Futebol Brasileiro
O Estado de S. Paulo


terça-feira, 26 de junho de 2012

O PRIMEIRO TROFÉU DA HISTÓRIA DO BOTAFOGO


O Botafogo conquistou o primeiro troféu de sua história, o bronze “Elihu Root”, no dia 4 de agosto de 1906, no Velódromo Paulista, em São Paulo, ao vencer um combinado de jogadores de clubes paulistas, por 2 x 1. Foi, também, o seu primeiro jogo interestadual.
Como era muito comum na época, C. Calvert e C. Mutzembecher (ambos do Rio Cricket) e Armindo Motta (do Athletic) reforçaram o Botafogo.
O jornal Estado de S. Paulo destacou em sua coluna “Sport”:
“Cremos nunca ter visto o campo do C. A. Paulistano com aspecto tão festivo, nem tão animado pela distinta concorrência que costumeiramente aplaude as justas esportivas que nele se realizam.
O Velódromo Paulista apresentava um aspecto de excepcional beleza e de nunca vista animação.
Desde as primeiras horas da tarde que a ele afluíam numerosas famílias e distintos cavalheiros da nossa primeira sociedade.
Enfim, às quatro horas da tarde, em todas as vastas dependências do elegante e pitoresco “ground”, acumulavam-se cerca de oito mil espectadores, entre as quais, pelo vistoso de sua toilette, destacavam-se as senhoras e senhoritas, dando uma nota mais alegre a esse conjunto bizarro.
A essa hora davam entrada no campo os vinte e dois jogadores que se iam entregar a empolgante luta acompanhados do senhor Raphael Sampaio, jogador da Associação Athlética das Palmeiras, que foi escolhido como árbitro”.
Às quatro horas e vinte e três minutos, o “center-forward” do Botafogo dava o “kick-off”, estando os times assim formados:
COMBINADO PAULISTA: Jorge de Miranda Junior "Tutu" (Paulistano), Pinto (Mackenzie) e W. Jeffery (S.P.A.C.); Stewart (Mackenzie), Maneco (Paulistano) e Pyles (Mackenzie); Alexandre Ruffin (Mackenzie), Gonçalves (Paulistano) - (Vevé - Paulistano), B. Cerqueira, Oscar Andrade (Mackenzie) e Henrique Ruffin (Mackenzie).
BOTAFOGO: Álvaro Werneck, João Leal e Octávio Werneck; Macedo Soares, C. Calvert e C. Mutzembecher; Norman Hime, Flávio Ramos, Ataliba Sampaio, Gilbert Hime e Armindo Motta.
Às quatro horas e trinta minutos assomaram à tribuna central das arquibancadas o ilustre senhor Elihu Root, Secretário-Geral do governo dos Estados Unidos da América e família, o embaixador Lloyd Griscom, Dr. Jorge Tibyriçá e família, Coronel Kennon, Conselheiro Antônio Prado e Dr. Domício da Gama.
O combinado paulista domina o jogo e não demora para transformar esse predomínio em gol, marcado por Vevé. Com 1 x 0 a favor do paulistas termina o primeiro tempo.
No segundo tempo, o aspecto do jogo modificou-se inteiramente. É o Botafogo que passa a jogar melhor.
Gilbert Hime apodera-se da bola depois do tiro-de-meta, avançando sobre o campo adversário. Na linha de pênalti, faz um passe a Ataliba Sampaio, o qual, sem perda de tempo, chuta. Tutu faz a defesa e a bola cai aos pés de Flávio Ramos, que com um magnífico chute marca o primeiro gol do Botafogo.
Em nova avançada Ataliba Sampaio, recebendo um passe de Gilbert Hime, chuta conseguindo marcar novo gol para seu time. Pouco tempo faltava então para terminar o jogo.
E não haviam cessado ainda as frenéticas comemorações pela vitória, quando Mr. Elihu Root levantou-se para entregar ao capitão do time vencedor, Octávio Werneck, o bronze artístico oferecido pelo Sr. Presidente (atualmente Governador) do Estado”.

