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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

DUAS GRANDES GOLEADAS NO MESMO ADVERSÁRIO, NO MESMO CAMPEONATO

Em condições normais, uma supergoleada não é um placar que acontece sempre. Quando acontece uma goleada num primeiro turno, normalmente esse adversário toma suas precauções para que o desastre não volte a ocorrer no segundo.
Mas não foi o que se viu no Campeonato Carioca de 1936, competição disputada em dois turnos: o Botafogo aplicou duas grandes goleadas no Olaria.
A primeira aconteceu no jogo que foi adiado devido ao mau tempo. Foi realizada no feriado de 7 de setembro de 1936, no campo da rua General Severiano. Facilmente, o Botafogo se impôs pelo placar de 7 x 0. Loris Cordovil, o árbitro, marcou três pênaltis, sendo dois contra o Olaria e um contra o Botafogo.
O primeiro tempo terminou com a contagem de 4 x 0, com os gols marcados nesta ordem: 1º Carvalho Leite, 2º Enéas, contra; 3º Carvalho Leite e 4º Russinho.
No segundo tempo, Russinho (5º), Armando (6º) e Russinho (7º) definiram o marcador.
As equipes formaram assim:
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Brum e Octacílio; Affonso, Martim e Canalli; Álvaro, Armando, Carvalho Leite, Russinho e Patesko.
OLARIA: Ubiratan, Caraúna (Salim) e Joaquim; Aristotelino, Enéas e Nonô; Ary, Gago, Euclydes (Fraga), Horácio e Pierre.

Cumprindo o último compromisso do returno, no dia 29 de novembro de 1936 o Botafogo desenvolveu outra atuação de destaque contra o Olaria.
O jogo foi realizado no campo do Olaria, à rua Cândido Silva.
Quem assistiu aos primeiros quinze minutos do período decisivo, viu o Olaria agir com grande desenvoltura, com ânimo forte e muita disposição, chegaram a impressionar mesmo tendo pela frente um Botafogo em bom dia.
Aos 8 minutos de jogo o Botafogo inaugurou o marcador, depois que Álvaro cruzou uma bola para Carvalho Leite, este fintou e deixou a bola para Russinho, que marcou o primeiro gol do Botafogo.
Cinco minutos depois, Carvalho Leite marcou o segundo gol do alvinegro.
Dada nova saída, o Botafogo recupera a bola. Álvaro corre pela extrema e passa a Russinho, que marca o terceiro gol da tarde.
Pouco tempo depois, Patesko assinala o quarto gol do Botafogo.
Faltando poucos minutos para o término do primeiro tempo, Russinho recebe a bola e passa para Patesko que escapa, deslocando-se para o centro, para marcar o quinto gol do Botafogo. O primeiro tempo termina com o placar de 5 x 0 a favor do Botafogo.
Com cinco minutos de jogo no segundo tempo, ao ser cobrado um escanteio contra o Botafogo, Gago marca, de cabeça, o primeiro gol do Olaria. Os locais se animam com o feito e desenvolvem uma atuação impressionante pela rapidez, atacando com ânimo.
Aos dez minutos de jogo, o árbitro assinala pênalti de Octacílio em Cebinho. Gato cobra a penalidade, conseguindo marcar o segundo e último gol do Olaria.
Pouco tempo depois, o Botafogo consigna o sexto gol, por intermédio de Carvalho Leite, ao ser cobrada uma falta por Patesko. E os visitantes voltam a dominar, diminuindo o entusiasmo dos suburbanos.
Álvaro corre com a bola, passa a Carvalho Leite, que marca o sétimo gol do Botafogo.
Logo em seguida, Patesko encerra a contagem, assinalando o oitavo gol do Botafogo. Placar final: Botafogo 8 x 2 Olaria.
Sob as ordens de Loris Cordovil, que agiu a contento, os quadros atuaram assim constituídos:
BOTAFOGO: Aymoré Moreira, Octacílio e Nariz; Luciano, Zezé Moreira e Canalli; Álvaro, Martim, Carvalho Leite, Russinho e Patesko.
OLARIA: Adolpho Madeira, Enéas e Alberto (Herculano); Lamas, Nunes (Joaquim) e Aristotelino; Ary, Gato, Pierre (Gago), Cebinho e Motta.

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