Fontes:
O Estado de S. Paulo
O Caminho da Bola

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A GRANDE EXCURSÃO INTERNACIONAL DO BOTAFOGO EM 1955


Logo depois de participar do Torneio Rio-São Paulo, quando fez seu último jogo no dia 11 de maio, em São Paulo (vencendo o Corinthians, por 1 x 0), na madrugada de 12 de maio o Botafogo partiu para uma longa excursão.
Durante mais de dois meses o Botafogo esteve atuando em gramados europeus. De 15 de maio a 16 de julho de 1955, o Botafogo realizou 18 jogos, sendo 6 na Espanha, 3 na França, 1 na Dinamarca, 1 na Holanda, 1 na Suíça, 2 na Itália e 4 na antiga Tchecoslováquia.
Depois de um início vacilante (nos sete primeiros jogos, conseguiu apenas uma vitória), embalou e conquistou 10 vitórias seguidas (o último jogo foi empate).
Foram 11 vitórias, 5 empates e apenas duas derrotas. Marcou 54 gols e sofreu 28.
Utilizou os goleiros Lugano e Gilson, e mais os seguintes jogadores: Gerson dos Santos, Nilton Santos, Thomé, Orlando Maia, Ruarinho, Bob, Danilo Alvim, Juvenal, Pampolini, Garrincha, Quarentinha, Vinícius, Dino da Costa, Paulinho, Wilson Moreira, Neyvaldo e Hélio. O técnico foi Zezé Moreira.
Os destaques da excursão foram Garrincha (começando a assombrar seus marcadores europeus) e os atacantes Vinícius e Dino da Costa, autores de muitos gols, logo depois contratados por clubes italianos, Napoli e Roma, respectivamente.
Marcaram os gols do Botafogo Dino da Costa, 18 vezes; Vinícius, 15; Garrincha, 10; Paulinho e Wilson Moreira, 3; Neyvaldo e Quarentinha, 2 e Pampolini, uma vez.
A estréia aconteceu no dia 15 de maio de 1955, no estádio
Chamartín, em Madrid (Espanha), diante do grande Real Madrid. Empate de 2 x 2. O Botafogo formou com Lugano, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Ruarinho (Bob) e Danilo Alvim (Juvenal); Garrincha, Quarentinha, Vinícius, Dino da Costa e Hélio (Neyvaldo). Defenderam o clube espanhol Alonso, Navarro e Biosca (Parra); Lesmes, Muñoz e Manolin; Castaño, Joseíto, Di Stefano, Molowny e Valdés. Manuel Asensi Martin, da Espanha, foi o árbitro. Dino da Costa marcou os gols do Botafogo e Joseíto e Castaño os do clube madrilenho. O zagueiro Biosca foi emprestado pelo Barcelona para esse amistoso.
Quatro dias depois (19), na mesma Madrid, mas no estádio Metropolitano, o Botafogo voltou a empatar com o outro grande clube da cidade, o Atlético: 3 x 3. Jogaram pelo Botafogo Lugano, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Danilo Alvim (Juvenal); Garrincha (Neyvaldo), Quarentinha (Paulinho), Vinícius, Dino da Costa e Hélio. O Atlético de Madrid formou com Pazos, Martin e Tinto; Socrates, Almagro (Barragan) e Cobo; Miguel, Molina, Benavidez, Agustín (Escudero) e Collar (Lorenzo). O árbitro foi Vicente Caballero, da Espanha. Novamente Dino da Costa marcou dois gols e Vinícius completou o placar para o Botafogo. Miguel, Agustín e Escudero fizeram os gols espanhóis.
Ainda na Espanha, o Botafogo realizou mais três amistosos seguidos. Os dois primeiros em Tenerife, no estádio Rodríguez López. No dia 22 de maio, venceu o Tenerife por 4 x 1, jogando com Lugano, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Danilo Alvim; Garrincha, Quarentinha, Vinícius, Dino da Costa e Hélio. O Tenerife atuou com Cuco, Chucho e Isal; Perla, Villar e Oscar; Tomas, Puello, Munnés, Padron e Manolin. Pelo terceiro jogo consecutivo Dino da Costa marcou dois gols, complementando Quarentinha e Garrincha. Villar marcou o de honra dos espanhóis.
Dois dias depois o Botafogo concedeu revanche ao mesmo Tenerife e desta vez foi derrotado por 2 x 1. O alvinegro carioca jogou com Gilson, Gerson dos Santos (Thomé) e Nilton Santos; Orlando Maia, Ruarinho (Danilo) e Juvenal (Pampolini); Garrincha, Dino da Costa, Vinícius (Wilson Moreira), Quarentinha (Paulinho) e Neyvaldo. Vinícius marcou o gol botafoguense e Julito e Munnés os do Tenerife.
No dia 29 de maio o Botafogo atuou no estádio Mestalla, em Valencia. Outro empate de 3 x 3. Lugano (Gilson), Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Danilo Alvim e Juvenal; Garrincha, Quarentinha, Vinícius, Dino da Costa e Hélio foi a formação do Botafogo. Ramírez, Quincoces, Sendra e Sócrates; Passieguito e Puchades; Manó, Fuertes (Badenes), Wilkes, Buqué e Collar a do Valencia. Mañez, da Espanha, foi o árbitro. Dino da Costa voltou a marcar dois gols e Garrincha um. Fuertes (2) e Passieguito fizeram os do clube espanhol.
Em seguida, o Botafogo mudou de ares e jogou na França, no dia 1º de junho. No Parc des Princes, em Paris, perdeu para o Racing local, por 4 x 2. O Botafogo foi defendido por Gilson, Gerson dos Santos (Thomé) e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob (Juvenal) e Danilo Alvim; Garrincha, Dino da Costa, Vinícius, Quarentinha (Paulinho) e Hélio (Neyvaldo). O clube francês jogou com Taillandier, Lelong e Marche; Sosa (Gabet), Happel e Mahuque; Ipillard, Amalfi, Cicowski, Dalla Cieca e Guillot. Vinícius e Dino da Costa marcaram os gols do Botafogo e Dalla Cieca, Pillard, Happel e Nilton Santos (contra), os do Racing.
Voltou para o território espanhol e no dia 5 de junho empatou com o Murcia, em 2 x 2, jogando com Gilson, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Danilo Alvim (Juvenal); Garrincha, Dino da Costa, Vinícius (Paulinho), Quarentinha e Hélio (Neyvaldo).Echezarreta, Ferrandíz e Basaco; Inza, Bardají e Buendía; Mangui, Peiró, Marsal, Antonio Collar (Pallarés) e Enrique Collar defenderam o Murcia. Marcaram os gols botafoguenses Quarentinha e Garrincha. Peiró e Pallarés fizeram os do Murcia.
Novamente na França, deu início à seqüência de vitórias com uma goleada no dia 8 de junho, sobre o Stade de Reims: 5 x 1. Atuou com Lugano, Orlando Maia, Thomé e Nilton Santos; Bob (Pampolini) e Juvenal; Garrincha, Paulinho, Dino da Costa, Vinícius (Wilson Moreira) e Hélio (Quarentinha). O clube francês jogou com Sinibaldi, Zimmy e Siatka; Penverne, Jonquet e Cioci; Hidalgo, Kopa, Bliard, Templin e Brandãozinho. Dino da Costa marcou três gols, Vinícius e Paulinho um cada. O craque Kopa marcou o gol de honra francês.
No dia 11 de junho, em Lens, venceu o Racing local por 3 x 2. Jogaram: Lugano, Thomé e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Juvenal; Garrincha, Paulinho, Dino da Costa, Vinícius e Hélio. O clube francês atuou com Duffuler, Maresch e Wattecamps; Ziemzak, Polak e Louis; Wisniewski, Habitzl, Aurednick, Ganczar e Stievenard. Garrincha, Paulinho e Vinícius foram os artilheiros do Botafogo. Louis, duas vezes, marcou para o clube de Lens.
Saiu da França e foi para a Dinamarca, onde, no dia 14 de junho, na capital Copenhague goleou o Allianzen, por 5 x 2. A formação do alvinegro foi Lugano, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Juvenal (Danilo Alvim); Garrincha, Paulinho, Dino da Costa, Vinícius (Wilson Moreira) e Hélio (Quarentinha). Garrincha, duas vezes, Vinícius, Dino da Costa e Wilson Moreira marcaram os gols do Botafogo, enquanto Andersen e Sporlott assinalaram os do Allianzen.
Da Dinamarca foi para a Holanda. No dia 19 de junho, no estádio Olímpico de Amsterdam, aplicou uma goleada de 6 x 1 sobre a Seleção da Holanda. Defenderam o Botafogo Lugano, Orlando Maia, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Bob e Juvenal; Garrincha, Paulinho, Dino da Costa, Vinícius e Hélio (Quarentinha). Graafland, Wierama e Boskamp; Schaap, Van der Hart e Klaasens; Overbeek, Wilkes, Van Melis, Lenstra e Deharder formaram o onze holandês. Os gols do Botafogo foram marcados por Vinícius (3), Dino da Costa (2) e Garrincha. Van Melis descontou para a seleção holandesa.
Mais um país visitado, desta vez a Suíça, onde, no Hardturm, de Zurich, voltou a marcar seis gols. Foi no dia 22 de junho e o adversário o Grasshoppers: 6 x 2. Jogaram pelo Botafogo Lugano, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia (Pampolini), Bob e Juvenal (Danilo Alvim); Garrincha, Paulinho, Dino da Costa (Neyvaldo), Vinícius (Wilson Moreira) e Quarentinha. Vinícius marcou quatro gols e Dino da Costa e Wilson Moreira, um cada. Vukosavljevic e Vonlanthen marcaram os gols suíços.
Uma semana depois, o Botafogo estreava na Itália, mais precisamente em Turim, onde, no dia 29 de junho, goleou um Combinado Juventus/Torino, por 4 x 0. O jogo foi realizado no Via Filadelfia. O Botafogo jogou com Lugano, Thomé e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob (Ruarinho) e Juvenal (Danilo Alvim); Garrincha (Neyvaldo), Paulinho, Dino da Costa, Vinícius (Wilson Moreira) e Quarentinha (Hélio). O combinado de Turim com Viola (Lovatti), Molino (Cancian), Corradi, Bearzot (Sentimenti III), Ferrario (Garzena) e Moltrasio (Bodi); Boniperti, Montico, Bacci (Macor), Vairo e Bertoloni (Bonizzoni). Pietro Bonetto foi o árbitro e os gols do Botafogo foram marcados por Garrincha (2), Vinícius e Dino da Costa.
No segundo compromisso em terras italianas, no dia 6 de julho, no estádio Olímpico de Roma, o Botafogo superou a Roma, por 3 x 2. Lugano, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob (Ruarinho) e Juvenal; Garrincha, Paulinho, Dino da Costa, Vinícius (Wilson Moreira) e Quarentinha foi a formação do Botafogo. Tessari, Stucchi e Losi; Bortoletto, Cardarelli e L. Giuliano; Boscolo (Galassini), Cavazzuti, Ghiggia, Célio e S. Nyers a da Roma. Dino da Costa, Garrincha e Paulinho assinalaram os gols do Botafogo e Bortoletto e Cavazzuti os da Roma.
Os quatro últimos jogos do Botafogo na Europa foram na Tchecoslováquia.
No dia 9 de julho, na capital Praga, venceu o Dinamo de Praga, por 1 x 0, gol de Vinícius. Formou o Botafogo com Lugano, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Juvenal; Garrincha, Paulinho, Dino da Costa, Vinícius (Wilson Moreira) e Quarentinha. O Dinamo de Praga teve a defendê-lo Jonak, Kocourey e Stadlen; Musikar, Matejek e Trubao; Urban, Lavicya, Teireisel, Hemmerle e Andrejkovic.
Já sem contar com os craques Dino da Costa e Vinícius, viajou para Bratislava e lá, no dia 12 de julho, venceu o Slovan local, por 2 x 0, com gols de Wilson Moreira e Pampolini. A equipe do Botafogo foi esta: Lugano, Gerson dos Santos (Thomé) e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob (Ruarinho) e Juvenal (Danilo Alvim); Garrincha, Paulinho, Wilson Moreira, Quarentinha e Neyvaldo (Pampolini). O time do Slovan Bratislava formou com Tibansky, Jankovic e Cirka; Jajcaj, Vican e Benedikovic; Venglos, Bily, Grehovsky, Pazicky e Molnar.
Mais dois dias, 14 de julho, e outra cidade visitada, Brno, onde o Botafogo venceu o Spartak Sokolovo, por 1 x 0, gol de Neyvaldo. Lugano, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Juvenal (Danilo Alvim); Garrincha, Paulinho, Wilson Moreira, Neyvaldo (Ruarinho) e Quarentinha defenderam o Botafogo.
O último amistoso da excursão aconteceu no dia 16 de julho, em Ostrava, onde ocorreu empate de 1 x 1 entre o Botafogo e o Banik Ostrava. Neyvaldo marcou para o Botafogo e Havorka para o Banik.
Os jogadores que se despediram dos gramados europeus foram Lugano, Gerson dos Santos e Nilton Santos; Orlando Maia, Bob e Juvenal; Garrincha, Wilson Moreira, Neyvaldo, Ruarinho e Quarentinha.
A delegação do Botafogo embarcou em Gênova, na Itália, com destino ao Rio de Janeiro, a bordo do transatlântico italiano “Conte Grande”.

BOTAFOGO VIAJA EM AVIÃO PRESIDENCIAL PARA INAUGURAR ESTÁDIO



No dia 11 de abril de 1958 a delegação do Botafogo viajou para Diamantina, onde participou das homenagens que foram prestadas ao então Presidente Juscelino Kubitschek.
A viagem foi feita no "Viscount", avião particular do Presidente da República, tendo a embaixada do Botafogo levado como chefe João Lyra, antigo presidente do clube alvinegro.
Da equipe titular do Botafogo estiveram ausentes os quatro titulares que estão convocados para a Seleção Brasileira: Nilton Santos, Pampolini, Didi e Garrincha.
O jogo, contra o time local do Tejuco, foi realizado no dia 13 de abril de 1958 e assinalou a inauguração do estádio municipal de Diamantina.
O primeiro gol do novo estádio foi marcado pelo botafoguense Édson, aos 13 minutos de jogo. Além do gol de Édson marcaram Dodô e Quarentinha, enquanto Aurê descontou para o Tejuco.

Formou o Botafogo com Adalberto, Beto, Domício e Ney Rosa; Ademar e Servílio; Neyvaldo, Édson, Paulinho Valentim, Quarentinha e Dodô. Técnico: João Saldanha.

Fonte: Diário da Noite.

domingo, 24 de junho de 2012

ESTAMOS DE VOLTA!

A partir da próxima semana, voltaremos a atualizar o blog, com novas postagens sobre o glorioso Botafogo.
Desculpem pelo longo tempo de inatividade.